É possível correr uma prova de rua treinando apenas na esteira? Descubra!

Gustavo Luz*

É possível correr uma prova treinando apenas na esteira?

De uma maneira geral, sim.

Se o seu objetivo é participar de uma corrida de rua, de 5 km à maratona, é bem possível que você consiga desenvolver os treinos na esteira e completar a prova.

Entretanto, se vai participar de uma prova com dificuldades um pouco mais específicas, como uma corrida de montanha, por exemplo, a esteira pode te dar uma base aeróbica, mas você não vai ter como treinar a constante variação de terreno, as mudanças de direção e os acentuados declives e aclives que uma prova como essa pode apresentar.

Se você é um iniciante e quer experimentar a sua primeira prova de 5 km, os treinos na esteira podem te proporcionar um ambiente mais controlado, colocando a velocidade e a inclinação que se deseja, sem surpresas.

Quem está acima do peso também pode colher benefícios na esteira, já que uma boa esteira pode reduzir bastante o impacto nas passadas e promover uma adaptação suave e gradual.

E quem precisa perder peso não pode se machucar e ficar sem treinar, regularidade é a chave aqui, dia após dia, semana após semana, não tem mistério, nem milagre.

Mas se você é um corredor experiente e quer fazer provas rápidas, é interessante que, pelo menos, a maioria dos seus treinos seja na rua.

A esteira pode funcionar bem quando acontecer algum imprevisto e você não puder ir para a rua ou quando quiser fazer um treino mais leve.

O mais importante é entender que a esteira pode ser um ótimo exercício para ganhar condicionamento, emagrecer e se divertir, mas quando falamos em resultado, desempenho e se tornar um bom corredor, treinar a parte específica (na rua ou na montanha) é uma variável importantíssima para alcançar os seus objetivos.

*Gustavo Luz é educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006. Diretor técnico da G-LUZ Top Team vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

Visite o nosso portal e curta o Sindi-Clube no Facebook e Instagram para saber mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Esteira, bicicleta ou transport: qual é o melhor?

AAcademia

Olavo Guerra*

O trabalho aeróbico é indispensável para qualquer um, independente do objetivo final com a prática de exercícios físicos.

Se você frequenta uma academia, tem três opções mais comuns: esteira, bicicleta e trasport (ou elíptico). Porém, qual é a melhor para você?

Conversamos com o educador físico e fisioterapeuta Rafael Sanchez Olitta, professor da Fórmula Academia de São Bernardo do Campo (SP), para esclarecer as diferenças e benefícios de cada um. Veja: 

Esteira
De acordo com o especialista, ela proporciona um trabalho com mais variantes de intensidade (velocidade e inclinação) e um número maior de grupos musculares envolvidos, já que, além dos membros inferiores, a musculatura do core também é exigida.

“Por isso, o gasto no treino é de 300 a 600 calorias  por hora, mais alto do que em um transport ou na bicicleta”, explica.

Em contrapartida, esse aparelho gera um maior impacto sobre as articulações – tornozelos e, sobretudo, joelhos – durante atividades mais intensas, como a corrida.

”Logo, essa pode não ser a atividade mais indicada para quem está iniciando uma rotina de exercícios, com sobrepeso ou com problemas articulares”.

Ele lembra a importância de observar a técnica correta das passadas para minimizar o risco de lesões.

Transport (elíptico)
A movimentação é parecida com a corrida na esteira, mas o grande benefício é a redução do impacto sobre as articulações.

Em uma hora, é possível queimar até 500 calorias.

“Uma desvantagem do transport em relação à esteira é que a variação de estímulos de intensidade é menor, já que só é possível alterar a velocidade de execução e carga”, lembra o professor.

“O trabalho sobre músculos posturais também é menos intensivo, visto que a atividade é, predominantemente, realizada pelos membros inferiores”, completa.

O transport pode ser uma boa opção para pessoas com sobrepeso, que pretendem executar exercícios aeróbicos sem uma sobrecarga tão intensa nas articulações.

“Contudo, deve-se observar o nível de condicionamento e resistência muscular afim de evitar uma fadiga precoce.”

Bicicleta ergométrica
O gasto calórico aqui é menor: entre 200 e 400 calorias por hora.

“Ao realizar um treino na bicicleta, é importantíssimo observar os parâmetros de ajuste de altura do banco”, comenta.

“Durante a execução do movimento da pedalada, os joelhos devem permanecer semiflexionados e o tronco ereto”, diz Olitta.

O impacto sobre o joelho é menor, porém, ficar sentada pode gerar um maior estresse sobre as vértebras e discos vertebrais.

Logo, a atividade não é recomendada para quem sofre de problemas nessa região.

“Em vias gerais, o trabalho aeróbico realizado neste equipamento é interessante para pessoas iniciantes, destreinadas ou com alguma restrição a impactos nos membros inferiores. Mas também uma ótima opção como variável de treino para quem corre, por exemplo”, finaliza.

Recomendações
O treinador afirma que o tempo de trabalho nesses aparelhos varia de acordo com o objetivo de cada um.

Todavia, praticar de 20 minutos a uma hora promove grandes benefícios em relação ao sistema cardiorrespiratório, gasto calórico e condicionamento físico (resistência, força, entre outros).

“Não há problema em ser realizado diariamente, desde que seja respeitado um intervalo de estímulos e recuperação.”

Ou seja, quanto mais intenso for um treino, maior o tempo de recuperação.

*Olavo Guerra é jornalista, pós-graduado em Jornalismo Esportivo e editor do site SUA CORRIDA.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.