Brasil vence Pan-Americano de handebol

Seleção comemora titulo no Pan-Americano (Foto: CBHb)
Seleção comemora titulo no Pan-Americano (Foto: CBHb)

A seleção brasileira sagrou-se campeã do Pan-Americano de Handebol.

A vitória sobre o Chile, por 28 a 24, coroou a excelente campanha da equipe masculina, que encerrou o torneio sem nenhuma derrota.

Apesar de marcar presença nas últimas oito finais, é a terceira vez que o Brasil conquista o Pan. Em 2010, 2012 e 2014, perdeu o ouro para a Argentina.

A seleção verde e amarela ainda enfrentará a Dinamarca, em dois amistosos, antes da Olimpíada. Por ser país-sede, o Brasil pôde escolher sua chave para a primeira fase dos Jogos.

O time masculino integra o grupo B, que ainda conta com Alemanha, Egito, Eslovênia, Polônia e Suécia. Já o grupo A é composto por Argentina, Croácia, Dinamarca, França, Qatar e Tunísia.

Desde que o handebol masculino entrou de vez para a grade olímpica, em 1972, todas as medalhas foram para seleções europeias – a única exceção foi a prata da Coréia, em 1988.

A meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) é alcançar o pódio inédito e ser o segundo país de outro continente a bater a hegemonia da Europa.

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Conheça as modalidades olímpicas: polo aquático

Perrone: capitão e melhor do mundo (Foto: Satiro Sodre/SSPress)
Perrone: capitão e melhor do mundo (Foto: Satiro Sodre/SSPress)

Há mais de 20 anos o polo aquático masculino do Brasil não participa de olimpíadas.

E, mesmo assim, a equipe tem a possibilidade de conseguir uma medalha no Rio-2016.

Uma mostra dessa expectativa positiva já foi dada na abertura dos Jogos Pan-Americanos do Canadá – a seleção obteve uma vitória sobre os donos da casa, por 11 a 9.

Na última quarta-feira (8/7), a seleção encerrou a campanha na primeira fase em Toronto com a vitória brasileira sobre o México por 22 a 8, que garantiu a primeira colocação do grupo e lugar nas semifinais do Pan.

A renovada equipe brasileira segue a disputa de Toronto com moral elevado.

O Brasil teve grande evolução graças à chegada do técnico croata tetracampeão olímpico Ratko Rudic e de alguns jogadores que já atuaram por outras seleções, mas têm algum parentesco com o Brasil.

É o que acontece com jogadores como o capitão Felipe Perrone, considerado o melhor jogador do mundo, Ives Alonso, Paulo Salemi e Adria Delgado.

O caso mais atípico é do croata Josip Vrlic, que não tem parentesco com o Brasil.

Equipe brasileira visa medalha inédita (Foto: Satiro Sodre/SSPress)
Equipe brasileira visa medalha inédita (Foto: Satiro Sodre/SSPress)

A vinda de jogadores do exterior tem histórias distintas.

Felipe Perrone é carioca, deixou o país para jogar na Europa aos 17 anos e disputou duas Olimpíadas pela Espanha. Foi repatriado no fim de 2013.

Adrian Delgado (nascido no Brasil e cresceu na Espanha), Paulo Salemi (italiano de mãe brasileira) e Ives Alonso (cubano casado com brasileira) tinham por direito a nacionalidade.

Já o croata Josip Vrlic  foi naturalizado.

O último ouro do Brasil no Pan foi em 1963, e a última participação olímpica em 1984.

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