Palestra gratuita da Universidade Sindi-Clube explica como escolher o tipo de aquecimento das piscinas

Foto: Shutterstock
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O aquecimento do parque aquático, que permite seu uso em todas as estações do ano, pode utilizar vários modelos de aquecedores de água, que se combinam com o sistema hidráulico.

A palestra gratuita presencial “Aquecimento de piscinas” apresenta os vários tipos de equipamentos: solar, gás/diesel, bomba térmica e elétrico.

A exposição estabelece a comparação de custos operacionais entre essas formas de aquecimento.

O palestrante é Nilson Maierá, engenheiro químico, consultor da área de piscinas da Universidade Sindi-Clube.

Haverá transmissão via internet.

Quando: 30 de maio, das 10h às 12h.

Inscrições e mais informações aqui.

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Manual de Piscinas divulga terceiro volume na Biblioteca Virtual

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O terceiro volume do Manual de Piscinas, que tratará dos parâmetros físico-químicos na manutenção de parques aquáticos, já está disponível para consultas na Biblioteca Virtual da Universidade Sindi-Clube.

A coleção, que terá 12 fascículos sobre tratamento químico de piscinas de clubes, pode ser acessada no portal do Sindi-Clube.

O acesso ao conteúdo é feito gratuitamente por meio de login e senha que serão fornecidos pela Universidade aos gestores de clubes associados à entidade. Basta solicitar pelo e-mail universidade@sindiclubesp.com.br ou pelo telefone 11 5054-5464.

Além do Manual de Piscinas, também pode ser consultado na Biblioteca o Manual de Atendimento ao Associado, que explica itens importantes para o bom relacionamento.

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Conheça tudo sobre tratamento de piscinas em curso da Universidade Sindi-Clube

shutterstock_242808139O curso presencial da Universidade Sindi-Clube “Piscinas: normas e tratamento”, dedicado a operadores e apresentado em dois módulos, oferece conhecimento prático para os profissionais dos parques aquáticos dos clubes.

Proporciona conhecimento completo sobre todos os aspectos do equipamento, entre os quais manutenção, sistemas de tratamento, informações para fazer um diagnóstico correto das características físico-químicas da água e doenças mais comuns em piscinas.

O instrutor é Nilson Maierá, engenheiro químico, consultor da área de piscinas da Universidade Sindi-Clube.

Para mais informações sobre o curso clique aqui.

Quando: 20 e 27 de julho, das 9h às 13h.

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Clubes investem em piscina com tecnologia que será usada na Olimpíada Rio-2016

As piscinas Myrtha estão instaladas em várias partes do mundo: Leisure Center, Marion (Austrália)
As piscinas Myrtha estão instaladas em várias partes do mundo: Leisure Center, Marion (Austrália)

Agremiações como o Esporte Clube Pinheiros, que já inaugurou seu conjunto aquático, e Clube de Regatas Flamengo, que prepara a implantação, estão entre as entidades que investiram na construção de piscinas da marca italiana Myrtha, consideradas as mais modernas do mundo, do mesmo modelo utilizado em campeonatos mundiais e em Jogos Olímpicos.

O Pinheiros construiu a piscina com recursos provindos de convênio com o Ministério do Esporte.

O Flamengo contou com verba da Lei Pelé.

Club Natació Catalunya, Barcelona (Espanha)
Club Natació Catalunya, Barcelona (Espanha)

A modernização da piscina olímpica do Pinheiros foi desenvolvida em aço inox, revestida com uma membrana de PVC e sistema de transbordamento contínuo.

Com isso, o modelo garante condições de uma piscina rápida e eficiente para os usuários de todas as raias.

O ex-nadador e medalhista olímpico Gustavo Borges, divulgador da marca Myrtha no Brasil, aponta a rapidez na instalação como um dos importantes benefícios para o clube.

“A principal diferença que se verifica em relação às piscinas de alto rendimento existentes nos clubes, construídas décadas atrás, é na infraestrutura. A implantação da Myrtha é feita com muita praticidade, rapidamente. Dependendo da obra civil, a construção e entrega da nova piscina pode ser feita em até três meses”, afirma.

Tecnologia de ponta

As piscinas Myrtha utilizam tecnologia de ponta. Um software específico, com um sistema de jateamento (entrada de água na piscina), permite ao nadador utilizar a piscina, mesmo com as bombas ligadas, com garantia de nenhuma interferência na prática da natação.

O sistema também apresenta uma homogeneização perfeita, não deixando zonas mortas em relação à circulação da água.

Aquaniene Rowing Club, Roma (itália)
Aquaniene Rowing Club, Roma (itália)

A nova piscina do Pinheiros tem um sistema de filtração que não utiliza o ralo do fundo para captação de água.

A piscina transborda continuamente; a água vai para um tanque onde é feita a filtração e retorna renovada à piscina.

O sistema de filtragem de alto desempenho garante, ainda, uma economia de 80% de água, já que não gera retrolavagem.

Na prática, representa uma economia diária de 10.000 litros de água, por dia de uso, beneficiando também o meio ambiente.

Outro benefício é a garantia mínima de 10 anos, contra quaisquer problemas.

Nos Jogos Olímpicos de 2016, tanto a piscina de competição, como a de aquecimento, serão da marca Myrtha.

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A crise hídrica e as piscinas: entenda o consumo de água nos parques aquáticos e conheça medidas que evitam perdas

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Nilson Maierá*

No ideograma chinês, crise significa também oportunidade.

Nunca acreditei nessa afirmação, mas parece apropriado, agora, para a recente crise da água, relacionando-a às piscinas.

Isto é, podemos reduzir drasticamente o consumo da água, sem prejudicar sua funcionalidade, evitando-se a completa desativação das piscinas.

A mídia tem noticiado várias maneiras de evitar desperdício  de água e, ao mesmo tempo, indicado várias maneiras de economizá-la.

Um dos casos de perdas de água ocorre em piscinas.

O Brasil, com mais de dois milhões de piscinas, deve preocupar-se com essas perdas.

Na mídia, é mencionado que condomínios estão desativando piscinas parcialmente durante a semana, ou completamente, até o fornecimento do abastecimento de água voltar a se normalizar.

A desativação completa da piscina é uma medida bastante radical, uma vez que soluções que vamos mencionar abaixo podem gerar grande economia de água.

Esta seca não é privilégio do Brasil e, em especial, São Paulo.

Em 2008, o estado da Geórgia nos Estados Unidos promulgou uma série de leis proibindo o enchimento de piscinas novas ou reformadas e ainda o de piscinas já existentes, somente em certos dias e determinados horários.

Com a melhora das condições de chuva e com a explicação dos construtores de piscinas mostrando que o consumo de água em piscinas era inferior a irrigação dos campos de golfe, esta lei foi atenuada.

No estado americano da Califórnia, que sofre com seca há quatro anos, também se procurou, através de leis, limitar o consumo de água em piscinas.

A seguir, para entender melhor o consumo de água em piscinas, vamos nos ater aos principais tipos de perda de água que ocorrem nelas.

  1. Água derramada: perdida pelo uso da piscina. São dois os tipos:

– espirrada pelos próprios usuários na sua introdução na água, principalmente após um mergulho;

– carregada, água que o usuário e suas vestimentas levam ao sair da piscina.

  1. Aspiração: água perdida quando essa operação é feita drenando a água diretamente para o esgoto.
  1. Retrolavagem e enxaguamento: na operação de limpeza do meio filtrante.
  1. Drenagem forçada: quando a concentração de sais de cálcio e de ácido cianúrico estão acima dos valores recomendados.
  1. Purificação: quando se joga água fora para diminuir a concentração de cloraminas e teor de sólidos elevados.
  1. Vazamento: perda ocasional, porém não incomum. Pequenos vazamentos são de difícil detecção.
  1. Evaporação: a temperatura alta da água da piscina e fortes ventos aumentam a evaporação, assim como temperatura e umidade relativa do ar baixas. Da mesma maneira, piscinas que não utilizam de capa térmica aumentam a evaporação.

Enquanto todas as perdas anteriormente citadas, a de água é acompanhada da perda de produtos químicos, impurezas e de calor, na perda por evaporação inexiste a perda de produtos químicos e apenas a de água e de calor.

Vamos imaginar uma piscina retangular de 7m x 14 m e com profundidade média de 1,22 m.

A área é de 98 m2 e volume de aproximadamente 120 m3.

Nesse caso, usa-se uma bomba de 2CV, com vazão aproximada de 22 m3 por hora.

Vistas as principais perdas, vamos ao que pode ser feito para reduzi-las:

  1. Agua espirrada: proibir a ação de mergulhar. Com isso, a perda pode ser bastante reduzida. No caso de água derramada, a redução de perda de água, desprezível, somente se consegue com a inativação da piscina.
  1. Aspiração: sempre que possível e na maioria das vezes, é possível aspirar, filtrando, evitando aspirar drenando. Feita semanalmente, com duração de meia hora e se jogada diretamente para o esgoto, haverá uma perda de 11 x 52 = 572 m3 no ano.

Esse valor poderá ser muito reduzido, por exemplo, em 70%, o que resulta numa economia de 400 m3no ano. O uso de robôs independentes com filtro acoplado diminui muito a aspiração, com grande economia de água, aliado à redução de mão de obra e maior economia de energia elétrica.

  1. Retrolavagem: fazer a operação apenas quando os manômetros do filtro recomendarem. Mesmo nesse caso, a retrolavagem pode ser postergada. Se de um lado a vazão vai diminuir (desvantagem), de outro, a filtração vai melhorar (vantagem). Uma operação dessa, de 5 minutos semanais, terá um gasto de 22 x 5/60=1,8 m3 por semana. Portanto, de 1,8 x 52 = 94 m3 por ano. Podemos reduzir esse valor em 50%, que equivale a 47 m3 por ano. O uso de visor de retrolavagem é também uma maneira de evitar desperdício.
  1. Drenagem forçada: excesso de cálcio ou de ácido cianúrico só pode ser removido retirando-se parte da água da piscina. São fontes de cálcio a água de certos poços artesianos e o tipo de cloro denominado hipoclorito de cálcio. São fontes de ácido cianúrico o dicloro e o tricloro. Numa piscina, a dureza cálcica ideal deve estar entre 200pm e 400pm e de ácido cianúrico entre 30pm e 50ppm, não sendo recomendado passar de 100ppm.

No caso de abastecimento por água de poço artesiano, verifique a concentração de cálcio. Se for alta, procure evitar o uso. Uma solução é alternar o uso de hipoclorito de cálcio com di ou tri-cloro. Mas esses dois produtos, juntados, resultam numa mistura explosiva.

Outra solução é usar o cloro líquido. Podemos dizer que não existe economia de água porque a maioria dos operadores de piscinas não faz essa operação com perda de água.

  1. Purificação: procure diminuir essa perda, deixando de lado a melhor qualidade da água. Na realidade essa operação raramente é executada pelos operadores de piscinas.
  1. Perdas por vazamento: geralmente ocasional, mas com probabilidade de perda de água considerável. Vamos supor uma perda de 4 cm de água por dia, o que equivale a 0,04 x 98 = 3,96 m3 por dia. Por ano, 3,96 x 365 = 1.430 m3. Tão logo haja a suspeita de vazamento, deve ser sanado.
  1. Evaporação: água que se perde pela evaporação devido a fatores climáticos, pelo vento e pela temperatura da água da piscina, entre outros.

O uso de qualquer tipo de capa evita perdas por evaporação, aproximadamente, pela metade.

Se a piscina não tem grade de segurança, é indicada uma capa de proteção que, ao mesmo tempo, diminui a evaporação e protege a piscina de afogamentos e inclusive sujeira do ar. Isso inclui as piscinas aquecidas e não aquecidas.

A eliminação por evaporação é a única perda de água pura, o que piora a qualidade da piscina. O vento em tanques descobertos é também aumenta a evaporação. Colocação de barreiras diminui essa ação negativa.

É recomendável que as piscinas sejam cobertas por capas, inclusive as cobertas e não aquecidas.

Procure usar uma temperatura um pouco mais baixa na piscina com economia de água e também de energia.  Com o uso da capa é possível diminuir a evaporação de 2 cm por semana para apenas 1 cm. A economia será de 0,01 x 98 = 0,98 m3 por semana, e 0,98 x 52 = 51 m3 por ano.

As perdas ainda podem ser diminuídas, se a água perdida for reaproveitada.

Instalações novas podem prever tanques de reaproveitamento, e as existentes podem ser adaptadas.

A água poderá ser reutilizada para limpeza, regas de quadras de tênis e gramados (neste caso, o cloro deve estar com baixos teores).

A água de reaproveitamento não deve voltar para piscina, principalmente devido ao alto teor de sólidos dissolvidos.

Esvaziamento, não

Esvaziar a piscina é uma atitude que não deve ser tomada em hipótese alguma – a não ser para corrigir vazamentos na sua estrutura ou troca de azulejos, e a operação deve ser feita no menor prazo possível.

Piscinas vazias podem ter sua impermeabilização danificada.

As piscinas localizadas sobre lençol freático só podem ser esvaziadas por empresas especializadas.

Se a piscina for desativada por longo período, superior a uma semana, seu tratamento não deve ser abandonado para que ela esteja preparada para seu reinício imediato de uso.

Cabe aqui uma observação para clubes em que a água de chuveiro tem proporções maiores de desperdício do que nas piscinas.

Tenho visto vazões da ordem de 24 litros por minuto, quando o ideal seria de 12 litros por minuto.

Existem no mercado modelos de chuveiros com vazões menores, mas com a sensação de vazão maior.

Também é correto usar circuladores de água nos chuveiros para evitar a perda de água durante a espera pela água quente, fato este agravado no aquecimento centralizado.

Nesta crise, aumentaram-se muito os banhos de chuveiro nos clubes.

* Nilson Maierá, consultor da área de piscinas da Universidade Sindi-Clube, é engenheiro químico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas.

Maierá mantém um site – Piscina Litro a Litro – com informações completas sobre o tema.

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Conheça o convênio que previne afogamentos em piscinas de clubes

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As crianças são as maiores vítimas de afogamentos em piscinas, pois 53% de todos os registros de óbitos ocorrem na faixa de 1 a 9 anos de idade.

Esse dado faz parte de um levantamento realizado por David Szpilman, diretor-médico da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), entidade com a qual a Universidade Sindi-Clube firmou convênio de cooperação.

Szpilman: crianças são as maiores vítimas
Szpilman: crianças são as maiores vítimas

Pelo acordo com a Sobrasa, entidade sem fins lucrativos que se dedica a prevenir afogamentos e divulgar as melhores técnicas de salvamento, os clubes associados ao Sindi-Clube poderão receber certificados de piscinas mais seguras.

“Os clubes terão que cumprir medidas de seguranças que serão vistoriadas pela Sobrasa, antes de conceder a certificação”, explica Szpilman.

As exigências da Sobrasa são as que os clubes, normalmente, já cumprem em suas piscinas, tais como:

  • Local adequado para as crianças no parque aquático, sendo que as menores de 10 anos só podem frequentar o local acompanhadas por um responsável.
  • Acesso restrito à área das piscinas, totalmente cercada com barras não escaláveis, de altura mínima de 1,20 metro, com portão autotravante.
  • Guarda-vidas presentes durante todo o tempo de funcionamento das piscinas.
  • Sistema de aspiração com dois ralos, ligados o tempo todo, para não causar vácuo, e grade para evitar aspiração de cabelos e cordões.
  • Capacitação do pessoal envolvido na área aquática em curso de emergências aquáticas.

Cursos de emergências aquáticas

A capacitação para emergências aquáticas é gratuita e pode ser feita online, pelo site da Sobrasa (www.sobrasa.org).

São dois cursos básicos: um para o profissional guarda-vidas e outro para quem não é guarda-vidas, totalmente online, que oferece noções para reação em casos de acidente.

O curso para guarda-vidas tem duração de 52 horas, ministrado metade online e a outra parte no clube, por um profissional da Sobrasa.

Para os guarda-vidas já em atuação, existe a opção de um workshop seguido de prova de proficiência.

Os clubes associados ao Sindi-Clube têm 20% de desconto para a certificação de piscina mais segura, que tem o custo de quatro salários mínimos.

Amadeu: piscina mais segura
Amadeu: piscina mais segura

“Com o cumprimento dessas medidas, o clube terá uma piscina muito mais segura, poderá receber a certificação da Sobrasa e contar com respaldo legal, em caso de sinistro”, diz o diretor da Sobrasa, Regis Amadeu.

A qualificação da segurança da piscina, por meio da certificação da Sobrasa, poderá ser divulgada aos associados do clube por meio de banner concedido pela entidade certificadora.

“O clube é um multiplicador da informação da prevenção ao afogamento e um meio dessa mensagem de segurança atingir também as piscinas residenciais dos associados”, explica Szpilman.

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Curso explica segurança em piscinas

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O curso “Segurança em Piscinas” tem como objetivo de esclarecer dúvidas e questionamentos sobre a nova lei federal 1.162 de 2014, que está em tramitação no Congresso e abrange os cuidados com afogamentos, ralos de fundo e traumatismos.

A exposição será feita em 14 de agosto, às 13h, promovida pela Anapp (Associação Nacional dos Fabricantes e Construtores de Piscinas e Produtos Afins).

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Nilson Maierá, especialista na área e consultor da Universidade Sindi-Clube, será o expositor.

Entre os assuntos abordados estão os avisos de segurança contra afogamentos e choques elétricos, além das recomendações para mergulho e o riscos que devem ser evitados.

Inscrições podem ser feitas no site da Anapp.

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Clubes associados ao Sindi-Clube podem implantar o Método Gustavo Borges de natação com desconto

Presidente do Sindi-Clube, Cezar Roberto Leão Granieri, e Gustavo Borges assinam convênio
Presidente do Sindi-Clube, Cezar Roberto Leão Granieri, e Gustavo Borges assinam convênio

Os clubes de São Paulo associados ao Sindi-Clube terão desconto para implantar a Metodologia Gustavo Borges de Ensino de Natação Formativa. O benefício equivale a um abatimento de 50% a 100% na taxa de adesão para contratar o método que já ensinou mais de 170 mil crianças e jovens a nadar e que pode ser aplicado nas práticas aquáticas das associações (leia mais aqui).

O convênio entre o Sindi-Clube e a MGB, empresa que ministra a Metodologia Gustavo Borges, foi assinado em 3 de abril, na sede do Sindi-Clube. Veja fotos do evento na página do Sindi-Clube no Facebook.

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Conheça as principais leis que alcançam os clubes

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Por desenvolverem muitas atividades, os clubes estão sujeitos a uma quantidade de leis maior do que a que atinge outros segmentos, como indústria, comércio e prestação de serviços.

Os clubes, por oferecerem atividades físicas, cursos, eventos esportivos e sociais, possuírem áreas de alimentação em forma de autogestão ou terceirizada, além de práticas esportivas profissionais e não profissionais, ficam subordinados a uma infinidade de leis.

“A isso se acrescentam mais obrigações legais para os clubes que desenvolvem projetos de formação esportiva e que devem observar as rigorosas regras das leis de incentivos fiscais das áreas federal, estadual e municipal, com a devida fiscalização feita pelos respectivos tribunais de contas”, diz o consultor jurídico do Sindi-Clube, Valter Piccino.

Para orientar como o administrador deve proceder nesse verdadeiro cipoal de leis, Piccino fez um levantamento da legislação que rege os clubes, dividindo a abrangência por áreas. Acompanhe abaixo.

ADMINISTRAÇÃO

Estatuto social

O Estatuto Social e alterações posteriores, atas  e regimentos internos, elaborados à luz da Lei nº. 10.406 de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devem ser registrados no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Caso o clube mantenha sedes em outros municípios, deverá promover iguais registros.

Instalação e funcionamento

São necessárias as licenças da Prefeitura, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e alvará do Juizado da Vara da Infância e da Juventude para permanência de menores.

Receita Federal e Previdência Social

O clube deve se inscrever no Cadastro Geral de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para cada uma de suas sedes.

Inscrição Estadual

A inscrição é necessária para a exploração por conta própria de bares, lanchonetes e restaurantes, sendo esse o único tipo de comércio admitido para os clubes.

Inscrição Municipal

Inscrição no cadastro de contribuintes mobiliários, para recolhimento do ISS sobre atividades não isentas (verificar tributação na Secretaria da Receita Municipal). Os eventos abertos ao público em geral (para não associados) sofrem essa tributação.

Serviços de segurança

Se o clube tiver segurança própria, o serviço deve ser registrado na Polícia Federal, com base na Lei nº 7.102/83, alterada pela Lei nº 8.863/94 e pela Lei nº 9.017/95.

Estacionamentos

Inscrição na Prefeitura, com observância da Lei Complementar 116/03 (Imposto sobre Serviços), se o clube explorar por conta própria esse serviço.

ESPORTES

Abrangem as atividades formativas em diversas modalidades, que envolvam monitores, professores, estagiários, viagens e serviços de arbitragem: Lei nº 9.615/98, Lei geral do Desporto; Lei n. 9.696/98 (que cria a profissão de Educação Física), Consolidação das Leis do Trabalho, Convenção Coletiva de Trabalho e legislação complementar, tais como Lei nº 605/49, Decreto nº 27.048/49. O clube deverá celebrar contrato de prestação de serviços para formação esportiva. A associação deverá estar inscrita no Confef, via CREF, e indicar profissional de educação responsável pelas atividades desportivas.

Atividades competitivas em diversas modalidades, que envolvam técnicos, estagiários, viagens, serviços de arbitragem, atletas não profissionais e associados militantes são regidas pela seguinte legislação: Lei n. 9.615/98, Lei geral do Desporto; Lei n. 9.696/98 (que cria a profissão de Educação Física), Consolidação das Leis do Trabalho, Convenção Coletiva de Trabalho e legislação complementar, tais como Lei nº 605/49, Decreto nº 27.048/49. Código Brasileiro de Justiça e Disciplina, Resolução CNE nº 1, de 23/12/ 2003, Decreto nº 5.342, de 14/1/ 2005, que regulamenta a Lei nº 10.891/04, que institui a Bolsa-Atleta. Deve ser celebrado contrato de prática esportiva não profissional com outorga ou não de incentivos materiais. O clube deverá estar inscrito no Confef, via CREF, e indicar profissional de educação responsável pelas atividades desportivas.

Eventos esportivos em diversas modalidades

Devem ser observadas: Lei Complementar 116/03 – Imposto sobre Serviços, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069/90, Acessibilidade Deficientes Físicos, Lei nº 10.098/00.

SOCIOCULTURAL

Cursos oferecidos pelo clube, com a participação de instrutores, técnicos, monitores, professores e aprendizes: devem ser direcionados exclusivamente para associados, conforme Art. 53 da Lei nº 10.406/02 (Código Civil).

Eventos sociais como festas, shows, que envolvam músicos artistas, etc.: licença do Ecad, Lei nº 9.610/98 (direitos autorais); Lei nº 3.857/60, Ordem dos Músicos; Lei Complementar 116/03, Imposto sobre Serviços; Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069/90, Acessibilidade Deficientes Físicos, Lei nº 10.098/00; Seguro de Acidentes Pessoais, Lei nº 11.265/02.

PISCINAS

Construção, Uso e Funcionamento: licença de produtos químicos explosivos, Lei nº 10.357 de 27 de dezembro de 2001, normatizada pela Portaria 1.274, de 26 de agosto de 2003, do Ministro de Estado da Justiça; licença da Vigilância Sanitária.

Depois de relacionar todas essas leis que regem os clubes, o consultor Valter Piccino frisa a importância do estatuto social e dos regimentos internos.

“Além de estarem regidos por leis específicas (entre elas o Código Civil e a Constituição), o estatuto e os regimentos trazem a manifestação da vontade do quadro associativo e preservam a cultura e a tradição dos longos anos de existência do clube”, afirma.

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Falta de atenção dos pais é a principal causa de acidentes de crianças em piscinas

A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) aponta que a segunda maior causa de mortes de crianças de 1 a 9 anos é o afogamento, sendo que 53% são registrados em piscinas.

E, segundo a instituição, a desatenção dos pais é a principal causa.

O raio de ação em que os pais devem manter as crianças por perto é a de um braço, pelo menos.

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Porém, além dos pais, em caso de piscina coletiva, deve haver também o profissional responsável pela segurança, como salva-vidas preparado para atender ocorrências e que tenha formação voltada para o socorro.

Ralos de antisucção, área delimitada para não haver circulação de crianças sozinhas, botão de emergência com acionamento pneumático (para desligar a bomba que faz parte do filtro) e equipamentos de primeiros socorros com alguém habilitado são essenciais para garantir que as normas de segurança sejam cumpridas.

Recentemente, pela falta de ralos em piscinas, houve casos em que crianças ficaram presas por membros ou pelo cabelo e acabaram sendo vítimas de afogamento.

Medidas simples como a colocação de uma tampa para proteger os ralos e a constante manutenção, ajudam a prevenir a repetição de acidentes iguais ou semelhantes.

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