Aliada, musculação não é obrigação, nem única saída para fortalecer o corredor

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Gustavo Luz*

A musculação não deve ser encarada como uma atividade acima do bem e do mal para os corredores.

Ela tem a sua importância e, dependendo do objetivo, pode ser grande aliada para você encarar seus desafios.

Mas você pode não gostar de malhar e preferir fazer outra atividade complementar, ou não ter tempo para nada disso, é correr e olhe lá.

Fique tranquilo.

Não malhar não significa que você vá se machucar.

Se você consegue fazer musculação de forma regular, talvez a sua corrida seja feita sob uma base mais firme e sólida (que é o seu corpo).

Seus músculos tendem a ficarem mais resistentes e, com isso, se o seu negócio é desempenho e velocidade, talvez passe a ter a capacidade de tolerar um treinamento mais intenso.

Mas se a sua “vibe” é uma corrida mais recreativa, a musculação pode ser um fator de segurança que gera confiança para encarar as primeiras passadas.

Se não curte malhar e prefere fazer apenas outra atividade complementar à corrida, não tem problema, vá em frente.

Atualmente o corredor tem várias opções, como por exemplo, o pilates, que veio para ficar e desenvolve um belo trabalho de alongamento e força; os sistemas de treinamento funcional, que estão avançando e se solidificando (com vários exercícios voltados para os corredores); os treinos na areia, com movimentos de saltos, zigue-zagues, agachamentos e piques; ou mesmo um ou outro exercício simples de agachamento com ou sem uso de elásticos em casa mesmo.

Mas você não consegue nada além do tempo para treinar corrida?

Existem coisas na sua vida que podem não mudar, e pode ser que você tenha que correr pelo resto da vida sem malhar.

E não precisa se preocupar? Não!

A maior causa dos machucados nos corredores é o excesso de treinos, não a falta de musculação ou algo complementar.

Existe uma quantidade de treino que seu corpo pode absorver.

E treinar acima desses limites produz progressivamente menos performance.

Fique atento ao equilíbrio entre as práticas esportivas e as coisas que você faz durante o dia.

Tenha a sensibilidade de identificar a quantidade de musculação que faz bem para você.

É importante ter tempo para descansar desses treinos e cuidados para se alimentar de forma mais criteriosa.

Treinar musculação demais pode atrapalhar o período de descanso da corrida e, com isso, uma atividade que teria vindo para somar no ganho de condicionamento pode atrapalhar o seu desempenho nas pistas.

*GUSTAVO LUZ

É educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 20 anos. Diretor técnico da G-LUZ Top Team vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Suar mais durante o exercício é melhor? Como respirar? Saiba respeitar seu corpo

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Turíbio Barros*

A grande maioria das dúvidas que possam existir a respeito de condutas a serem adotadas em relação à saúde e prática de exercícios é respondida pelo nosso próprio organismo.

Quanto de água devemos beber?

Como devo respirar durante o exercício?

Se eu suar mais durante o exercício é melhor?

É normal sentir dor ou desconforto durante o exercício?

Todas essas situações e outras semelhantes foram abordadas em vários artigos publicados nos últimos anos.

Quase sempre, a questão procura analisar possíveis estratégias adotadas voluntariamente para conseguir melhores resultados na prática de exercícios, perda de peso ou na melhora da condição de saúde.

Quando se trata de intervir em funções fisiológicas como a sede, respiração, sudorese e muitas outras, existem uma conduta de bom senso que deve sempre nortear a estratégia a ser adotada: respeite os sinais do seu corpo!

A sede, por exemplo, é um mecanismo fisiológico de manutenção do equilíbrio hídrico do organismo, que sempre vai adequar à ingestão de líquidos conforme a necessidade.

Ninguém precisa intervir voluntariamente na quantidade de líquido a ser ingerido, basta também não se privar de atender a sede que certamente estaremos nos hidratando corretamente, principalmente quando fazemos uma atividade física.

A respiração é outro exemplo.

Qualquer estratégia de “correção” da maneira de respirar leva a um erro que em vez de ajudar vai trazer prejuízo.

O controle da respiração é absolutamente autonômico, ou seja, involuntário.

Quando fizer exercício, deixe seu corpo ajustar sua respiração.

Nunca tente “corrigir” a maneira de respirar.

A sudorese segue o mesmo princípio.

Nós suamos para manter nossa temperatura corporal.

Se existir qualquer obstáculo que dificulte este processo, provocando a necessidade de exacerbar a produção de suor, estaremos indo na “contramão” do processo fisiológico e sempre teremos um prejuízo maior.

Respeitar a dor e o desconforto que eventualmente possam aparecer é outra atitude de bom senso.

Existem situações que um pequeno desconforto pode até ser considerado tolerável, desde que seja adequadamente interpretado por orientação competente e nunca desprezado e desvalorizado.

Essas situações descritas atualmente podem até parecer óbvias, mas sempre vão servir para orientar outras dúvidas.

Quando quisermos definir como atuar diante de alguma situação, sempre vai valer a mesma proposta: Respeite o seu corpo.

A natureza é sempre soberana!2

*TURÍBIO BARROS
Mestre e doutor em fisiologia do exercício pela Escola Paulista de Medicina. Membro do conselho científico da Midway Labs, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo Futebol Clube e coordenador do Departamento de Fisiologia do Esporte Clube Pinheiros. Membro do American College of Sports Medicine. 
www.drturibio.com

Sono e descanso têm papel decisivo nos efeitos das atividades físicas

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Turíbio Barros*

O sono tem importância vital em relação à saúde.

Nas últimas décadas, o estudo do organismo durante o sono tem sido uma área de grande interesse por parte da fisiologia.

Atualmente, já é do conhecimento científico a existência de várias doenças que têm sua origem em distúrbios da qualidade do sono.

Para quem pratica atividades físicas, a importância de uma boa noite de sono como complemento de um programa de treinamento é absolutamente fundamental.

Três pilares são fundamentais para a qualidade de vida: rotina de exercícios físicos, boa alimentação e… sono!

Noites mal dormidas, além de comprometerem seu ânimo e energia para o dia seguinte, minam seu projeto de saúde.

Quer ver e sentir resultados? Uma dica é tão importante quanto a dedicação aos treinos: durma e descanse bem!

Quando nosso corpo é submetido aos estímulos que as atividades físicas impõem, é durante o período de recuperação e, particularmente durante o sono, que os benefícios adaptativos se processam.

Em outras palavras, não nos adaptamos aos efeitos do treinamento enquanto treinamos, mas sim quando descansamos.

Os benefícios do sono são proporcionados pelo fato de, durante esta fase do dia, as reações catabólicas (degradação) serem minimizadas e as reações anabólicas (síntese) serem maximizadas.

Um dos sinais mais marcantes do excesso de treino é exatamente o prejuízo da qualidade do sono e mesmo a incidência de insônia, o que exemplifica a situação do organismo estar sob prejuízo funcional, em vez dos benefícios desejados.

O sono é fundamental e, sem dúvida, um importante indicador de qualidade de vida!

*TURÍBIO BARROS
Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do Esporte Clube Pinheiros. www.drturibio.com

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Cinco dicas para manter o rendimento nos treinos e provas durante o verão

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Gustavo Luz*

Evite os horários de sol forte

Pode parecer clichê, mas começar com a estratégia de fugir dos horários de sol forte é uma das estratégias mais eficientes.

Por um tempo eu pensei que esse era um erro clássico dos mais iniciantes, mas percebi que tem muito corredor veterano que acaba quebrando e colocando a culpa no sol.

Invista em treinos ao amanhecer ou no fim do dia, já à noite (e mesmo assim, em algumas cidades, isso não é garantia de muito refresco).

Esteira e ar condicionado salvam

Existem dias tão quentes e úmidos que treinar na rua não vale à pena, dependendo do horário que você vai.

Nessa situação, se possível, faça o treino na esteira da academia (com ar condicionado).

Se isso não for uma possibilidade, faça algumas caminhadas, de 1 ou 2 minutos, por exemplo, no seu treino de corrida ou troque-o por uma caminhada mesmo.

Água a mão sempre

Corra com uma pequena garrafa de água em mãos.

Não precisa ser importada, térmica nem nada.

Existem umas garrafinhas de refrigerante de aproximadamente 250ml que podem ser aproveitadas.

Mesmo que no começo você se sinta um pouco desconfortável correndo com algo na mão, rapidamente vai perceber que vale muito à pena beber água sempre que desejar.

Provas longas, só no inverno

Se o seu objetivo é correr por muitos e muitos anos, procure fazer as suas provas mais longas no inverno.

Assim você evita fazer os treinos mais longos com temperaturas muito altas. Isso é interessante, pois temperatura e umidade altas fazem o organismo trabalhar de forma mais intensa para manter seu corpo em movimento.

Isso pode ajudar a evitar lesões, doenças e somar mais alguns anos a sua carreira de corredor.

Desacelerar para completar

A última dica também vale para as provas.

Se você chegar na largada e perceber que temperatura e umidades estão altas, já se programe para ajustar seu ritmo de prova.

Se você compete uma prova de 10 km em ritmo de 5’/km, por exemplo, uma boa estratégia é começar uns 10 ou 15 segundos mais lento.

Isso dá tempo de avaliar se será possível acelerar e acertar o ritmo mais para frente ou se vai ter que ser ainda mais conservador.

GUSTAVO LUZ
É educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 18 anos. Diretor técnico da G-LUZ Top Team, vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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Convênio oferece opções de diversão e arte para associados de clubes

Imagem AllClub_horizontalAcordo entre o SINDI-CLUBE e a empresa Big Entretenimento institui o All Club, que oferece aos associados de clubes novas opções de lazer e cultura, com preços especiais e segurança.

Com o All Club, os participantes ganham descontos na compra de ingressos para shows, jantares, eventos e passeios.

Para aproveitar as vantagens, basta ao interessado cadastrar-se no programa, que se apresenta como “All Club: para seu clube, para sua família”.

A abrangência é ampla, com programação para crianças, adolescentes, jovens casais e da terceira idade.

O leque de atrações estimula a participação e proporciona aos dirigentes de clubes mais opções de diversão e arte para serem oferecidas ao corpo associativo.

Conforto e segurança

Luiz de Lucca, diretor da Big Entretenimento, explica que as atividades do All Club irão utilizar o espaço do WTC Sheraton Hotel.

“É um ambiente que oferece conforto, segurança e estacionamento. O objetivo é socializar a realização de evento dos clubes, num local sofisticado, com otimização de custos. Em 20 de outubro, haverá o “Wine Music Festival”, celebração da boa música com rótulos de vinho de qualidade, e, no fim do ano, a festa do Reveillon”.

O presidente do SINDI-CLUBE, Cezar Roberto Leão Granieri, Betinho, diz que a novidade amplia os serviços que a entidade proporciona aos associados de clubes.

“Já temos um programa vitorioso no esporte, que atrai milhares de associados de clubes para participar de torneios, no Pepac (Programa Esportivo para Associados de Clubes). Na cultura, a participação direta do SINDI-CLUBE proporciona muitas atividades, como o Circuito de Corais, Dia da Dança, Clubes de Leitura, Encontros com o Autor e Prêmio Literário. Agora, com o All Club, vamos também proporcionar aos dirigentes opções vantajosas de lazer para acesso de associados de clubes a espetáculos musicais e outros eventos de entretenimento”, diz Betinho.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 5054-5464, com Fernanda Tolentino.

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Segundo semestre terá vários feriados prolongados

shutterstock_219155644O segundo semestre do ano já começa com um feriado estadual, em 9 de julho, que, por cair numa quinta feira, poderá servir de ponte com o fim de semana, aumentando a folga.

Até o fim do ano, haverá a possibilidade de outros cinco feriadões.

Os clubes, locais ideais para curtir a folga, deverão ser ainda mais demandados pelos associados.

Depois de 9 de julho (Revolução Constitucionalista de 1932), teremos feriados nacionais e um municipal, em dias propícios para emendas:

– 7 de setembro, Independência, segunda-feira;

– 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida, segunda-feira;

– 2 de novembro, Finados, segunda-feira;

– 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, sexta-feira (feriado municipal em São Paulo);

– 25 de dezembro, Natal, sexta-feira.

Dos feriados nacionais, apenas 15 de novembro, Proclamação da República, cairá num domingo.

Divirtam-se!

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