Conheça as modalidades olímpicas: remo

Fabiana: em busca da medalha olímpica (Foto: Washington Alves/Exemplus/COB)
Fabiana: em busca da medalha olímpica (Foto: Washington Alves/Exemplus/COB)

O remo brasileiro não tem conseguido resultados satisfatórios neste ano.

Para a Olimpíada Rio 2016, o Brasil, por ser sede, tem duas vagas garantidas na modalidade, no single skiff masculino e feminino.

A esperança por outras vagas ficou estremecida após os resultados obtidos nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e outras competições importantes.

Em setembro, no Campeonato Mundial de Remo, na França, dos 129 barcos classificados para os Jogos, apenas dois são da América Latina, e ambos de Cuba. Fabiana Beltrame ficou em quarto lugar e saiu sem medalha em sua última participação no Campeonato.

Fabiana é favorita a conseguir medalha Olímpica. Apesar de não quebrar o jejum de ouro do remo no Pan 2015, subiu ao pódio e garantiu a prata, no single skiff peso leve.

Mesmo não sendo sua especialidade, a catarinense deve competir pelo Brasil no single skiff, já que é a única vaga certa.

Em março do ano que vem, haverá o Pré-Olímpico da América Latina no Chile, distribuindo seis vagas no double skiff, metade para o feminino e metade para o masculino. Ainda em 2016, haverá também o Pré-Olímpico de repescagem mundial para outras provas.

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Fabiana: prata no último Pan (Foto: Jure Makovec)
Fabiana: prata no último Pan (Foto: Jure Makovec)

A Olimpíada de 2016 é esperança de medalha para o remo brasileiro que, nos últimos 20 anos, não obteve desempenho satisfatório.

A última vez que atletas nacionais ficaram perto de um lugar no pódio foi em Los Angeles, 1984, com o quarto lugar.

A expectativa por resultados melhores no Rio aumentou após a seleção brasileira garantir 10 vagas para o Pan-Americano de Toronto, que começará em julho deste ano.

Na última edição do Pan, em Guadalajara, 2011, o Brasil conquistou uma prata no feminino com Fabiana Beltrame, principal atleta do remo, e uma no masculino com a dupla João Borges e Alex Mestre.

Outro resultado importante foi o alcançado no Campeonato Mundial de Remo da Holanda, ano passado: quarto e quinto lugares nas finais B e D do Four Skiff Peso-Leve e do Double Skiff Peso-Leve masculinos.

O técnico da seleção, Júlio Soares, planeja elevar o nível do remo nacional nos próximos Jogos Olímpicos.

“O remo brasileiro está tanto tempo sem identidade que precisamos criar um modelo no país, como fizeram o vôlei e o handebol. Temos as ferramentas para construir melhores posições, basta acreditar para que isso aconteça”, afirma.

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