Uso do frequencímetro durante as atividades físicas é fundamental

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Nabil Ghorayeb*

Não são poucas as pessoas que não acham necessário o uso de um frequencímetro, um medidor da pulsação/minuto com uma cinta no tórax que “sente e registra” os batimentos cardíacos, enviando sinais ao relógio receptor no pulso durante toda a atividade física, com o argumento de que o esportista deve estar acostumado com meus limites físico/cardiológicos.

A recomendação médica é clara: deve-se conhecer a pulsação (frequência cardíaca-FC) que deve ser atingida e aquela que não pode ser superada numa atividade física regular, exatamente por razões fisiológicas de um treinamento e limites de ordem médica.

A utilização desses aparelhos veio facilitar os objetivos de preparação e de saúde.

Alguns modelos têm chips e programas inteligentes para serem usados em computadores e, assim, poderão ser aferidos, além da pulsação instantânea digital, o consumo de oxigênio, gasto de calorias etc.

Aliás, isso fez com que eles fossem utilizados por atletas de todas as categorias, e recomendados até na reabilitação cardiovascular de cardiopatas, em que pode-se controlar importantes limites do sistema cardiovascular, durante o exercício físico, com base na frequência cardíaca alcançada no teste ergométrico, feito ou acompanhado in loco por cardiologista habilitado nesse exame.

Possíveis riscos cardíacos, como as arritmias desencadeadas no esforço físico e outros problemas sem sintomas, poderão ser evitadas se o esportista mantiver a pulsação nas faixas seguras determinadas pelo médico.

Sabe-se que o treinamento dentro da frequência cardíaca alvo por vários minutos, melhora muito o rendimento atlético e traz benefícios para a saúde.

Para os que não podem ter um frequencímetro, existem soluções alternativas razoáveis: usar a mão espalmada no peito (logo abaixo do mamilo esquerdo) contando os batimentos do coração ou tentar contar os batimentos pelo pulso.

Um alerta necessário e pouco conhecido: deve-se evitar a palpação das carótidas, com dois dedos na lateral do pescoço, pelo risco de provocar desmaio (síncope), consequente à compressão de uma estrutura chamada bulbo carotídeo, onde se localizam receptores da pressão arterial e da pulsação do nosso corpo.

Algumas pessoas têm bulbo muito sensível ao toque, em especial após os 60 anos, que, se for intenso, traz riscos até de uma parada cardíaca.

Portanto, essa manipulação sempre deve ser evitada.

Corridas ou outras atividades físicas são mais bem aproveitadas quando se utilizam informações fisiológicas da frequência cardíaca registrada no teste ergométrico prévio.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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