Conheça as modalidades paraolímpicas: goalball

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O goalball é uma das poucas modalidades não adaptadas de outro esporte e sim desenvolvidas exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso, a visual.

Baseado nas percepções tátil e auditiva, o jogo é praticado em silêncio para que os atletas consigam perceber os sons que a bola emite.

A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento).

As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10.

Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas.

De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,2 de altura.

Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores.

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Equipe feminina em Londres: medalha de prata (Foto: CPB)

As partidas são disputadas em dois tempos de 12 minutos, com três de intervalo.

Quando uma equipe abre dez gols de vantagem, o confronto é encerrado imediatamente, independente do tempo da partida.

A modalidade foi introduzida no Brasil em 1985.

Em Pequim, 2008, a seleção masculina estreou em uma Paraolimpíada.

Nos Jogos de Londres, em 2012, o Brasil contou também com a presença da equipe feminina que conquistou uma medalha de prata, superando as expectativas.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: bocha

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Bocha é um dos esportes criados exclusivamente para deficientes, ao contrário da maioria das modalidades paraolímpicas que são uma adaptação de um esporte convencional.

Estreou no programa paraolímpico oficial em 1984, em Nova Iorque.

Competem os paralisados cerebrais severos que utilizem cadeira de rodas.

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Equipe brasileira de bocha na última Paraolimpíada (Foto: Comitê Paraolímpico Brasileiro)

O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas (azul e vermelha) o mais próximo possível de uma bola branca chamada de jack (no Brasil, bolim).

É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio. Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.

Na Paraolimpíada de Londres, em 2012, além do bicampeonato em duplas BC4, com Eliseu Santos e Dirceu Pinto, a bocha brasileira teve ainda outros dois ouros, com o próprio Dirceu Pinto na BC4 e Maciel Sousa na BC2, e um bronze de Eliseu na BC4.

Com as quatro medalhas, a bocha foi a única modalidade com mais de uma medalha em disputa em que o Brasil foi o líder geral.

A para-atleta Daniele Martins foi desclassificada nas oitavas de final da categoria individual de bocha, classe BC3, na última Paraolimpíada.

“Eu esperava ser classificada para a final. Meu foco, a partir de então, é fazer muito melhor aqui no Brasil, em 2016, e conquistar uma medalha. Quero ter um bom desempenho para me manter entre os primeiros no ranking”, disse Daniele.

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Conheça a modalidade paraolímpica de esgrima de cadeira de rodas

Londres 2012 Foto CPB Luciana Vermell

Apesar de pouco difundida na América do Sul, a modalidade de esgrima em cadeira de rodas deu ao Brasil uma medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos Londres 2012.

A equipe brasileira conseguiu a façanha com o gaúcho Jovane Guissone, que se tornou o primeiro brasileiro a disputar a competição, com muito sucesso.

Introduzida nos jogos Paralímpicos em 1960, em Roma, a esgri
ma em cadeira de rodas é disputada apenas por pessoas com deficiência locomotora, as mais comuns são as amputações, paraplegias, má-formação congênita e acidentes vasculares.

As classes são divididas de acordo com o equilíbrio de cada atleta na cadeira e a condição do braço que empunhará a arma.

A diferença em relação à esgrima olímpica é que os atletas têm suas cadeiras presas ao solo.

As pistas de competição têm 4 metros de comprimento por 1,5 metro de largura.

Os esgrimistas são conectados por meio de sensores especiais a um sistema eletrônico de contagem, que indica se um toque é válido e, a partir disso, o árbitro define se é um ponto ou não.

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Futebol de cinco pretende garantir quarta medalha de ouro para o Brasil

Futebol de 5 Foto IPC Evgeniya Bocharnikova

O futebol de cinco é exclusivo para cegos ou deficientes visuais

Cada time é formado por um goleiro e quatro jogadores na linha. O guarda-metas tem visão total e não pode ter participado de competições oficiais da Fifa nos últimos cinco anos.

Os atletas usam uma venda nos olhos e, se tocá-la, é falta. Junto às linhas laterais, são colocadas bandas que impedem que a bola saia do campo.

A bola tem guizos internos para que os jogadores consigam localizá-la. Há ainda um guia, o chamador, que fica atrás do gol, para orientar os comandados, dizendo onde devem se posicionar em campo e para onde devem chutar.

Diferente dos estádios, as partidas de futebol de cinco são silenciosas, em locais sem eco. A torcida só pode se manifestar na hora do gol.

No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Deportos de Deficientes Visuais (CBDV).

A seleção masculina brasileira estreou nos Jogos Paraolímpicos em Atenas, 2004, e conquistou a medalha de ouro, numa vitória sobre a Argentina por 3 a 2, nos pênaltis.

O bom desempenho se manteve nos Jogos de Pequim, 2008, e em Londres, 2012, com a conquista de mais duas medalhas de ouro.

Futebol de 5 Foto IPC Evgeniya Bocharnikova 2A conquista da quarta medalha dourada será ainda mais difícil, segundo o para-atleta Severino Gabriel da Silva “Todo mundo está evoluindo e treinando para acabar com a nossa supremacia. Em 2016, o apoio da torcida fará uma grande vantagem, mas a cobrança será bem maior. Estamos trabalhando sério, mas conquistar o tetra vai ser uma tarefa muito complicada”, disse Silva.

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