Brasil terá 12 skatistas na Olimpíada de 2020

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A Federação Internacional de Skate (ISF)definiu que Brasil e Estados Unidos terão, cada um, 12 skatistas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

A decisão foi tomada porque os dois países são os mais tradicionais nas quatro rodinhas e, na última década, protagonizaram as disputas por títulos dos principais campeonatos.

Ao todo, serão 80 atletas na Olimpíada nesse esporte, sendo 40 mulheres e 40 homens, divididos em duas modalidades: Park e Street.

Vão ser três brasileiros em cada uma dessas categorias, no masculino e no feminino. A seleção vai ser realizada através do ranking mundial de 2019.

Brasil e Estados Unidos têm os principais skatistas do mundo e a presença dessas estrelas foi a forma encontrada para atrair grandes investidores para o evento.

O skate, juntamente com caratê, escalada, surfe e beisebol, foi incluído nos Jogos de Tóquio pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), após aparecer como demonstração nos Jogos da Juventude de Nanquim, em 2014.

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COB pré-seleciona 20 atletas para Tóquio 2020

Alguns dos jovens selecionados para o projeto "Vivência Rio 2016"
Alguns dos jovens selecionados para o projeto “Vivência Rio 2016” (Foto: COB)

Mesmo antes da Olimpíada do Rio acabar, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) já pensa no futuro.

Prova disso é que 20 atletas de 15 esportes, 11 homens e nove mulheres, de 15 a 24 anos, foram selecionados pela entidade para participar do projeto “Vivência Olímpica Rio 2016”, que visa prepará-los para os Jogos de Tóquio, em 2020.

Os possíveis representantes brasileiros, que nunca participaram do torneio, foram inseridos na rotina dos competidores desta edição para adquirir experiência olímpica e entender melhor como funcionam os bastidores da maior competição esportiva mundial.

Esta é a segunda vez que o projeto é executado pelo COB.

Em Londres, 2012, 16 jovens atletas foram convidados para a ação e, destes, oito se classificaram para o Rio 2016 e quatro ganharam medalhas até o momento: Thiago Braz, ouro no atletismo, Martine Grael, ouro na vela, Felipe Wu, prata no tiro esportivo, e Isaquias Queiroz, prata e bronze na canoagem.

Os eleitos deste ano foram: Beatriz Ferreira, boxe; Emily Figueiredo, levantamento de peso; Joílson Brito, luta greco-romana; Maria Paula Heitmann, natação; Marcelo da Silva, tiro com arco; Gabriel Bastos, vela; Andrea Santos, canoagem; Anderson Ezequiel de Souza, ciclismo BMX; Gabriela Cecchini, esgrima; Ângelo Assumpção e Thaís Fidélis, ginástica artística; Nathália Brigida e Rafael Godoy, judô; Felipe Ribeiro, natação; Edival Pontes, taekwondo; Manoel Messias, triatlo; Eduarda Santos Lisboa e Ana Patrícia Silva Ramos, vôlei de praia.

Os atletas escolhidos participaram de uma seletiva com 60 competidores que possuem histórico de resultados nas categorias de base, em alguns casos na categoria adulta, e com potencial de evolução até os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

As respectivas confederações de cada modalidade selecionada fizeram a triagem que definiu o seleto grupo.

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Cinco novos esportes entram no programa olímpico de 2020

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Foi confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), durante o congresso da entidade, realizado na Barra da Tijuca, a inclusão de mais cinco esportes na Olímpiada de Tóquio, no Japão, em 2020: surfe, skate, beisebol/softbol, escalada esportiva e caratê.

Para serem aceitas, as modalidades já haviam passado por duas triagens. Na primeira, realizada no ano passado, oito dos 26 esportes inscritos foram aceitos pelo Comitê Organizador de Tóquio.

Modalidades como xadrez, squash, sumô e boliche, no entanto, ainda ficarão de fora dos Jogos.

O COI explicou que a ideia é dar aos anfitriões dos Jogos a chance de trazer ao ambiente olímpico esportes que sejam mais populares em seus países, com intenção de aumentar a audiência e atrair potenciais patrocinadores e a atenção dos jovens.

De acordo com o Comitê Tóquio 2020, a inclusão das novas modalidades resultará no acréscimo de mais de 400 atletas em 18 disputas por medalhas nos Jogos Olímpicos.

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84% dos atletas olímpicos brasileiros são formados por clubes, aponta estudo da CBC

shutterstock_67832353Um levantamento feito pela Confederação Brasileira de Clubes (CBC) aponta que dos 465 atletas que representam o Brasil na Olimpíada, 390 foram formados e treinam em clubes brasileiros – esse número equivale a 84% do total.

Esse resultado expressivo decorre da estrutura de qualidade oferecida pelas agremiações aos seus associados, que permite o desenvolvimento da prática esportiva.

Ao todo, 135 clubes brasileiros possuem representantes nos Jogos do Rio.

O Esporte Clube Pinheiros, com 62 atletas, o Minas Tênis Clube, com 15, e o Clube de Regatas do Flamengo, com 11, são as agremiações que mais formaram esportistas neste ciclo olímpico.

Outras 62 entidades (confederações, escolas, academias, ONGs e universidades) complementam o trabalho dos clubes de revelar atletas de alto rendimento.

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“O COB trabalha pela transformação do Brasil em uma potência esportiva”

Fotos: Wander Roberto/ COB
Fotos: Wander Roberto/ COB

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi entrevistado pela Revista dos Clubes, antes da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Dirigente de longa carreira presidiu, também, a Confederação Brasileira de Voleibol, e, como jogador de vôlei, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 1964. Nuzman faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul. Frente ao feito, o presidente do COB não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente. Acompanhem.

Qual será a sensação do presidente do COB, quando o Time Brasil entrar no Maracanã para a cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul?

Carlos Arthur Nuzman: Certamente, viverei um momento mágico e inesquecível. Será a concretização de um sonho, que acalentei durante longo tempo. Foram muitos anos de trabalho duro e extrema dedicação, que culminaram na realização do maior evento esportivo do mundo, pela primeira vez, no Brasil e na América do Sul. Dificilmente teremos outra oportunidade como essa e devemos celebrar intensamente. Após uma vida inteira dedicada ao esporte, essa será uma das maiores emoções da minha trajetória, como atleta e dirigente.

O COB colocou em prática um minucioso planejamento para os Jogos. Qual o balanço que se pode fazer? Os objetivos foram alcançados?

Nuzman: Estabelecemos um plano estratégico detalhado, em 2009, e tudo correu conforme planejado. Estamos proporcionando aos nossos atletas a melhor preparação de todos os tempos, e o resultado dos últimos três anos demonstram que o esporte brasileiro segue progredindo. Entre 2013 e 2015, o esporte olímpico brasileiro registrou uma evolução significativa, em relação ao mesmo período do ciclo olímpico anterior, com inúmeras conquistas em nível mundial.  Outro ponto positivo é o aumento do número de modalidades que chegaram aos pódios mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil aumentou o leque de modalidades medalhistas, alcançando as primeiras colocações em 15 delas, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, cuja meta é chegar, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre os dez primeiros países no quadro total de medalhas.

Além de ficar entre os dez maiores medalhistas, o Brasil terá conseguido dar alicerces para que o país se mantenha nessa posição nos Jogos subsequentes? 

Nuzman: Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são uma oportunidade única de desenvolvermos o esporte brasileiro e deixarmos uma semente plantada para o futuro. O COB trabalha pela transformação e manutenção do Brasil em uma potência esportiva. Uma boa participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 é parte fundamental para esse projeto. Esperamos, com os resultados de nossos atletas, inspirar futuras gerações a se iniciarem na prática esportiva. Para o COB, ser uma potência olímpica significa estar entre o Top 10 pelo número total de medalhas e conquistar o pódio em mais de dez modalidades nos Jogos Olímpicos. Alguns países conquistam várias medalhas em apenas uma modalidade, ou seja, eles são potência nessa modalidade específica, mas não no todo. É importante que tenhamos uma abrangência maior de modalidades medalhistas para que as conquistas sejam sustentáveis em longo prazo.

Atrapalhou, de alguma forma, a crise financeira que atingiu o país, no momento bem próximo da reta final para a Olimpíada?

A desvalorização do real encareceu um pouco a reta final da preparação. No entanto, posso garantir que o planejamento traçado em 2009 foi executado em sua plenitude, sem nenhum prejuízo aos nossos atletas.

O COB preocupou-se em monitorar permanentemente os resultados dos principais atletas do país e de seus concorrentes. Esse mapa estratégico e outras sistematizações serão transformados em conhecimento para ser aplicado de forma constante?

Nuzman: Sim. Esse é mais um legado que os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão. O modelo de gestão, criado para enfrentar o grande desafio de preparar os atletas para competir em casa, gerou processos que seguirão sendo utilizados nos próximos ciclos olímpicos. Todo o conhecimento adquirido pelo COB está sendo replicado para as confederações, clubes e instituições. Por meio do Instituto Olímpico Brasileiro, que é o braço de educação do COB, formamos centenas de novos gestores e aperfeiçoamos dezenas de treinadores, aptos a continuar permanentemente o processo de qualificação do nosso esporte.

Pode-se dizer que, hoje, o atleta brasileiro tem, no mínimo, a mesma condição que o estrangeiro concorrente dele?

Nuzman: Atualmente, o atleta brasileiro de alto rendimento tem as mesmas condições de treinamento das grandes potências esportivas. Esse ciclo foi o melhor da história olímpica, em termos de preparação. A estratégia do COB envolveu diversos investimentos, de forma a atender todos os detalhes da preparação, em diversas áreas como: Ciências do Esporte, intercâmbio de treinamentos e competições, capacitação de gestores e treinadores, apoio às equipes multidisciplinares, compras de equipamentos, gerenciamento do CT Time Brasil, entre outros.

Modalidades pouco tradicionais, como canoagem, handebol, polo aquático e tiro esportivo, desenvolveram-se nesse ciclo olímpico. Essa diversificação vai continuar no país?

Nuzman: O nosso objetivo é aprimorar o planejamento e continuar ampliando o leque de investimentos, para que cada vez mais modalidades possam despontar no cenário mundial.

Nuzman C - Wander Roberto  Acervo COBComo o senhor analisa o alinhamento havido entre os agentes do esporte no país – Ministérios, confederações e patrocinadores – para a realização dos Jogos?

Nuzman: A maior vitória que o Rio 2016 trouxe ao esporte nacional foi o alinhamento de todos os agentes do esporte em um mesmo objetivo. Então, temos, além do Comitê Olímpico do Brasil, os Ministérios do Esporte, da Defesa, da Educação, da Ciência e Tecnologia, confederações, clubes, associações e patrocinadores, trabalhando juntos para o desenvolvimento do esporte olímpico. Além disso, já está em execução um plano 20/24, para o pós-2016, com diversas ações de busca de talentos e incentivo a atletas em formação.

O senhor acredita que esse engajamento dos agentes do esporte teria sido obtido sem que o país fosse sede olímpica? Como manter e transformar esse avanço em legado efetivo e transformador?

Nuzman: Mesmo antes da escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica, o esporte brasileiro já dava clara demonstração de caminhar rumo à plena profissionalização. Os resultados em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos nas últimas décadas comprovam essa evolução. Além disso, realizamos os Jogos Sul-Americanos em 2002 e os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, trazendo gestão e investimentos ao esporte brasileiro e mostrando à comunidade esportiva internacional a nossa capacidade de organização. Porém, não há dúvidas de que o trabalho feito na candidatura, e a realização dos Jogos Rio 2016, mudam definitivamente o patamar do esporte brasileiro.

Como o COB se prepara para o próximo ciclo olímpico, visando Tóquio 2020?

Nuzman: Estamos trabalhando para tornar e manter o país uma potência olímpica, tanto que já estamos mirando em Tóquio 2020 e nos Jogos Olímpicos de 2024. A base está sendo formada, principalmente no que se refere a recursos humanos. Criamos o Instituto Olímpico Brasileiro, voltado para os três pilares que julgamos fundamentais na formação de recursos humanos: treinadores, gestores e atletas. A Academia Brasileira de Treinadores, chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional, pelo Conselho Federal de Educação Física e pelo próprio COB, já está em sua terceira turma de treinadores. O Curso Avançado de Gestão Esportiva, CAGE, voltado para as confederações, clubes, Forças Armadas, etc, formou mais de 200 gestores, em um curso de 13 meses, de alta qualidade. Temos um programa de transição de carreira, do qual já participaram 35 atletas, dentre eles Fabi (vôlei), Emanuel e Adriana Behar (vôlei de praia) e Hugo Hoyama (tênis de mesa), Maurren Maggi (atletismo), para citar alguns nomes. São esportistas que contribuíram com suas excelentes performances para o esporte brasileiro e continuarão ajudando o esporte no Brasil. Também realizamos um projeto chamado Vivência Olímpica, que ajuda jovens atletas a passarem pela experiência olímpica. Em Londres 2012, levamos 16 jovens para ver de perto como é uma edição de Jogos Olímpicos, entre eles nomes hoje consagrados como Isaquias Queiroz, Martine Grael, Rebeca Andrade e Thiago Monteiro. Repetiremos essa experiência nos Jogos Rio 2016, dessa vez de olho em Tóquio 2020, com 20 jovens atletas que ainda serão selecionados em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas.

Como o senhor vê a evolução da atuação dos clubes na formação de atletas olímpicos?

Nuzman: Os clubes são peças fundamentais na estrutura esportiva do país e trabalhamos conjuntamente na preparação dos atletas para o Rio 2016. Cada vez mais estreitamos os laços com a Confederação Brasileira de Clubes. Percebemos que os clubes formadores estão se profissionalizando e melhorando suas estruturas e instalações. Isso é de suma importância para o desenvolvimento do nosso sistema esportivo. Temos que continuar trabalhando em um planejamento conjunto para que a base seja cada vez maior, e o alto rendimento possa colher os frutos desse trabalho fantástico que os clubes fazem no Brasil.

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Fabiana Murer bate recorde e lidera ranking mundial

Fabiana: favorita ao pódio (Foto: CBAt)
Fabiana: favorita ao pódio (Foto: CBAt)

Durante o Troféu Brasil, em 3/7, Fabiana Murer bateu o recorde sul-americano de salto com vara ao atingir a marca de 4,87m.

Esse resultado, que foi o melhor de sua carreira, credencia a atleta de 35 anos como uma das favoritas ao pódio olímpico da modalidade.

Ela já havia alcançado 4,85m três vezes – em 2010, 2011 e 2015.

A menos de 30 dias da Olimpíada, Fabiana assume a liderança do ranking mundial de salto com vara, seguida pela grega Ekateríni Stefanídi (4,86m), a cubana Yarisley Silva (4,84m), as norte-americanas Sandi Morris (4,83m) e Jennifer Suhr (4,82m) e a neozelandesa Eliza McCartney (4,80m).

A atleta, que buscará uma medalha inédita nos Jogos Olímpicos, em agosto próximo, ainda disputará duas etapas da Diamond League este mês: Mônaco, no dia 15, e Londres, 23.

Depois, ela retorna ao Brasil para finalizar a preparação para a maior competição esportiva mundial.

Além de Murer, a Confederação Brasileira de Atletismo divulgou outros 65 nomes que formarão a maior delegação da história da modalidade – superando os 47 que foram para Atlanta, em 1996. Ao todo, serão 36 homens e 30 mulheres.

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Felipe Wu conquista o ouro na Copa do Mundo de tiro esportivo

Wu (centro): vitória no circuito mundial (Foto: ISSF/Divulgação)
Wu (centro): vitória no circuito mundial (Foto: ISSF/Divulgação)

O brasileiro Felipe Wu ganhou, no último sábado (25/6), o título da prova de pistola de 10m na etapa de Baku (Azerbaijão) do Circuito Mundial, último grande evento antes da Olimpíada do Rio de Janeiro.

Para vencer a competição, Wu teve de se recuperar nas eliminatórias, quando ficou em sétimo lugar com 580 pontos, a um de não passar para a decisão.

A medalha de prata foi para o indiano Jitu Rai, enquanto o bronze foi conquistado pelo atual campeão olímpico da prova, o coreano  Jing Jong-oh. Julio Almeida, outro brasileiro na competição, terminou em quarto.

Mesmo tendo ficado de fora do evento-teste, disputado no Rio de Janeiro, essa foi a segunda medalha de ouro do brasileiro, no ano.

Em março, Felipe obteve o título na Tailândia, o que fez com que pulasse para a primeira posição do ranking, na época.

Com esse resultado, Felipe Wu  classificou-se para participar da Grande Final ISSF, que será disputada na cidade de Bologna, Itália, no mês de outubro.

A prova da pistola de 10m é logo no primeiro dia dos Jogos, em 6 de agosto.

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Brasil vence Pan-Americano de handebol

Seleção comemora titulo no Pan-Americano (Foto: CBHb)
Seleção comemora titulo no Pan-Americano (Foto: CBHb)

A seleção brasileira sagrou-se campeã do Pan-Americano de Handebol.

A vitória sobre o Chile, por 28 a 24, coroou a excelente campanha da equipe masculina, que encerrou o torneio sem nenhuma derrota.

Apesar de marcar presença nas últimas oito finais, é a terceira vez que o Brasil conquista o Pan. Em 2010, 2012 e 2014, perdeu o ouro para a Argentina.

A seleção verde e amarela ainda enfrentará a Dinamarca, em dois amistosos, antes da Olimpíada. Por ser país-sede, o Brasil pôde escolher sua chave para a primeira fase dos Jogos.

O time masculino integra o grupo B, que ainda conta com Alemanha, Egito, Eslovênia, Polônia e Suécia. Já o grupo A é composto por Argentina, Croácia, Dinamarca, França, Qatar e Tunísia.

Desde que o handebol masculino entrou de vez para a grade olímpica, em 1972, todas as medalhas foram para seleções europeias – a única exceção foi a prata da Coréia, em 1988.

A meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) é alcançar o pódio inédito e ser o segundo país de outro continente a bater a hegemonia da Europa.

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Manoel dos Santos, medalhista histórico, rememora ouro perdido em Roma

Manoel: medalha heroica
Manoel: medalha heroica

Manoel dos Santos cumpriu uma prova quase perfeita na disputa dos 100 metros livre na piscina do Stadio del Nuoto, nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960.

Uma conquista que poderia ter sido o ouro.

Mesmo tendo cometido uma imprecisão, a medalha de bronze que lhe coube foi recebida no Brasil como uma conquista heroica.

Todo o reconhecimento, porém, não foi suficiente para fazer desaparecer a sensação de frustração, que permanece até hoje, na véspera dos Jogos do Rio de Janeiro.

“Não gosto muito de Olimpíada, pois, em 1960, me preparei muito para ganhar. Tinha certeza do meu potencial e saí de Roma com o bronze”, diz Manoel. A convicção de que alcançaria o ouro estava escorada em fatos. Em 1958, no sul-americano, ele já havia conseguido o terceiro melhor tempo do mundo. “Mesmo assim, não mereci acompanhamento especial da confederação de natação, visando a Olimpíada, dali a dois anos”, conta.

A preparação foi feita de forma autônoma, pelo próprio Manoel.

As dificuldades foram imensas.

Não havia piscinas de água aquecida.

“Quando a temperatura caía muito, eu ia treinar no Clube Internacional de Regatas, em Santos, que ficava acima dos 20ºC. Meu treinamento e competições, no ano da olimpíada, foram feitos em piscinas de 25 metros, diferentes das de 50 metros, como as que eu iria encontrar em Roma. Além disso, 15 dias antes de chegar lá, fomos obrigados a participar dos Jogos Luso-Brasileiros, em Lisboa, em piscina de água gelada. Pedi dispensa, mas me obrigaram a competir. Peguei uma amidalite desgraçada. Saí de lá sob efeito de antibióticos, com eliminatórias dos 100m livre pela frente. Consegui classificação para a final, em sexto lugar. Havia oito lugares, quase que não entro”, relembra.

A virada errada

Em 27 de agosto de 1960, dia da final, Manoel teve que administrar a pressão de ser único finalista brasileiro na natação.

Sobre ele estavam depositadas todas as esperanças. Ele conta o que ocorreu, após uma largada fortíssima.

“Quando caí na água, na baliza 2, fiz o bloqueio de respiração e, uns 15 metros depois, quando olhei, vi que estava bem à frente. Não esperava estar tão à frente, antes da metade da prova. Fiquei em dúvida se eu havia queimado a largada. Com isso, perdi a concentração, fiz uma virada errada e perdi a vantagem. Acabei ultrapassado por três nadadores. Mesmo assim, ainda consegui passar por eles. Porém, não aguentei e, nos últimos metros, o australiano (John Devitt) e o americano (Lance Larson) acabaram vencendo, na batida de mão”, conta.

Manoel ficou em terceiro, com 55s4, com apenas dois décimos de segundo a mais.

Recorde mundial

Salto para a¬ quebra do recorde mundial
Manoel salta para bater marca mundial; novo recorde durou três anos

“A minha frustração se justificava, tanto é que, um ano depois, eu fiz 53s6 e consegui quebrar o recorde, um segundo e meio abaixo do marca mundial e olímpica. Não se consegue baixar mais de um segundo, em um ano. Esse segundo e meio que baixei corresponde ao tempo que perdi naquela virada errada de um ano antes, em Roma”, explica.

A marca mundial foi vencida no Clube de Regatas Guanabara, no Rio de Janeiro.

Foi um feito extraordinário. O recorde mundial de Manoel durou três anos. Como recorde brasileiro e sul-americano, os 53s6 permaneceram quase onze anos sem serem superados.

Minoru Hirano

Manoel credita a glória alcançada ao apoio recebido de seu treinador, Minoru Hirano.

Anos antes, em 1949, Hirano tinha sido intérprete para a equipe japonesa dos “Peixes Voadores” que visitava o Brasil, depois de se apresentarem nos Estados Unidos e terem vencido quase todas as provas contra os competidores americanos.

“Hirano fez amizade com a equipe técnica, começou a se corresponder com os japoneses e foi obtendo informações importantes sobre metodologias. Isso foi utilizado na montagem do meu treinamento. Era algo completamente diferente. Hirano dizia, principalmente, que eu devia me harmonizar com a água e não brigar com ela. Não era pra eu bater pernas seguidamente. Tinha que bater e parar, bater e parar. Em cada 25 metros, eu dava 16 braçadas, com o treinamento, caíram para 11. Era uma coordenação difícil, mas que fazia diferença. Devo muito ao Hirano pela evolução que eu tive”.

Reconhecimento

Desde 1960, Manoel dos Santos é reconhecido como um dos maiores nomes da natação mundial.

Ele lembra de uma primeira manifestação de respeito pela conquista do bronze, feita ainda em Roma.

“Depois da prova, fui jantar e, no mesmo momento, Wilma Rudolph estava saindo do restaurante. Ela veio até mim e me cumprimentou pela conquista. Depois é que descobri que se tratava da corredora norte-americana que havia ganhado três medalhas de ouro naquela olimpíada, e se consagrado como a maior velocista do planeta, oito anos depois de se livrar da poliomielite. Aí percebi que eu havia entrado no clube seleto dos medalhistas olímpicos”, lembra.

Em uma época em que o esporte nem de longe contava com o apoio que é dado hoje, Manoel interrompeu a carreira de herói olímpico, aos 22 anos.

“Resolvi parar. Quando queria ir ao cinema com a namorada, precisava pedir dinheiro para o meu pai. Era chato. Naquele tempo do amadorismo, eu não tinha como ganhar dinheiro com a natação”, explica.

Hoje, Manoel é dono de duas escolas de sucesso, que se dedicam à iniciação de natação.

“Nessa atividade de ensinar, ganho uma nova medalha cada vez que uma criança aprende a nadar”, diz.

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Vôlei encerra série de cursos sobre modalidades em junho

Trade fala sobre a gestão adotada pela CBV
Trade fala sobre a gestão adotada pela CBV

Mais uma etapa de cursos sobre modalidades olímpicas, para jornalistas esportivos e estudantes de jornalismo, encerrou-se, nesta quarta-feira (22/6).

O vôlei, um dos esportes nacionais que mais conquistam medalhas em Olimpíadas, fechou com chave de ouro as exposições programadas para o mês de junho.

Ricardo Trade, diretor executivo da Confederação Brasileira de Vôlei, e Roberto Falcão, gerente de comunicação da entidade, foram os palestrantes do dia.

Durante a apresentação eles explicaram a história do vôlei brasileiro, além de mencionar a gestão adotada pela CBV para os Jogos Olímpicos.

Um ponto importante, ressaltado por Falcão, foi como será a relação entre imprensa e confederações/atletas, na época da maior competição esportiva mundial.

O presidente da Federação Paulista de Volleyball, Renato Pera, enalteceu a iniciativa da Universidade Sindi-Clube e da Aceesp (Associação de Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) de promover os esportes em um ano olímpico.

“É uma experiência ímpar, onde modalidades menos difundidas tiveram visibilidade. Esperamos ter contribuído grandemente, com as informações e conhecimentos passados para o trabalho dos profissionais da mídia durante a Olimpíada”, conclui.

Tricampeonato

No vôlei, tanto a seleção feminina quanto a masculina tentarão conquistar o tricampeonato olímpico em casa.

Ambas garantiram o ouro em Pequim, 2008, e Londres, 2012.

Na primeira fase, as mulheres enfrentarão Camarões, Argentina, Japão, Coreia do Sul e Rússia.

Já os homens terão pela frente Estados Unidos, Itália, Canadá, França e México.

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