Novo edital para o Bolsa-Atleta

Bolsa-Atleta: ajuda para a formação (Foto: Washington Alves/Exemplus COB)
Bolsa-Atleta: ajuda para a formação (Foto: Washington Alves/Exemplus COB)

O coordenador-geral do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, Mosiah Rodrigues, informou que um novo edital será publicado em outubro, com foco na preparação de atletas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão.

O programa, criado em 2004, concede bolsas que variam entre R$ 370 a R$ 15 mil, englobando desde competidores de jogos escolares a atletas de alto rendimento.

O dinheiro é depositado direto para o competidor, não para o gestor das modalidades.

Dos 289 convocados para competir a Paraolimpíada do Rio, 262, o equivalente a 90,6%, têm o patrocínio do programa.

“Não é todo mundo na mesma categoria, mas todos, de alguma forma, são apoiados”, disse Rodrigues.

Este ano, o Brasil conseguiu seu melhor desempenho em ambas as competições.

Na Olimpíada, terminou em 13º lugar, com 19 medalhas ao todo, sendo sete de ouro.

Já na Paraolimpíada, 14 medalhas douradas e 72 no total, deixaram o Brasil na oitava colocação do quadro geral.

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Governo vai manter investimentos em atletas paraolímpicos

(Foto:Divulgação/CPB)
(Foto:Divulgação/CPB)

Após os Jogos Paraolímpicos, que se encerraram ontem (18/9), o governo federal continuará a investir no esporte adaptado e nos atletas de alto rendimento, com o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio.

A afirmação foi feita pela secretária especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Roseane Estrela.  Na avaliação da secretária, os Jogos do Rio se tornarão um paradigma da mudança de comportamento da população em relação às pessoas com deficiência.

“Este será, sem dúvida, o principal legado dos Jogos Paraolímpicos. A meta é que fiquemos, no final das competições, em quinto lugar no quadro de medalhas, mas o objetivo é continuar aumentando os investimentos para avançar degraus neste ranking. Estamos voltados para uma meta mais ousada para o futuro”, disse.

O governo federal investiu R$ 67,3 milhões, por meio de 17 convênios firmados pelo Comitê Paraolímpico. O objetivo é manter o crescimento do país no quadro de medalhas. Em Londres 2012, os atletas paraolímpicos brasileiros alcançaram a sétima posição no ranking geral da competição.

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Brasil tem delegação recorde nas Paraolimpíadas

Futebol de cinco: em busca do tetra olímpico (Foto: CBP)
Futebol de cinco: em busca do tetra olímpico (Foto: CBP)

O Brasil terá a maior delegação da história nos Jogos Paraolímpicos do Rio.

Foram convocados 285 atletas, 185 homens e 100 mulheres, que disputarão medalhas em 22 modalidades.

Além dos esportistas, 23 acompanhantes e 195 profissionais técnicos, administrativos e de saúde chegaram à Vila Olímpica na última quinta-feira (1/9).

É a primeira vez, desde que entrou para a competição, em 1972, que o país terá representantes em todos os esportes.

O Comitê Paraolímpico Brasileiro espera encerrar o torneio em quinto lugar e superar sua melhor campanha, feita em Londres 2012.

O Brasil terminou a edição inglesa em sétimo, com 21 ouros, 14 pratas e oito bronzes.

Para que o objetivo seja alcançado, a principal esperança nacional é o atletismo. Em Paraolimpíadas, a equipe verde e amarela já garantiu, nessa modalidade, 109 medalhas – 32 douradas, 47 de prata e 30 de bronze.

A natação também é um ponto forte: 83 pódios, ao todo. Em 28 oportunidades, os brasileiros terminaram em primeiro lugar, levando o ouro, 27 vezes em segundo, e 28 em terceiro.

No futebol de cinco, praticado por cegos, o Brasil tem a chance de conquistar o tetracampeonato olímpico.

A seleção não perde um torneio desde 2006 e é a atual tetracampeã mundial.

Os Jogos começam em 7 de setembro e mais de 40% dos ingressos já foram vendidos.

Dentre os esportes mais procurados estão natação, atletismo, basquete em cadeira de rodas, futebol de cinco e vôlei sentado.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: paraciclismo de estrada

Paraciclismo: pioneiro nos Jogos (Foto: CPB)
Paraciclismo: pioneiro nos Jogos (Foto: CPB)

O paraciclismo de estrada foi esporte pioneiro no programa dos Jogos Paraolímpicos.

Desde a edição de 1984, realizada nas cidades de Stoke Mandeville, na Inglaterra, e Nova Iorque, nos Estados Unidos, participantes testam seu desempenho em provas contrarrelógio e resistência.

As provas de estrada são disputadas no masculino e no feminino, por todas as classes funcionais.

Os equipamentos são adequados de acordo com a necessidade de cada atleta.

Há provas para atletas com deficiência visual, que utilizam bicicletas com um ciclista sem deficiência atuando como piloto, e amputados que usam equipamentos com próteses ou adaptações específicas para o acionamento de câmbios e freios.

Pessoas com tetra e paraplegia competem com handbikes, que são impulsionadas com as mãos.

Para os ciclistas com paralisia cerebral, são usados triciclos com duas rodas atrás.

A dinâmica das provas é parecida com a do ciclismo olímpico, as distâncias mínimas e máximas para as provas variam em função de cada classe.

O Brasil, nos Jogos Parapan-Americanos de Mar del Plata (2003), conseguiu duas medalhas de ouro com Rivaldo Martins, que participou das disputas de contrarrelógio e estrada.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: tênis em cadeira de rodas

Modalidade está nos Jogos desde 1992 (Foto: CPB)
Modalidade está nos Jogos desde 1992 (Foto: CPB)

O tênis em cadeira de rodas foi criado em 1976, nos Estados Unidos, quando foram construídas as primeiras cadeiras adaptadas para o jogo.

Oito anos depois, foi fundada a Federação Internacional da modalidade.

A Paraolimpíada de Barcelona, em 1992, foi a primeira que colocou medalhas em jogo.

Desde então, homens e mulheres disputam nas quadras em duplas ou individualmente.

As semelhanças com o esporte convencional são muitas, mas existe a regra dos dois quiques que determina que o atleta cadeirante precisa mandar a bola para o outro lado antes que ela toque no chão pela terceira vez.

As cadeiras utilizadas também são esportivas, com rodas adaptadas para um melhor equilíbrio e mobilidade.

Não há diferença em relação às raquetes e às bolas.

No Brasil, o primeiro atleta a ter contato com o tênis em cadeira de rodas foi José Carlos Morais.

Ele conheceu o esporte na Inglaterra, quando competia com a seleção de basquete em cadeira de rodas.

Em 1996, Morais foi aos Jogos Paraolímpicos de Atlanta e, ao lado de Francisco Reis Junior, tornou-se o primeiro brasileiro a representar o país na modalidade.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: futebol de 7

Futebol de 7: Brasil já conquistou duas pratas
Futebol de 7: Brasil já conquistou duas pratas (Foto: Getty Images/Phil Cole)

Com grande crescimento em paraolimpíadas, o Futebol de 7, adaptação do esporte mais popular do mundo, entrou no programa dos Jogos de Nova Iorque, em 1984.

O Brasil estreou em Barcelona (1992) e colocou-se em sexto lugar. Depois, conseguiu suas melhores classificações em Sidney (2000) e Atenas (2004), quando conquistou prata nas duas ocasiões.

Apenas homens podem praticar o esporte destinado a atletas com paralisia cerebral, decorrente de sequelas de traumatismo crânio-encefálico ou acidentes vasculares cerebrais.

Os jogadores são avaliados antes das competições e classificados de 5 a 8, sendo a oitava de maior potência funcional.

Todas as classificações devem estar em quadra, há uma regra que determina que, pelo menos, um integrante da classe 5 ou 6 esteja em campo durante todo o tempo de partida e, no máximo, dois da 8.

Atletas de classe 5, com comprometimento nos membros inferiores e que têm restrições para realizar o passe e o chute, comumente atuam como goleiros.

As regras são da Fifa, com algumas adaptações: cada equipe conta com seis jogadores de linha e mais o goleiro, em vez dos tradicionais 11; não há impedimento; a partida tem dois tempos de 30 minutos cada; e o arremesso lateral, normalmente feito com duas mãos no futebol, pode ser executado com uma só.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: vela

Vela: Brasil estará na próxima Paraolimpíada (Foto: CBP)
Vela: Brasil estará na próxima Paraolimpíada (Foto: CBP)

A vela adaptada para as paraolimpíadas apareceu pela primeira vez em uma edição dos Jogos Paraolímpicos em 1996, em Atlanta (EUA), porém, apenas como exibição. Só em Sydney, na Austrália, quatro anos depois, passou a valer medalhas para os competidores, com disputas individuais.

No Brasil, a vela adaptada começou a se desenvolver em 1999. No ano seguinte, a Federação Brasileira de Vela e Motor criou a Coordenação de Vela Adaptada para desenvolver atividades da modalidade em todo o país.

O Brasil participou pela primeira vez na edição dos Jogos em Pequim, 2008. E em Londres, 2012, voltou a ter velejadores.

Pessoas com deficiência locomotora ou visual podem competir na modalidade.

Três tipos de barco são utilizados nas competições: classe 2.4mR, tripulado por um único atleta; classe Sonar, com três velejadores; e o SKUD-18, para dois tripulantes paraplégicos, sendo obrigatoriamente um deles do sexo feminino.

As regatas são disputadas em percursos sinalizados com boias para que o atleta mostre todo seu conhecimento de velejador.

Uma competição é composta por várias regatas, e o vencedor será aquele que tiver melhor resultado, após a somatória de todas as regatas.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: paratriatlo

Roberto Carlos Silva competirá em 2016
Roberto Carlos Silva competirá em 2016

Novidade para os Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016, o paratriatlo vem crescendo desde 1989, ano da disputa do primeiro campeonato mundial da modalidade, realizado em Avignon, na França.

As competições são compostas por um percurso de 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida, distância conhecida como Sprint Triatlo.

Podem competir atletas com diferentes tipos de deficiência, como amputados, cadeirantes, deficientes visuais, paraplégicos e paralisia cerebral, entre outros.

A modalidade permite o uso de equipamentos específicos, definidos de acordo com a deficiência do atleta.

Cadeirantes e paraplégicos podem usar uma bicicleta chamada handcycle, em que os atletas utilizam as mãos para impulsionar os pedais.

Além disso, os atletas com estas deficiências motoras realizam o trajeto da corrida com o uso de uma cadeira de rodas.

No percurso do ciclismo, os atletas com deficiências visuais utilizam o tandem, uma bicicleta com dois assentos que permite que um guia auxilie o atleta.

Na natação, o tapper, um bastão com ponta de espuma, serve para avisar os deficientes visuais de que o fim do trajeto se aproxima.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: rúgbi em cadeira de rodas

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Rúgbi em cadeira de rodas: Brasil sem tradição (Foto: Rio 2016)

O rúgbi em cadeira de rodas foi criado na década de 70, em Winnipeg, Canadá.

No entanto, a modalidade só foi incluída nos Jogos Paraolímpicos de Atlanta, em 1996, como esporte de demonstração.

A estreia oficial ocorreu quatro anos depois, em Sydney (2000).

O Brasil ainda não tem tradição no rúgbi em cadeira de rodas, nunca participou dos Jogos.

As equipes mais fortes do esporte são o Canadá e os Estados Unidos, os primeiros a praticar e difundir a modalidade.

São quatro atletas em cada equipe, que contam ainda com 8 reservas cada.

O objetivo do rúgbi é marcar o gol, que é delimitado por dois cones verticais na linha de fundo da quadra.

Entretanto, é preciso cruzar a linha adversária com as duas rodas da cadeira.

O curioso do rúgbi em cadeira de rodas é que ele não é dividido por gênero.

Homens e mulheres jogam juntos em uma categoria mista.

Estão aptos a disputar a modalidade atletas que sejam comprovadamente tetraplégicos, que são divididos em classes de acordo com a habilidade funcional.

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Conheça as modalidades paraolímpicas: paracanoagem

 

Fernando Fernandes: tetracampeão mundial
Fernando Fernandes: tetracampeão mundial

A paracanoagem é umas das novidades no programa oficial dos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016.

O primeiro mundial da modalidade foi disputado em 2010, em Poznan, na Polônia.

No Brasil, o grande destaque individual é o paulista Fernando Fernandes, tetracampeão mundial na paracanoagem.

A equipe brasileira fará sua estreia nos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016.

As disputas são muito semelhantes às da canoagem olímpica.

As embarcações recebem adaptações de acordo com a deficiência dos competidores.

Os barcos utilizados nas provas são os caiaques e as canoas havaianas.

Competem na modalidade apenas atletas com deficiências físico-motoras.

Todas as provas têm um percurso de 200 metros de extensão, em linha reta, e podem ser disputadas por homens e mulheres, em embarcações individuais ou por ambos, em barcos mistos.

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