Jean Madeira ressalta trabalho dos clubes na formação de atletas

Jean Madeira deixou a Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ), pasta que assumiu em janeiro de 2015. Desincompatibilizado do cargo, irá se candidatar a vereador, em São Paulo.

Entrevistado pela Revista dos Clubes, Madeira faz um balanço da sua atuação na SELJ e fala do relacionamento que estabeleceu com o setor clubístico, principalmente para aproveitamento da lei estadual de incentivo ao esporte.

 

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Jean Madeira

Como o senhor analisa a sua gestão à frente da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ)?

Jean Madeira: Posso dizer que fizemos uma gestão em prol do atleta e de todos que apoiam o esporte no estado. Escancaramos as portas da secretaria, transformando-a na casa do esportista. Atendemos a todos, ouvimos as demandas de todos. Uma relação sadia, totalmente apartidária. Criamos a secretaria itinerante, percorrendo mais de 70.000 km, em cerca de 200 municípios visitados, sempre buscando utilizar o esporte como ferramenta de inclusão social. Ampliamos os centros de excelência e formação esportiva, distribuímos materiais e equipamentos esportivos para várias entidades e cidades. Estabelecemos um relacionamento entre a SELJ e os clubes. Desburocratizamos a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), aprovando um número maior de projetos. Também nos aproximamos das academias, associações, times de várzea e atletas, visando criar uma interlocução entre todos.

O que levou ao lançamento do Comitê Estadual do Esporte, constituído por presidentes e dirigentes de clubes paulistas ligados ao SINDI-CLUBE?

O objetivo da instalação do Comitê foi criar uma linha de diálogo entre a SELJ e os clubes. Quando os visitei, percebi a maestria no desenvolvimento esportivo, com um leque de modalidades. Aprendi nessa vida que é na multidão do conselho que nasce o saber e percebi que, discutindo e ouvindo, poderíamos criar um plano estadual para o esporte, e políticas públicas para o fomento do esporte.

Em 2015, foram propostos 609 projetos que buscavam recursos Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), dos quais 511 receberam aprovação. O que se espera do aproveitamento da LPIE neste ano?

Nós facilitamos o acesso das entidades, clubes, federações e outros órgãos do esporte paulista, levei a eles as informações necessárias para protocolarem seus projetos na LPIE. Reformulamos o nosso site, para transmitir, ao vivo, as reuniões da comissão de análise e aprovação de projetos. Depois, o vídeo fica disponível. Criamos o sistema online para cadastro, em que o proponente pode acompanhar o passo a passo do seu projeto. A equipe da LPIE visitou vários municípios, promovendo palestras para contadores, empresários e entidades esportivas, desmistificando todo o processo da lei de incentivo. Formamos uma equipe fiscalizadora para saber se, de fato, o plano de trabalho está sendo cumprido. Isso é ter cuidado com a coisa pública. Com essa base montada, estamos prontos para o crescimento promissor. Este ano, tivemos 841 projetos apresentados, para uma renúncia fiscal menor, de R$ 59 milhões, isso em função do cenário econômico do país. Estamos trabalhando intensamente para fazer mais com menos.

Discutiu-se no Comitê Estadual do Esporte o melhor aproveitamento dos recursos da LPIE pelos clubes. Como isso pode ser feito?

Os clubes fazem um trabalho excepcional no fomento esportivo, da base até o alto rendimento. Muitas agremiações têm associados que são empresários. Sabendo disso, procuramos criar projetos de inclusão social desenvolvidos pelos clubes, aportados por esses associados através do ICMS de suas empresas. Assim que assumi a pasta, visitei o presidente do SINDI-CLUBECLUBE. Criamos uma agenda para conhecer as instalações esportivas de várias associações do Estado de São Paulo. Percebi que alguns deles tinham tantas medalhas em olimpíadas e Pan-Americanos que ficariam no ranking dos top 10 do mundo. Isso é a prova do trabalho de qualidade desenvolvido por essas entidades. Nessa partida de futebol, não quero ser o “dono da bola”, quero apenas participar do jogo. Por esse motivo temos discutido no Comitê Estadual do Esporte um plano de ação, metas e objetivos, para que o esporte paulista tenha qualidade desde a inclusão social, até o alto rendimento.

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Parceria entre SINDI-CLUBE e FENACLUBES é capa da edição de maio da Revista dos Clubes

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Capa da Revista dos Clubes edição 48

Em sua nova edição, a Revista do Clube destaca o alcance nacional que os serviços do SINDI-CLUBE ganharam com o acordo entre a entidade e a FENACLUBES.

Os balanços de gestão de Jean Madeira e Celso Jatene, que deixaram os cargos de Secretários de Esportes, e o anúncio feito por Lars Grael do novo edital da Lei Pelé, também têm espaço na capa.

Outros assuntos como o Encontro de Soluções, que será realizado pelo SINDI-CLUBE no Congresso de Clubes, e a passagem da delegação japonesa de nado sincronizado pelo Clube Paineiras do Morumby completam a revista.

Veja a edição completa aqui.

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Encontro reúne futuros integrantes do Comitê do Esporte do Estado de São Paulo

Futuros integrantes do Comitê do Esporte do Estado de São Paulo
Futuros integrantes do Comitê do Esporte do Estado de São Paulo

Os futuros integrantes do Comitê do Esporte do Estado de São Paulo da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude encontraram-se nesta segunda-feira (6/7) com o secretário de Esportes, Jean Madeira, na sede da Secretaria.

O novo órgão será constituído por presidentes e dirigentes de clubes paulistas ligados ao Sindi-Clube, esportistas e presidentes de federações esportivas.

Terá como função servir como fonte de propostas para impulsionar a política pública de esporte e lazer, em benefício da população.

O Comitê foi criado pelo governador Geraldo Alckmin e pelo secretário de Esporte, Jean Madeira, com apoio do Sindi-Clube, e os integrantes serão oficialmente empossados em 24 de agosto.

Veja no Facebook do Sindi-Clube as fotos do evento em que os futuros componentes receberam o convite para integrar o Comitê.

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Novos ministro e secretário de esportes prometem ações para consolidar a prática esportiva no país e no estado

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Recém-empossados para comandar as ações de governo para o esporte no país e em São Paulo, George Hilton e Jean Madeira prometem ações para fortalecer a prática esportiva na base e nas escolas, como forma de inclusão social.

Publicamos as entrevistas exclusivas feitas pela Revista dos Clubes com os novos ministro e secretário de esporte. Eles explicam seus objetivos e contam como pretendem incluir os clubes em seus planos.

GEORGE HILTON

“Fortalecer o esporte na base é uma missão que enfrentaremos no Ministério”

Hilton: esporte como ferramenta de inclusão
Hilton: esporte como ferramenta de inclusão

 Em seu discurso de posse, o senhor adiantou que pretende enfatizar a prática do esporte de base, com ações comunitárias. Que tipo de ações de massificação o Ministério pretende implantar?

George Hilton: O esporte é uma ferramenta de inclusão e de construção de cidadania e tem grande relevância na construção de nossa sociedade. Fortalecer o esporte na base é uma missão que enfrentaremos no Ministério do Esporte. Vamos ampliar nossa parceria com o Ministério da Educação para aperfeiçoar o programa Segundo Tempo dentro do programa Mais Educação. Assim, queremos garantir que os estudantes de regiões mais carentes passem mais tempo na escola, em contato com a iniciação esportiva e as atividades de lazer e recreação no contraturno das aulas. O esporte de base também está contemplado pela construção de 285 Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs) em 263 municípios brasileiros, que irão oferecer infraestrutura para o desenvolvimento do esporte da base ao de alto rendimento.

O senhor também afirmou que vai dar atenção especial ao esporte educacional. Como o senhor a vê a possibilidade de o Ministério se conveniar com os clubes, que estão presentes em todos os pontos do país, para o desenvolvimento de ações que levem alunos das redes públicas à prática de esportes nos equipamentos dessas entidades?

George Hilton: O esporte educacional será um dos pilares de nossa gestão. Estamos analisando uma série de possibilidades sobre como aproveitar as estruturas físicas existentes no país, sejam em clubes, associações e outras instituições. A promoção do esporte na escola é fundamental para a formação cidadã de nossa juventude. Nesse caminho, o Ministério do Esporte, em parceria com o MEC, já desenvolve, em milhares de instituições de ensino, o programa Atletas na Escola. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso ao esporte e identificar jovens talentos por meio de competições em várias modalidades olímpicas e paraolímpicas.

A validade da Lei de Incentivo ao Esporte expira neste ano. Como o Ministério pretende influir para que essa legislação seja renovada?

George Hilton: Uma de nossas prioridades será trabalhar em conjunto com o Congresso Nacional para a renovação da Lei de Incentivo ao Esporte. Vamos nos reunir com os parlamentares para buscar um entendimento. A Lei de Incentivo é uma conquista que, como comprovam os números, veio para ficar.

Os recursos da Lei de Incentivo ao Esporte poderiam ter um melhor aproveitamento. Em 2013, dos R$ 400 milhões que estavam disponíveis, apenas R$ 230 milhões foram captados para o desenvolvimento de projetos esportivos. Um terço dos projetos apresentados foi rejeitado, ainda na fase documental. Como sanar essa dificuldade para a correta apresentação dos projetos?

George Hilton: Tanto a apresentação de projetos como a captação de recursos tiveram grande crescimento desde 2007, ano do início da vigência da Lei de Incentivo. O Ministério do Esporte tem trabalhado muito para aprimorar o contato com os interessados em apresentarem propostas e conta, inclusive, com um setor de Orientações e Normas para auxiliar na elaboração de projetos condizentes com o exigido pela Lei. Além disso, o site do Ministério do Esporte disponibiliza um manual que ensina o passo a passo para o registro de projetos.

Como o senhor analisa a importância do trabalho desenvolvido pelos clubes brasileiros para a formação de atletas de alto desempenho?

George Hilton: Os clubes são fundamentais para o fomento da prática de atividades físicas para o desenvolvimento do esporte no país e, ao mesmo tempo, para a descoberta de talentos para o Brasil. Essas instituições se confundem com a história esportiva do país, revelando grandes campeões e contribuindo para o fortalecimento do espírito olímpico nos nossos jovens.

O que precisará ser feito para que a motivação para o esporte permaneça no país após 2016?

George Hilton: Nosso objetivo é que o legado dos Jogos do Rio 2016 seja duradouro e que alcance todas as regiões do Brasil. Para isso, o Governo Federal está implantando 285 Centros de Iniciação ao Esporte, em 263 municípios brasileiros. As unidades serão multiuso, com padrões oficiais para até 13 modalidades olímpicas, seis paraolímpicas e uma não olímpica, e é destinada à identificação de talentos, à formação de atletas e ao desenvolvimento da base do esporte. Esses Centros farão parte da Rede Nacional de Treinamento que o governo está estruturando como outro legado de infraestrutura. A Rede vai interligar instalações esportivas, existentes ou em construção, espalhadas por todo o Brasil. Estamos confiantes de que o esporte no país já está colhendo os frutos do maior evento esportivo do planeta.

JEAN MADEIRA

Madeira (centro) recebeu projeto do Sindi-Clube, entregue por Granieri e Cláudio Lauletta
Madeira (centro) recebeu projeto do Sindi-Clube, entregue por Granieri e Cláudio Lauletta

Dirigentes do Sindi-Clube foram recebidos pelo novo secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo (SELJ), Jean Madeira, quando foi apresentado o “Projeto Escola Esporte Clube”.

O plano de inclusão social voltado para crianças e jovens da rede pública de ensino foi entregue ao secretário pelo presidente da entidade, Cezar Roberto Leão Granieri.

A proposta tem como base a utilização da expertise dos clubes em atividades de esporte e de lazer para desenvolver ações para os estudantes nos espaços físicos dos clubes e nas escolas.

“O objetivo é proporcionar acesso das crianças e jovens da rede pública de ensino do Estado aos clubes paulistas, para ampliar e enriquecer o desenvolvimento dos estudantes nos aspectos social e cultural, além do esportivo. O esporte traz esses benefícios para quem o pratica de maneira organizada, como acontece nos clubes”, afirmou Granieri.

Segundo o projeto, os clubes que optarem por participar da ação aplicarão atividades especiais para receber os alunos, em horários opostos aos de maior utilização de seus equipamentos pelos associados e serão remunerados por estudante atendido.

O secretário Madeira, que concedeu entrevista exclusiva à Revista dos Clubes, elogiou a iniciativa do Sindi-Clube:

“Queremos desenvolver atividades esportivas de participação para os jovens e essa ideia de integrar os clubes do Estado a esse objetivo é muito boa. Somos totalmente simpáticos à proposta. Não incentivar a prática esportiva nessa faixa etária significa deixar uma porta aberta para o consumo e tráfico de drogas. Vamos agora ver a melhor forma para desenvolver esse projeto”, afirmou.

Acompanhe abaixo o restante da entrevista com o novo secretário de Esportes.

Como vereador, o senhor desenvolveu trabalhos voltados para a inclusão social de jovens por meio do esporte. Como pretende usar essa experiência na Secretaria?

Jean Madeira: Levarei minha experiência em ações de inserção social com crianças e jovens por meio do esporte e, certamente, esta será uma das marcas de minha gestão. Sou judoca, modalidade que herdei dos meus pais e sei que o esporte pode abrir portas para as crianças, sobretudo as de famílias mais pobres. Vamos trabalhar forte para ampliar esse acesso.

Como o senhor analisa o atual relacionamento do governo do Estado com os clubes esportivos e sociais, no que se refere à implementação de políticas públicas de esporte e lazer?

Jean Madeira: Quero ter o melhor relacionamento possível com clubes, federações, sindicatos e ligas. As portas da SELJ estão abertas a todas as instituições ligadas ao esporte no Estado de São Paulo. É preciso ouvir as instituições que lidam diretamente com o tema para realizar um trabalho tecnicamente participativo e focado nas reais necessidades da população.

O programa São Paulo Amigo do Idoso foi inicialmente implantado em 2014, com participação ainda pequena dos clubes admitidos nessa ação. Qual a previsão da expansão desse programa para a terceira idade neste ano?

Jean Madeira: O São Paulo Amigo do Idoso é um programa amplo, implementado pelo Governo do Estado de São Paulo, baseado no conceito de “envelhecimento ativo”, da Organização Mundial de Saúde. Na SELJ, foi criado em 2013 o VidAtiva, programa que disponibiliza em cartões um crédito de R$ 57 mensais ao idoso para praticar esportes em academias. Está em nosso plano de governo a ampliação dessa ação, que já alcançou 4 mil idosos. Vamos trabalhar para aumentar a participação dos clubes e demais instituições esportivas nesse processo.

O valor previsto no orçamento do Estado para a lei paulista de incentivo fiscal ao esporte, em 2015, é de R$ 90 milhões. Em anos anteriores, o valor disponibilizado não foi totalmente aproveitado. Como a secretaria vai trabalhar para efetivar a destinação para o esporte dessa verba de incentivo?

Jean Madeira: É preciso que as instituições proponentes, os empresários, a mídia, enfim, que todos conheçam os detalhes legais sobre a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte. Há uma série de requisitos, que visam certificar o repasse de recursos a iniciativas sérias, idôneas, que efetivamente vão beneficiar a população. Vamos participar de eventos, ministrar palestras, divulgar na mídia, ou seja, é preciso democratizar o acesso às informações para que os projetos sejam elaborados de forma correta.