Sono e descanso têm papel decisivo nos efeitos das atividades físicas

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Turíbio Barros*

O sono tem importância vital em relação à saúde.

Nas últimas décadas, o estudo do organismo durante o sono tem sido uma área de grande interesse por parte da fisiologia.

Atualmente, já é do conhecimento científico a existência de várias doenças que têm sua origem em distúrbios da qualidade do sono.

Para quem pratica atividades físicas, a importância de uma boa noite de sono como complemento de um programa de treinamento é absolutamente fundamental.

Três pilares são fundamentais para a qualidade de vida: rotina de exercícios físicos, boa alimentação e… sono!

Noites mal dormidas, além de comprometerem seu ânimo e energia para o dia seguinte, minam seu projeto de saúde.

Quer ver e sentir resultados? Uma dica é tão importante quanto a dedicação aos treinos: durma e descanse bem!

Quando nosso corpo é submetido aos estímulos que as atividades físicas impõem, é durante o período de recuperação e, particularmente durante o sono, que os benefícios adaptativos se processam.

Em outras palavras, não nos adaptamos aos efeitos do treinamento enquanto treinamos, mas sim quando descansamos.

Os benefícios do sono são proporcionados pelo fato de, durante esta fase do dia, as reações catabólicas (degradação) serem minimizadas e as reações anabólicas (síntese) serem maximizadas.

Um dos sinais mais marcantes do excesso de treino é exatamente o prejuízo da qualidade do sono e mesmo a incidência de insônia, o que exemplifica a situação do organismo estar sob prejuízo funcional, em vez dos benefícios desejados.

O sono é fundamental e, sem dúvida, um importante indicador de qualidade de vida!

*TURÍBIO BARROS
Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do Esporte Clube Pinheiros. www.drturibio.com

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Exercício estimula mecanismo de química cerebral como fonte de prazer

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Turíbio barros*

Existe um mecanismo que desempenha enorme importância no contexto dos benefícios do exercício.

Em geral, muito bem documentados, os efeitos cardiorrespiratórios e metabólicos talvez sejam os mais valorizados, pois resultam em benefícios mais evidentes como melhora da resistência, aumento de força e desenvolvimento de massa muscular, entre outros.

No entanto, outra vantagem acionada pelo exercício (que ainda é pouco conhecido, talvez pela complexidade de sua natureza) é o que se manifesta através da química cerebral.

Este é um campo que carece de melhor entendimento, pois não é ajustado pela frequência cardíaca, nem pela carga em um equipamento de academia nem mesmo pela distância percorrida (ou qualquer outro indicador subjetivo de intensidade ou duração).

A ciência do exercício já identificou alguns mediadores químicos associados com os benefícios da atividade física na química do cérebro, dos quais as endorfinas parecem exercer papel importante na sensação de prazer.

Entretanto, fica cada vez mais evidente que o entendimento deste mecanismo vai muito além da liberação de endorfinas.

A importância deste processo tem sido cada vez mais valorizada.

Um artigo publicado recentemente no Jama (The Journal of the American Medical Association), uma das revistas científicas mais valorizadas no mundo inteiro, identificou também o benefício de atividades físicas de lazer na redução de 13 diferentes tipos de câncer, em um estudo realizado com mais de um milhão de pessoas.

Quando, hoje em dia, já se fala com convicção que “Exercício é Remédio” (Exercise is Medicine), cada vez mais fica evidente que a atividade física – e a sensação de prazer estimulada pela química cerebral – é um remédio que tanto pode curar como prevenir doenças de diferentes tipos.

*Turíbio Barros
Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo Futebol Clube e coordenador do Departamento de Fisiologia do Esporte Clube Pinheiros www.drturibio.com

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Cinco dicas para manter o rendimento nos treinos e provas durante o verão

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Gustavo Luz*

Evite os horários de sol forte

Pode parecer clichê, mas começar com a estratégia de fugir dos horários de sol forte é uma das estratégias mais eficientes.

Por um tempo eu pensei que esse era um erro clássico dos mais iniciantes, mas percebi que tem muito corredor veterano que acaba quebrando e colocando a culpa no sol.

Invista em treinos ao amanhecer ou no fim do dia, já à noite (e mesmo assim, em algumas cidades, isso não é garantia de muito refresco).

Esteira e ar condicionado salvam

Existem dias tão quentes e úmidos que treinar na rua não vale à pena, dependendo do horário que você vai.

Nessa situação, se possível, faça o treino na esteira da academia (com ar condicionado).

Se isso não for uma possibilidade, faça algumas caminhadas, de 1 ou 2 minutos, por exemplo, no seu treino de corrida ou troque-o por uma caminhada mesmo.

Água a mão sempre

Corra com uma pequena garrafa de água em mãos.

Não precisa ser importada, térmica nem nada.

Existem umas garrafinhas de refrigerante de aproximadamente 250ml que podem ser aproveitadas.

Mesmo que no começo você se sinta um pouco desconfortável correndo com algo na mão, rapidamente vai perceber que vale muito à pena beber água sempre que desejar.

Provas longas, só no inverno

Se o seu objetivo é correr por muitos e muitos anos, procure fazer as suas provas mais longas no inverno.

Assim você evita fazer os treinos mais longos com temperaturas muito altas. Isso é interessante, pois temperatura e umidade altas fazem o organismo trabalhar de forma mais intensa para manter seu corpo em movimento.

Isso pode ajudar a evitar lesões, doenças e somar mais alguns anos a sua carreira de corredor.

Desacelerar para completar

A última dica também vale para as provas.

Se você chegar na largada e perceber que temperatura e umidades estão altas, já se programe para ajustar seu ritmo de prova.

Se você compete uma prova de 10 km em ritmo de 5’/km, por exemplo, uma boa estratégia é começar uns 10 ou 15 segundos mais lento.

Isso dá tempo de avaliar se será possível acelerar e acertar o ritmo mais para frente ou se vai ter que ser ainda mais conservador.

GUSTAVO LUZ
É educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 18 anos. Diretor técnico da G-LUZ Top Team, vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Prática de exercício e suplementação ajuda a “rejuvenescer” os músculos

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Turíbio Barros*

Um trabalho científico publicado na revista Exercise and Sport Sciences Reviews apontou mais um motivo para que idosos e indivíduos de meia idade associem a prática de atividades físicas com a suplementação proteica.

De acordo com o estudo, entre vários fatores, acredita-se que a perda de massa muscular que acompanha o envelhecimento seja decorrente, em grande parte, da dificuldade dos idosos de digerir e absorver as proteínas e aminoácidos, para que esses nutrientes sejam captados de maneira apropriada e suficiente.
As várias pesquisas citadas mostram que a prática de exercícios associada à suplementação adequada de proteínas e aminoácidos é capaz de promover o aumento dessa captação pelos músculos, contribuindo para o aumento da síntese de proteínas com consequente aumento da massa muscular mesmo durante o processo de envelhecimento.

Além disso, as pesquisas mostram que esse estímulo conferido pelo exercício pode perdurar por vários dias.

De acordo com os achados na literatura científica, pode-se dizer que a prática regular de exercícios “rejuvenesce” o músculo.

A boa notícia? 
Mesmo caminhadas de baixa intensidade já são capazes de atenuar os efeitos negativos relacionados com o processo de envelhecimento, sendo, portanto, suficientes para atenuar a perda de massa muscular em idosos.

O estudo ressalta que é a falta da prática regular de atividades físicas o principal fator responsável pela perda de massa muscular com a idade e que, portanto, além de uma ingestão adequada de proteínas e aminoácidos, a adoção de um estilo de vida mais ativo é indispensável para um envelhecimento mais saudável e independente.

Colaborou Gerseli Angeli

*TURÍBIO BARROS
Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros www.drturibio.com.

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Médico alerta: exercícios físicos em excesso podem comprometer a saúde

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Nabil Ghorayeb*

A atividade física é uma necessidade real para saúde.

A medicina moderna incorporou a conduta de estimular o abandono em definitivo do sedentarismo.

Muitas pessoas até precisam aumentar seu nível de atividade física para melhorar a sua saúde.

Recentes pesquisas de alta credibilidade científica descobriram que pessoas altamente ativas podem enfrentar riscos à saúde, ao fazerem exercícios de intensidade muito elevada.

“O que é ótimo remédio, pode acabar em overdose”, diz um dos mais conceituados cardiologistas do esporte dos EUA, Dr. Paul D. Thompson.

As atuais diretrizes sobre atividade física, aceitas internacionalmente, recomendam que os adultos façam 150 minutos de intensidade moderada ou 75 minutos de intensidade vigorosa por semana, porém doses superiores aos 100 minutos por dia não estiveram associadas a maiores reduções nas taxas de mortalidade.

Semelhante constatação aplica-se à mais intensa atividade física.

Os benefícios da atividade vigorosa são atendidos em doses baixas e não se obtém uma série de benefícios adicionais quando a quantidade de atividade física vigorosa é aumentada em mais de 8 a 10 minutos por dia, disse Thompson.

Embora exercício de alta intensidade possam fornecer benefícios cardiovasculares e de longevidade em doses curtas, se forem mais longos, podem também melhorar o desempenho e queimar calorias rapidamente, fatores que são úteis para participar em competições e para perder ou manter peso.

Não há nenhuma razão para desencorajar essas motivações, mas devemos esclarecer aos esportistas que não parece haver nenhum benefício real para um coração sadio, depois de certa quantidade de exercício, disse Aaron Baggish, conhecido cardiologista de Boston.

Estudos têm relacionado uma suficiente atividade física com diminuição dos riscos não só das doenças cardiovasculares, mas também do diabetes mellitus, câncer e demência de uma forma dependente da dose dos exercícios.

No entanto, muitas pessoas altamente ativas ainda desenvolveram essas doenças.

Na verdade, a pesquisa sugere que o exercício de alta intensidade pode causar ou acelerar a aterosclerose coronariana e lesões do miocárdio, aumentando o risco de morte súbita cardíaca, embora grande parte desta pesquisa tenha sido baseada em exames de sangue dos biomarcadores cardíacos, em vez dos resultados do tamanho do coração e da performance dos atletas.

Tem sido difícil ter uma noção dos potenciais efeitos nocivos do exercício de alta intensidade sobre o coração, porque a maioria dos estudos incluíram poucos indivíduos que se exercitam em níveis que excedem substancialmente as recomendações da atividade física.

Mas fica o alerta que, para exceder limites, o esportista deve ter um acompanhamento de uma equipe completa de profissionais da saúde, ou seja, médico especialista, fisiologista, nutricionista e treinador diplomado, para não se expor aos riscos detectados nessas pesquisas.

Há dados que sugerem um aumento do nível de tecido de cicatriz no coração dos atletas de resistência veteranos e que alguns atletas de resistência poderiam mostrar uma maior predisposição para arritmias cardíacas potencialmente fatais.

Mas os estudos são baseados em números muito pequenos ou em um número selecionado de atletas, que apresentaram sintomas ameaçadores ou parada cardíaca e, portanto, não são necessariamente representativos de todos os atletas de resistência, disse Sanjay Sharma, MD, professor de cardiologia da Universidade de Londres.

Muito mais pesquisas são necessárias neste domínio específico e há ampla oportunidade de realizar esta investigação, uma vez que 2 milhões de indivíduos participam de uma maratona nos Estados Unidos a cada ano, e este número deverá subir em 5% ao ano.

Até que sejam conhecidos mais resultados, ainda não está claro se os médicos de cuidados primários e os cardiologistas devem aconselhar de uma forma que pode ser diferente de como eles cuidam de pacientes menos ativos.

Eu não acho que eles devem necessariamente ser tratados de forma diferente, mas devem ser tratados com o conhecimento de como o coração se adapta ao esforço vigoroso ao longo do tempo, disse Thompson.

Já Sharma nota que não há nenhuma evidência de que o exercício de muito alta intensidade acarreta um risco mais elevado do que o exercício moderado em indivíduos com um coração a funcionar normalmente.

A história familiar também parece ser um modificador importante de riscos cardiovasculares dos atletas.

O histórico médico também é importante. Nós também temos que prestar muita atenção às mudanças.

Um atleta que poderia facilmente executar 10 milhas, mas cai para 5, é diferente de uma pessoa que normalmente executa várias milhas por dia.

Os sintomas atípicos e pequenos decréscimos da capacidade de exercício podem ser indicadores de evolução da doença cardiovascular.

A questão do rastreio cardíaco e os métodos envolvidos são controversos.

Eletrocardiografia fornece mais informações de diagnóstico do que uma história e física, e, embora seja um método aceitável na Europa, não é recomendado pela American Heart Association para a detecção de doença cardiovascular na população em geral.

O único método de identificação de atletas de alto risco é realizar triagem cardíaca, mas admito que a morte súbita no desporto é rara e afeta apenas um em cada 50 mil.

Pode haver uma variedade de razões para um indivíduo exercer exercícios intensos, mas alcançar a saúde ideal não deve ser um deles.

Os pacientes que escolhem este estilo de vida devem ser encorajados por seus médicos, mas também devem ser aconselhadas sobre os riscos e benefícios, tanto cardiovasculares e de outra forma.

*NABIL GHORAYEB

Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUCSP, doutor em Cardiologia pela FMUSP , chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, Especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, Médico Sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, Coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde.Saiba mais em www.cardioesporte.com.br   

Exercícios físicos: como alcançar suas metas e garantir saúde e ânimo em dia

1 (1)Gustavo Luz*

Muitas alterações positivas trazidas pelo exercício podem não ser visíveis no espelho ou na balança logo de cara, nas primeiras semanas.

Muita gente espera perder peso instantaneamente ou ir mais longe e mais rápido em um piscar de olhos.

Mas, se você for persistente e treinar com inteligência, é bem provável que alcance as suas metas sem ter que fazer nada de extraordinário.

Confira abaixo quatro conceitos que podem te ajudar a aumentar a qualidade do seu treinamento:

Saúde em dia
Não há dúvida. A prática regular de atividade física melhora a saúde e fortalece o sistema imunológico. Com a quantidade certa de exercício, você tende a ficar menos doente e a desacelerar a queda da imunidade, natural com o passar dos anos. Mas a “quantidade certa” pode ser bem menor do que a que você de fato faz.

Equilíbrio
Exercitar-se de forma sadia está relacionado a encontrar um equilíbrio. O treino e o estilo de vida devem ser sustentáveis para se ter sucesso. Isso significa treinar e fazer progresso, sem problemas regulares por excesso de treino.

Injeção de ânimo
Pesquisas mostram que exercícios “injetam energia” no sistema imunológico para o combate de infecções bacterianas e virais, e reduzem a liberação de hormônios relacionados ao estresse. A dose certa de exercícios regulares tem um efeito cumulativo que fortalece o sistema imunológico a longo prazo.

Recuperação
Os eventuais danos de competições isoladas podem ser compensados com treino sensato, dieta e recuperação. Podemos recuar quando sinais de alerta estão presentes, e a recuperação pode se tornar relativamente rápida. Se você está adoecendo ou se machucando com frequência, reduza a quilometragem e a intensidade dos treinos por um tempo.

*GUSTAVO LUZ
É educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 18 anos. Diretor técnico da G-LUZ Top Team vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Experiência x limite: confira três erros comuns entre os corredores veteranos

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Gustavo Luz*

Tem corredor que é teimoso.

Principalmente aqueles que já treinam há bastante tempo.

Muitos se recusam a reduzir o ritmo, caminhar quando necessário ou correr menos dias por semana, mesmo quando deixam de se divertir e começam a se machucar.

Mas mudar faz bem.

A estratégia certa pode tornar os seus treinos mais prazerosos e aumentar a sua vida útil na corrida.

Confira abaixo três erros bastante comuns entre os corredores mais experientes.

Não descansar adequadamente antes das provas

Essa fase de “polimento” pode gerar alguma ansiedade.

É como se, ao reduzirmos a dificuldade dos treinos, pudéssemos perder todo o condicionamento conquistado em meses.

Mas, nesse momento, correr menos é crucial para os músculos se recuperarem, para o corpo estocar mais energia e para dar um descanso para a cabeça.

Seguem abaixo sugestões de quanto tempo antes das provas vale à pena começar a reduzir o ritmo:

5 km: de 4 a 5 dias.

10 km: uma semana.

21 km: duas semanas.

42 km: três a quatro semanas.

Acelerar demais em treinos regenerativos

Quando você considera que os seus dias mais fáceis aparecem justamente quando está mais cansado e com a musculatura mais sensível, faz sentido pegar leve com as pernas.

Para aqueles que não conseguem correr confortavelmente devagar nesses dias, saiba que isso pode atrapalhar os seus treinos mais duros e as competições.

Uma boa sugestão é usar um monitor de frequência cardíaca.

Assim você se baseia em um número e não pode ultrapassá-lo.

Não organizar os ciclos de treinamento

Quando saímos daquele estágio inicial no qual apenas queremos dar uma “corridinha” e nos tornamos corredores de verdade, entendemos a necessidade de um treinamento adequado.

O treinador é o profissional responsável por criar um programa de treinos individualizado, planejado, estruturado, capaz de alcançar suas metas com a maior probabilidade de sucesso e com o menor risco de lesão ou outro problema de saúde.

*Gustavo Luz, educador físico, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 15 anos. Diretor técnico da G-Luz Top Team vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com o conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Atenção às obrigações médicas dos clubes

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São vários os serviços médicos que se constituem em obrigações legais para os clubes.

A inobservância pode gerar autuações e responsabilização de dirigentes.

A Consultoria SINDI-CLUBE alerta para aspectos legais que devem ser observados pelos clubes.

 Exames obrigatórios

Antes de entrar na piscina, o associado deve passar pelo exame dermatológico. Porém, em aulas de natação, é necessário cumprir o exame que ateste a aptidão para a prática, com laudo de profissional cardiologista (Lei estadual 10.848/2001).

O Conselho Regional de Medicina veda que seja determinado prazo de validade nos atestados, por isso, a Consultoria Sindi-Clube recomenda que no regimento interno do clube sejam estabelecidos prazos escalonados, por faixas etárias. Por exemplo: até 18 anos, renovação anual dos exames; de 18 a 45 anos, semestral; acima de 45 anos, trimestralmente.

 Médico no clube

Não há imposição legal específica para manutenção de serviços médicos nos clubes. Entretanto, as associações que disponibilizam equipamentos e coordenam atividades físicas e práticas esportivas que oferecem risco à integridade dos associados devem manter profissional médico no clube, que poderá ser contratado diretamente ou conveniado.

Medicamentos e enfermaria

Os medicamentos só podem ser administrados e entregues por recomendação médica. Por isso, se não houver médico responsável, o clube não deve manter remédios de pronto-socorro.

Quanto à enfermaria, o clube pode mantê-la com enfermeiro de grau superior para prestar primeiros socorros, pois os profissionais graduados como auxiliares ou técnicos não podem desenvolver essa atividade. Somente a presença do enfermeiro não autoriza que seja administrado qualquer medicamento no clube.

Desfibrilador é lei

A obrigação de ter aparelho desfibrilador no clube é estabelecida em lei estadual (12.736/2007) que não especifica o número de pessoas que devem ser treinadas para a aplicação dos procedimentos de emergência.

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Excesso de treinos pode causar sérios problemas na saúde das mulheres

shutterstock_307267028Nabil Ghorayeb*

É importante comparar os índices de uma atleta mulher com outra atleta mulher, nunca com índices de um homem.

A mulher é biologicamente e fisiologicamente muito diferente, principalmente quando se trata das modalidades esportivas.

Por outro lado, o aumento da intensidade e do volume dos exercícios da mulher nos anos 90 produziu uma nova patologia feminina, a “Tríade da Mulher Atleta”, caracterizada por:

– desordem alimentar (importante falta de apetite);
– amenorreia (falta ou diminuição da menstruação);
– osteoporose precoce.

Uma verdadeira confusão se estabeleceu com as atletas, o que obrigou inúmeros estudos orientar novas condutas preventivas e tratamento da Tríade, para que não se desenvolvesse essa grave condição da saúde.

Algumas recomendações: evitar excessos (superar os limites fisiológicos) por conta própria dos treinos e ter orientação fisiológica, nutricional e da medicina do esporte.

A falta dessas regras mínimas é a causa dessa “doença” que prejudica, além da saúde, a performance da mulher esportista.

Estudos mostram que irregularidades da menstruação são mais frequentes nas atletas muito ativas do que na população feminina em geral, menos ativa ou sedentária.

Hoje, temos milhares de mulheres que adoram praticar atividade física e esportiva, sem dúvida uma escolha certa, mas que pode ser prejudicada pela vontade de “superar limites” nos treinamentos, seja em centros esportivos, academias, clubes, etc.

A situação piora ainda mais pela arriscada moda da automedicação (muitas vezes, por recomendação de blogueiros ou pessoas sem formação profissional), certamente desnecessária e perigosa (pelo alto risco de complicações), como os temidos hormônios, o “GH” (hormônio de crescimento) e “DHEA” (precursor de testosterona), e outros como a campeã Sharapova, tenista russa, usava.

Além de suplementos errados e inúteis, que deveriam ser usados só com indicação médica ou de nutricionista.

Para a maioria das mulheres não profissionais fazer exercício físico é maravilhoso, pois melhora a qualidade de vida.

Um profissional de educação física é muito importante para saber o que deve ser feito (planilhas organizadas por quem entende).

Se a mulher já estiver na menopausa, ou próxima dela, e se tiver dois ou mais fatores de risco como hipertensão arterial, tabagismo, obesidade, colesterol elevado e diabetes, faça uma consulta com um médico especializado para e prevenir dos riscos cardiovasculares.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Atividade física aumenta imunidade e ajuda a combater estresse e doenças

shutterstock_79078255Turíbio Barros*

A importância da atividade física regular para melhora da resposta imunológica é um tema de bastante interesse, ainda mais no momento atual, com epidemias de doenças causadas por vírus e bactérias.

Apesar do exercício físico não ser vacina para nenhuma doença, com certeza, o fortalecimento do sistema imunológico sempre vai proporcionar uma resposta mais rápida e eficaz contra qualquer quadro de infecção.

A literatura científica é repleta de artigos que relatam estudos sobre os benefícios dos exercícios para reforço do sistema imunológico, havendo uma opinião praticamente consensual de que a atividade física moderada é a forma mais adequada para este propósito.

O mecanismo da melhora da defesa está associado à um efeito da atividade física regular em promover um aumento das linfócitos, células denominadas “natural killers”.

A célula natural killer, atuante no sistema inato, tem como função destruir células tumorais ou infectadas por vírus.

Outro fator que colabora para a proteção do organismo é o fato de a atividade física promover a diminuição do estresse.

Como nosso corpo funciona de maneira harmoniosa, com inter-relação entre os sistemas nervosos endócrino e imunológico, a redução do estresse faz com que o organismo se fortaleça e fique menos suscetível a diversas doenças.

Quanto à melhor forma de atividade para fortalecer o sistema imunológico, parece não existir grande diferença entre as diversas modalidades, prevalecendo sempre o conceito do exercício moderado.

Existem também evidências de que os exercícios com pesos, desde que respeitando o conceito de adequação de carga, também podem melhorar a imunidade.

O que se deve evitar são os exercícios de intensidade acima de um limite crítico, que terão o efeito inverso, diminuindo a imunidade e aumentando a incidência de doenças por enfraquecimento imunológico.

*Turibio Barros é mestre e doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM (Escola Paulista de Medicina). Foi membro do American College of Sports Medicine, fisiologista do São Paulo FC e coordenador do departamento de fisiologia do E C Pinheiros. Atualmente, escreve para o site EuAtleta e mantém seu site www.drturibio.com

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