Centro Paraolímpico recebe evento internacional

Centro Paraolímpico

O Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro receberá, neste ano, a sua primeira competição internacional.

Os Jogos Parapan-Americanos de Jovens de 2017, em São Paulo, representarão a abertura da instalação para eventos de grande porte com atletas de outros países.

São esperados quase mil atletas entre os dias 20 e 25 de março.

A idade dos participantes de mais de 20 nacionalidades varia de 13 a 21 anos.

A programação da competição contará com 12 modalidades: atletismo, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, halterofilismo, vôlei sentado, natação, tênis de mesa, basquete em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas.

Apenas esta última não será sediada no Centro de Treinamento, inaugurado em maio de 2016.

35% dos atletas paraolímpicos brasileiros sofreram acidentes

Landgraf: do futebol para a vela adaptada (Foto: CPB)
Landgraf: do futebol para a vela adaptada (Foto: CPB)

Dos 285 atletas brasileiros convocados para a Paraolimpíada do Rio, 101 são vítimas de acidentes, ou seja, mais de 35% do total.

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, 49 são vítimas de casualidades no trânsito (carro, moto ou atropelamento), 12 têm sequelas por arma de fogo, nove ficaram paralisados após acidentes aquáticos (mar ou piscina) e seis por alguma ocorrência no trabalho.

Há também vítimas de quedas, ataques de cachorros ou até mesmo por incidentes em competições esportivas.

Apesar da alta porcentagem, a maior parte dos esportistas paraolímpicos já nasceu com deficiência.

Oitenta e nove deles vieram ao mundo com problemas congênitos que causaram cegueira ou má formação de membros.

A delegação também é composta por 67 atletas que ficaram com sequelas de doenças graves, como a poliomielite, por exemplo, que afetou 13 destes. Outros 28 tiveram paralisia cerebral por causa de complicações no parto.

Entre os acidentados, um dos casos mais conhecidos é o do ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube, Bruno Landgraf, que, atualmente, pratica vela adaptada.

Landgraf chegou a vestir a camisa das categorias de base da seleção brasileira de futebol e era considerado uma grande promessa do tricolor paulista.

Em 2006, o jogador bateu o carro e teve um deslocamento na coluna que o deixou tetraplégico. Dez anos após o acidente, Bruno disputará sua segunda Paraolimpíada e buscará a medalha inédita.

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Recepção à Grã-Bretanha reafirma atenção do Esperia ao paraesporte

O Clube Esperia soma-se às agremiações paulistanas que irão receber atletas de delegações estrangeiras para aclimatação, antes dos Jogos.

Monteiro: apoio ao paraesporte
Monteiro: apoio ao paraesporte

O caso do Esperia é diferente.

A recepção será dada a paratletas da seleção de basquete de cadeiras de rodas da Grã-Bretanha.

O acordo feito com os britânicos reforça o posicionamento do Esperia como um clube inclusivo, que desenvolve formação para cinco modalidades paraolímpicas. Entrevistado pela Revista dos Clubes, seu presidente, Osmar Monteiro, fala da atenção dedicada ao paraesporte. Acompanhe.

Quando e quais os motivos que levaram o Clube Esperia a dedicar atenção ao paraesporte?

Osmar Monteiro: O Clube Esperia tem grande preocupação com a acessibilidade há muito tempo, por entender que um clube socioesportivo deve atender a todos, sem distinção. Não somente as pessoas com deficiência, mas também aqueles que possuem dificuldades de locomoção, seja pela condição física, idade ou qualquer outro motivo, devem ter acesso garantido aos espaços do clube. Também somos beneficiados por nos localizarmos em terreno plano. Essas características levaram o Esperia a ser constantemente procurado para sediar eventos paraolímpicos, como foi o caso das Paraolimpíadas Escolares Nacionais, os Jogos Paraolímpicos Estudantis do Estado e do Município de São Paulo, o Campeonato Brasileiro de Paravôlei, e a preparação da seleção brasileira de paravôlei. Com o apoio da Confederação Brasileira de Clubes (CBC), através de recursos da Lei Pelé, o Esperia fez valer sua vocação paraolímpica. Assumiu a missão de contribuir com a prática paraesportiva, lançando, em 2015, projetos de formação de atletas paraolímpicos de atletismo, basquete, tênis, tiro com arco e paravôlei.

Como os associados do Esperia responderam ao apoio dado aos paratletas?

Osmar Monteiro: Tivemos a grata constatação de que o associado esperiota é realmente muito especial e atento às questões que envolvem a responsabilidade social de um clube com a história centenária e a magnitude do Esperia. Os atletas paraolímpicos foram muito bem recebidos. Nossos associados se orgulham de pertencer a um clube preocupado com a diversidade e inclusão de todos. Hoje, temos a manifestação de associados que querem saber como incluir seus filhos ou parentes deficientes nas atividades aqui desenvolvidas.

O Esperia fez acordo para receber a delegação da Grã-Bretanha, antes da Paraolimpíada. Qual a importância da vinda dos ingleses para validar a prática paraesportiva no clube?

Osmar Monteiro: As primeiras tratativas ocorreram em março de 2014. Os britânicos visitaram diversos clubes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Decidiram-se pela capital paulista por encontrarem melhores condições para treinamento e hospedagem. Ao final, eles ficaram entre o Esperia e outro grande clube da nossa cidade. O fator primordial para que escolhessem nosso clube foi o fato de termos assumido o compromisso de que todo valor investido por eles aqui seria utilizado na melhoria das condições de acessibilidade para a prática esportiva. Mais que isso, estabelecemos uma parceria, com cooperação técnica e metodológica, inclusive uma clínica de capacitação profissional para técnicos brasileiros, realizada em 2015.

Serão necessárias adaptações e aquisição de novos equipamentos para os treinamentos?

Osmar Monteiro: Basicamente, iremos dar prosseguimento às melhorias nas condições de uso das nossas instalações para os paratletas. Estamos concluindo reformas em nossos ginásios, para que possamos oferecer condições muito próximas às das arenas do Rio 2016. Vamos recepcionar a equipe britânica de basquete em cadeira de rodas, categorias masculina e feminina.

O Esperia mantém parceria com outras instituições para desenvolver as atividades paraesportivas?

Sim, fizemos parcerias com renomadas entidades, sobretudo com a ADD, Associação Desportiva para Deficientes, que trouxe para nosso clube sua equipe de basquete em cadeiras de rodas, a ADD/Magic Hands. Também temos acordo com a Atitude Paradesportiva, que desenvolve o tênis em cadeiras de rodas, e com a 4US, empresa formada por profissionais ligados à Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, que colabora com a formação de nossos jogadores do paravôlei.

O Esperia tem jogadores em seleções brasileiras paraolímpicas, com chances de irem aos Jogos?

Osmar Monteiro: O basquete em cadeiras de rodas teve cinco atletas convocados para a seleção brasileira. No atletismo, os irmãos Simone e Sivaldo Santos, disputam vagas nas provas de 200m e 400m para a categoria T12, e nossa arqueira Cecília Junqueira busca um lugar na categoria ARW2 do tiro com arco.

O Clube conta com recursos públicos obtidos por meio da Lei Pelé para desenvolver essas atividades?

Osmar Monteiro: Conta, sim. Assinamos o termo de convênio com a CBC, em dezembro de 2015, para aquisição de equipamentos e materiais para o desenvolvimento dos nossos projetos. O Esperia foi uma das primeiras instituições a se qualificar para receber esses recursos, sendo um dos seis clubes paulistas atualmente habilitados pela CBC para receber verbas da Lei Pelé.

O Esperia incentiva outros clubes a se dedicarem à formação de atletas paraolímpicos?

Osmar Monteiro: Não temos dúvidas que a formação de atletas paraolímpicos deve receber a mesma atenção dada aos atletas olímpicos, pois todo clube tem a responsabilidade de assumir seu papel de protagonista na melhoria das condições de vida e de saúde da nossa sociedade. Pessoas sempre merecem os nossos melhores cuidados, sejam deficientes ou não.

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Conheça as medalhas olímpicas e paraolímpicas do Rio 2016

Medalhas da Olimpíada do Rio (Foto: Divulgação/ Rio 2016)
Medalhas da Olimpíada do Rio (Foto: Divulgação/ Rio 2016)

O Comitê Organizador do Rio 2016 apresentou, na última terça-feira (14/6), as medalhas que serão entregues aos atletas durante a Olimpíada, em agosto próximo.

Desenvolvidas em parceria com a Casa da Moeda, foram produzidas 5.130 peças, sendo 2.488 olímpicas e 2.642 paraolímpicas.

Pensando na sustentabilidade, mais de 30% da prata e do bronze utilizados são reciclados, enquanto o ouro utilizado não possui mercúrio.

As fitas das medalhas foram tecidas com 50% de fios PET.

Novidades

A medalha da Olimpíada do Rio será a mais pesada da história, com 500g, superando as 400g de Londres 2012.

Nas bordas existe uma gravação com o naipe e a modalidade em disputa.

As peças mantiveram o padrão dos últimos Jogos, com a deusa da vitória, Nike, no centro do estádio de Panathinaikos, na Grécia.

No verso, uma coroa de louros rodeia o logo da Rio 2016.

Medalhas paraolímpicas (Foto: Divulgação/ Rio 2016)
Medalhas paraolímpicas (Foto: Divulgação/ Rio 2016)

A medalha paraolímpica é diferente, com o logo dos Jogos de um lado e, no outro, inscrições em braile.

Elas ainda contam com guizos inéditos, que emitem sons diferentes para cada tipo de medalha, trazendo uma experiência sensorial para os vencedores.

O ouro terá o som mais forte, a prata intermediário e o bronze ainda mais fraco.

Lema da competição

O lema, característico por mudar a cada edição, também foi anunciado na cerimônia, juntamente com as medalhas:

“Rio 2016 – um mundo novo” será o slogan da Olimpíada.

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Atletas ensinam prática a jornalistas em curso sobre tiro com arco

20160302_111544 bNo segundo curso da série que a Universidade Sindi-Clube promove para jornalistas a marca foi a interação dos participantes com os expositores.

Os jornalistas, além de obterem conhecimentos sobre regras e técnicas da modalidade, participaram de uma clínica com atletas experientes, na qual puderam testar a pontaria, atirando em um alvo montado pela Federação Paulista de Arco e Flecha.

Divulgação importante

Pereira: divulgação do esporte
Pereira: divulgação do esporte

O Presidente da Federação, Marcelo Pereira, ressalta os benefícios que a exposição trará para o a divulgação do esporte.

“É um contato excelente e muito prazeroso, com o Sindi-Clube e com os jornalistas. O intuito do curso é promover modalidades pouco conhecidas e evidencia-las tanto quanto outras com mais visibilidade. O conhecimento aprofundado é essencial para que as matérias e reportagens estejam bem feitas”, acredita.

Santos: modalidade mais visível
Santos: modalidade mais visível

Roberval dos Santos, atleta da federação, destaca a importância de ações como esta no ano olímpico.

“É bom saber que as entidades estão interessadas em falar sobre esporte para jornalistas, que fazem a divulgação para o público. Precisamos que o tiro com arco seja mais familiar para os brasileiros, assim como futebol, vôlei e natação, e os meios de comunicação são a melhor ferramenta para tornar isso possível”, conclui.

Chances na Paraolimpíada

Fabíola Dergovics participará da Paraolimpíada do Rio e esteve presente ao curso para demonstrar a prática do arco e flecha aos participantes.

A atleta, em entrevista exclusiva para o Blog do Sindi-Clube, fala sobre sua trajetória, a preparação para competir e suas expectativas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

Confira na íntegra:

Cursos com inscrições abertas

As inscrições para curso das próximas modalidades estão abertas. Veja o calendário no portal do Sindi-Clube.

Os interessados devem enviar um e-mail para
cursos@sindiclubesp.com.br com nome completo, empresa, e-mail, telefone e, caso tenha interesse em receber a Revista dos Clubes, endereço completo.

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Banco Central e Correios lançam nova série de moedas e selos comemorativos Rio 2016

(foto: Banco Central do Brasil)
Moeda de ouro (foto: Banco Central do Brasil)

O Banco Central e os Correios lançaram o terceiro conjunto de nove moedas comemorativas e a segunda emissão de selos da série Modalidades dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

As moedas são uma de ouro, quatro de prata e quatro de metal para circulação comum.

Até 2016, com a apresentação do quarto e último conjunto, a série fecha com 36 moedas.

Nessa nova leva, as moedas estampam imagens com referência à luta olímpica, remo, ciclismo, futebol, vôlei, maratona, atletismo paralímpico e judô, além dos pontos turísticos do Rio, animais nativos e referências ao forró.

Todas as moedas poderão ser adquiridas no site do Banco do Brasil e também estarão à venda em algumas agências do Banco do Brasil.

Selos

(Foto: Correios)
(Foto: Correios)

Formada por 20 selos, a segunda emissão retrata dez modalidades: boxe, canoagem, esgrima, futebol, golfe, handebol, taekwondo, tênis de mesa, triatlo e o judô paralímpico, com uma tiragem de 2,4 milhões de peças, a R$1,40 cada.

Com arte do designer gráfico e ilustrador José Carlos Braga, os desenhos foram inspirados nos atletas em ação e destacam a identidade visual dos Jogos Rio 2016.

Os Correios ainda planejam ainda, o lançamento de mais uma série, em novembro.

A compra de selos pode ser feita nas agências dos Correios, na loja virtual e na central de vendas a distância (centralvendas@correios.com.br).

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Conheça as modalidades paraolímpicas: hipismo

Hipismo 1

O hipismo estreou na Paraolimpíada nos Jogos de Nova Iorque 1984.

Porém, a modalidade só voltou oficialmente ao programa dos Jogos de Sydney 2000.

A única disciplina praticada é o adestramento.

Em 2003, Marcos Fernandes Alves, o Joca, garantiu a primeira vaga do Brasil em uma Paraolimpíada, em Mar del Plata.

Em Pequim 2008, o pais competiu pela primeira vez com a equipe completa e Joca foi o nome principal da competição, conquistando duas medalhas de bronze, uma no estilo livre e outra na prática individual.

Joca Hipismo
Joca: medalhista em 2008

Em Londres 2012, novamente o país foi com a sua equipe completa, mas não obteve nenhuma medalha na competição.

O hipismo paralímpico é praticado por atletas com vários tipos de deficiência, em cerca de 40 países. A competição de hipismo é mista.

Ou seja, cavaleiros e amazonas competem juntos nas mesmas provas.Nessas competições, não só os competidores como também os cavalos recebem medalhas.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: goalball

goalball 3

O goalball é uma das poucas modalidades não adaptadas de outro esporte e sim desenvolvidas exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso, a visual.

Baseado nas percepções tátil e auditiva, o jogo é praticado em silêncio para que os atletas consigam perceber os sons que a bola emite.

A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento).

As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10.

Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas.

De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,2 de altura.

Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores.

goalball 2
Equipe feminina em Londres: medalha de prata (Foto: CPB)

As partidas são disputadas em dois tempos de 12 minutos, com três de intervalo.

Quando uma equipe abre dez gols de vantagem, o confronto é encerrado imediatamente, independente do tempo da partida.

A modalidade foi introduzida no Brasil em 1985.

Em Pequim, 2008, a seleção masculina estreou em uma Paraolimpíada.

Nos Jogos de Londres, em 2012, o Brasil contou também com a presença da equipe feminina que conquistou uma medalha de prata, superando as expectativas.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: basquete em cadeira de rodas

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O basquetebol em cadeira de rodas é uma modalidade desenvolvida de forma adaptada para que pessoas com deficiência físico-motora, utilizando a cadeira de rodas como formas de locomoção em quadra, possam praticar o esporte.

Esta foi a primeira modalidade paraolímpica a ser praticada no Brasil, em 1958.

A cada dois toques na cadeira, o jogador deve quicar, passar ou arremessar a bola.

As dimensões da quadra e a altura da cesta são as mesmas do basquete olímpico convencional.

Com o intuito de deixar os times equilibrados, a classificação dos atletas é feita por um sistema de pontos, que vai de 1 a 4,5, respeitando-se o potencial funcional de cada um – quanto maior a pontuação, maior a habilidade funcional do atleta.

A soma de todos os jogadores em quadra não pode ultrapassar o total de 14 pontos.

Apesar da grande popularidade do esporte no país, o basquetebol em cadeiras de rodas ainda não conquistou medalhas em Jogos Paraolímpicos.

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