Estudo mostra que treinamento com peso melhora o rendimento na corrida

Foto: shutterstock
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Turíbio Barros*

Os benefícios do treinamento com pesos, ou seja, musculação, para corredores têm sido bastante valorizados.

Talvez o principal objetivo de treinos resistidos para quem pratica a corrida seja a preocupação com a prevenção de lesões.

De fato, o fortalecimento muscular é medida preventiva indispensável para proteção do aparelho locomotor do corredor.

Por outro lado, a importância de fortalecer os grupos musculares dos membros inferiores para melhora do desempenho, ainda não é consenso na literatura e talvez também não seja valorizado pelos praticantes de corrida.

Ultimamente, vários artigos científicos têm estudado esse assunto e, entre vários, podemos destacar um publicado por pesquisadores brasileiros na revista European Journal of Applied Physiology em 2015.

O grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisou os benefícios de oito semanas de treinamento com pesos em um grupo de corredores comparado a um grupo controle.

Quando submetidos a vários testes de avaliação, os corredores que fizeram o programa de fortalecimento apresentaram vários benefícios comparados ao outro grupo.

Além dos efeitos esperados de melhora de força e potência, o projeto proporcionou um aumento de desempenho no teste de corrida de 10 km.

A equipe que foi submetida ao treino com pesos, diminuiu o tempo de corrida para o percurso, principalmente por uma melhora do ritmo nos últimos 2.800 metros da prova, denotando uma maior resistência à fadiga como resultado do programa de fortalecimento.

Trata-se de mais uma evidência da importância de exercícios resistidos associados ao treinamento de corrida, estendendo os benefícios de prevenção de lesões para uma interessante melhora de desempenho.

*TURÍBIO BARROS

Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva  da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros www.drturibio.com

Seminário de Esportes oferece oportunidade para aprimorar conhecimentos

BannerSeminarioEsportes2016_INSCRIÇÔES ABERTASA Universidade SINDI-CLUBE realizará, no dia 3 de outubro, em dois períodos, a 4ª edição do Seminário de Esportes, com conteúdo relevante para profissionais desse importante setor dos clubes, que reúne gestores e educadores físicos.
Eles terão a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e trocar experiências, em um dia repleto de várias atividades.
Outro tema dirigido ao gestor, “Conheça seu público, melhore sua gestão com a criação de novos serviços”, vai tratar da oferta com base nas necessidades da demanda dos diversos públicos, para a geração de projetos específicos e diferenciados que atendam à expectativa.
Já os educadores físicos terão explicações sobre assuntos importantes da natação, que abordam aspectos profissionais, pedagógicos e também a transição do formativo para o competitivo.
Além disso, um workshop sobre desenvolvimento Infantil irá fundamentar a prática pedagógica dos professores de Educação Física nas escolas de esportes.
Ainda haverá o tema preparação física na formação de 11 a 17 anos, exposição que oferecerá novas soluções em relação ao treinamento físico dessa faixa etária, assunto útil para todos os participantes do evento.
É fácil inscrever-se
Conhecer em detalhes toda a programação e participar do Seminário de Esportes é rápido e fácil, basta acessar o site do evento.
As inscrições vão até 2 de setembro. O Seminário será desenvolvido no Ginásio de Esportes do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul.
Visite o portal  e curta a página do SINDI-CLUBE no Facebook para saber mais de assuntos que interessam ao seu clube.

Atividade fisica regular é o que vale

ed fisica

Nabil Ghorayeb*

Incrível, mas sedentarismo já é sinônimo de risco futuro para a saúde.

Junto com o tabagismo, a hipertensão arterial, o colesterol elevado e o diabete completam os principais fatores de risco causadores de importantes doenças cardiovasculares, hoje, o principal problema de saúde.

A relação entre atividade física e saúde não é recente, já mencionada pelos filósofos gregos e romanos.

Entretanto, somente nos anos 50 é que o pesquisador inglês J. Morris descobriu que os sedentários motoristas de ônibus de Londres tinham muito mais doenças cardiovasculares do que os ativos cobradores dos mesmos ônibus de dois andares de Londres.

A ciência descobriu que o baixo nível de atividade física favorece o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, como obesidade, diabete tipo 2, hipertensão arterial, angina/infarto do miocárdio, osteoporose e, vejam só, até câncer de mama e do intestino reto.

Inversamente, a atividade física, mesmo isoladamente, pode reduzir o risco de desenvolvimento dessas doenças crônicas, diminuir a obesidade e aumentar a expectativa de vida.

Esses benefícios transformaram também os idosos que, mais ativos e fisicamente independentes, tiveram menor risco de quedas, melhor estado de humor, alivio dos frequentes sintomas de depressão e ansiedade.

Enfim elevaram-se os padrões de saúde e qualidade de vida dessa crescente população de mais idade.

Avaliações dos departamentos de Recursos Humanos de empresas que adotaram curtos momentos de atividade física diária, interrompendo o expediente de trabalho por alguns minutos, mostraram surpreendente diminuição de falta ao trabalho, dos custos médicos e aumento na produtividade.

Dezenas de evidências científicas têm reforçado que um estilo de vida ativo desde a infância traz vários benefícios:  melhor rendimento escolar, menos faltas às aulas, melhora no relacionamento com os pais e da noção de responsabilidade em geral.

Qual a frequência de exercícios semanais necessários?

A atividade física pode ser uma faca de dois gumes!

Há a controvérsia de que parece ser melhor não se exercitar, a fazer exercícios físicos intensos esporadicamente, pelo risco de complicações cardíacas.

Pesquisa realizada com seis milhões de frequentadores de academias nos EUA, durante dois anos, constatou 66 mortes.

Dessas pessoas, mais de 70% se exercitavam somente uma vez por semana intensamente para compensar a falta de regularidade.

O risco cardíaco pode existir nas atividades físicas de alta intensidade (maratona, triatlo, etc.) praticadas por esportistas com histórico de doenças cardíacas.

Essas, obrigatoriamente, devem manter acompanhamento médico especializado e exames regulares, objetivando um exercício sem riscos.

Uma solução paliativa de baixíssimo risco são as caminhadas leves a moderadas.

O respeito aos próprios limites deve sempre ser lembrado na hora de praticar qualquer atividade física.

Academia, assessoria de corridas, lazer esportivo, tem como regra prévia a avaliação médica de um especialista.

Como regra geral, recomendamos exercícios aeróbicos quatro vezes por semana, ao redor de 60 minutos/vez: corridas, bike ou natação sempre associados a exercícios de fortalecimento muscular e de equilíbrio, duas vezes semanais, de 15 a 20 minutos.

Sintomas como falta de ar, dores do peito ou costas, tonturas, palpitações ou outras manifestações fora do habitual, durante ou após a atividade física, devem ser comunicados ao seu médico.

A avaliação médica prévia especializada consta de consulta e eletrocardiograma.

Se houver familiar direto com doenças cardíacas ou se for fazer atividade intensa ou competitiva, é necessário o teste ergométrico (até o máximo) com presença do cardiologista.

Pratique esportes com qualidade e alto astral.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

Visite o portal do Sindi-Clube e saiba mais de assuntos que interessam ao seu clube.