Prática de exercícios no inverno exige cuidados por risco de parada cardíaca


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Nabil Ghorayeb*

Conhecendo os mecanismos que podem lesionar o corpo, podemos solucionar os riscos advindos do frio.

Sabe-se que no inverno ocorre um aumento significativo da incidência de algumas doenças.

Em geral, são as chamadas de infecciosas (por vírus e bactérias) porque há diminuição da imunidade do organismo em consequência do frio.

São consideradas perigosas para crianças, idosos e debilitados em geral, como também para os portadores de doenças do aparelho circulatório, como pressão alta, doenças das coronárias (infarto, cirurgias cardíacas ou angioplastias), além de doenças crônicas, como o diabete.

Desde Hipócrates, que vislumbrou esse fato epidemiológico há mais de 2.500 anos, a medicina tem atenção especial para o inverno.

O corpo humano tem sua temperatura normal em 36,5ºC.

Se baixar, o metabolismo fisiológico deixa de produzir energia suficiente para manter a temperatura interna do corpo, levando a sérias consequências: a coordenação motora se torna deficiente, as reações físicas e mentais ficam bem mais lentas, ocorrem sensações de calafrio mais intensas, surge séria confusão mental e há grande risco de parada cardíaca que, se não for atendida e ressuscitada em minutos, pode ser fatal.

O esportista que se exercita no inverno deve saber que no rosto, mãos e pés são os mais sensíveis sensores de temperaturas.

E são justamente onde devemos nos proteger mais das baixas temperaturas.

A ingestão de bebidas alcoólicas destiladas não aquece ninguém, ao contrário do que se pensa.

O álcool é um vaso dilatador da pele exposta ao frio e, na verdade científica, provoca maior perda do calor.

O sangue mais frio segue para o interior do corpo e rebaixa a temperatura geral, portanto bebidas alcoólicas não aquecem o corpo.

A sensação de calor causada pelas bebidas destiladas é, na verdade, sintoma de leve esofagite ou gastrite aguda, devido ao álcool ingerido.

Essa falsa impressão de calor induz a acreditar que o organismo está aquecido, o que não é verdade.

Assim, o perigo aumenta para um indivíduo alcoolizado que não sente frio e pode até ter hipotermia.

Fica claro que só a ingestão de líquidos aquecidos (chá, chocolate, leite) realmente esquenta o corpo.

No inverno, o ar está mais seco e necessitamos de reposição hídrica constante, mesmo que aparentemente se perca pouca água pelo suor.

Nas emergências por grave hipotermia, o indivíduo deve se agasalhar imediatamente com materiais térmicos e administrar líquidos aquecidos pela boca.

Exercícios de força e aeróbicos no frio 

No inverno, exercícios físicos são recomendados entre 20ºC e 25ºC e devem ser feitos com cuidado.

Pelas possíveis dificuldades respiratórias das baixas temperaturas e vento frio, recomendamos o aquecimento muscular, intensificando os exercícios progressivamente.

A respiração deve ser nasal, de preferência, e com vestimentas adequadas (mãos, pés e rosto) para se proteger da perda rápida de calor que ocorre durante a atividade física.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Atividade física no inverno, recomendações

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Nabil Ghorayeb*

Desde Hipócrates, sabe-se que nas mudanças de estações, principalmente do inverno, as doenças circulatórias e respiratórias são mais frequentes e perigosas para crianças e idosos, pacientes debilitados e os com doenças cardiovasculares (pressão alta, angina do peito/infarto do miocárdio, arritmias, acidente vascular cerebral e deficiente circulação nas pernas).

Além disso, nessa época do ano pode ocorrer a hipotermia, ou seja, a temperatura corporal abaixo dos 36,5 0C.

Isso significa perda da habilidade em produzir energia suficiente para manter a temperatura interna do corpo.

A hipotermia pode ser fatal pelo colapso do coração e seus sintomas são: dificuldades de coordenação motora, reações lentas, calafrios, insônia e confusão mental.

As extremas baixas temperaturas nos obrigam a nos agasalharmos bem, principalmente mãos e pés, sendo o rosto e mãos e pés os nossos sensores de temperaturas.

Atenção em relação ao consumo de bebidas alcoólicas (pinga, uísque, conhaque e outras) para nos aquecer

Absolutamente, isto não existe!

O álcool dilata os vasos sanguíneos levando o sangue a um maior contato com as áreas expostas ao frio e, ao contrário do que se espera, ocorre maior perda do calor e o sangue mais frio, seguindo para o interior do corpo, dissemina a baixa temperatura.

Portanto, bebidas alcoólicas não aquecem e a sensação de queimação no estômago é, na verdade, sintoma de uma leve gastrite aguda.

Essa falsa sensação de calor provocada pela bebida no esôfago e estômago induz acreditar que o organismo está aquecido, o que não é verdade.

O perigo é ficar alcoolizado e não sentir o frio, o que resulta em enorme risco de hipotermia e suas consequências.

Somente a ingestão de líquidos previamente aquecidos (chá, chocolate, leite) é que leva calor ao organismo.

Nos casos de emergências por grave hipotermia, além de se agasalhar imediatamente com materiais térmicos, devemos administrar líquidos aquecidos pela boca.

Infelizmente pessoas morrem por hipotermia, sem perceber a intensidade do frio, devido à intoxicação alcoólica por elevada ingestão alcoólica.

Em relação aos problemas respiratórios, eles se elevam pela baixa imunidade do organismo, consequente ao frio intenso.

Por isso, a vacinação antigripal anual para os indivíduos mais sensíveis, como as crianças e idosos.

Atividade física no frio intenso

Exercícios físicos são saudáveis acima dos 200C.

No inverno, o esportista deve evitar baixas temperaturas e o vento frio.

Recomendamos aquecimento muscular, respiração nasal de preferência, vestimentas adequadas para se proteger da perda rápida de calor, principalmente das mãos, pés e rosto, ingestão de líquidos aquecidos, principalmente no pós-exercício.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Saiba por que os exercícios intensos podem interferir na nossa imunidade

(foto: Shutterstock)
(foto: Shutterstock)

Com o maior número de atletas desenvolvendo infecções por vírus (viroses), em que 3% a 5% provocam inflamações do musculo do coração (miocardites), existem grandes possibilidades de complicações por arritmias e de insuficiência cardíaca.

As mais frequentes inflamações são as viroses das metrópoles, representadas pelo vírus coxsakie e o da gripe A1N1.

Como tudo acontece?

O exercício físico induz alterações não definitivas do nosso sistema imunológico.

A intensidade, a duração e o tipo de exercício determinam as alterações que ocorrem durante e após esforço.

Existe um verdadeiro sistema de comunicação metabólico, imunológico e muscular que participa na coordenação, integração e regulação de tudo que acontece durante a atividade.

Diferentes tipos e cargas de exercício podem provocar alterações distintas na imunidade e sabe-se que, se for moderado, parece estar relacionado ao aumento da defesa orgânica, enquanto que se for mais intenso e prolongado, parecem enfraquecer a imunidade.

Essa queda da imunidade ocorre porque diminui nos músculos a glutamina, um aminoácido não essencial que tem um fluxo direto e contínuo dos músculos para o fígado, intestino, rins e sistema imunológico.

Como este sistema necessita de muita glutamina para a manutenção de suas funções, o exercício físico induz aumento da atividade dessas células.

Por isso, ocorre uma redução da disponibilidade de glutamina, após exercícios intensos e prolongados, facilitando o desenvolvimento de doenças, em especial, as infecções de todo trato respiratório.

Esse fenômeno imunológico, hoje em dia, é mais frequente, tem como recomendação, não um tratamento medicamentoso, mas a correção dos hábitos de treinamento.

Na medicina do esporte é descrita uma “doença”– a Síndrome do Excesso de Treinamento (SET).

Antigamente, era chamada de overtraining clínico, que produz vários sintomas ou alterações, entre eles a queda brutal da defesa (imunidade) do esportista/atleta, facilitando o aparecimento das infecções.

Há anos no nosso serviço de Cardiologia do Esporte do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, temos registrado níveis baixos de glóbulos brancos (ao redor de 2.000 leucócitos) em atletas que mantém níveis muito elevados de volume e intensidade de treinamento, por muitos meses, levando-os às muitas viroses.

O fato é que a suplementação com L-glutamina não mostrou cientificamente algum benefício na melhora da imunidade.

Portanto, mantenha seu ritmo de treino dentro do confortável e, caso necessite de forte elevação do treinamento, com finalidades competitivas, siga as instruções do educador físico/treinador, com seu médico do esporte e nutricionista.

Não aumente seu ritmo sem conhecimento profissional.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Corrida: o motor do coração

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Nabil Ghorayeb*

Quem corre sabe: apertar o passo exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo.

As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta.

Dessa forma, ele bombeia mais sangue com menos batidas, tornando-se mais eficiente.

Está aí a forte relação entre o coração e a corrida – comprovada por vários trabalhos científicos que mostram o valor do exercício na prevenção de doenças cardiovasculares.

Um recente estudo britânico constatou que a prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração – ainda que iniciada tardiamente, após os 40 ou 50 anos.

O trabalho, publicado na revista científica Circulation, mostrou que pessoas que fizeram duas horas e meia de atividade moderada por semana apresentaram índices menores de marcadores inflamatórios no sangue.

A presença deles em grande quantidade é associada a um aumento nos riscos de problemas cardiológicos.

A pesquisa contou com a participação de mais de quatro mil pessoas e foi conduzida por cientistas da University College London, em Londres.

A descoberta não é inédita, uma vez que outros estudos já haviam comprovado os imensos benefícios do exercício para o coração.

Um deles acompanhou seis mil pessoas por um período de seis anos e concluiu que aqueles que tiveram um menor desempenho em teste ergométrico realizado na esteira apresentaram um risco de morte quatro vezes maior.

Mais exercícios, menos doenças
Apesar de os trabalhos apontarem a atividade física como uma importante ferramenta para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares, a preguiça para fazer exercícios ainda é um grande problema – seja por falta de segurança nas ruas e parques ou pelo alto custo de clubes e academias.

Por isso, o sedentarismo passou a ser considerado pela Organização Mundial da Saúde e pela World Heart Federation como um dos quatro principais fatores de risco para aterosclerose e suas complicações (infarto do miocárdio e derrame cerebral).

Atualmente, o exercício é visto por muitos países como uma questão de saúde pública.

Aqui no Brasil, o Ministério dos Esportes firmou recentemente um acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia para a elaboração de cartilhas de estímulo à atividade física.

Os especialistas costumam dizer que a corrida, apesar de não ser uma vacina contra doenças, prepara você para superá-las com mais facilidade.

Sem contar que quem mexe o corpo tem um comportamento alegre, o que deixa a convivência social fácil e gostosa. Bons treinos!

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Cinzas, a volta ao normal!

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Nabil Ghorayeb*

Ufa! Quem dançou, dançou! A maioria silenciosa inicia sua volta à vida normal.

Os abusos alimentares e etílicos já mostram o tamanho da conta a ser paga – pior são os abusos de estimulantes, energéticos e drogas.

As tradicionais receitas de comadres e dos mui amigos são várias: tomar azeite puro (argh!), refrigerantes de cola com café e ácido acetilsalicílico (a velha aspirina, AAS e similares) em doses cavalares.

Café amargo com antiácidos e outras dicas menos conhecidas, consideradas apenas alternativas, sem respaldo médico.

Essas conhecidas receitas caseiras não são curativas e nem milagrosas, tendo efeito mais psicossomático do que físico.

Porém, algumas mais radicais podem agravar os sintomas digestivos ou mesmo trazer novos problemas médicos.

Bom, a verdade é que devemos cuidar da famosa “intoxicação” aguda do aparelho digestivo – representada por náuseas, má digestão, vômitos, dores de cabeça, tonturas, gosto amargo/metálico na boca etc. – que é o resultado dos abusos do feriado.

Além da medicação específica, no mínimo por três dias, a orientação é consumir apenas alimentos sem gordura e de fácil digestão, usando pouco sal e nada de açúcar.

Pela sua composição “forte e gordurosa”, evitar os molhos e temperos de toda ordem sem exceções.

Na ocorrência de problemas cardíacos, como palpitações, elevação da pressão, falta de ar, dores no peito e outros, procurar o cardiologista sem delongas, pois certos sintomas não devem perdurar por muito tempo sem diagnóstico e tratamento.

As atividades físicas devem ser reiniciadas gradativamente, começando com duas a três vezes semanais e, dependendo do nível de desgaste durante o carnaval, levar mais tempo para aumentar a intensidade dos treinos.

Analgésicos e anti-inflamatórios devem ser mantidos fora do contexto do tratamento, por não acrescentarem nada de útil e induzirem a riscos ao aparelho digestivo.

Uma certeza: o ano começou! Feliz Ano Novo a todos.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Atividade fisica regular é o que vale

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Nabil Ghorayeb*

Incrível, mas sedentarismo já é sinônimo de risco futuro para a saúde.

Junto com o tabagismo, a hipertensão arterial, o colesterol elevado e o diabete completam os principais fatores de risco causadores de importantes doenças cardiovasculares, hoje, o principal problema de saúde.

A relação entre atividade física e saúde não é recente, já mencionada pelos filósofos gregos e romanos.

Entretanto, somente nos anos 50 é que o pesquisador inglês J. Morris descobriu que os sedentários motoristas de ônibus de Londres tinham muito mais doenças cardiovasculares do que os ativos cobradores dos mesmos ônibus de dois andares de Londres.

A ciência descobriu que o baixo nível de atividade física favorece o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, como obesidade, diabete tipo 2, hipertensão arterial, angina/infarto do miocárdio, osteoporose e, vejam só, até câncer de mama e do intestino reto.

Inversamente, a atividade física, mesmo isoladamente, pode reduzir o risco de desenvolvimento dessas doenças crônicas, diminuir a obesidade e aumentar a expectativa de vida.

Esses benefícios transformaram também os idosos que, mais ativos e fisicamente independentes, tiveram menor risco de quedas, melhor estado de humor, alivio dos frequentes sintomas de depressão e ansiedade.

Enfim elevaram-se os padrões de saúde e qualidade de vida dessa crescente população de mais idade.

Avaliações dos departamentos de Recursos Humanos de empresas que adotaram curtos momentos de atividade física diária, interrompendo o expediente de trabalho por alguns minutos, mostraram surpreendente diminuição de falta ao trabalho, dos custos médicos e aumento na produtividade.

Dezenas de evidências científicas têm reforçado que um estilo de vida ativo desde a infância traz vários benefícios:  melhor rendimento escolar, menos faltas às aulas, melhora no relacionamento com os pais e da noção de responsabilidade em geral.

Qual a frequência de exercícios semanais necessários?

A atividade física pode ser uma faca de dois gumes!

Há a controvérsia de que parece ser melhor não se exercitar, a fazer exercícios físicos intensos esporadicamente, pelo risco de complicações cardíacas.

Pesquisa realizada com seis milhões de frequentadores de academias nos EUA, durante dois anos, constatou 66 mortes.

Dessas pessoas, mais de 70% se exercitavam somente uma vez por semana intensamente para compensar a falta de regularidade.

O risco cardíaco pode existir nas atividades físicas de alta intensidade (maratona, triatlo, etc.) praticadas por esportistas com histórico de doenças cardíacas.

Essas, obrigatoriamente, devem manter acompanhamento médico especializado e exames regulares, objetivando um exercício sem riscos.

Uma solução paliativa de baixíssimo risco são as caminhadas leves a moderadas.

O respeito aos próprios limites deve sempre ser lembrado na hora de praticar qualquer atividade física.

Academia, assessoria de corridas, lazer esportivo, tem como regra prévia a avaliação médica de um especialista.

Como regra geral, recomendamos exercícios aeróbicos quatro vezes por semana, ao redor de 60 minutos/vez: corridas, bike ou natação sempre associados a exercícios de fortalecimento muscular e de equilíbrio, duas vezes semanais, de 15 a 20 minutos.

Sintomas como falta de ar, dores do peito ou costas, tonturas, palpitações ou outras manifestações fora do habitual, durante ou após a atividade física, devem ser comunicados ao seu médico.

A avaliação médica prévia especializada consta de consulta e eletrocardiograma.

Se houver familiar direto com doenças cardíacas ou se for fazer atividade intensa ou competitiva, é necessário o teste ergométrico (até o máximo) com presença do cardiologista.

Pratique esportes com qualidade e alto astral.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Uso do frequencímetro durante as atividades físicas é fundamental

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Nabil Ghorayeb*

Não são poucas as pessoas que não acham necessário o uso de um frequencímetro, um medidor da pulsação/minuto com uma cinta no tórax que “sente e registra” os batimentos cardíacos, enviando sinais ao relógio receptor no pulso durante toda a atividade física, com o argumento de que o esportista deve estar acostumado com meus limites físico/cardiológicos.

A recomendação médica é clara: deve-se conhecer a pulsação (frequência cardíaca-FC) que deve ser atingida e aquela que não pode ser superada numa atividade física regular, exatamente por razões fisiológicas de um treinamento e limites de ordem médica.

A utilização desses aparelhos veio facilitar os objetivos de preparação e de saúde.

Alguns modelos têm chips e programas inteligentes para serem usados em computadores e, assim, poderão ser aferidos, além da pulsação instantânea digital, o consumo de oxigênio, gasto de calorias etc.

Aliás, isso fez com que eles fossem utilizados por atletas de todas as categorias, e recomendados até na reabilitação cardiovascular de cardiopatas, em que pode-se controlar importantes limites do sistema cardiovascular, durante o exercício físico, com base na frequência cardíaca alcançada no teste ergométrico, feito ou acompanhado in loco por cardiologista habilitado nesse exame.

Possíveis riscos cardíacos, como as arritmias desencadeadas no esforço físico e outros problemas sem sintomas, poderão ser evitadas se o esportista mantiver a pulsação nas faixas seguras determinadas pelo médico.

Sabe-se que o treinamento dentro da frequência cardíaca alvo por vários minutos, melhora muito o rendimento atlético e traz benefícios para a saúde.

Para os que não podem ter um frequencímetro, existem soluções alternativas razoáveis: usar a mão espalmada no peito (logo abaixo do mamilo esquerdo) contando os batimentos do coração ou tentar contar os batimentos pelo pulso.

Um alerta necessário e pouco conhecido: deve-se evitar a palpação das carótidas, com dois dedos na lateral do pescoço, pelo risco de provocar desmaio (síncope), consequente à compressão de uma estrutura chamada bulbo carotídeo, onde se localizam receptores da pressão arterial e da pulsação do nosso corpo.

Algumas pessoas têm bulbo muito sensível ao toque, em especial após os 60 anos, que, se for intenso, traz riscos até de uma parada cardíaca.

Portanto, essa manipulação sempre deve ser evitada.

Corridas ou outras atividades físicas são mais bem aproveitadas quando se utilizam informações fisiológicas da frequência cardíaca registrada no teste ergométrico prévio.

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A importância da hidratação e da prática moderada de esportes na praia

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Nabil Ghorayeb*

No verão, diversas pessoas vão para as praias em busca de diversão.

Muitos aproveitam os feriados e as férias coletivas para curtir a estação praticando esportes aquáticos e de areia.

É nessa época que os cuidados com a pele, corpo e alimentação devem ser redobrados, pois com o aumento da população nas cidades litorâneas, surgem as viroses, infecções alimentares, insolações e desgastes físicos por causa do calor.

No que diz respeito à prática de esportes e atividades físicas nas praias, as recomendações mais importantes estão associadas à hidratação do organismo, com o consumo abundante de líquidos, no tempo da prática esportiva, que deve ser na média de 45 minutos diários, quatro vezes por semana, e o horário da prática esportiva – antes das 10h e após as 17h.

A prática de esportes é bem-vinda, desde que realizada de forma correta sem sacrificar o organismo.

Recomendamos as atividades de cunho aeróbico como caminhadas, corridas, bike, lazer na água, frescobol, futebol, vôlei de praia, entre outros.

Essas atividades devem ser praticadas moderadamente e nos horários em que o sol está menos agressivo.

Outro fator determinante é a condição ambiental.

O excesso de calor com a alta sensação térmica e a poluição das praias (areia e água) também devem ser levadas em conta.

Hidratação

  Os exercícios praticados na praia exigem mais do organismo devido a um maior grau de dificuldade que o exercício na areia proporciona.

A intensidade dos movimentos é mais elevada e demandam mais esforço físico do esportista, que gastará mais energia, num clima mais quente e, consequentemente perderá mais líquido, necessitando de hidratação abundante constante.

No caso das bebidas alcoólicas, não são consideradas hidratantes naturais do organismo.

A hidratação deve ser feita com água mineral ou de coco e líquidos isotônicos.

As bebidas alcoólicas são problemas sérios porque provocam um aumento exagerado da diurese, até 30% superior ao volume de líquido ingerido, então, tecnicamente desidratam.

 Dicas para a prática de esportes na praia

  • Consumo de líquidos abundante.
  • Uso de protetor solar no corpo e rosto a cada duas horas.
  • Uso de boné, óculos e viseiras para a proteção dos olhos e cabeça.
  • Uso de roupas leves.
  • Ingerir alimentos leves, como frutas, água de coco, lanches naturais.
  • Praticar as atividades por 45 minutos em média (quatro vezes por semana), antes das 10h e após as 17h.
  • Realizar as atividades de forma moderada e respeitar os limites do organismo.

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Atividade física com segurança: frequência cardíaca define o limite

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Nabil Ghorayeb*

Ao se praticar uma atividade física é importante que cada um saiba qual é seu limite de segurança.

Para tanto, os médicos recomendam conhecer a frequência cardíaca a ser atingida durante o exercício e ter consciência de que ela não deve ser superada numa atividade física regular.

Possíveis riscos de eventos cardíacos, como as arritmias desencadeadas no esforço físico e outras manifestações clínicas, às vezes sem provocar sintomas, poderão ser evitados.

Desde que o esportista mantenha a frequência cardíaca nas faixas consideradas seguras, conhecidas pela análise detalhada do teste ergométrico e esclarecidas pelo médico especialista.

Outra utilidade de se conhecer a pulsação do coração é melhorar o rendimento atlético, ao se utilizar a frequência cardíaca “alvo”, isto é, aquela que deve ser mantida por vários minutos, para serem alcançados os benefícios dos exercícios físicos.

A medição da frequência cardíaca pode ser feita por meio de frequencímetros ou, mais simplesmente, palpando externamente o coração (logo abaixo do mamilo externo) com uma das mãos espalmadas no peito.

Evite usar o método muito comum da palpação das carótidas (na lateral do pescoço) com os dedos, pois existe o risco de se provocar desmaio ou síncope pela compressão do bulbo carotídeo, onde se localizam receptores da pressão arterial e da pulsação do sistema cardiovascular.

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Por que exercícios físicos 30 minutos por dia

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Nabil Ghorayeb*

Em 1996, o Ministério da Saúde norte-americano publicou uma pesquisa feita em cinco anos com a população, concluindo que caminhar acelerado 30 minutos por dia diminui o risco de um ataque cardíaco em 34%, tanto em homens como em mulheres.

Além disso, foi sugerido que subir escadas, três lances por dia, sete dias da semana faria o mesmo efeito.

Essas pesquisas começaram anos antes, trazendo novas informações para diminuir os efeitos danosos da vida sedentária para a população.

A primeira e mais impactante foi de um pesquisador inglês sobre as doenças que acometiam os funcionários aposentados dos ônibus vermelhos de dois andares de Londres.

Descobriu-se que os motoristas desses ônibus, que passavam a maior parte do tempo sentados, tinham mais casos de infarto do miocárdio do que os cobradores que se sentavam muito pouco, pois subiam e desciam as escadas o tempo todo do trajeto dos veículos.

Outra pesquisa interessante foi acompanhar por informações pessoais ou de familiares a vida médica por 16 anos de ex-alunos de Harvard – os que mantiveram vida ativa fisicamente, comparados com quem ficou sedentário.

O resultado foi que esses últimos tiveram 50% mais doenças cardiovasculares que os ativos que praticavam esportes, corridas ou outras atividades físicas.

O que chamou a atenção foi que os benefícios detectados apareciam meses depois de mantido um gasto médio semanal de 2000 calorias em exercícios físicos.

Importante: gastar calorias e exercitar-se regularmente têm ganhos para a saúde só se mantiver as atividades físicas!

Não existe poupança de benefícios que você tenha feito por um tempo, parando depois, por diversos motivos.

O exercício físico não é vacina para as doenças em geral.

Parou? Em pouco tempo desaparecem os benefícios.

É como se nunca tivesse feito exercícios na sua vida.

Vamos manter as atividades físicas em dia, só assim você poderá buscar saúde plena.

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