Revista dos Clubes apresenta acordo de cooperação para impulsionar ensino à distância da Universidade Sindi-Clube

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A edição de maio da Revista dos Clubes tem como destaque o acordo de cooperação que o Sindi-Clube firmou com a Facioli Consultoria para impulsionar o ensino a distância da Universidade Sindi-Clube.

Outra reportagem trata do Manual de Compliance, lançado para incentivar as boas práticas da governança corporativa dos clubes.

Também destaca o início dos “Encontros com Dirigentes” que terão 12 eventos nas várias regiões do Estado de São Paulo e percorrerão 5.600 quilômetros, até outubro.

Assuntos como o Prêmio Nacional de Literatura, a lei que regulamenta a terceirização e os cursos da Universidade Sindi-Clube, também estão na Revista.

Veja a edição completa aqui.

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“Encontros com dirigentes” percorrem 5.600 km e são capa da Revista dos Clubes

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Foto: Capa Revista dos Clubes, edição de novembro

A série “Encontro com dirigentes” percorreu 5.600 km, com 11 paradas em cidades das várias regiões do Estado de São Paulo. A participação de presidentes e gestores cresceu 47%, em relação a 2015.

Esse assunto é matéria de capa da nova edição da Revista dos Clubes.

Outro destaque é nova parceria do SINDI-CLUBE com a Admix, consultoria que dá aos clubes acesso a condições diferenciadas para a contratação de planos de saúde e odontológicos.

A edição eletrônica da Revista dos Clubes pode ser acessada no portal do SINDI-CLUBE.

 

 

“O COB trabalha pela transformação do Brasil em uma potência esportiva”

Fotos: Wander Roberto/ COB
Fotos: Wander Roberto/ COB

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi entrevistado pela Revista dos Clubes, antes da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Dirigente de longa carreira presidiu, também, a Confederação Brasileira de Voleibol, e, como jogador de vôlei, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 1964. Nuzman faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul. Frente ao feito, o presidente do COB não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente. Acompanhem.

Qual será a sensação do presidente do COB, quando o Time Brasil entrar no Maracanã para a cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul?

Carlos Arthur Nuzman: Certamente, viverei um momento mágico e inesquecível. Será a concretização de um sonho, que acalentei durante longo tempo. Foram muitos anos de trabalho duro e extrema dedicação, que culminaram na realização do maior evento esportivo do mundo, pela primeira vez, no Brasil e na América do Sul. Dificilmente teremos outra oportunidade como essa e devemos celebrar intensamente. Após uma vida inteira dedicada ao esporte, essa será uma das maiores emoções da minha trajetória, como atleta e dirigente.

O COB colocou em prática um minucioso planejamento para os Jogos. Qual o balanço que se pode fazer? Os objetivos foram alcançados?

Nuzman: Estabelecemos um plano estratégico detalhado, em 2009, e tudo correu conforme planejado. Estamos proporcionando aos nossos atletas a melhor preparação de todos os tempos, e o resultado dos últimos três anos demonstram que o esporte brasileiro segue progredindo. Entre 2013 e 2015, o esporte olímpico brasileiro registrou uma evolução significativa, em relação ao mesmo período do ciclo olímpico anterior, com inúmeras conquistas em nível mundial.  Outro ponto positivo é o aumento do número de modalidades que chegaram aos pódios mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil aumentou o leque de modalidades medalhistas, alcançando as primeiras colocações em 15 delas, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, cuja meta é chegar, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre os dez primeiros países no quadro total de medalhas.

Além de ficar entre os dez maiores medalhistas, o Brasil terá conseguido dar alicerces para que o país se mantenha nessa posição nos Jogos subsequentes? 

Nuzman: Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são uma oportunidade única de desenvolvermos o esporte brasileiro e deixarmos uma semente plantada para o futuro. O COB trabalha pela transformação e manutenção do Brasil em uma potência esportiva. Uma boa participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 é parte fundamental para esse projeto. Esperamos, com os resultados de nossos atletas, inspirar futuras gerações a se iniciarem na prática esportiva. Para o COB, ser uma potência olímpica significa estar entre o Top 10 pelo número total de medalhas e conquistar o pódio em mais de dez modalidades nos Jogos Olímpicos. Alguns países conquistam várias medalhas em apenas uma modalidade, ou seja, eles são potência nessa modalidade específica, mas não no todo. É importante que tenhamos uma abrangência maior de modalidades medalhistas para que as conquistas sejam sustentáveis em longo prazo.

Atrapalhou, de alguma forma, a crise financeira que atingiu o país, no momento bem próximo da reta final para a Olimpíada?

A desvalorização do real encareceu um pouco a reta final da preparação. No entanto, posso garantir que o planejamento traçado em 2009 foi executado em sua plenitude, sem nenhum prejuízo aos nossos atletas.

O COB preocupou-se em monitorar permanentemente os resultados dos principais atletas do país e de seus concorrentes. Esse mapa estratégico e outras sistematizações serão transformados em conhecimento para ser aplicado de forma constante?

Nuzman: Sim. Esse é mais um legado que os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão. O modelo de gestão, criado para enfrentar o grande desafio de preparar os atletas para competir em casa, gerou processos que seguirão sendo utilizados nos próximos ciclos olímpicos. Todo o conhecimento adquirido pelo COB está sendo replicado para as confederações, clubes e instituições. Por meio do Instituto Olímpico Brasileiro, que é o braço de educação do COB, formamos centenas de novos gestores e aperfeiçoamos dezenas de treinadores, aptos a continuar permanentemente o processo de qualificação do nosso esporte.

Pode-se dizer que, hoje, o atleta brasileiro tem, no mínimo, a mesma condição que o estrangeiro concorrente dele?

Nuzman: Atualmente, o atleta brasileiro de alto rendimento tem as mesmas condições de treinamento das grandes potências esportivas. Esse ciclo foi o melhor da história olímpica, em termos de preparação. A estratégia do COB envolveu diversos investimentos, de forma a atender todos os detalhes da preparação, em diversas áreas como: Ciências do Esporte, intercâmbio de treinamentos e competições, capacitação de gestores e treinadores, apoio às equipes multidisciplinares, compras de equipamentos, gerenciamento do CT Time Brasil, entre outros.

Modalidades pouco tradicionais, como canoagem, handebol, polo aquático e tiro esportivo, desenvolveram-se nesse ciclo olímpico. Essa diversificação vai continuar no país?

Nuzman: O nosso objetivo é aprimorar o planejamento e continuar ampliando o leque de investimentos, para que cada vez mais modalidades possam despontar no cenário mundial.

Nuzman C - Wander Roberto  Acervo COBComo o senhor analisa o alinhamento havido entre os agentes do esporte no país – Ministérios, confederações e patrocinadores – para a realização dos Jogos?

Nuzman: A maior vitória que o Rio 2016 trouxe ao esporte nacional foi o alinhamento de todos os agentes do esporte em um mesmo objetivo. Então, temos, além do Comitê Olímpico do Brasil, os Ministérios do Esporte, da Defesa, da Educação, da Ciência e Tecnologia, confederações, clubes, associações e patrocinadores, trabalhando juntos para o desenvolvimento do esporte olímpico. Além disso, já está em execução um plano 20/24, para o pós-2016, com diversas ações de busca de talentos e incentivo a atletas em formação.

O senhor acredita que esse engajamento dos agentes do esporte teria sido obtido sem que o país fosse sede olímpica? Como manter e transformar esse avanço em legado efetivo e transformador?

Nuzman: Mesmo antes da escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica, o esporte brasileiro já dava clara demonstração de caminhar rumo à plena profissionalização. Os resultados em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos nas últimas décadas comprovam essa evolução. Além disso, realizamos os Jogos Sul-Americanos em 2002 e os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, trazendo gestão e investimentos ao esporte brasileiro e mostrando à comunidade esportiva internacional a nossa capacidade de organização. Porém, não há dúvidas de que o trabalho feito na candidatura, e a realização dos Jogos Rio 2016, mudam definitivamente o patamar do esporte brasileiro.

Como o COB se prepara para o próximo ciclo olímpico, visando Tóquio 2020?

Nuzman: Estamos trabalhando para tornar e manter o país uma potência olímpica, tanto que já estamos mirando em Tóquio 2020 e nos Jogos Olímpicos de 2024. A base está sendo formada, principalmente no que se refere a recursos humanos. Criamos o Instituto Olímpico Brasileiro, voltado para os três pilares que julgamos fundamentais na formação de recursos humanos: treinadores, gestores e atletas. A Academia Brasileira de Treinadores, chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional, pelo Conselho Federal de Educação Física e pelo próprio COB, já está em sua terceira turma de treinadores. O Curso Avançado de Gestão Esportiva, CAGE, voltado para as confederações, clubes, Forças Armadas, etc, formou mais de 200 gestores, em um curso de 13 meses, de alta qualidade. Temos um programa de transição de carreira, do qual já participaram 35 atletas, dentre eles Fabi (vôlei), Emanuel e Adriana Behar (vôlei de praia) e Hugo Hoyama (tênis de mesa), Maurren Maggi (atletismo), para citar alguns nomes. São esportistas que contribuíram com suas excelentes performances para o esporte brasileiro e continuarão ajudando o esporte no Brasil. Também realizamos um projeto chamado Vivência Olímpica, que ajuda jovens atletas a passarem pela experiência olímpica. Em Londres 2012, levamos 16 jovens para ver de perto como é uma edição de Jogos Olímpicos, entre eles nomes hoje consagrados como Isaquias Queiroz, Martine Grael, Rebeca Andrade e Thiago Monteiro. Repetiremos essa experiência nos Jogos Rio 2016, dessa vez de olho em Tóquio 2020, com 20 jovens atletas que ainda serão selecionados em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas.

Como o senhor vê a evolução da atuação dos clubes na formação de atletas olímpicos?

Nuzman: Os clubes são peças fundamentais na estrutura esportiva do país e trabalhamos conjuntamente na preparação dos atletas para o Rio 2016. Cada vez mais estreitamos os laços com a Confederação Brasileira de Clubes. Percebemos que os clubes formadores estão se profissionalizando e melhorando suas estruturas e instalações. Isso é de suma importância para o desenvolvimento do nosso sistema esportivo. Temos que continuar trabalhando em um planejamento conjunto para que a base seja cada vez maior, e o alto rendimento possa colher os frutos desse trabalho fantástico que os clubes fazem no Brasil.

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Revista dos Clubes traz entrevista exclusiva com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman

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Carlos Arthur Nuzman, não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente.

A afirmação está em entrevista exclusiva que Nuzman concedeu à Revista dos Clubes, edição de agosto.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul.

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Recepção à Grã-Bretanha reafirma atenção do Esperia ao paraesporte

O Clube Esperia soma-se às agremiações paulistanas que irão receber atletas de delegações estrangeiras para aclimatação, antes dos Jogos.

Monteiro: apoio ao paraesporte
Monteiro: apoio ao paraesporte

O caso do Esperia é diferente.

A recepção será dada a paratletas da seleção de basquete de cadeiras de rodas da Grã-Bretanha.

O acordo feito com os britânicos reforça o posicionamento do Esperia como um clube inclusivo, que desenvolve formação para cinco modalidades paraolímpicas. Entrevistado pela Revista dos Clubes, seu presidente, Osmar Monteiro, fala da atenção dedicada ao paraesporte. Acompanhe.

Quando e quais os motivos que levaram o Clube Esperia a dedicar atenção ao paraesporte?

Osmar Monteiro: O Clube Esperia tem grande preocupação com a acessibilidade há muito tempo, por entender que um clube socioesportivo deve atender a todos, sem distinção. Não somente as pessoas com deficiência, mas também aqueles que possuem dificuldades de locomoção, seja pela condição física, idade ou qualquer outro motivo, devem ter acesso garantido aos espaços do clube. Também somos beneficiados por nos localizarmos em terreno plano. Essas características levaram o Esperia a ser constantemente procurado para sediar eventos paraolímpicos, como foi o caso das Paraolimpíadas Escolares Nacionais, os Jogos Paraolímpicos Estudantis do Estado e do Município de São Paulo, o Campeonato Brasileiro de Paravôlei, e a preparação da seleção brasileira de paravôlei. Com o apoio da Confederação Brasileira de Clubes (CBC), através de recursos da Lei Pelé, o Esperia fez valer sua vocação paraolímpica. Assumiu a missão de contribuir com a prática paraesportiva, lançando, em 2015, projetos de formação de atletas paraolímpicos de atletismo, basquete, tênis, tiro com arco e paravôlei.

Como os associados do Esperia responderam ao apoio dado aos paratletas?

Osmar Monteiro: Tivemos a grata constatação de que o associado esperiota é realmente muito especial e atento às questões que envolvem a responsabilidade social de um clube com a história centenária e a magnitude do Esperia. Os atletas paraolímpicos foram muito bem recebidos. Nossos associados se orgulham de pertencer a um clube preocupado com a diversidade e inclusão de todos. Hoje, temos a manifestação de associados que querem saber como incluir seus filhos ou parentes deficientes nas atividades aqui desenvolvidas.

O Esperia fez acordo para receber a delegação da Grã-Bretanha, antes da Paraolimpíada. Qual a importância da vinda dos ingleses para validar a prática paraesportiva no clube?

Osmar Monteiro: As primeiras tratativas ocorreram em março de 2014. Os britânicos visitaram diversos clubes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Decidiram-se pela capital paulista por encontrarem melhores condições para treinamento e hospedagem. Ao final, eles ficaram entre o Esperia e outro grande clube da nossa cidade. O fator primordial para que escolhessem nosso clube foi o fato de termos assumido o compromisso de que todo valor investido por eles aqui seria utilizado na melhoria das condições de acessibilidade para a prática esportiva. Mais que isso, estabelecemos uma parceria, com cooperação técnica e metodológica, inclusive uma clínica de capacitação profissional para técnicos brasileiros, realizada em 2015.

Serão necessárias adaptações e aquisição de novos equipamentos para os treinamentos?

Osmar Monteiro: Basicamente, iremos dar prosseguimento às melhorias nas condições de uso das nossas instalações para os paratletas. Estamos concluindo reformas em nossos ginásios, para que possamos oferecer condições muito próximas às das arenas do Rio 2016. Vamos recepcionar a equipe britânica de basquete em cadeira de rodas, categorias masculina e feminina.

O Esperia mantém parceria com outras instituições para desenvolver as atividades paraesportivas?

Sim, fizemos parcerias com renomadas entidades, sobretudo com a ADD, Associação Desportiva para Deficientes, que trouxe para nosso clube sua equipe de basquete em cadeiras de rodas, a ADD/Magic Hands. Também temos acordo com a Atitude Paradesportiva, que desenvolve o tênis em cadeiras de rodas, e com a 4US, empresa formada por profissionais ligados à Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, que colabora com a formação de nossos jogadores do paravôlei.

O Esperia tem jogadores em seleções brasileiras paraolímpicas, com chances de irem aos Jogos?

Osmar Monteiro: O basquete em cadeiras de rodas teve cinco atletas convocados para a seleção brasileira. No atletismo, os irmãos Simone e Sivaldo Santos, disputam vagas nas provas de 200m e 400m para a categoria T12, e nossa arqueira Cecília Junqueira busca um lugar na categoria ARW2 do tiro com arco.

O Clube conta com recursos públicos obtidos por meio da Lei Pelé para desenvolver essas atividades?

Osmar Monteiro: Conta, sim. Assinamos o termo de convênio com a CBC, em dezembro de 2015, para aquisição de equipamentos e materiais para o desenvolvimento dos nossos projetos. O Esperia foi uma das primeiras instituições a se qualificar para receber esses recursos, sendo um dos seis clubes paulistas atualmente habilitados pela CBC para receber verbas da Lei Pelé.

O Esperia incentiva outros clubes a se dedicarem à formação de atletas paraolímpicos?

Osmar Monteiro: Não temos dúvidas que a formação de atletas paraolímpicos deve receber a mesma atenção dada aos atletas olímpicos, pois todo clube tem a responsabilidade de assumir seu papel de protagonista na melhoria das condições de vida e de saúde da nossa sociedade. Pessoas sempre merecem os nossos melhores cuidados, sejam deficientes ou não.

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Jatene aponta parceria com os clubes para o fortalecimento da prática esportiva na cidade

Celso Jatene coleciona números que demonstram a intensa atividade da Secretaria Municipal de Esportes, desde janeiro de 2013, período em que ele esteve no comando da pasta. Agora, deixa o cargo para se candidatar a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo. Entrevistado pela Revista dos Clubes, Jatene indica outro feito importante como secretário: a aproximação conseguida com o setor clubístico, e vê nesse estreitamento de relações um dos caminhos para fortalecer a prática esportiva na cidade.

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Celso Jatene

Como o senhor analisa a sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Esportes (Seme)?

Celso Jatene: Tivemos dois pilares fundamentais como alicerces do nosso trabalho: a destinação dos recursos para atividades participativas, buscando os moradores da cidade, e a recuperação física dos equipamentos esportivos públicos. A partir dai foram diversas ações diretas e outras tantas em parceria com a iniciativa privada, com resultados visíveis e muito significativos. A participação superior a 3 milhões de pessoas nas Viradas Esportivas, o envolvimento de mais de 200 mil pessoas em nossas atividades continuadas (Clube Escola, Temático de Artes Marciais, Programa Vem Dançar, Golf para a Vida, entre outros), além da realização de 180 corridas de rua por ano, são alguns exemplos. Quanto aos equipamentos esportivos, contabilizamos mais de um milhão de metros quadrados de áreas públicas reparadas, como a do Centro Olímpico de Santo Amaro. Também a recuperação de mais de 200 Clubes da Comunidade (CDCs), sendo que mais de 40 campos receberam grama sintética (parte disso em parceria com a Ambev). Foram entregues os novos equipamentos, como o Clube Esportivo Tietê, o Centro de Esportes Radicais, a transformação do Ceret e a construção de dez novos CEUS. Posso afirmar, com base nesses resultados concretos, que nosso legado foi altamente positivo, apesar de ainda haver muito o que fazer.

Por sua sugestão, o prefeito Fernando Haddad criou, em 2013, o Comitê Voluntário de Apoio à Gestão Esportiva da Secretaria Municipal de Esportes, constituído por presidentes de clubes. Qual a sua avaliação do trabalho desse órgão, em relação a propostas apresentadas e discutidas?

Celso Jatene: A criação do Comitê aproximou de forma definitiva os clubes da Seme, tanto institucionalmente como pessoalmente. Os centros esportivos e os CDCs têm muito o que aprender com os clubes e suas histórias centenárias de vitórias, com os seus atuais e ex-dirigentes que construíram uma linda trajetória de sucesso. Agradeço o apoio que recebi do SINDI-CLUBE e da Acesc, assim como a todos os clubes e, em nome do querido Betinho, todas as pessoas comprometidas com a nossa cidade.

Qual a análise que o senhor faz do relacionamento da atual gestão municipal com os clubes esportivos e sociais, no que se refere à implementação de políticas públicas de esporte e lazer?

Celso Jatene: Avançamos, mas há muito que progredir. O poder publico só conseguirá levar o melhor para a população carente da cidade se puder contar, definitivamente, com entidades e empresas privadas. Não há mais espaço para o “cada um por si” e nem para o “público banca tudo”. O único caminho possível é o da parceria em que cada um entra com o que tem de melhor. Tivemos algumas experiências muito bem sucedidas nesses três anos, mas isso precisa crescer muito mais e virar rotina. Quem vai ganhar é a cidade e a população mais necessitada.

De que forma os Clubes da Comunidade poderiam receber apoio para seu funcionamento dos clubes esportivos e sociais da cidade?

Celso Jatene: Os CDCs (antigos Clubes Desportivos Municipais) podem receber apoio de várias formas: expertise de gestão, programas esportivos, de lazer e recreação, melhorias físicas nos equipamentos, etc. O que é fundamental é a necessidade de aproximação tanto dos clubes com os CDCs, como com os Centros Esportivos, que são administrados diretamente pela prefeitura. São 280 CDCs e 50 CEs. Hoje existe a Lei de Incentivo ao Esporte Municipal que se baseia na renúncia de ISS e IPTU, em benefício do esporte da cidade. Está funcionando a todo vapor e se transformando numa ferramenta importante para essa parceria.

Como poderia se dar, de forma efetiva, a realização de projetos de formação de atletas em parceria com os clubes que são os grandes desenvolvedores de talentos esportivos?

Celso Jatene: A formação de atletas é um braço muito importante, mas não sobrevive sem o esporte social. Nossa visão é que quanto mais conseguirmos massificar a prática esportiva e introduzi-la de forma definitiva na rotina das crianças, mais talentos podem surgir. A parceria entre o poder público, entidades (clubes, federações, confederações etc.) e empresas, com o fôlego fundamental dado pelas leis de incentivo (nas três esferas), pode trazer resultados maravilhosos.

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Jean Madeira ressalta trabalho dos clubes na formação de atletas

Jean Madeira deixou a Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ), pasta que assumiu em janeiro de 2015. Desincompatibilizado do cargo, irá se candidatar a vereador, em São Paulo.

Entrevistado pela Revista dos Clubes, Madeira faz um balanço da sua atuação na SELJ e fala do relacionamento que estabeleceu com o setor clubístico, principalmente para aproveitamento da lei estadual de incentivo ao esporte.

 

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Jean Madeira

Como o senhor analisa a sua gestão à frente da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ)?

Jean Madeira: Posso dizer que fizemos uma gestão em prol do atleta e de todos que apoiam o esporte no estado. Escancaramos as portas da secretaria, transformando-a na casa do esportista. Atendemos a todos, ouvimos as demandas de todos. Uma relação sadia, totalmente apartidária. Criamos a secretaria itinerante, percorrendo mais de 70.000 km, em cerca de 200 municípios visitados, sempre buscando utilizar o esporte como ferramenta de inclusão social. Ampliamos os centros de excelência e formação esportiva, distribuímos materiais e equipamentos esportivos para várias entidades e cidades. Estabelecemos um relacionamento entre a SELJ e os clubes. Desburocratizamos a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), aprovando um número maior de projetos. Também nos aproximamos das academias, associações, times de várzea e atletas, visando criar uma interlocução entre todos.

O que levou ao lançamento do Comitê Estadual do Esporte, constituído por presidentes e dirigentes de clubes paulistas ligados ao SINDI-CLUBE?

O objetivo da instalação do Comitê foi criar uma linha de diálogo entre a SELJ e os clubes. Quando os visitei, percebi a maestria no desenvolvimento esportivo, com um leque de modalidades. Aprendi nessa vida que é na multidão do conselho que nasce o saber e percebi que, discutindo e ouvindo, poderíamos criar um plano estadual para o esporte, e políticas públicas para o fomento do esporte.

Em 2015, foram propostos 609 projetos que buscavam recursos Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), dos quais 511 receberam aprovação. O que se espera do aproveitamento da LPIE neste ano?

Nós facilitamos o acesso das entidades, clubes, federações e outros órgãos do esporte paulista, levei a eles as informações necessárias para protocolarem seus projetos na LPIE. Reformulamos o nosso site, para transmitir, ao vivo, as reuniões da comissão de análise e aprovação de projetos. Depois, o vídeo fica disponível. Criamos o sistema online para cadastro, em que o proponente pode acompanhar o passo a passo do seu projeto. A equipe da LPIE visitou vários municípios, promovendo palestras para contadores, empresários e entidades esportivas, desmistificando todo o processo da lei de incentivo. Formamos uma equipe fiscalizadora para saber se, de fato, o plano de trabalho está sendo cumprido. Isso é ter cuidado com a coisa pública. Com essa base montada, estamos prontos para o crescimento promissor. Este ano, tivemos 841 projetos apresentados, para uma renúncia fiscal menor, de R$ 59 milhões, isso em função do cenário econômico do país. Estamos trabalhando intensamente para fazer mais com menos.

Discutiu-se no Comitê Estadual do Esporte o melhor aproveitamento dos recursos da LPIE pelos clubes. Como isso pode ser feito?

Os clubes fazem um trabalho excepcional no fomento esportivo, da base até o alto rendimento. Muitas agremiações têm associados que são empresários. Sabendo disso, procuramos criar projetos de inclusão social desenvolvidos pelos clubes, aportados por esses associados através do ICMS de suas empresas. Assim que assumi a pasta, visitei o presidente do SINDI-CLUBECLUBE. Criamos uma agenda para conhecer as instalações esportivas de várias associações do Estado de São Paulo. Percebi que alguns deles tinham tantas medalhas em olimpíadas e Pan-Americanos que ficariam no ranking dos top 10 do mundo. Isso é a prova do trabalho de qualidade desenvolvido por essas entidades. Nessa partida de futebol, não quero ser o “dono da bola”, quero apenas participar do jogo. Por esse motivo temos discutido no Comitê Estadual do Esporte um plano de ação, metas e objetivos, para que o esporte paulista tenha qualidade desde a inclusão social, até o alto rendimento.

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Parceria entre SINDI-CLUBE e FENACLUBES é capa da edição de maio da Revista dos Clubes

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Capa da Revista dos Clubes edição 48

Em sua nova edição, a Revista do Clube destaca o alcance nacional que os serviços do SINDI-CLUBE ganharam com o acordo entre a entidade e a FENACLUBES.

Os balanços de gestão de Jean Madeira e Celso Jatene, que deixaram os cargos de Secretários de Esportes, e o anúncio feito por Lars Grael do novo edital da Lei Pelé, também têm espaço na capa.

Outros assuntos como o Encontro de Soluções, que será realizado pelo SINDI-CLUBE no Congresso de Clubes, e a passagem da delegação japonesa de nado sincronizado pelo Clube Paineiras do Morumby completam a revista.

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Cursos sobre modalidades olímpicas para jornalistas são assunto de capa da Revista dos Clubes

Blog revista1A Universidade Sindi-Clube, em parceria com a Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo), oferecerá uma série de cursos sobre as modalidades olímpicas, para jornalistas e estudantes de jornalismo.

Essa ação conjunta das entidades, que visa aprimorar o conhecimento da imprensa sobre a variedade de esportes da competição, é o destaque da edição de fevereiro da Revista dos Clubes.

Além disso, compõem a edição outras reportagens importantes, como o 18ª edição do Pepac, que atinge a maioridade com muito sucesso, e o novo layout do Blog do Sindi-Clube.

Veja a revista completa aqui.

Acordo entre o Sindi-Clube e o Sindesporte para a Convenção de Trabalho 2015/2016 é assunto de capa da Revista dos Clubes

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A primeira edição da Revista dos Clubes em 2016 destaca o acordo para a convenção de trabalho entre o Sindi-Clube e o Sindesporte.

O Encontro de Soluções, realizado pelo Sindi-Clube no Congresso Brasileiro de Clubes, também tem espaço na capa da revista.

Outras reportagens de destaque são o resumo das atividades do Sindi-Clube em 2015 e a festa do vôlei máster da 17º edição do Pepac.

Veja a edição completa aqui.

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