COI aprova programação para Tóquio 2020, com novas modalidades

Foto: Divulgação
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O Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou, na última semana, na Suíça, a programação de eventos para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

As principais mudanças em ralação a última edição dos Jogos são a inclusão do Basquete 3×3 e do BMX Freestyle, o aumento da participação feminina e novas competições mistas, como o revezamento 4x400m no atletismo, o revezamento 4x100m medley na natação, além das disputas de equipes mistas no judô.

A decisão marca um importante passo na evolução do programa olímpico, igualando os gêneros e rejuvenescendo a competição.

“Os novos eventos que aprovamos hoje, junto com os cinco novos esportes que foram adicionados ano passado, representam uma mudança gradual no programa olímpico. Estou muito feliz que os Jogos Olímpicos de Tóquio serão mais jovens, urbanos e com mais mulheres”, disse o presidente do COI, Thomas Bach.

Com a definição do COI, a Olimpíada de Tóquio terá a maior representatividade feminina na história dos Jogos.

O Basquete 3×3 fez parte, com sucesso, dos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010 e Nanquim 2014.

A próxima edição, em Buenos Aires 2018, já contará também com o BMX Freestyle.

Em agosto de 2016, o COI admitiu por unanimidade a entrada do surfe, skate, escalada, beisebol/softbol e karatê como esportes olímpicos, que fez com que aumentasse o número de eventos olímpicos que era de 306 e subiu para 321.

Se forem incluídas as medalhas distribuídas para as modalidades que começarão a ser disputadas em Tóquio o número de eventos sobe para 339.

Confira a lista das mudanças para Tóquio 2020.

  • Atletismo: inclusão do revezamento 4x400m (misto).
  • Basquete: inclusão do 3×3 (masculino e feminino).
  • Boxe: mudança de dois eventos masculinos por dois femininos.
  • Canoagem: mudança de três eventos masculinos por três femininos.
  • Ciclismo BMX: inclusão do Freestyle (masculino e feminino).
  • Ciclismo Pista: inclusão do Madison (masculino e feminino).
  • Esgrima: inclusão da disputa por equipe (masculino e feminino).
  • Judô: inclusão da disputa por equipes (mista).
  • Natação: inclusão dos 800m (masculino), 1.500m (feminino) e revezamento 4x100m medley (misto).
  • Remo: mudança de um evento masculino por um feminino.
  • Vela: mudança de uma categoria mista.
  • Tiro com Arco: inclusão da disputa por equipes (mista).
  • Tiro Esportivo: mudança de três eventos masculinos para eventos mistos.
  • Tênis de Mesa: inclusão das duplas mistas.
  • Triatlo: inclusão do revezamento por equipes (misto).
  • Levantamento de Peso: redução de uma categoria masculina.

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A Biblioteca Virtual oferece conhecimento aos funcionários de clubes

Sem título

A Biblioteca Virtual da Universidade Sindi-Clube, em três áreas – esporte e lazer, modalidades olímpicas e administrativa –, possui um amplo acervo de obras para aprimorar a formação de colaboradores dos clubes.

Os textos disponíveis para consultas resumem conteúdos de atividades aplicadas na Universidade.

Na Área de esportes e lazer há três fascículos do Manual de Brinquedoteca, e oito volumes do Manual de Piscinas, que ensina os cuidados que os clubes devem ter com os parques aquáticos.

Em Modalidades olímpicas, são explicados 24 esportes, em PDF e em vídeo. Estão nesse tópico os cursos que a Universidade ofereceu a jornalistas e estudantes de jornalismo, antes dos Jogos Olímpicos.

Por fim, para auxiliar gestores e funcionários de clubes, na Área administrativa estão à disposição os Manuais de Assertividade, Atendimento, Gestão de Pessoas, Inteligência Emocional, 8 Regras Básicas para Escrever um Bom Texto e Manual de Orçamento.

O acesso é feito gratuitamente por meio de login e senha que serão fornecidos pela Universidade aos gestores de clubes associados à entidade.

Basta solicitar pelo e-mail universidade@sindiclubesp.com.br ou pelo telefone 11 5054-5464.

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CBC repassa mais de 200 milhões para formação de atletas

Recursos beneficiam 37 modalidades olímpicas e paraolímpicas (Foto: Divulgação/ministério do esporte)
Recursos beneficiam 37 modalidades olímpicas e paraolímpicas (Foto: Divulgação/ministério do esporte)

O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), nova marca da até então Confederação Brasileira de Clubes, repassou para 30 clubes cerca de R$ 84 milhões que custearão o pagamento de 705 profissionais da área esportiva, entre técnicos, auxiliares, preparadores físicos e fisioterapeutas.

São 37 modalidades olímpicas e paraolímpicas atendidas, beneficiando cerca de 15 mil atletas, vinculados aos clubes que apresentaram projetos e atenderam ao edital de convocação número 6 da entidade.

No ciclo olímpico de 2016 e 2020, o CBC disponibilizará mais de 200 milhões para clubes de todo o Brasil.

Os recursos são equivalentes a 0,5% do arrecadado com as loterias, previstos na Lei Pelé.

A cerimônia de repasse dos recursos foi realizada no Rio de Janeiro, em 23 de janeiro, com as presenças do ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e do presidente do CBC, Jair Pereira, e outras autoridades. O presidente do Sindi-Clube, Paulo Cesar Mário Movizzo, esteve presente.

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Brasil fica em segundo em torneio na Suíça, antes do mundial de handebol

Foto: Divulgação/CBHb
Foto: Divulgação/CBHb

O campeonato mundial masculino de handebol está próximo e o técnico da seleção brasileira, Washington Nunes, usou uma competição amistosa para preparar a equipe para a disputa internacional, em Paris, de 11 a 29 de janeiro.

Antes de chegar à França, a seleção brasileira ficou em segundo lugar em um torneio amistoso na Suíça ao lado dos donos da casa, Eslováquia e Romênia. Na noite deste domingo (8/1), a equipe verde e amarela fez a partida decisiva contra a Suíça e acabou perdendo por 27 a 25.

“Acho que temos um bom time que pode fazer coisas melhores, internacionalmente. As expectativas são muito boas, claro, isso somado a muito treino com a seleção”, destacou Zé, armador direito.

O Brasil abre a competição dia 11, em Paris, contra os franceses e tem ainda Polônia, Rússia, Japão e Noruega no mesmo grupo, um dos mais complicados da disputa.

“Podemos certamente nos classificar para as oitavas de final. Jogar contra os donos da casa pesa um pouco, ainda mais com a França, que é uma seleção de muita experiência, mas estaremos lá, sempre acreditando que podemos”, afirmou o jogador.

Ele lembrou que o Brasil fez bonito diante dos franceses nas quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e manteve a partida equilibrada do início ao fim, mas acabou derrotado por 34 a 27, nos últimos 15 minutos.

Depois da França, o Brasil joga em Nantes, no dia 14, com a Polônia, dia 15 com o Japão, dia 17 com a Noruega e no dia 19 com a Rússia.

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COB pré-seleciona 20 atletas para Tóquio 2020

Alguns dos jovens selecionados para o projeto "Vivência Rio 2016"
Alguns dos jovens selecionados para o projeto “Vivência Rio 2016” (Foto: COB)

Mesmo antes da Olimpíada do Rio acabar, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) já pensa no futuro.

Prova disso é que 20 atletas de 15 esportes, 11 homens e nove mulheres, de 15 a 24 anos, foram selecionados pela entidade para participar do projeto “Vivência Olímpica Rio 2016”, que visa prepará-los para os Jogos de Tóquio, em 2020.

Os possíveis representantes brasileiros, que nunca participaram do torneio, foram inseridos na rotina dos competidores desta edição para adquirir experiência olímpica e entender melhor como funcionam os bastidores da maior competição esportiva mundial.

Esta é a segunda vez que o projeto é executado pelo COB.

Em Londres, 2012, 16 jovens atletas foram convidados para a ação e, destes, oito se classificaram para o Rio 2016 e quatro ganharam medalhas até o momento: Thiago Braz, ouro no atletismo, Martine Grael, ouro na vela, Felipe Wu, prata no tiro esportivo, e Isaquias Queiroz, prata e bronze na canoagem.

Os eleitos deste ano foram: Beatriz Ferreira, boxe; Emily Figueiredo, levantamento de peso; Joílson Brito, luta greco-romana; Maria Paula Heitmann, natação; Marcelo da Silva, tiro com arco; Gabriel Bastos, vela; Andrea Santos, canoagem; Anderson Ezequiel de Souza, ciclismo BMX; Gabriela Cecchini, esgrima; Ângelo Assumpção e Thaís Fidélis, ginástica artística; Nathália Brigida e Rafael Godoy, judô; Felipe Ribeiro, natação; Edival Pontes, taekwondo; Manoel Messias, triatlo; Eduarda Santos Lisboa e Ana Patrícia Silva Ramos, vôlei de praia.

Os atletas escolhidos participaram de uma seletiva com 60 competidores que possuem histórico de resultados nas categorias de base, em alguns casos na categoria adulta, e com potencial de evolução até os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

As respectivas confederações de cada modalidade selecionada fizeram a triagem que definiu o seleto grupo.

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Cinco novos esportes entram no programa olímpico de 2020

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Foi confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), durante o congresso da entidade, realizado na Barra da Tijuca, a inclusão de mais cinco esportes na Olímpiada de Tóquio, no Japão, em 2020: surfe, skate, beisebol/softbol, escalada esportiva e caratê.

Para serem aceitas, as modalidades já haviam passado por duas triagens. Na primeira, realizada no ano passado, oito dos 26 esportes inscritos foram aceitos pelo Comitê Organizador de Tóquio.

Modalidades como xadrez, squash, sumô e boliche, no entanto, ainda ficarão de fora dos Jogos.

O COI explicou que a ideia é dar aos anfitriões dos Jogos a chance de trazer ao ambiente olímpico esportes que sejam mais populares em seus países, com intenção de aumentar a audiência e atrair potenciais patrocinadores e a atenção dos jovens.

De acordo com o Comitê Tóquio 2020, a inclusão das novas modalidades resultará no acréscimo de mais de 400 atletas em 18 disputas por medalhas nos Jogos Olímpicos.

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Cursos gratuitos da Universidade SINDI-CLUBE expõem 33 modalidades olímpicas e recebem elogios

Jornalistas elogiam cursos
Jornalistas elogiam cursos

Nada menos do que 33 modalidades olímpicas foram expostas para jornalistas e estudantes de jornalismo, em seus aspectos táticos e técnicos, nos cursos gratuitos que a Universidade SINDI-CLUBE apresentou de março a julho.

A ação foi feita em parceria com a Aceesp (Associação de Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), com apoio de federações e confederações esportivas, que enviaram dirigentes e técnicos para as apresentações.

A recepção por parte dos profissionais de mídia foi muito boa, pelo caráter informativo e esclarecedor das palestras.

As apresentações presenciais, feitas no auditório da Universidade, também tiveram transmissão via internet.

Foram explicados prática, regras, histórico, curiosidades, entre outros aspectos, de 33 esportes olímpicos: badminton, tiro com arco, ginástica artística feminina, remo, hóquei sobre a grama, taekwondo, levantamento de peso, nado sincronizado, saltos ornamentais, polo aquático, natação, maratonas aquáticas, luta greco-romana, luta estilo livre, basquete, atletismo, pentatlo moderno, esgrima, handebol, triatlo, golfe, judô, tênis de mesa, vela, tênis, tiro esportivo, ciclismo bmx, rúgbi, vôlei, vôlei de praia, canoagem slalom, canoagem velocidade e ciclismo de mountain bike.

O presidente do SINDI-CLUBE, Cezar Roberto Leão Granieri, Betinho, ressaltou a utilidade dos cursos.

“Foi uma contribuição importante para que os profissionais encarregados de divulgar e ampliar o interesse pelo esporte transmitam com mais propriedade todas as emoções que os Jogos Olímpicos vão proporcionar à população”, disse.

Jornalistas elogiam

O jornalista Reinaldo Leiva Santos enalteceu a iniciativa de promover esportes pouco conhecidos pela imprensa.

“Em um país em que só o futebol tem espaço, ter tamanha informação técnica sobre outras modalidades é extremamente louvável e favorece nosso trabalho. Os conteúdos das apresentações foram ótimos. Estarei nos Jogos Olímpicos do Rio para acompanhar o tênis. Tudo que aprendi aqui, dessa e de muitas outras modalidades, será de grande utilidade. Inclusive, levarei os materiais fornecidos, para ter uma base teórica. Muito além da profissão, levarei todos esses conteúdos para a vida, pois sou um grande amante de esportes”, disse.

Mauricio Sabará Markiewicz acompanhou todas as apresentações feitas.

“A organização dos cursos foi excelente. Os palestrantes foram muito bem escolhidos, eram dinâmicos e didáticos, ao mesmo tempo. Não deixaram dúvidas sobre as modalidades apresentadas. Uma iniciativa como essa deveria ser adotada por muitas outras entidades e instituições, pois valoriza todos os esportes igualmente e diminui essa disparidade que existe na cultura esportiva brasileira. Gostei muito de todos os cursos. Se pudesse dar uma nota geral, seria 10. O SINDI-CLUBE está de parabéns”, afirmou.

Manuais à disposição

Para colocar à disposição os conteúdos expostos, a Universidade SINDI-CLUBE, juntamente com as federações e confederações, elaborou manuais, que podem ser acessados na Biblioteca Virtual do portal do SINDI-CLUBE.

Já estão à disposição compilações das modalidades de badminton, ginástica artística, handebol, hóquei sobre a grama, judô, levantamento peso, luta olímpica, maratonas aquáticas, natação, nado sincronizado, pentatlo moderno, saltos ornamentais, tiro com arco, tiro esportivo e triatlo.

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“O COB trabalha pela transformação do Brasil em uma potência esportiva”

Fotos: Wander Roberto/ COB
Fotos: Wander Roberto/ COB

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi entrevistado pela Revista dos Clubes, antes da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Dirigente de longa carreira presidiu, também, a Confederação Brasileira de Voleibol, e, como jogador de vôlei, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 1964. Nuzman faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul. Frente ao feito, o presidente do COB não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente. Acompanhem.

Qual será a sensação do presidente do COB, quando o Time Brasil entrar no Maracanã para a cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul?

Carlos Arthur Nuzman: Certamente, viverei um momento mágico e inesquecível. Será a concretização de um sonho, que acalentei durante longo tempo. Foram muitos anos de trabalho duro e extrema dedicação, que culminaram na realização do maior evento esportivo do mundo, pela primeira vez, no Brasil e na América do Sul. Dificilmente teremos outra oportunidade como essa e devemos celebrar intensamente. Após uma vida inteira dedicada ao esporte, essa será uma das maiores emoções da minha trajetória, como atleta e dirigente.

O COB colocou em prática um minucioso planejamento para os Jogos. Qual o balanço que se pode fazer? Os objetivos foram alcançados?

Nuzman: Estabelecemos um plano estratégico detalhado, em 2009, e tudo correu conforme planejado. Estamos proporcionando aos nossos atletas a melhor preparação de todos os tempos, e o resultado dos últimos três anos demonstram que o esporte brasileiro segue progredindo. Entre 2013 e 2015, o esporte olímpico brasileiro registrou uma evolução significativa, em relação ao mesmo período do ciclo olímpico anterior, com inúmeras conquistas em nível mundial.  Outro ponto positivo é o aumento do número de modalidades que chegaram aos pódios mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil aumentou o leque de modalidades medalhistas, alcançando as primeiras colocações em 15 delas, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, cuja meta é chegar, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre os dez primeiros países no quadro total de medalhas.

Além de ficar entre os dez maiores medalhistas, o Brasil terá conseguido dar alicerces para que o país se mantenha nessa posição nos Jogos subsequentes? 

Nuzman: Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são uma oportunidade única de desenvolvermos o esporte brasileiro e deixarmos uma semente plantada para o futuro. O COB trabalha pela transformação e manutenção do Brasil em uma potência esportiva. Uma boa participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 é parte fundamental para esse projeto. Esperamos, com os resultados de nossos atletas, inspirar futuras gerações a se iniciarem na prática esportiva. Para o COB, ser uma potência olímpica significa estar entre o Top 10 pelo número total de medalhas e conquistar o pódio em mais de dez modalidades nos Jogos Olímpicos. Alguns países conquistam várias medalhas em apenas uma modalidade, ou seja, eles são potência nessa modalidade específica, mas não no todo. É importante que tenhamos uma abrangência maior de modalidades medalhistas para que as conquistas sejam sustentáveis em longo prazo.

Atrapalhou, de alguma forma, a crise financeira que atingiu o país, no momento bem próximo da reta final para a Olimpíada?

A desvalorização do real encareceu um pouco a reta final da preparação. No entanto, posso garantir que o planejamento traçado em 2009 foi executado em sua plenitude, sem nenhum prejuízo aos nossos atletas.

O COB preocupou-se em monitorar permanentemente os resultados dos principais atletas do país e de seus concorrentes. Esse mapa estratégico e outras sistematizações serão transformados em conhecimento para ser aplicado de forma constante?

Nuzman: Sim. Esse é mais um legado que os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão. O modelo de gestão, criado para enfrentar o grande desafio de preparar os atletas para competir em casa, gerou processos que seguirão sendo utilizados nos próximos ciclos olímpicos. Todo o conhecimento adquirido pelo COB está sendo replicado para as confederações, clubes e instituições. Por meio do Instituto Olímpico Brasileiro, que é o braço de educação do COB, formamos centenas de novos gestores e aperfeiçoamos dezenas de treinadores, aptos a continuar permanentemente o processo de qualificação do nosso esporte.

Pode-se dizer que, hoje, o atleta brasileiro tem, no mínimo, a mesma condição que o estrangeiro concorrente dele?

Nuzman: Atualmente, o atleta brasileiro de alto rendimento tem as mesmas condições de treinamento das grandes potências esportivas. Esse ciclo foi o melhor da história olímpica, em termos de preparação. A estratégia do COB envolveu diversos investimentos, de forma a atender todos os detalhes da preparação, em diversas áreas como: Ciências do Esporte, intercâmbio de treinamentos e competições, capacitação de gestores e treinadores, apoio às equipes multidisciplinares, compras de equipamentos, gerenciamento do CT Time Brasil, entre outros.

Modalidades pouco tradicionais, como canoagem, handebol, polo aquático e tiro esportivo, desenvolveram-se nesse ciclo olímpico. Essa diversificação vai continuar no país?

Nuzman: O nosso objetivo é aprimorar o planejamento e continuar ampliando o leque de investimentos, para que cada vez mais modalidades possam despontar no cenário mundial.

Nuzman C - Wander Roberto  Acervo COBComo o senhor analisa o alinhamento havido entre os agentes do esporte no país – Ministérios, confederações e patrocinadores – para a realização dos Jogos?

Nuzman: A maior vitória que o Rio 2016 trouxe ao esporte nacional foi o alinhamento de todos os agentes do esporte em um mesmo objetivo. Então, temos, além do Comitê Olímpico do Brasil, os Ministérios do Esporte, da Defesa, da Educação, da Ciência e Tecnologia, confederações, clubes, associações e patrocinadores, trabalhando juntos para o desenvolvimento do esporte olímpico. Além disso, já está em execução um plano 20/24, para o pós-2016, com diversas ações de busca de talentos e incentivo a atletas em formação.

O senhor acredita que esse engajamento dos agentes do esporte teria sido obtido sem que o país fosse sede olímpica? Como manter e transformar esse avanço em legado efetivo e transformador?

Nuzman: Mesmo antes da escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica, o esporte brasileiro já dava clara demonstração de caminhar rumo à plena profissionalização. Os resultados em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos nas últimas décadas comprovam essa evolução. Além disso, realizamos os Jogos Sul-Americanos em 2002 e os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, trazendo gestão e investimentos ao esporte brasileiro e mostrando à comunidade esportiva internacional a nossa capacidade de organização. Porém, não há dúvidas de que o trabalho feito na candidatura, e a realização dos Jogos Rio 2016, mudam definitivamente o patamar do esporte brasileiro.

Como o COB se prepara para o próximo ciclo olímpico, visando Tóquio 2020?

Nuzman: Estamos trabalhando para tornar e manter o país uma potência olímpica, tanto que já estamos mirando em Tóquio 2020 e nos Jogos Olímpicos de 2024. A base está sendo formada, principalmente no que se refere a recursos humanos. Criamos o Instituto Olímpico Brasileiro, voltado para os três pilares que julgamos fundamentais na formação de recursos humanos: treinadores, gestores e atletas. A Academia Brasileira de Treinadores, chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional, pelo Conselho Federal de Educação Física e pelo próprio COB, já está em sua terceira turma de treinadores. O Curso Avançado de Gestão Esportiva, CAGE, voltado para as confederações, clubes, Forças Armadas, etc, formou mais de 200 gestores, em um curso de 13 meses, de alta qualidade. Temos um programa de transição de carreira, do qual já participaram 35 atletas, dentre eles Fabi (vôlei), Emanuel e Adriana Behar (vôlei de praia) e Hugo Hoyama (tênis de mesa), Maurren Maggi (atletismo), para citar alguns nomes. São esportistas que contribuíram com suas excelentes performances para o esporte brasileiro e continuarão ajudando o esporte no Brasil. Também realizamos um projeto chamado Vivência Olímpica, que ajuda jovens atletas a passarem pela experiência olímpica. Em Londres 2012, levamos 16 jovens para ver de perto como é uma edição de Jogos Olímpicos, entre eles nomes hoje consagrados como Isaquias Queiroz, Martine Grael, Rebeca Andrade e Thiago Monteiro. Repetiremos essa experiência nos Jogos Rio 2016, dessa vez de olho em Tóquio 2020, com 20 jovens atletas que ainda serão selecionados em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas.

Como o senhor vê a evolução da atuação dos clubes na formação de atletas olímpicos?

Nuzman: Os clubes são peças fundamentais na estrutura esportiva do país e trabalhamos conjuntamente na preparação dos atletas para o Rio 2016. Cada vez mais estreitamos os laços com a Confederação Brasileira de Clubes. Percebemos que os clubes formadores estão se profissionalizando e melhorando suas estruturas e instalações. Isso é de suma importância para o desenvolvimento do nosso sistema esportivo. Temos que continuar trabalhando em um planejamento conjunto para que a base seja cada vez maior, e o alto rendimento possa colher os frutos desse trabalho fantástico que os clubes fazem no Brasil.

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Convocada seleção brasileira masculina de hóquei sobre grama

Foto Divulgação CBHG
Time brasileiro convocado (Foto: Divulgação/CBHG)

Foi anunciada a lista de atletas que irão representar o Brasil na Olimpíada do Rio, em agosto, na modalidade hóquei sobre a grama.

O time, classificado pela primeira vez na história, carimbou a vaga para os Jogos do Rio de Janeiro na excelente campanha no Pan-Americano de Toronto, ano passado.

Terminou a competição em quarto lugar, sendo que precisava ficar entre os seis para garantir presença.

São os escolhidos: goleiros Rodrigo Faustino e Thiago Bomfim; defensores Bruno Mendonça, Christopher Mcpherson, Ernst Rost-Onnes, Stephane Vehrle-Smith e Yuri Van Der Heijden; meias André Patrocínio, Adam Imer, Patrick Van Der Heijden e Paulo Batista Junior; e os atacantes Bruno Paes, Joaquín Lopez, Lucas Paixão, Matheus Borges e Rodrigo Steimbach.

Como aquecimento, a equipe disputará três amistosos na Argentina.

A estreia na Olimpíada está marcada para 6 de agosto, contra a Espanha, às 19h30.

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Canoagem abre última semana de exposição de cursos sobre modalidades olímpicas

Schleder falou sobre aspectos técnicos da canoagem
Schleder falou sobre aspectos técnicos da canoagem

A série de cursos sobre modalidades olímpicas para jornalistas e estudantes de jornalismo, promovidos pela Universidade SINDI-CLUBE em parceria com a Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), está chegando ao fim.

A canoagem deu início nesta terça-feira (12/7) à última semana de exposições.

Iran Schleder Jr, coordenador de comunicação da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) aprovou a iniciativa das entidades de promover a divulgação de modalidades menos conhecidas.

“O SINDI-CLUBE está de parabéns pela iniciativa. Muito importante os jornalistas terem essa chance de se aproximarem das confederações e entender sobre as regras e peculiaridades de cada um desses esportes pouco difundidos no Brasil”.

Leonardo Maiola, supervisor do comitê de paracanoagem da CBCa, acredita no sucesso da modalidade na Paraolimpíada e destaca que o esporte também é usado para reabilitação do condicionamento físico.

O último curso da série de exposições, ciclismo de mountain bike, que será realizado amanhã (13/7) está com inscrições abertas.

Interessados devem mandar e-mail para contato@sindiclubesp.com.br ou, para mais informações, acessar o portal do SINDI-CLUBE.

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