CBC repassa mais de 200 milhões para formação de atletas

Recursos beneficiam 37 modalidades olímpicas e paraolímpicas (Foto: Divulgação/ministério do esporte)
Recursos beneficiam 37 modalidades olímpicas e paraolímpicas (Foto: Divulgação/ministério do esporte)

O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), nova marca da até então Confederação Brasileira de Clubes, repassou para 30 clubes cerca de R$ 84 milhões que custearão o pagamento de 705 profissionais da área esportiva, entre técnicos, auxiliares, preparadores físicos e fisioterapeutas.

São 37 modalidades olímpicas e paraolímpicas atendidas, beneficiando cerca de 15 mil atletas, vinculados aos clubes que apresentaram projetos e atenderam ao edital de convocação número 6 da entidade.

No ciclo olímpico de 2016 e 2020, o CBC disponibilizará mais de 200 milhões para clubes de todo o Brasil.

Os recursos são equivalentes a 0,5% do arrecadado com as loterias, previstos na Lei Pelé.

A cerimônia de repasse dos recursos foi realizada no Rio de Janeiro, em 23 de janeiro, com as presenças do ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e do presidente do CBC, Jair Pereira, e outras autoridades. O presidente do Sindi-Clube, Paulo Cesar Mário Movizzo, esteve presente.

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35% dos atletas paraolímpicos brasileiros sofreram acidentes

Landgraf: do futebol para a vela adaptada (Foto: CPB)
Landgraf: do futebol para a vela adaptada (Foto: CPB)

Dos 285 atletas brasileiros convocados para a Paraolimpíada do Rio, 101 são vítimas de acidentes, ou seja, mais de 35% do total.

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, 49 são vítimas de casualidades no trânsito (carro, moto ou atropelamento), 12 têm sequelas por arma de fogo, nove ficaram paralisados após acidentes aquáticos (mar ou piscina) e seis por alguma ocorrência no trabalho.

Há também vítimas de quedas, ataques de cachorros ou até mesmo por incidentes em competições esportivas.

Apesar da alta porcentagem, a maior parte dos esportistas paraolímpicos já nasceu com deficiência.

Oitenta e nove deles vieram ao mundo com problemas congênitos que causaram cegueira ou má formação de membros.

A delegação também é composta por 67 atletas que ficaram com sequelas de doenças graves, como a poliomielite, por exemplo, que afetou 13 destes. Outros 28 tiveram paralisia cerebral por causa de complicações no parto.

Entre os acidentados, um dos casos mais conhecidos é o do ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube, Bruno Landgraf, que, atualmente, pratica vela adaptada.

Landgraf chegou a vestir a camisa das categorias de base da seleção brasileira de futebol e era considerado uma grande promessa do tricolor paulista.

Em 2006, o jogador bateu o carro e teve um deslocamento na coluna que o deixou tetraplégico. Dez anos após o acidente, Bruno disputará sua segunda Paraolimpíada e buscará a medalha inédita.

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