Estudo diz que apenas 40% dos brasileiros se exercitaram nos últimos dois anos

Foto: Shutterstock
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Gustavo Luz*

Uma pesquisa do IBGE de 2016 apontou um dado interessante no campo da educação física: apenas 40% dos brasileiros praticaram alguma atividade física nos últimos dois anos.

Isso significa que o Brasil tem mais de 100 milhões de sedentários.

Quem pratica atividade física às vezes não entende o cara que está sedentário, mas muita gente tem os seus motivos para não conseguir treinar.

Se você está do lado sedentário da estatística e quer começar a virar o jogo, é importante encontrar uma atividade que te deixe motivado.

Uma sugestão para quem tem pouco tempo para se dedicar ao exercício é tentar caminhar.

Saia de casa caminhe um pouco e volte para a porta da sua residência, você não perde tempo com deslocamento.

Às vezes, se quiser, pode colocar alguns trechos de corrida ou subir alguns degraus da escada do prédio, na volta pra casa.

Muitas vezes, esse sedentarismo e uma consequente obesidade estão ligados a uma baixa estima e até depressão, e isso é uma questão séria.

Por isso, outra estratégia que pode ajudar bastante é procurar se exercitar em grupo.

Você começa e ter contatos com outras pessoas, que, muitas vezes, têm a mesma dificuldade para engrenar nas atividades, e esse calor humano pode ser o que faltava para te tirar do quentinho de casa.

E aos poucos vão aparecendo, no corpo e nos pulmões, os benefícios de treinar com mais regularidade, que consequentemente gera mais motivação.

Tenha o cuidado de (re)começar a praticar atividade com calma, sem pressa para perder peso ou para aumentar as distâncias.

Muitos iniciantes começam empolgados demais com um organismo que ainda não está preparado para essa pressão toda.

Aí, a pessoa se machuca e acaba com toda aquela motivação inicial.

Se puder, pelo menos nesse começo, procure a ajuda de um treinador de sua confiança.

*GUSTAVO LUZ

É educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 20 anos. Diretor técnico da G-LUZ Top Team vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Menos de um quarto da população brasileira pratica exercícios suficientes para ter uma vida ativa

(foto: shutterstock)
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Nabil Ghorayeb*

Para manter a luta contra o sedentarismo, vamos aos fatos. Recentemente, o Ministério do Esporte divulgou uma pesquisa que concluiu que pouco mais de 42% da população brasileira é sedentária.

O estudo contínuo do IBGE, conhecido como Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mostra um dado ainda mais grave: apenas 27,1% dos homens com mais de 18 anos praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer, enquanto nas mulheres este percentual ainda foi pior, de 18,4%.

Ou seja, os sedentários eram 72,9 % dos homens e 81,6% das mulheres.

A média brasileira de ativos foi de apenas 22,5%, incluindo a área urbana e rural do país. Ou seja, 77,5% da população não praticam o nível recomendado de atividade física no lazer.

O porcentual de adultos que praticam o nível recomendado de atividade física no tempo livre tende a diminuir com o aumento da idade.

Isto pode ser observado nas proporções dos grupos de idade de 18 a 24 anos, em que 35,3% praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer.

Dentre os adultos de 25 a 39 anos de idade a proporção foi de 25,5%.

Na faixa de 40 a 59 anos, esse porcentual foi de 18,3%, enquanto que, no grupo de mais de 60 anos, 13,6%.

A prática recomendada de atividade física no tempo livre cresce com o nível de instrução.

A PNAD divulgou que os idosos estão vivendo mais no Brasil.

Em 2013, dos 201,5 milhões de habitantes, cerca de 26,1 milhões eram pessoas acima dos 60 anos.

Para especialistas, o bom humor e a prática de atividades físicas contribuem para a longevidade.

prática regular de exercícios físicos ou esportes é considerada como fator de proteção à saúde das pessoas.

As oportunidades para indivíduos adultos serem fisicamente ativos podem ser classificadas em quatro domínios: no lazer (tempo livre), no trabalho, no deslocamento e no âmbito das atividades domésticas.

O nível recomendado de atividade física no lazer é de, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade física de intensidade leve e moderada ou de, pelo menos, 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa.

Alguns exemplos de atividades físicas de intensidade leve ou moderada são: a caminhada, musculação, hidroginástica, dança e ginástica em geral.

Como exemplos de intensidade vigorosa há a corrida, os esportes coletivos no geral, ginástica aeróbica, entre outras atividades que aumentem a frequência cardíaca muito além dos níveis de repouso.

Para a OMS – Organização Mundial da Saúde, ser ativo é: praticar futebol, basquete, ginástica aeróbica, corrida (inclusive em esteira) ou tênis durante pelo menos três dias por semana, com duração diária de 20 minutos ou mais; ou caminhada ou outra modalidade de exercício físico ou esporte durante pelo menos cinco dias por semana, com duração diária de 30 minutos ou mais.

Vamos mudar as estatísticas, faça um sedentário do seu circulo familiar ou de amizades abandonar essa “prática” tão ruim para a saúde e longevidade, o convença-o a ser ativo, gradualmente e sem interrupções.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Sempre (só) aos domingos

Pesquisa aponta que prática de atividade física de modo intenso, somente uma vez por semana, aumenta em quase três vezes o risco de complicações ortopédicas e cardíacas

Foto: Shutterstock
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Nabil Ghorayeb*

Foi música de filme famoso nos anos 60, hoje é titulo do nosso post.

Sem dúvida, o sedentarismo que atinge 80% da população deve ser fortemente combatido, porém com opções possíveis de serem seguidas por todos.

Desde para a criança como até o mais longevo, a atividade física deve ser estimulada.

As pesquisas consistentes pelo mundo afora seja de médicos como de outros profissionais da saúde, liderada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mostram redução das doenças crônicas degenerativas e até comportamentais, nos indivíduos chamados de ativos.

Em relação a internações e faltas ao trabalho os números mostram 35% a 40% de aumento desses itens nos sedentários, para tratamento dessas mesmas doenças nos ativos.

As despesas com saúde caem brutalmente onde a população é mais ativa segundo estudo mundial dos fatores de risco conhecido como Interheart.

A nossa Sociedade Brasileira de Cardiologia, pelo seu Departamento de Exercicio, Esporte e Reabilitação Cardiovascular (DERC) tem debatido profundamente a atividade física e o esporte nos Congressos de Cardiologia.

Bem e quem só se movimenta aos domingos ?

Sabemos que qualquer decisão de se mexer é benéfica, mas se for só aos domingos e de modo intenso, o risco de complicações ortopédicas e cardíacas chega a aumentar 2,7 vezes, segundo pesquisa publicada no JAMA (Journal of American Medical Association).

Se for sempre aos domingos, então, caminhe apenas e não espere resultados espetaculares, serão modestos, mas melhores do que ficar parado!

O recomendado é no mínimo três vezes por semana de 60 minutos ou 30 minutos diariamente, com velocidade das caminhadas ao redor de 100 metros por minuto.

A avaliação médica para simples caminhadas não deve ser um obstáculo, mas não custa conhecer suas condições clinicas mínimas, numa consulta simples e um eletrocardiograma.

Mais intensidade ou esportes, aí sim inclua o teste ergométrico com um médico presente SEMPRE.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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