Uso de anti-inflamatórios para aliviar dores antes de treinos ou provas gera riscos

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Nabil Ghorayeb*

O assunto é polêmico entre os esportistas que defendem e os que são totalmente contra o uso de anti-inflamatórios nas várias provas esportivas mundo afora.

O tema voltou a ser debatido porque aumentou o número de atletas se automedicando, sem ter um cuidado maior.

Recente pesquisa mostrou que os anti-inflamatórios não hormonais (que não são derivados de cortisona) também são vendidos ilegalmente (sem receita médica).

Encontramos no comércio de anti-inflamatórios duas formulações mais comuns.

Os derivados dos hormônios esteroides, como a cortisona.

Os modernos não esteroides, usados como coadjuvantes nos tratamento de lesões inflamatórias ortopédicas, ginecológicas e outras, mas com prescrição médica bem definida.

Para entender o que alertamos, vamos começar pela dor que é um verdadeiro alerta espetacular da natureza, pois a sua presença nos avisa de que algo errado ou ruim está acontecendo.

Imagine que ao abolir a dor poderemos ficar sem saber, por exemplo, que temos uma distensão muscular, tendinite, artrite e outras doenças que irão piorar com a continuidade de um exercício.

Sem dúvida teremos um risco enorme das lesões se transformarem em irreversíveis.

O que está ocorrendo?

Mesmo sabendo que é uma medicação com vários efeitos colaterais sérios e que apenas um médico pode prescrevê-los, virou moda tomar anti-inflamatório no início de uma prova esportiva para não sentir dores.

Hoje em dia tem sido usada a capsula gelatinosa com anti-inflamatório potente, algo totalmente desnecessário.

Os efeitos no coração e aparelho cardiovascular são conhecidos: facilita o surgimento de arritmias, permite elevação da pressão arterial e, em alguns casos, até isquemia cardíaca (angina ou infarto).

O uso indiscriminado de anti-inflamatórios causa danos no fígado e nos rins a médio e longo prazo, podendo provocar cirrose hepática e a temida insuficiência renal representada pela uremia.

Alertamos de modo insistente: nunca se automedique, principalmente para dores ou outros sintomas.

O correto é parar a atividade física e procurar sempre um médico do esporte para suas dúvidas clínicas e de medicação, e um nutricionista nas dúvidas alimentares e de suplementação.

Amigos e “terapeutas sem diploma” não têm conhecimento científico e sabem de ouvir falar.

Cada caso é um caso, imagine. Cansou, doeu? Então pare!

Sua saúde é mais importante que uma medalha.

*NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMU-SP , chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br 

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Palpitações quando acontecem com atletas são prejudiciais? Médico responde

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O que chamamos de extrassístoles (palpitações) são falhas que se percebe na pulsação ou nos batimentos cardíacos, podendo ser esporádicas (isoladas) ou durarem horas.

Podem estar presentes em qualquer idade e sua importância médica depende da existência ou não de alguma doença cardíaca concomitante.

A maioria dos que têm esse tipo de arritmia nem as percebe, muitas vezes detectadas por acaso numa consulta ou num exame do coração.

Então, podemos afirmar que elas ocorrem tanto em pessoas sadias como em pessoas doentes.

Porém, quando aparecem nos atletas, são prejudiciais?

No acompanhamento de atletas que fazemos há muitos anos, e nas pesquisas científicas da área de cardiologia do esporte aqui e mundo afora, concluiu-se que quanto mais intensa uma atividade esportiva, maior é a possibilidade de aparecerem essas extrassístoles, que são de dois tipos: supraventricular, quando sua origem é na parte superior do coração, na parede dos átrios, e ventricular quando a origem é na parede dos ventrículos.

Nos atletas sadios, já está provado que a causa é o exagero na intensidade ou volume da prática esportiva sem acompanhamento médico e de outros profissionais da saúde como, educador físico (treinador/fisiologista) e nutricionista, que controlam os limites saudáveis.

Além de lógica e obrigatoriamente se excluir presença de problemas cardíacos devido a:

1 – Variadas doenças arritmogênicas consequentes a mutações genéticas.

2 – Miocardite (inflamação do miocárdio) por viroses, doença de Chagas.

3 – Miocardite por intoxicação de drogas ilícitas (cocaína, maconha e outras), anabolizantes (mesmo em curtos ciclos), estimulantes, fat burns e termogênicos comercializados ilegalmente sem licença da ANVISA.

4 – Miocardiopatia (disfunções do músculo cardíaco) por isquemia (obstruções das coronárias por gordura) e outras causas.

O tratamento nos atletas e esportistas sadios começa pelo o afastamento, em geral, temporário.

Muitas vezes, mesmo com baixo risco de complicações, o fato de se sentir as extrassístoles, muitas pessoas ficam inseguras, nesses casos instituímos medicação leve.

Nos cardiopatas, seguimos os tratamentos clássicos existentes e até uma intervenção cardíaca chamada de ablação ou implante de um desfibrilador interno.

*NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMU-SP , chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br 

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Exercício físico é arma poderosa para manter bom nível de triglicérides

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Nabil Ghorayeb*

Os triglicérides são partículas de gorduras, como o colesterol, presentes no sangue e de grande utilidade para o metabolismo do corpo, uma reserva energética de um atleta.

Seu nível normal é de até 150 mg/dl.

Se esse valor estiver elevado, representará um risco para a saúde, principalmente cardiovascular.

Os níveis anormais para cima estão associados ao consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras, como açúcar, mel, doces em geral, sorvetes, massas, pães, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

No fígado, essas últimas se transformam em triglicérides.

Para um atleta que pratica exercícios regulares por períodos longos, esses valores caem atingindo níveis sanguíneos na faixa de 50 mg/dl, dependendo da intensidade e do volume dessas atividades físicas.

Ao se detectar níveis baixos, não temos preocupação em relação a riscos de saúde, porém ocorrerá menor capacidade física pela baixa reserva energética do corpo.

Assim sendo, a melhor conduta é solicitar uma reeducação alimentar direcionada ao esporte com uma nutricionista da área.

O tratamento dos níveis elevados até 500 mg/dl é mais simples que o do colesterol.

Uma orientada correção da alimentação associada a exercícios aeróbicos com os de fortalecimento muscular resolve a maioria dos casos.

No entanto, quando não atingimos o nível normal, devem-se procurar outras causas além do simples erro alimentar e ingestão de bebidas alcoólicas, como as disfunções da tireoide e dos rins, obesidade (principalmente a abdominal) e diabetes tipo 2.

Valores maiores de 500 mg/dl provocam o risco de pancreatite, uma inflamação grave do pâncreas.

Quanto ao uso de medicações específicas, somente o médico poderá avaliar e prescrever o tratamento.

O exercício físico ou esporte regular é uma das mais poderosas armas desse tratamento, após avaliação médica prévia.

Com um mínimo de 14 semanas teremos resultados brilhantes.

Como sempre alerto, evite tratamentos alternativos de não médicos, os ditos caseiros com sucos de frutas como abacaxi, de limão e acerola não tem ação medicamentosa, apenas são alimentos muito saudáveis.

O famoso óleo de coco e outras bobagens são apenas receitas de artistas e famosos sem nenhum fundamento médico científico, que vão retardar o tratamento real e com isso favorecendo o aparecimento da aterosclerose e suas consequências danosas para o aparelho cardiovascular.

*NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMU-SP , chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br 

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Casos de diabetes crescem e trazem questão: açúcar é pior do que cigarro?

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Nabil Ghorayeb*

Neste mês de novembro temos mais uma data importante na área da saúde, o dia 14, que marcou o Dia Mundial do Diabete.

E uma pergunta surgida na mídia chamou a atenção: seria o açúcar pior do que o tabaco?

Segundo a revista “Nature”, o excesso de consumo de açúcar está levando à morte mais de 35 milhões de pessoas por doenças como o diabete, cardiopatias e câncer.

Os cientistas estão exigindo que se alerte para o consumo do açúcar, como é feito com o cigarro e as bebidas alcoólicas.

Sugerem impostos mais caros para os doces com mais açúcar e assim por diante, como é feito com o cigarro, tudo porque o autocontrole tem sido muito falho na prática clínica.

Os refrigerantes e as bebidas isotônicas, por exemplo, têm em média 36 % de açúcar.

Os sucos de frutas com adição de açúcar têm ao redor de 10%.

Calcula-se que um norte-americano consuma 22 colheres de chá de açúcar por dia, quando o recomendado estaria entre seis a nove colheres por dia.

E o pior é que apenas um quarto dos diabéticos e dos intolerantes à glicose seguem as recomendações de só duas frutas por dia e exercícios aeróbios regulares como a corrida, o ciclismo ou a natação.

A prática de atividade física resulta no controle mais eficaz do diabete, que se caracteriza pelo aumento do índice glicêmico (nível de açúcar no sangue) e das graves complicações vasculares como consequência.

Os efeitos metabólicos imediatos do exercício físico são: aumento da ação da insulina (que metaboliza o açúcar disponível no organismo), aumento da captação de glicose pelos músculos, o que melhora seu desempenho e, finalmente, a diminuição do índice glicêmico.

Depois de 12 a 14 semanas, observa-se o incremento das funções cardiorrespiratórias, diminuição dos triglicérides, da gordura corporal, melhor controle da pressão arterial, diminuição da ansiedade e depressão e, principalmente, uma importante redução no desenvolvimento de complicações relacionadas às doenças cardiovasculares.

A quantidade ideal de exercícios a serem realizados deve ser individualizada, respeitando as condições físicas e a presença de complicações decorrentes do diabetes, através da avaliação médica e do profissional de educação física.

Não faça nada mais intenso sem essas informações fundamentais.

Sabemos que mais de 50% dos problemas cardíacos num diabético ou o chamado intolerante ao açúcar não têm sintomas claros, dependendo da competente avaliação do médico do cardiologista do esporte.

É importante sempre medir a glicemia antes de sair de casa e após os exercícios, saber reconhecer os sinais de hipo ou hiperglicemia e repor líquidos, mas com  atenção à ingestão do açúcar e do sal presentes nos isotônicos, como consta nos rótulos.


Nabil Ghorayeb
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUCSP, doutor em Cardiologia pela FMUSP , chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, Médico Sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, Coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br    

Exames médicos simples podem prevenir mortes em corridas longas

shutterstock_286865699Nabil Ghorayeb*

Um estudo científico publicado recentemente (RACE) mostra o que aconteceu nas últimas Maratonas de Paris, de outubro de 2006 a abril de 2012, partindo de algumas premissas interessantes e que servem para todas as corridas de performance elevada.

Os principais problemas encontrados em corredores são o infarto do miocárdio em atletas com mais de 35 anos, e abaixo dessa idade, uma doença genética chamada de cardiomiopatia.

Outras causas foram o choque térmico de hipertermia e desidratação.

As pesquisas mostraram que as intercorrências médicas acontecem mais em corredores ocasionais, na proporção de um caso em 7.500 a 18 mil, enquanto nos mais experientes foi um caso em 200 mil.

A baixa quantidade de problemas detectada nesta grande pesquisa merece algumas especulações.

Diferentemente do que acontece no Brasil, para a Maratona de Paris é exigido um atestado de saúde, do qual o médico que assina passa a ter importante responsabilidade.

Mais de 90% das mortes que aconteceram em corridas em todos os cantos do mundo poderiam ter sido prevenidas apenas com uma simples e eficiente avaliação médica competente.

A avaliação médica prévia compreende consulta clínica, eletrocardiograma e teste ergométrico, que por exigência do Conselho Federal de Medicina e da Anvisa, têm como obrigatória a presença de um médico na sala, que só pode acompanhar um exame de cada vez.

Além disso, é preciso fazer as dosagens laboratoriais dos níveis de açúcar, gorduras sanguíneas e função renal.

Outra importante ação é a presença obrigatória de equipes treinadas e preparadas com equipamentos próprios para atender emergências médicas em vários pontos de uma prova de corrida.

Finalmente podemos concluir que nunca se deve praticar atividade física sem avaliação clínica competente de um médico que conheça o que é uma corrida longa e desgastante, nem sem a orientação de um profissional de educação física ou de um fisiologista do esporte.

Alerto para que se protejam evitando os blogueiros e professores sem formação universitária específica na área da saúde.

*NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUCSP, doutor em cardiologia pela FMUSP , chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br

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Excesso de treinos pode causar sérios problemas na saúde das mulheres

shutterstock_307267028Nabil Ghorayeb*

É importante comparar os índices de uma atleta mulher com outra atleta mulher, nunca com índices de um homem.

A mulher é biologicamente e fisiologicamente muito diferente, principalmente quando se trata das modalidades esportivas.

Por outro lado, o aumento da intensidade e do volume dos exercícios da mulher nos anos 90 produziu uma nova patologia feminina, a “Tríade da Mulher Atleta”, caracterizada por:

– desordem alimentar (importante falta de apetite);
– amenorreia (falta ou diminuição da menstruação);
– osteoporose precoce.

Uma verdadeira confusão se estabeleceu com as atletas, o que obrigou inúmeros estudos orientar novas condutas preventivas e tratamento da Tríade, para que não se desenvolvesse essa grave condição da saúde.

Algumas recomendações: evitar excessos (superar os limites fisiológicos) por conta própria dos treinos e ter orientação fisiológica, nutricional e da medicina do esporte.

A falta dessas regras mínimas é a causa dessa “doença” que prejudica, além da saúde, a performance da mulher esportista.

Estudos mostram que irregularidades da menstruação são mais frequentes nas atletas muito ativas do que na população feminina em geral, menos ativa ou sedentária.

Hoje, temos milhares de mulheres que adoram praticar atividade física e esportiva, sem dúvida uma escolha certa, mas que pode ser prejudicada pela vontade de “superar limites” nos treinamentos, seja em centros esportivos, academias, clubes, etc.

A situação piora ainda mais pela arriscada moda da automedicação (muitas vezes, por recomendação de blogueiros ou pessoas sem formação profissional), certamente desnecessária e perigosa (pelo alto risco de complicações), como os temidos hormônios, o “GH” (hormônio de crescimento) e “DHEA” (precursor de testosterona), e outros como a campeã Sharapova, tenista russa, usava.

Além de suplementos errados e inúteis, que deveriam ser usados só com indicação médica ou de nutricionista.

Para a maioria das mulheres não profissionais fazer exercício físico é maravilhoso, pois melhora a qualidade de vida.

Um profissional de educação física é muito importante para saber o que deve ser feito (planilhas organizadas por quem entende).

Se a mulher já estiver na menopausa, ou próxima dela, e se tiver dois ou mais fatores de risco como hipertensão arterial, tabagismo, obesidade, colesterol elevado e diabetes, faça uma consulta com um médico especializado para e prevenir dos riscos cardiovasculares.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Dicas para a prática de esportes aquáticos no verão

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Nabil Ghorayeb*

Com a chegada do verão, as atividades físicas aquáticas costumam ganhar novos adeptos.

Ao contrário do que muita gente pensa, as atividades aquáticas não são restritas às pessoas de idade ou com lesões.

Na água o esforço é maior, portanto, associar atividades aquáticas aos treinos de musculação traz resultados positivos para o corpo e a saúde do coração.

A natação é um dos esportes mais completos porque auxilia na perda de peso, corrige a postura, melhora a capacidade respiratória, aumenta o condicionamento físico, entre outros benefícios.

Mas, quando falamos de esportes ou atividades aquáticas, existem diversas modalidades para quem pretende praticar exercícios físicos e se refrescar ao mesmo tempo.

A vantagem de praticar esportes na água é, acima de tudo, a redução de todo e qualquer tipo de impacto.

A pressão da água durante a atividade física também exerce um papel importante na circulação e favorece a drenagem linfática.

Isso significa que atividades aquáticas podem melhorar a circulação sanguínea, além de prevenir e melhorar os inchaços e as celulites.

Entre os benefícios para quem adere à prática esportiva na água estão o aumento da resistência física e cardiopulmonar, assim como uma eficiente melhora da coordenação motora.

A natação mobiliza o organismo como um todo, em um trabalho que envolve força, resistência muscular e estímulo cardiovascular aeróbico, além de ser uma atividade relativamente segura – já que o impacto é mínimo no ambiente aquático.

A realização de um check-up antes da atividade física é de extrema importância para a saúde do atleta.

Quando realizamos o check-up podemos identificar possíveis problemas cardíacos e realizar um tratamento adequado no esportista, antes mesmo de fazer uma atividade que não condiz com a sua saúde.

Em alguns casos, o atleta não sabe que possui um problema cardíaco e, quando inicia o exercício, sente dificuldades, o que pode acarretar diversos riscos à saúde como infartos, arritmias, entre outros.

Conheça algumas atividades físicas aquáticas

Hidroginástica: há muito tempo as atividades físicas realizadas em piscina são uma ótima maneira de entrar em forma. A hidroginástica, por exemplo, combina momentos de relaxamento com os de exercícios musculares, que resultam em ganho no condicionamento físico. Considerada uma alternativa para um programa tradicional de exercícios com o benefício de diminuir o impacto e esforço nas articulações, a hidroginástica melhora a circulação, a capacidade respiratória, flexibilidade, força e resistência muscular.

Porém, é importante realizar exercícios com peso antes e depois da hidroginástica, durante 20 minutos. Esse procedimento promoverá a fixação do cálcio nos ossos, além de prevenir e corrigir a osteoporose.

Natação: é a atividade física aquática mais completa que existe.

Trabalha todos os músculos de forma equilibrada e beneficia a capacidade respiratória, além de melhorar o condicionamento físico. É indicada para todas as idades, inclusive gestantes e bebês.

Water ioga: essa modalidade, recente nas academias, é a yoga tradicional adaptada para o meio aquático.

A resistência da água intensifica o exercício propiciando uma queima maior de calorias.

Polo aquático: esporte semelhante ao handebol na água, desenvolve toda a musculatura do corpo, principalmente tronco e membros superiores.

Trabalha também a coordenação e o reflexo.

Nado sincronizado: esta modalidade auxilia na melhoria da flexibilidade, agilidade e condicionamento físico.

Trabalha a musculatura do corpo todo, principalmente das pernas.

Watsu: técnica de hidroterapia indicada para relaxamento com movimentos do zen-shiatsu. Deve ser praticado em piscina aquecida com temperatura de 35º, aproximadamente, para relaxar ainda mais.

PS: lembremse que a bebida alcoólica não é reidratante, aumenta a diurese e provoca piora da hidratação no calor excessivo.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Reabilitação cardiovascular: saiba o que é necessário para voltar a treinar

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Nabil Ghorayeb*

O sedentarismo ainda é e será por muito tempo o grande inimigo a ser vencido.

O mínimo de atividade física para uma pessoa ser considerada ativa é de 150 minutos por semana, com exercícios leves a moderados.

Um indivíduo sabidamente saudável pode atingir níveis intensos de exercícios, com baixos riscos de problemas cardiovasculares.

No entanto, aquele que toma medicações, tem doenças, tratadas ou não, ou que relata algum sintoma durante os esforços, deve ser avaliado com mais cuidado.

A chamada reabilitação cardiovascular necessita de completa informação dos limites e sintomas que poderão surgir durante a atividade física, seja individual ou coletiva, competitiva ou não.

Alguns desses pacientes precisam, por um tempo, de acompanhamento com “personal” e de um médico especializado.

Em muitas cidades já existem serviços bem estruturados de reabilitação cardiovascular, que conseguem melhorar muito o prognóstico de um cardiopata.

Uma academia específica para pessoas com alguma doença deve conter uma estrutura de emergência bem organizada.

Evidente que são raros os acontecimentos graves, mas podem ocorrer.

Isso é essencial para a segurança do cliente.

Repetimos: o melhor remédio é a atividade física.

As terapias de reposição hormonal, uso secreto de anabolizantes, estimulantes e chás especiais não devem ser usados por quem quer que seja.

Um profissional de educação física não pode induzir, sugerir ou prescrever suplementos ou hormônios, seria exercício ilegal da medicina ou da nutrição.

Cuidem-se para não serem enganados.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Exercícios como natação, corrida ou ciclismo aumentam o colesterol bom

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Nabil Ghorayeb*

A atividade física funciona com um remédio para inúmeros problemas cardiovasculares, porém, para os níveis de colesterol age de modo variado.

Os praticantes regulares de exercícios aeróbicos como correr, nadar e andar de bicicleta, têm vantagem enorme sobre quem faz os exercícios anaeróbicos porque esses poucos influenciam nos níveis do colesterol.

Nos esportistas regulares são constatados, depois de meses de treino, que os níveis do colesterol bom, o HDL, se elevam.

Algumas chegam a valores próximos dos 100 mg/dl.

Já o colesterol ruimLDL, pouco se modifica com exercícios.

Para ele, além da dieta controlada de gorduras saturadas, o uso contínuo de medicações específicas é importante e ajuda a reduzi-lo.

A ordem é controlar a ingestão e não radicalizar na retirada total do seu cardápio.

Voltando para os exercícios, sempre os consideramos como produtores de bons resultados para a saúde, perto de 50 minutos, três a quatro vezes semanais.

Os benefícios aparecerão próximo das 12 a 14 semanas.

A frequência não precisa ser intensa, o nível moderado é suficiente.

Isto é: manter o seu pulso ao redor de 195 menos a idade.

Claro que atletas têm outros níveis de treinamento, pois o objetivo é outro.

O incrível é que nem eles têm valores obrigatoriamente baixos do colesterol ruim.

Nas avaliações de equipes profissionais encontramos atletas com níveis elevados de colesterol total e do ruim, pelos abusos alimentares ou por genética familiar.

Pense no que quer para a sua saúde, ser cuidadoso só irá trazer prazer e qualidade de vida.

Incentive a vida saudável na sua família desde a alimentação, como também na prática da atividade física e no importante tratamento medicamentoso, se for necessário.

Na dúvida, converse com um médico e siga a prevenção regularmente.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Menos de um quarto da população brasileira pratica exercícios suficientes para ter uma vida ativa

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Nabil Ghorayeb*

Para manter a luta contra o sedentarismo, vamos aos fatos. Recentemente, o Ministério do Esporte divulgou uma pesquisa que concluiu que pouco mais de 42% da população brasileira é sedentária.

O estudo contínuo do IBGE, conhecido como Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mostra um dado ainda mais grave: apenas 27,1% dos homens com mais de 18 anos praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer, enquanto nas mulheres este percentual ainda foi pior, de 18,4%.

Ou seja, os sedentários eram 72,9 % dos homens e 81,6% das mulheres.

A média brasileira de ativos foi de apenas 22,5%, incluindo a área urbana e rural do país. Ou seja, 77,5% da população não praticam o nível recomendado de atividade física no lazer.

O porcentual de adultos que praticam o nível recomendado de atividade física no tempo livre tende a diminuir com o aumento da idade.

Isto pode ser observado nas proporções dos grupos de idade de 18 a 24 anos, em que 35,3% praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer.

Dentre os adultos de 25 a 39 anos de idade a proporção foi de 25,5%.

Na faixa de 40 a 59 anos, esse porcentual foi de 18,3%, enquanto que, no grupo de mais de 60 anos, 13,6%.

A prática recomendada de atividade física no tempo livre cresce com o nível de instrução.

A PNAD divulgou que os idosos estão vivendo mais no Brasil.

Em 2013, dos 201,5 milhões de habitantes, cerca de 26,1 milhões eram pessoas acima dos 60 anos.

Para especialistas, o bom humor e a prática de atividades físicas contribuem para a longevidade.

prática regular de exercícios físicos ou esportes é considerada como fator de proteção à saúde das pessoas.

As oportunidades para indivíduos adultos serem fisicamente ativos podem ser classificadas em quatro domínios: no lazer (tempo livre), no trabalho, no deslocamento e no âmbito das atividades domésticas.

O nível recomendado de atividade física no lazer é de, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade física de intensidade leve e moderada ou de, pelo menos, 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa.

Alguns exemplos de atividades físicas de intensidade leve ou moderada são: a caminhada, musculação, hidroginástica, dança e ginástica em geral.

Como exemplos de intensidade vigorosa há a corrida, os esportes coletivos no geral, ginástica aeróbica, entre outras atividades que aumentem a frequência cardíaca muito além dos níveis de repouso.

Para a OMS – Organização Mundial da Saúde, ser ativo é: praticar futebol, basquete, ginástica aeróbica, corrida (inclusive em esteira) ou tênis durante pelo menos três dias por semana, com duração diária de 20 minutos ou mais; ou caminhada ou outra modalidade de exercício físico ou esporte durante pelo menos cinco dias por semana, com duração diária de 30 minutos ou mais.

Vamos mudar as estatísticas, faça um sedentário do seu circulo familiar ou de amizades abandonar essa “prática” tão ruim para a saúde e longevidade, o convença-o a ser ativo, gradualmente e sem interrupções.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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