Você sabia? Panturrilha é mais exigida que músculos do quadríceps ao correr

Foto: Shutterstock
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Turíbio Barros*

O estudo do envolvimento dos diversos grupos musculares na caminhada e corrida é uma área da biomecânica que traz grande contribuição para a melhora de desempenho e prevenção de lesões.

Um estudo publicado no fim do ano passado por pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, fez abordagem bastante interessante.

O objetivo da pesquisa foi determinar a exigência de dois grupos musculares fundamentais para a locomoção.

Os pesquisadores avaliaram o quadríceps (músculo da face anterior da coxa) e os músculos da panturrilha, durante a caminhada e a corrida.

O propósito era determinar o limite funcional desses grupos musculares e sua contribuição para a performance nos dois padrões de movimento.

Na medida em que um grupo muscular seja exigido muito próximo de seu limite funcional, ele se torna o fator limitante daquele padrão de movimento.

Podemos considerar que existe até uma cultura de fortalecimento do quadríceps como fator fundamental para o desempenho na corrida.

Entretanto, o que os pesquisadores detectaram no estudo foi o diagnóstico que os músculos da panturrilha trabalham muito mais perto do seu limite funcional do que a musculatura da coxa, tanto na caminhada como na corrida.

Isto significa que o “elo mais fraco” é exatamente a panturrilha, cujo fortalecimento é muitas vezes até pouco valorizado nos programas de preparação para melhora de desempenho e prevenção de lesões.

O estudo recomenda em suas conclusões que o fortalecimento desse grupo muscular e a manutenção da flexibilidade da articulação dos tornozelos sejam mais valorizados.

A prevalência de fortalecimento do quadríceps e as conclusões do estudo sugerem como título do “Active Voice” do American College of Sports Medicine a frase que sem dúvida se torna até curiosa: Muito quadríceps e pouca panturrilha!

Referência: Walking and Running Require Greater Effort from the Ankle than the Knee Extensor Muscles Medicine; Science in Sports; Exercise: November 2016 – Volume 48 – Issue 11 – p 2181–2189 

*TURÍBIO BARROS
Mestre e doutor em fisiologia do exercício pela Escola Paulista de Medicina. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do curso de especialização em medicina esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do Esporte Clube Pinheiros www.drturibio.com

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“Clubes precisam voltar a ser protagonistas para fortalecer o futebol”

Pode-se dizer que Luiz Carlos Granieri é um homem com clube nas veias.

O vice-presidente do Sindi-Clube para Relações com o Esporte Profissional mostra trajetória marcada pelo associativismo.

Ele tem atuação em quatro clubes paulistanos.

Sindiclube - 12/07/10 - Foto: Miguel Schincariol/Perspectiva
Luiz Carlos Granieri

“Sempre fui apaixonado por esportes, especialmente o futebol. Levado pelo meu pai, desde criança estou na Sociedade Esportiva Palmeiras, meu clube do coração. Também sou sócio vitalício do Esporte Clube Pinheiros, da mesma forma que sou ligado à Associação Cristão de Moços, em que sou conselheiro, além de militar no Rotary Club”, explica Granieri.

No Palmeiras, Granieri é um dos 15 integrantes do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) e conselheiro vitalício.

Tanta atividade em clubes é explicada pela crença de Granieri na importância dos clubes para a sociedade.

“É uma forma muito positiva de as pessoas se organizarem para levar à frente diferentes e importantes ações de desenvolvimento, como a que beneficia o esporte, por exemplo. A história dos mais de 60 clubes centenários paulistas comprova isso”, explica Granieri, muito envolvido nas comemorações do Palmeiras, que, neste mês, ingressa no grupo das agremiações com mais de cem anos de fundação.

Granieri considera que o esporte profissional, notadamente o futebol, vive um momento de profunda reflexão, depois da campanha decepcionante da Copa do Mundo.

“O vexame foi o ponto culminante dos efeitos negativos da Antiga Lei Pelé que extinguiu a lei do passe e permitiu que o futebol passasse a ser dominado por empresários. Com isso, os clubes deixaram de investir na formação de jogadores, foram transformados em vitrine e ficaram fora de todas as decisões sobre a carreira do futebolista, que se transformou em mercadoria. O resultado foi visto na Copa e se reflete no endividamento dos clubes de futebol”, diz.

O vice-presidente do Sindi-Clube deposita esperança na discussão na Câmara Federal do projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

“Um projeto eficaz para as dívidas do futebol brasileiro precisará contar com substanciais mudanças que devolvam aos clubes o protagonismo na formação de atletas”, afirma Granieri.

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Seminário de Esportes recebe inscrições até 19 de setembro


SeminárioBanner_site_insc até19setTerminam em 19 de setembro as inscrições para o Seminário de Esportes.

A Universidade Sindi-Clube colocou no ar um site totalmente dedicado ao evento.

Ao acessar a página, além da inscrição online, gerentes, coordenadores, professores e instrutores de esportes terão acesso à programação do Seminário, que será realizado em 6 de outubro.

No site também há a apresentação dos palestrantes.

Além de conteúdo para gestores de esportes, o Seminário traz como principal novidade workshops voltados a profissionais que atuam nas várias modalidades esportivas nos clubes.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 5054-5464, 2218-0005, 2218-0422 ou pelo e-mail seminariodeesportes2014@gova.com.br.

Programa do Seminário 

Atividades da manhã

Tema 1, para gestores: “Desenvolvimento de competências“ (palestra e workshop).

Tema 2, para gestores: “Gestão estratégica em áreas de esporte de clubes – reposicionando a área de esporte do clube” (palestra e mesa-redonda).

Tema 3, para profissionais que atuam nas várias modalidades esportivas nos clubes: “Treinamento funcional” (workshop)

Atividades da tarde

Tema 1, para gestores – continuação: “Desenvolvimento de competências“ (workshop).

Tema 2, para gestores – continuação: “Gestão estratégica em áreas de esporte de clubes – reposicionando a área de esporte do clube”  (oficina).

Tema 4, para coordenadores e profissionais que atuam nas várias modalidades formativas nos clubes: “Implantação e desenvolvimento de modalidades esportivas em clubes sociais” (workshop).

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Recursos na nova Lei Pelé: R$ 148 milhões esperam projetos esportivos dos clubes

shutterstock_888770Há um volume de R$ 148 milhões para ser destinado ao desenvolvimento de modalidades olímpicas e paraolímpicas e os clubes já podem apresentar projetos e obter esses recursos para a formação de atletas.

A verba a ser transferida está prevista na Lei Pelé (9615/98), regulamentada pelo Decreto nº 7894, em 9 de abril de 2013.

Desde então, mensalmente, recursos correspondentes a 0,5% do arrecadado com loterias foram destinados à Confederação Brasileira de Clubes (CBC), entidade legalmente encarregada de receber e analisar as propostas, para posterior liberação de valores para o desenvolvimento de projetos de formação esportiva.

Os repasses mensais das loterias ficaram acumulados desde abril último, à espera da publicação de instruções normativas e portarias por parte do governo, o que já ocorreu.

A CBC publicou os dois primeiros editais de chamamento de projetos.

Nessas convocações, 29 clubes que apresentaram propostas de formação de atletas foram chamados pela CBC, sendo 11 deles paulistas.

Além dos R$ 148 milhões acumulados, prevê-se repasse mensal das loterias de R$ 4 milhões.

Como se habilitar

Para conseguir ter um projeto de formação beneficiado, o clube deve aguardar os próximos editais de chamamento que especificam o valor e a destinação dos recursos.

Para pleitear o incentivo, o clube precisa incluir em seu estatuto social as novas condições impostas pela Lei nº 12.868, de 15 de outubro de 2013, que alterou a Lei Pelé.

No portal do Sindi-Clube (www.sindiclubesp.com.br) há disponível um modelo de estatuto que incorpora as novas condições exigidas, entre elas: mandato de dirigentes de quatro anos, no máximo, com uma reeleição, não remuneração de dirigentes, existência e autonomia do Conselho Fiscal e alternância nos cargos de direção.

Além dessa adequação, o clube deverá estar previamente registrado no cadastro da CBC e ter regularidade fiscal nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Uma vez credenciado, o clube poderá responder aos chamamentos de projetos e formalizar convênio com a CBC.

Nesse convênio, será incluído o plano detalhado do trabalho de formação de atletas para o qual se destinam os recursos.

A prestação de contas das verbas utilizadas será baseada na regulamentação do Tribunal de Contas da União, por se tratar de verba pública, com observância da Lei das Licitações.

Para mais informações, consulte o Regulamento de Descentralização de Recursos no site da CBC.

Acompanhe no post de amanhã (5/9), entrevista com o presidente da CBC, Jair Alfredo Pereira, que exalta os benefícios trazidos pela nova Lei Pelé para o esporte desenvolvido pelos clubes.

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