Movizzo fala de seus objetivos à frente do Sindi-Clube, em entrevista ao programa Primeiro Escalão

Bedaque, Movizzo e Tânia
Bedaque, Movizzo e Tânia

O presidente do Sindi-Clube, Paulo Movizzo, falou das metas e novidades de sua gestão à frente da entidade para o período 2017/2020.

Movizzo foi entrevistado pelos jornalistas Caetano Bedaque e Tânia Müller, no programa Primeiro Escalão, do canal de internet All TV.

O dirigente disse que pretende ampliar ainda mais a Universidade Sindi-Clube, com novas parcerias e novos cursos.

Também falou da parceria entre clubes da capital e a Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, que visa desenvolver a prática de esgrima em crianças de 8 a 13 anos, no Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento, Pelezão.

Outros assuntos abordados na entrevista foram os “Encontros com dirigentes”, o funcionamento do Programa Sindi-Clube Aprendiz, Programa Esportivo para Associados de Clubes (Pepac), criação de novas diretorias regionais do Sindi-Clube no ABC Paulista e Vale do Paraíba, entre outros temas.

Veja, abaixo, a entrevista completa:

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Presidente do Sindi-Clube é entrevistado na Rádio CBN e fala da importância dos clubes na formação de atletas

O presidente do Sindi-Clube, Paulo Movizzo foi entrevistado na Rádio CBN.

Movizzo: clubes revelam talentos para o esporte
Movizzo: clubes revelam talentos para o esporte

Movizzo falou sobre a importância dos clubes na formação de atletas de alto desempenho e que promovem o esporte no Brasil.

O dirigente também contou sobre a assessoria do Sindi-Clube às agremiações para a captação de recursos das leis de Incentivo ao esporte.

O presidente do Sindi-Clube ressaltou os programas de formação desenvolvidos pelos clubes, como as escolas de esportes.

Ouça abaixo a entrevista completa concedida no último dia 5/3.

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Paulo Movizzo é entrevistado pelo Jornal da Assembleia, em cerimônia solene de posse

Paulo Cesar Mário Movizzo concedeu entrevista para o Jornal da Assembleia Legislativa, durante cerimônia solene de sua posse na presidência do Sindi-Clube.

O evento foi realizado em 6 de fevereiro, no Club Athletico Paulistano, e contou com a presença de autoridades públicas, presidentes e dirigentes de clubes e de entidades representativas do setor esportivo.

O presidente eleito falou sobre as metas da entidade para o quadriênio 2017-2020.

“Pretendemos organizar compras, por meio de leilão eletrônico, para melhorar as negociações dos clubes com os fornecedores e reduzir custos”, disse Movizzo.

Veja a entrevista completa:

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Presidente do Sindi-Clube é entrevistado na Rádio Trianon e fala das suas metas à frente da entidade

Albuquerque, Movizzo e Lauletta
Albuquerque, Movizzo e Lauletta

Paulo Cesar Mário Movizzo, eleito presidente do Sindi-Clube, em 12 de janeiro, para o período 2017/2020, falou dos objetivos de sua gestão em entrevista à Rádio Trianon de São Paulo.

Movizzo, acompanhado pelo diretor-executivo Cláudio Lauletta, foi entrevistado no programa Radar Paulista, apresentado por Renato Albuquerque, em 27 de janeiro.

O presidente do Sindi-Clube disse que pretende enfatizar ainda mais o trabalho da entidade em todas as regiões do Estado, com a criação de duas novas diretorias regionais para atender o Grande ABC Paulista e o Vale do Paraíba.

O dirigente afirmou também que pretende oferecer alternativas de redução de custos aos clubes associados.

Entre elas, está a realização de pregões eletrônicos, organizados pela Bolsa Brasileira de Mercadorias, para a compra de materiais e insumos, feita em grupo, por clubes.

Também está nos planos da nova gestão a criação de um manual de compliance para os clubes, como forma de incentivo à atuação em conformidade com leis e regulamentos, de acordo com as boas práticas da governança corporativa.

Ouça a íntegra da entrevista aqui.

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“O COB trabalha pela transformação do Brasil em uma potência esportiva”

Fotos: Wander Roberto/ COB
Fotos: Wander Roberto/ COB

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi entrevistado pela Revista dos Clubes, antes da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Dirigente de longa carreira presidiu, também, a Confederação Brasileira de Voleibol, e, como jogador de vôlei, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 1964. Nuzman faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul. Frente ao feito, o presidente do COB não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente. Acompanhem.

Qual será a sensação do presidente do COB, quando o Time Brasil entrar no Maracanã para a cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul?

Carlos Arthur Nuzman: Certamente, viverei um momento mágico e inesquecível. Será a concretização de um sonho, que acalentei durante longo tempo. Foram muitos anos de trabalho duro e extrema dedicação, que culminaram na realização do maior evento esportivo do mundo, pela primeira vez, no Brasil e na América do Sul. Dificilmente teremos outra oportunidade como essa e devemos celebrar intensamente. Após uma vida inteira dedicada ao esporte, essa será uma das maiores emoções da minha trajetória, como atleta e dirigente.

O COB colocou em prática um minucioso planejamento para os Jogos. Qual o balanço que se pode fazer? Os objetivos foram alcançados?

Nuzman: Estabelecemos um plano estratégico detalhado, em 2009, e tudo correu conforme planejado. Estamos proporcionando aos nossos atletas a melhor preparação de todos os tempos, e o resultado dos últimos três anos demonstram que o esporte brasileiro segue progredindo. Entre 2013 e 2015, o esporte olímpico brasileiro registrou uma evolução significativa, em relação ao mesmo período do ciclo olímpico anterior, com inúmeras conquistas em nível mundial.  Outro ponto positivo é o aumento do número de modalidades que chegaram aos pódios mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil aumentou o leque de modalidades medalhistas, alcançando as primeiras colocações em 15 delas, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, cuja meta é chegar, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre os dez primeiros países no quadro total de medalhas.

Além de ficar entre os dez maiores medalhistas, o Brasil terá conseguido dar alicerces para que o país se mantenha nessa posição nos Jogos subsequentes? 

Nuzman: Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são uma oportunidade única de desenvolvermos o esporte brasileiro e deixarmos uma semente plantada para o futuro. O COB trabalha pela transformação e manutenção do Brasil em uma potência esportiva. Uma boa participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 é parte fundamental para esse projeto. Esperamos, com os resultados de nossos atletas, inspirar futuras gerações a se iniciarem na prática esportiva. Para o COB, ser uma potência olímpica significa estar entre o Top 10 pelo número total de medalhas e conquistar o pódio em mais de dez modalidades nos Jogos Olímpicos. Alguns países conquistam várias medalhas em apenas uma modalidade, ou seja, eles são potência nessa modalidade específica, mas não no todo. É importante que tenhamos uma abrangência maior de modalidades medalhistas para que as conquistas sejam sustentáveis em longo prazo.

Atrapalhou, de alguma forma, a crise financeira que atingiu o país, no momento bem próximo da reta final para a Olimpíada?

A desvalorização do real encareceu um pouco a reta final da preparação. No entanto, posso garantir que o planejamento traçado em 2009 foi executado em sua plenitude, sem nenhum prejuízo aos nossos atletas.

O COB preocupou-se em monitorar permanentemente os resultados dos principais atletas do país e de seus concorrentes. Esse mapa estratégico e outras sistematizações serão transformados em conhecimento para ser aplicado de forma constante?

Nuzman: Sim. Esse é mais um legado que os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão. O modelo de gestão, criado para enfrentar o grande desafio de preparar os atletas para competir em casa, gerou processos que seguirão sendo utilizados nos próximos ciclos olímpicos. Todo o conhecimento adquirido pelo COB está sendo replicado para as confederações, clubes e instituições. Por meio do Instituto Olímpico Brasileiro, que é o braço de educação do COB, formamos centenas de novos gestores e aperfeiçoamos dezenas de treinadores, aptos a continuar permanentemente o processo de qualificação do nosso esporte.

Pode-se dizer que, hoje, o atleta brasileiro tem, no mínimo, a mesma condição que o estrangeiro concorrente dele?

Nuzman: Atualmente, o atleta brasileiro de alto rendimento tem as mesmas condições de treinamento das grandes potências esportivas. Esse ciclo foi o melhor da história olímpica, em termos de preparação. A estratégia do COB envolveu diversos investimentos, de forma a atender todos os detalhes da preparação, em diversas áreas como: Ciências do Esporte, intercâmbio de treinamentos e competições, capacitação de gestores e treinadores, apoio às equipes multidisciplinares, compras de equipamentos, gerenciamento do CT Time Brasil, entre outros.

Modalidades pouco tradicionais, como canoagem, handebol, polo aquático e tiro esportivo, desenvolveram-se nesse ciclo olímpico. Essa diversificação vai continuar no país?

Nuzman: O nosso objetivo é aprimorar o planejamento e continuar ampliando o leque de investimentos, para que cada vez mais modalidades possam despontar no cenário mundial.

Nuzman C - Wander Roberto  Acervo COBComo o senhor analisa o alinhamento havido entre os agentes do esporte no país – Ministérios, confederações e patrocinadores – para a realização dos Jogos?

Nuzman: A maior vitória que o Rio 2016 trouxe ao esporte nacional foi o alinhamento de todos os agentes do esporte em um mesmo objetivo. Então, temos, além do Comitê Olímpico do Brasil, os Ministérios do Esporte, da Defesa, da Educação, da Ciência e Tecnologia, confederações, clubes, associações e patrocinadores, trabalhando juntos para o desenvolvimento do esporte olímpico. Além disso, já está em execução um plano 20/24, para o pós-2016, com diversas ações de busca de talentos e incentivo a atletas em formação.

O senhor acredita que esse engajamento dos agentes do esporte teria sido obtido sem que o país fosse sede olímpica? Como manter e transformar esse avanço em legado efetivo e transformador?

Nuzman: Mesmo antes da escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica, o esporte brasileiro já dava clara demonstração de caminhar rumo à plena profissionalização. Os resultados em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos nas últimas décadas comprovam essa evolução. Além disso, realizamos os Jogos Sul-Americanos em 2002 e os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, trazendo gestão e investimentos ao esporte brasileiro e mostrando à comunidade esportiva internacional a nossa capacidade de organização. Porém, não há dúvidas de que o trabalho feito na candidatura, e a realização dos Jogos Rio 2016, mudam definitivamente o patamar do esporte brasileiro.

Como o COB se prepara para o próximo ciclo olímpico, visando Tóquio 2020?

Nuzman: Estamos trabalhando para tornar e manter o país uma potência olímpica, tanto que já estamos mirando em Tóquio 2020 e nos Jogos Olímpicos de 2024. A base está sendo formada, principalmente no que se refere a recursos humanos. Criamos o Instituto Olímpico Brasileiro, voltado para os três pilares que julgamos fundamentais na formação de recursos humanos: treinadores, gestores e atletas. A Academia Brasileira de Treinadores, chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional, pelo Conselho Federal de Educação Física e pelo próprio COB, já está em sua terceira turma de treinadores. O Curso Avançado de Gestão Esportiva, CAGE, voltado para as confederações, clubes, Forças Armadas, etc, formou mais de 200 gestores, em um curso de 13 meses, de alta qualidade. Temos um programa de transição de carreira, do qual já participaram 35 atletas, dentre eles Fabi (vôlei), Emanuel e Adriana Behar (vôlei de praia) e Hugo Hoyama (tênis de mesa), Maurren Maggi (atletismo), para citar alguns nomes. São esportistas que contribuíram com suas excelentes performances para o esporte brasileiro e continuarão ajudando o esporte no Brasil. Também realizamos um projeto chamado Vivência Olímpica, que ajuda jovens atletas a passarem pela experiência olímpica. Em Londres 2012, levamos 16 jovens para ver de perto como é uma edição de Jogos Olímpicos, entre eles nomes hoje consagrados como Isaquias Queiroz, Martine Grael, Rebeca Andrade e Thiago Monteiro. Repetiremos essa experiência nos Jogos Rio 2016, dessa vez de olho em Tóquio 2020, com 20 jovens atletas que ainda serão selecionados em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas.

Como o senhor vê a evolução da atuação dos clubes na formação de atletas olímpicos?

Nuzman: Os clubes são peças fundamentais na estrutura esportiva do país e trabalhamos conjuntamente na preparação dos atletas para o Rio 2016. Cada vez mais estreitamos os laços com a Confederação Brasileira de Clubes. Percebemos que os clubes formadores estão se profissionalizando e melhorando suas estruturas e instalações. Isso é de suma importância para o desenvolvimento do nosso sistema esportivo. Temos que continuar trabalhando em um planejamento conjunto para que a base seja cada vez maior, e o alto rendimento possa colher os frutos desse trabalho fantástico que os clubes fazem no Brasil.

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TV SINDI-CLUBE exibe entrevista com o presidente do Clube de Campo de Piracicaba

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Foi ao ar, na última segunda-feira (18/7) mais um programa Vida do Esporte, transmitido pela TV Aberta-SP, apresentado por Fábio Pereira, com participação do presidente do SINDI-CLUBE, Cezar Roberto Leão Granieri, Betinho.

Desta vez, o entrevistado foi o presidente do Clube de Campo de Piracicaba.

José Fernando Maniero conta que o CCP tem atuação destacada no esporte e como faz para que isso aconteça, entre outros assuntos.

O programa é retransmitido, também em horário nobre, para as mais de 50 emissoras comunitárias filiadas à Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo. Ao todo, são mais de 10 milhões de pessoas que recebem o sinal dessas emissoras.

Assista:

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TV SINDI-CLUBE exibe entrevista com o presidente do Ipê Clube

TV SindiClube_verticalFoi ao ar, na última sexta-feira (9/7), pela TV Aberta-SP, mais uma edição do Vida do Esporte.

Apresentado por Fábio Pereira com participação do presidente do SINDI-CLUBE, Cezar Roberto Leão Granieri, Betinho, o programa recebeu o presidente do Ipê Clube, Valdir Gomes Moreira.

Na entrevista, Moreira contou como o Ipê, localizado na região próxima ao Parque Ibirapuera, mantém o atendimento atuante aos seus mais de 5.000 associados e desenvolve 28 modalidades esportivas.

Assista:

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Diretor-executivo do SINDI-CLUBE fala sobre “Encontro com dirigentes”, em entrevista a rádio de Taubaté

IMG_3128O diretor-executivo do SINDI-CLUBE, Cláudio Lauletta, falou à Rádio Difusora de Taubaté sobre a série de “Encontro com dirigentes”, realizada pela entidade nas várias regiões de São Paulo.

Na entrevista, Lauletta explica como vai ser a reunião de São José dos Campos, em 2 de julho próximo.

Ouça:

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Jean Madeira ressalta trabalho dos clubes na formação de atletas

Jean Madeira deixou a Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ), pasta que assumiu em janeiro de 2015. Desincompatibilizado do cargo, irá se candidatar a vereador, em São Paulo.

Entrevistado pela Revista dos Clubes, Madeira faz um balanço da sua atuação na SELJ e fala do relacionamento que estabeleceu com o setor clubístico, principalmente para aproveitamento da lei estadual de incentivo ao esporte.

 

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Jean Madeira

Como o senhor analisa a sua gestão à frente da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ)?

Jean Madeira: Posso dizer que fizemos uma gestão em prol do atleta e de todos que apoiam o esporte no estado. Escancaramos as portas da secretaria, transformando-a na casa do esportista. Atendemos a todos, ouvimos as demandas de todos. Uma relação sadia, totalmente apartidária. Criamos a secretaria itinerante, percorrendo mais de 70.000 km, em cerca de 200 municípios visitados, sempre buscando utilizar o esporte como ferramenta de inclusão social. Ampliamos os centros de excelência e formação esportiva, distribuímos materiais e equipamentos esportivos para várias entidades e cidades. Estabelecemos um relacionamento entre a SELJ e os clubes. Desburocratizamos a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), aprovando um número maior de projetos. Também nos aproximamos das academias, associações, times de várzea e atletas, visando criar uma interlocução entre todos.

O que levou ao lançamento do Comitê Estadual do Esporte, constituído por presidentes e dirigentes de clubes paulistas ligados ao SINDI-CLUBE?

O objetivo da instalação do Comitê foi criar uma linha de diálogo entre a SELJ e os clubes. Quando os visitei, percebi a maestria no desenvolvimento esportivo, com um leque de modalidades. Aprendi nessa vida que é na multidão do conselho que nasce o saber e percebi que, discutindo e ouvindo, poderíamos criar um plano estadual para o esporte, e políticas públicas para o fomento do esporte.

Em 2015, foram propostos 609 projetos que buscavam recursos Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), dos quais 511 receberam aprovação. O que se espera do aproveitamento da LPIE neste ano?

Nós facilitamos o acesso das entidades, clubes, federações e outros órgãos do esporte paulista, levei a eles as informações necessárias para protocolarem seus projetos na LPIE. Reformulamos o nosso site, para transmitir, ao vivo, as reuniões da comissão de análise e aprovação de projetos. Depois, o vídeo fica disponível. Criamos o sistema online para cadastro, em que o proponente pode acompanhar o passo a passo do seu projeto. A equipe da LPIE visitou vários municípios, promovendo palestras para contadores, empresários e entidades esportivas, desmistificando todo o processo da lei de incentivo. Formamos uma equipe fiscalizadora para saber se, de fato, o plano de trabalho está sendo cumprido. Isso é ter cuidado com a coisa pública. Com essa base montada, estamos prontos para o crescimento promissor. Este ano, tivemos 841 projetos apresentados, para uma renúncia fiscal menor, de R$ 59 milhões, isso em função do cenário econômico do país. Estamos trabalhando intensamente para fazer mais com menos.

Discutiu-se no Comitê Estadual do Esporte o melhor aproveitamento dos recursos da LPIE pelos clubes. Como isso pode ser feito?

Os clubes fazem um trabalho excepcional no fomento esportivo, da base até o alto rendimento. Muitas agremiações têm associados que são empresários. Sabendo disso, procuramos criar projetos de inclusão social desenvolvidos pelos clubes, aportados por esses associados através do ICMS de suas empresas. Assim que assumi a pasta, visitei o presidente do SINDI-CLUBECLUBE. Criamos uma agenda para conhecer as instalações esportivas de várias associações do Estado de São Paulo. Percebi que alguns deles tinham tantas medalhas em olimpíadas e Pan-Americanos que ficariam no ranking dos top 10 do mundo. Isso é a prova do trabalho de qualidade desenvolvido por essas entidades. Nessa partida de futebol, não quero ser o “dono da bola”, quero apenas participar do jogo. Por esse motivo temos discutido no Comitê Estadual do Esporte um plano de ação, metas e objetivos, para que o esporte paulista tenha qualidade desde a inclusão social, até o alto rendimento.

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“Formação de atletas deve ter o ciclo olímpico como balizador”, diz Lars Grael em entrevista

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Grael: formação obedece ao ciclo olímpico

Um volume de R$ 60 milhões foi destinado pela CBC (Confederação Brasileira de Clubes) a 24 clubes para o desenvolvimento de modalidades olímpicas e paraolímpicas, desde a regulamentação da Lei Pelé, em abril de 2013.

Essas agremiações responderam à convocação para a apresentação de projetos, feita por cinco editais lançados pela CBC. A entidade recebe 0,5% do arrecadado com loterias no país e, conforme prevê a lei, libera valores para propostas analisadas e aprovadas.

Os clubes interessados em desenvolver atletas podem contar com boas novidades no próximo edital, de número 6.

A convocação será lançada no Congresso Brasileiro de Clubes, a ser realizado de 27 a 29 de maio, no hotel Royal Palm Plaza, em Campinas.

Entrevistado pela Revista dos Clubes, Lars Grael, superintendente técnico da CBC e que integra a comissão que analisa os projetos que pedem recursos da Lei Pelé, revela que o novo edital prevê remuneração para comissões técnicas e pelo prazo de 48 meses, com vistas ao próximo ciclo olímpico, 2016/2020. Isso atende a reivindicações dos clubes formadores de atletas.

Acompanhe a entrevista.

A CBC lançará no Congresso Brasileiro de Clubes um novo edital de convocação para clubes interessados em obter recursos da Lei Pelé para a formação de atletas. No que essa convocação diferirá de editais anteriores?

Lars Grael: O edital nº 6, que será lançado, completa uma série de ações estruturantes para a formação de atletas, sejam olímpicos ou paraolímpicos. Para tanto, é necessária infraestrutura moderna e adequada, contemplada nos editais 1, 2 e 5; participação em competições, considerada nos editais 3 e 4; e, para completar , viabilização de comissão técnica capacitada, que será feita no edital nº 6. Diferente dos editais anteriores, entendemos que os recursos humanos, responsáveis pelas atividades de formação esportiva nos clubes, não podem ser tratados como uma contratação pontual, pois as atividades devem ter um caráter continuado, com método padronizado e pessoas de referência à frente de todo o processo. O caráter continuado que falo, vai ao encontro do Plano Estratégico da CBC que considera o ciclo olímpico e paraolímpico como balizador. O que se quer com isso é considerar a formação de atletas como um processo que terá como referência cada ciclo, o que não deve ser confundido com a finalidade de preparar atletas para os Jogos de Tóquio 2020. Esperamos que isso possa até ser uma consequência desse trabalho, além de muitas outras, pois a formação se inicia nas categorias inferiores, em que o resultado só aparecerá a médio e longo prazo, em ciclos mais adiante.

 A utilização dos recursos da Lei Pelé para remuneração do pessoal das comissões técnicas era uma demanda dos clubes formadores?

Lars Grael: É exatamente isso. Para definirmos o edital nº 6, foram considerados o Seminário de Formação de Atletas, que realizamos em dezembro de 2015, a pesquisa de demandas para o ciclo 2016 a 2020, que fizemos com os clubes filiados, e os outros apoios já realizados nos editais anteriores e que ainda estão em execução. Dessa maneira, a CBC identificou em todas as suas avaliações a necessidade de apoio à viabilização de comissão técnica para os esportes de base e é isso que vamos oferecer no próximo edital.

A CBC também tinha a expectativa de poder simplificar a burocracia para os clubes no processo para a participação nos editais. Isso foi conseguido?

Lars Grael: Trabalhamos na formatação de um edital que facilite o acesso aos recursos da CBC, mas, ao mesmo tempo, que atenda às normas legais vinculadas à utilização de recursos públicos. Esse edital, certamente, será menos burocrático para os clubes. Definiremos valores para que não haja necessidade de orçamentos de mercado. Também padronizaremos modelos de projeto e de formulário eletrônico, em que o clube preencha apenas o estritamente necessário. Conseguiremos agilizar os prazos e diminuir o cronograma para o repasse dos recursos. Esse é um esforço que demanda muito das equipes da CBC. Ou seja, para diminuir a dificuldade do clube foi preciso aumentar o trabalho interno.

A formulação do novo edital pode ser vista como um sinal positivo de que a política de estruturação do esporte nacional ganha novos contornos e fica como mais um legado da década do esporte para o país?

Lars Grael: Penso que sim, porque a estruturação do esporte nacional passa fundamentalmente pela atenção que se dá à base, pela formação de atletas. À medida que possamos viabilizar que mais jovens tenham acesso às atividades esportivas com a qualidade adequada, isso irá refletir-se em todo o sistema e na sua estruturação.

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