“O COB trabalha pela transformação do Brasil em uma potência esportiva”

Fotos: Wander Roberto/ COB
Fotos: Wander Roberto/ COB

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi entrevistado pela Revista dos Clubes, antes da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Dirigente de longa carreira presidiu, também, a Confederação Brasileira de Voleibol, e, como jogador de vôlei, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 1964. Nuzman faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul. Frente ao feito, o presidente do COB não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente. Acompanhem.

Qual será a sensação do presidente do COB, quando o Time Brasil entrar no Maracanã para a cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul?

Carlos Arthur Nuzman: Certamente, viverei um momento mágico e inesquecível. Será a concretização de um sonho, que acalentei durante longo tempo. Foram muitos anos de trabalho duro e extrema dedicação, que culminaram na realização do maior evento esportivo do mundo, pela primeira vez, no Brasil e na América do Sul. Dificilmente teremos outra oportunidade como essa e devemos celebrar intensamente. Após uma vida inteira dedicada ao esporte, essa será uma das maiores emoções da minha trajetória, como atleta e dirigente.

O COB colocou em prática um minucioso planejamento para os Jogos. Qual o balanço que se pode fazer? Os objetivos foram alcançados?

Nuzman: Estabelecemos um plano estratégico detalhado, em 2009, e tudo correu conforme planejado. Estamos proporcionando aos nossos atletas a melhor preparação de todos os tempos, e o resultado dos últimos três anos demonstram que o esporte brasileiro segue progredindo. Entre 2013 e 2015, o esporte olímpico brasileiro registrou uma evolução significativa, em relação ao mesmo período do ciclo olímpico anterior, com inúmeras conquistas em nível mundial.  Outro ponto positivo é o aumento do número de modalidades que chegaram aos pódios mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil aumentou o leque de modalidades medalhistas, alcançando as primeiras colocações em 15 delas, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, cuja meta é chegar, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre os dez primeiros países no quadro total de medalhas.

Além de ficar entre os dez maiores medalhistas, o Brasil terá conseguido dar alicerces para que o país se mantenha nessa posição nos Jogos subsequentes? 

Nuzman: Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são uma oportunidade única de desenvolvermos o esporte brasileiro e deixarmos uma semente plantada para o futuro. O COB trabalha pela transformação e manutenção do Brasil em uma potência esportiva. Uma boa participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 é parte fundamental para esse projeto. Esperamos, com os resultados de nossos atletas, inspirar futuras gerações a se iniciarem na prática esportiva. Para o COB, ser uma potência olímpica significa estar entre o Top 10 pelo número total de medalhas e conquistar o pódio em mais de dez modalidades nos Jogos Olímpicos. Alguns países conquistam várias medalhas em apenas uma modalidade, ou seja, eles são potência nessa modalidade específica, mas não no todo. É importante que tenhamos uma abrangência maior de modalidades medalhistas para que as conquistas sejam sustentáveis em longo prazo.

Atrapalhou, de alguma forma, a crise financeira que atingiu o país, no momento bem próximo da reta final para a Olimpíada?

A desvalorização do real encareceu um pouco a reta final da preparação. No entanto, posso garantir que o planejamento traçado em 2009 foi executado em sua plenitude, sem nenhum prejuízo aos nossos atletas.

O COB preocupou-se em monitorar permanentemente os resultados dos principais atletas do país e de seus concorrentes. Esse mapa estratégico e outras sistematizações serão transformados em conhecimento para ser aplicado de forma constante?

Nuzman: Sim. Esse é mais um legado que os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão. O modelo de gestão, criado para enfrentar o grande desafio de preparar os atletas para competir em casa, gerou processos que seguirão sendo utilizados nos próximos ciclos olímpicos. Todo o conhecimento adquirido pelo COB está sendo replicado para as confederações, clubes e instituições. Por meio do Instituto Olímpico Brasileiro, que é o braço de educação do COB, formamos centenas de novos gestores e aperfeiçoamos dezenas de treinadores, aptos a continuar permanentemente o processo de qualificação do nosso esporte.

Pode-se dizer que, hoje, o atleta brasileiro tem, no mínimo, a mesma condição que o estrangeiro concorrente dele?

Nuzman: Atualmente, o atleta brasileiro de alto rendimento tem as mesmas condições de treinamento das grandes potências esportivas. Esse ciclo foi o melhor da história olímpica, em termos de preparação. A estratégia do COB envolveu diversos investimentos, de forma a atender todos os detalhes da preparação, em diversas áreas como: Ciências do Esporte, intercâmbio de treinamentos e competições, capacitação de gestores e treinadores, apoio às equipes multidisciplinares, compras de equipamentos, gerenciamento do CT Time Brasil, entre outros.

Modalidades pouco tradicionais, como canoagem, handebol, polo aquático e tiro esportivo, desenvolveram-se nesse ciclo olímpico. Essa diversificação vai continuar no país?

Nuzman: O nosso objetivo é aprimorar o planejamento e continuar ampliando o leque de investimentos, para que cada vez mais modalidades possam despontar no cenário mundial.

Nuzman C - Wander Roberto  Acervo COBComo o senhor analisa o alinhamento havido entre os agentes do esporte no país – Ministérios, confederações e patrocinadores – para a realização dos Jogos?

Nuzman: A maior vitória que o Rio 2016 trouxe ao esporte nacional foi o alinhamento de todos os agentes do esporte em um mesmo objetivo. Então, temos, além do Comitê Olímpico do Brasil, os Ministérios do Esporte, da Defesa, da Educação, da Ciência e Tecnologia, confederações, clubes, associações e patrocinadores, trabalhando juntos para o desenvolvimento do esporte olímpico. Além disso, já está em execução um plano 20/24, para o pós-2016, com diversas ações de busca de talentos e incentivo a atletas em formação.

O senhor acredita que esse engajamento dos agentes do esporte teria sido obtido sem que o país fosse sede olímpica? Como manter e transformar esse avanço em legado efetivo e transformador?

Nuzman: Mesmo antes da escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica, o esporte brasileiro já dava clara demonstração de caminhar rumo à plena profissionalização. Os resultados em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos nas últimas décadas comprovam essa evolução. Além disso, realizamos os Jogos Sul-Americanos em 2002 e os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, trazendo gestão e investimentos ao esporte brasileiro e mostrando à comunidade esportiva internacional a nossa capacidade de organização. Porém, não há dúvidas de que o trabalho feito na candidatura, e a realização dos Jogos Rio 2016, mudam definitivamente o patamar do esporte brasileiro.

Como o COB se prepara para o próximo ciclo olímpico, visando Tóquio 2020?

Nuzman: Estamos trabalhando para tornar e manter o país uma potência olímpica, tanto que já estamos mirando em Tóquio 2020 e nos Jogos Olímpicos de 2024. A base está sendo formada, principalmente no que se refere a recursos humanos. Criamos o Instituto Olímpico Brasileiro, voltado para os três pilares que julgamos fundamentais na formação de recursos humanos: treinadores, gestores e atletas. A Academia Brasileira de Treinadores, chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional, pelo Conselho Federal de Educação Física e pelo próprio COB, já está em sua terceira turma de treinadores. O Curso Avançado de Gestão Esportiva, CAGE, voltado para as confederações, clubes, Forças Armadas, etc, formou mais de 200 gestores, em um curso de 13 meses, de alta qualidade. Temos um programa de transição de carreira, do qual já participaram 35 atletas, dentre eles Fabi (vôlei), Emanuel e Adriana Behar (vôlei de praia) e Hugo Hoyama (tênis de mesa), Maurren Maggi (atletismo), para citar alguns nomes. São esportistas que contribuíram com suas excelentes performances para o esporte brasileiro e continuarão ajudando o esporte no Brasil. Também realizamos um projeto chamado Vivência Olímpica, que ajuda jovens atletas a passarem pela experiência olímpica. Em Londres 2012, levamos 16 jovens para ver de perto como é uma edição de Jogos Olímpicos, entre eles nomes hoje consagrados como Isaquias Queiroz, Martine Grael, Rebeca Andrade e Thiago Monteiro. Repetiremos essa experiência nos Jogos Rio 2016, dessa vez de olho em Tóquio 2020, com 20 jovens atletas que ainda serão selecionados em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas.

Como o senhor vê a evolução da atuação dos clubes na formação de atletas olímpicos?

Nuzman: Os clubes são peças fundamentais na estrutura esportiva do país e trabalhamos conjuntamente na preparação dos atletas para o Rio 2016. Cada vez mais estreitamos os laços com a Confederação Brasileira de Clubes. Percebemos que os clubes formadores estão se profissionalizando e melhorando suas estruturas e instalações. Isso é de suma importância para o desenvolvimento do nosso sistema esportivo. Temos que continuar trabalhando em um planejamento conjunto para que a base seja cada vez maior, e o alto rendimento possa colher os frutos desse trabalho fantástico que os clubes fazem no Brasil.

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Conheça as medalhas olímpicas e paraolímpicas do Rio 2016

Medalhas da Olimpíada do Rio (Foto: Divulgação/ Rio 2016)
Medalhas da Olimpíada do Rio (Foto: Divulgação/ Rio 2016)

O Comitê Organizador do Rio 2016 apresentou, na última terça-feira (14/6), as medalhas que serão entregues aos atletas durante a Olimpíada, em agosto próximo.

Desenvolvidas em parceria com a Casa da Moeda, foram produzidas 5.130 peças, sendo 2.488 olímpicas e 2.642 paraolímpicas.

Pensando na sustentabilidade, mais de 30% da prata e do bronze utilizados são reciclados, enquanto o ouro utilizado não possui mercúrio.

As fitas das medalhas foram tecidas com 50% de fios PET.

Novidades

A medalha da Olimpíada do Rio será a mais pesada da história, com 500g, superando as 400g de Londres 2012.

Nas bordas existe uma gravação com o naipe e a modalidade em disputa.

As peças mantiveram o padrão dos últimos Jogos, com a deusa da vitória, Nike, no centro do estádio de Panathinaikos, na Grécia.

No verso, uma coroa de louros rodeia o logo da Rio 2016.

Medalhas paraolímpicas (Foto: Divulgação/ Rio 2016)
Medalhas paraolímpicas (Foto: Divulgação/ Rio 2016)

A medalha paraolímpica é diferente, com o logo dos Jogos de um lado e, no outro, inscrições em braile.

Elas ainda contam com guizos inéditos, que emitem sons diferentes para cada tipo de medalha, trazendo uma experiência sensorial para os vencedores.

O ouro terá o som mais forte, a prata intermediário e o bronze ainda mais fraco.

Lema da competição

O lema, característico por mudar a cada edição, também foi anunciado na cerimônia, juntamente com as medalhas:

“Rio 2016 – um mundo novo” será o slogan da Olimpíada.

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Brasil fecha Pan-Americano de judô com 17 medalhas

Judô brasileiro apresenta bons resultados (Foto: Divulgação/ CBJ)
Judô brasileiro apresenta bons resultados (Foto: Divulgação/ CBJ)

O judô brasileiro confirmou o favoritismo e terminou o Campeonato Pan-Americano de Havana, em Cuba, na primeira colocação geral, somando 17 pódios. Foram sete medalhas de ouro, quatro pratas e seis bronzes.

A atleta da categoria até 48kg, Sarah Menezes, praticamente garantiu vaga nos Jogos Rio 2016. Ela venceu a também medalhista olímpica Sarah Pareto, da Argentina.

A piauiense encarou a chave mais difícil da competição e, com o feito, soma agora 1.472 pontos no ranking olímpico, o que ampliou ainda mais sua vantagem sobre a rival brasileira Nathália Brígida.

Outro que fez um grande Pan-Americano foi Felipe Kitadai. Em sua categoria, até 60kg, faturou seu sexto título continental seguido e, de quebra, se aproximou da Olimpíada.

Erika Miranda, terceira do mundo, não encontrou dificuldades em ganhar o ouro da categoria até 52kg, fazendo apenas três lutas até atingir o objetivo.

A carioca Rafaela Silva, décima colocada da categoria até 57kg, estreou com derrota para a cubana Anailis Dorvigini, e teve de se recuperar na repescagem. Rafaela ficou com o bronze após vencer uma argentina e uma canadense.

A seleção terminou à frente de seus principais adversários, já que Canadá, Estados Unidos e Cuba conquistaram somente dois ouros cada.

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Natação é esperança de medalhas

Cielo: favoritismo mantido (Foto: CBDA)
Cielo: favoritismo mantido (Foto: CBDA)

Se em alguns esportes o Brasil não tem tradição, nem esperanças de medalhas, em outros o favoritismo reforça as chances de conquista e a torcida para que o sonho se torne realidade, como é o caso da natação.

A modalidade é responsável por treze medalhas olímpicas na história, e apostará na velocidade para fazer bonito nos jogos olímpicos de 2016.

César Cielo é campeão olímpico e tem três ouros nos 50m livre em mundiais. Mesmo não estando em sua melhor forma, ainda é um dos favoritos na prova curta.

Já no caso de Bruno Fratus, top 5 do mundo na prova em quatro dos últimos cinco anos e, embora não tenha subido ao pódio em competições internacionais, também briga forte por medalha.

Além dos dois, Thiago Pereira, prata olímpica em 2012 (400 m medley) e recordista em medalhas em Jogos Pan-Americanos, Guilherme Guido (100 m costas) e Henrique Rodrigues (medley), também podem surpreender positivamente.

No feminino, Etiene Medeiros, que tem o recorde mundial nos 50 m costas em piscina curta, trouxe ainda mais expectativa, após se tornar a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha na natação de Jogos Pan-Americanos, tendo, em 2015, ficado com o ouro.

O Brasil jamais conquistou medalha na natação feminina em Olimpíada.

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Futsal do Pepac tem os campeões das séries ouro e prata de 2015

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O futsal do Pepac (Programa Esportivo para Associados de Clubes) já tem os campeões do torneio em 2015.

No último sábado (28/11),18 jogos decisivos foram disputados no Alphaville Tênis Clube para indicar as equipes vencedoras da modalidade, séries ouro e prata.

As partidas foram cheias de emoção, tanto por parte dos jogadores quanto da torcida, que apoiou do começo ao fim.

Mais de 200 fotos das finais já estão disponíveis e podem ser acessadas na página do Sindi-Clube no Facebook.

Confira os campeões:

SUB 9

– Série Ouro
Campeão:  Clube Esportivo da Penha
Vice:  Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo

– Série Prata
Campeão: Associação dos Oficiais Da Polícia Militar de São Paulo
Vice: Associação Desportiva Classista Mercedes Benz

SUB 11

– Série Ouro
Campeão:  Clube Atlético Ypiranga (Preto)
Vice: Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo

– Série Prata
Campeão: Clube Esportivo Helvetia
Vice: Associação Desportiva Classista Mercedes Benz

SUB 13

– Série Ouro
Campeão: Alphaville Tênis Clube
Vice: Clube Aquático do Bosque

– Série Prata 
Campeão: Sociedade Esportiva Palmeiras
Vice: Clube Atlético Ypiranga

SUB 15

– Série Ouro
Campeão: Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo
Vice:
 Clube Esportivo da Penha

– Série Prata
Campeão: Clube Atlético Ypiranga
Vice: Ribeirão Pires Futebol Clube

SUB 17

– Série Ouro
Campeão: Ribeirão Pires Futebol Clube
Vice: Alphaville Tênis Clube

– Série Prata
Campeão: Nippon Country Club
Vice: Açaí Clube

Veja a classificação completa aqui.

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Simplificando o caminho para formar campeões

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Artigo assinado pelo presidente do Sindi-Clube, Cezar Roberto Leão Granieri, Betinho, publicado no Portal do Jornal Folha de São Paulo, em 10 de novembro.

No mês de agosto do próximo ano, receberemos, no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro, os Jogos Olímpicos. Milhões de brasileiros estarão presentes para prestigiar e apoiar os nossos atletas –verdadeiros heróis que superam inúmeras dificuldades e realizam feitos excepcionais.

Já são 108 medalhas olímpicas desde o primeiro evento, realizado na Bélgica, no ano de 1920. Certamente, outras virão. Porém, antes do legado que o evento deverá proporcionar à economia e ao orgulho nacional, com ações concretas nas áreas sociais, de inclusão e cultura, devemos falar de outra seara de incentivos ao esporte: os fiscais.

A captação de recursos para projetos na área esportiva passa por uma fase inédita. Nunca houve um volume tão grande de dinheiro disponível para este fim. São aproximadamente R$ 500 milhões disponíveis para que os clubes desenvolvam ações esportivas de diversos tipos.

Vamos fazer as contas: no ano passado, a legislação federal de incentivo ao esporte tornou acessíveis R$ 252 milhões para esses projetos; mais R$ 120 milhões, originados pela Lei Pelé, foram depositados em um fundo administrado pela Confederação Brasileira de Clubes (CBC) que recebe 0,5% da arrecadação de loterias; outros R$ 80 milhões vieram da lei de incentivo do Estado de São Paulo, que destina ao esporte dinheiro gerado pela renúncia fiscal ao ICMS; e há também as verbas disponibilizadas por legislações municipais, como as que destinam ao esporte recursos originados pelo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Estas verbas podem ser usadas totalmente por clubes – maiores formadores de atletas olímpicos – e outras entidades interessadas para concretizar obras e outras iniciativas para a preparação de novos campeões. Mas não é o que acontece. A ausência de informações sobre como funcionam as leis de incentivo ao esporte funcionam como uma barreira que impede a utilização plena desses recursos públicos para o fim a que eles se destinam.

Para que se tenha uma ideia da importância dos clubes para o cenário esportivo mundial, cabe ressaltar que o Brasil ganhou, na última edição dos Jogos Pan-Americanos, disputados em Toronto, no Canadá, 141 medalhas em diversas especialidades, terminando a competição em 3º lugar no quadro geral de medalhas. Do total de atletas agraciados, mais da metade são oriundos de clubes. Mais de 40% dos medalhistas mencionados foram (e são) treinados e preparados em clubes paulistas.

O acesso aos recursos de incentivo ao esporte, vital para oferecer apoio, estrutura e condições materiais aos atletas, exige o cumprimento de condições meticulosas e pormenorizadas. Trata-se de um processo necessário que, executado da maneira adequada, evita erros comuns na fase de sua apresentação, apesar de sua complexidade.

No final, nossos clubes devem se sentir estimulados em buscar com mais frequência esta via de incentivo e apresentar novos pedidos. O Ministério do Esporte tem regras para a concessão do benefício e, para isto, precisa que o interessado comprove a capacidade de executar o projeto esportivo ou paradesportivo. Para tanto, faz questão de que o processo inclua diversas informações e documentos.

A relação é extensa. Entre outras exigências, o processo deve apresentar as características, propriedades e habilidades de quem se candidata a participar, além dos currículos de seus membros e outros envolvidos no trabalho. O portfólio deve conter fotos, reportagens, publicações e endereços de sites; o proponente precisa comprovar eventos realizados.

Parcerias com entidades que possuam experiência na execução de projetos semelhantes ou com o órgão controlador da modalidade esportiva devem ser citadas, bem como a comprovação de capacidade técnica e operacional em determinada modalidade, que não evidencia essa competência para outros esportes, necessariamente.

O Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo (Sindi-Clube) vem realizando um árduo trabalho para simplificar o caminho que deve levar a novos campeões, com encontros regulares a fim de explicar todos os detalhes sobre a viabilização da captação de verbas públicas para o esporte e consultoria especializada a projetos incentivados.

Depois de anos de expectativa do setor esportivo pela criação de condições favoráveis para seu futuro, nos moldes do que é a Lei Rouanet para a cultura, chegamos a diversas legislações de incentivo ao esporte. Os clubes, qualquer que seja o seu tamanho, têm agora ao seu dispor uma fonte de recursos que nunca deve ser ignorada e podem estimular profundamente o crescimento das suas atividades.

A boa notícia é que estamos atentos, encorajando os clubes esportivos a desempenhar cada vez mais seu papel histórico de grandes formadores de atletas para o Brasil e oferecendo a estrutura da entidade para ajudar nossos associados a ter sucesso em seus pleitos nos órgãos públicos.

E que venham as medalhas!

Cezar Roberto Leão Granieri
Presidente do Sindi-Clube

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Conheça as modalidades olímpicas: tiro esportivo

Rippel e Almeida: ouro no Pan (Foto: CBTE)
Rippel e Almeida: ouro no Pan (Foto: CBTE)

Com participação brilhante, o tiro esportivo brasileiro terminou o Pan-Americano de Toronto com ótimas conquistas.

Os brasileiros trouxeram para casa quatro medalhas (três de ouro e uma prata). Essa foi a melhor participação do tiro esportivo brasileiro em edições da competição.

Na categoria pistola de 50m, Júlio Almeida levou o ouro.

Felipe Wu, categoria pistola de ar, também garantiu a medalha dourada para o Brasil e é um dos favoritos a subir ao pódio na Rio 2016.

Já na carabina deitado de 50m, Cássio Rippel também ficou com o ouro.

Ele é o atual recordista da categoria, com 207.7 pontos. Em setembro, Rippel juntou-se ao grupo dos únicos cinco atletas no mundo que superaram a marca de 630 pontos em provas oficiais. Ele pontuou 630,6.

A medalha de prata no Pan de Toronto veio com o atirador Emerson Duarte, na prova da pistola tiro rápido 25m.

E não para por ai: com os resultados obtidos, foram conquistadas três vagas para os Jogos Olímpicos Rio 2016 – os atletas que conquistaram o ouro no Pan  têm participação garantida ano que vem.

A um ano do início da competição, dez vagas olímpicas estão confirmadas, seis em provas masculinas e quatro em femininas.

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Conheça as modalidades olímpicas: hipismo

Ruy Fonseca: medalhas no Pan (Foto: Sergio Dutti/Exemplus/COB)
Ruy Fonseca: medalhas no Pan
(Foto: Sergio Dutti/Exemplus/COB)

Com pequena diferença em pontuações, o Brasil conquistou três medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e demonstrou confiança para competir na Olimpíada Rio 2016.

Primeiro veio o bronze com o time de Adestramento, formado por João Victor Oliva, João Paulo dos Santos, Sarah Waddell, e Leandro da Silva, que somou 414,895 pontos.

Já o Time Brasil do Concurso Completo de Equitação (CCE) garantiu a prata por grupos.

A segunda colocação no pódio não vinha desde 1999.

Os cavaleiros que trouxeram a medalha foram Ruy Fonseca e Carlos Parro, Márcio Carvalho Jorge, Henrique Plombom Pinheiro.

Ruy Fonseca também arrematou o bronze no individual.

Favorito, o veterano cometeu algumas falhas e acabou deixando o ouro para os EUA e a prata para o Canadá.

A medalha foi a primeira individual do CCE em 20 anos.

Com vaga garantida nos Jogos Olímpicos de 2016, graças ao resultado obtido no mundial do ano passado, o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Luiz Roberto Giugni, acredita que está no caminho certo.

“Montamos uma equipe com cavaleiros jovens para testar novos conjuntos e todos corresponderam completamente a nossa expectativa. Mostraram que podem estar no grupo de elite e isso nos dá mais opções para formar um time forte para os Jogos Rio 2016″, diz.

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Conheça as modalidades olímpicas: tênis de mesa

Brasil: equipe masculina é ouro (Foto: Divulgação Brasil 2016)
Brasil: equipe masculina é ouro (Foto: Divulgação Brasil 2016)

A campanha do tênis de mesa foi significativa e satisfatória nos Jogos Pan-Americanos 2015, no Canadá.

Na disputa por equipes, os brasileiros conquistaram duas medalhas.

O masculino levou o ouro. Com equipe formada por Hugo Calderano, Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi, o resultado garantiu ao Brasil o tricampeonato.

Pela primeira vez, a equipe feminina obteve a medalha de prata, com equipe composta por Gui Lin, Karoline Kumahara e Ligia Silva, e Hugo Hoyama no comando.

Na decisão, os Estados Unidos levaram a melhor com 3 a 0 sobre o Brasil.

Outro ouro para o Brasil veio em final brasileira, no individual masculino: Hugo Calderano derrotou Gustavo Tsuboi por 4 a 3.

A medalha foi ainda mais especial, já que, na equipe, o atleta é o segundo que não é asiático naturalizado a se tornar campeão individual do Pan, o primeiro foi Hoyama, em 1995. O resultado garantiu uma vaga olímpica para 2016 ao jovem atleta.

Já no feminino, foram duas medalhas.

Uma prata, com Lin Gui, que, no entanto, não lhe garante a vaga olímpica, e um bronze, com Caroline Kumahara.

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Conheça as modalidades olímpicas: basquete

Basquete: mais uma medalha de ouro no Pan (Foto: Brasil2016.gov)
Basquete: mais uma medalha de ouro no Pan (Foto: Brasil2016.gov)

O basquete brasileiro voltou do Pan-Americano de Toronto, realizado em julho, com apenas um ouro, conquistado pela equipe masculina, em uma final eletrizante contra os donos da casa, garantindo a quarta medalha dourada nas últimas cinco edições do Pan.

Além da satisfação de derrubar o favoritismo dos canadenses, os brasileiros conquistaram o topo do pódio, invictos, cinco partidas sem perder, e tiveram o cestinha da competição, Vitor Benite, com 18,2 pontos de média.

Em contrapartida, o time feminino foi eliminado nas semifinais pelas anfitriãs e também perdeu a medalha de bronze para Cuba.

As brasileiras voltaram para casa com o 4º lugar, sem nenhuma medalha, pela primeira vez nos últimos 16 anos.

Agora, ambas as equipes estão focadas em melhorar o desempenho para a Olimpíada do ano que vem, em casa, e conquistar o ouro inédito da modalidade em Jogos Olímpicos.

Em toda a história da competição, o Brasil conquistou cinco medalhas: três bronzes com a seleção masculina e uma prata e um bronze com a feminina.

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