Praticar exercício físico tem sido um dos melhores fatores contra o AVC

Foto: Shutterstock
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Nabil Ghorayeb*

O assunto AVC (acidente vascular cerebral) ganhou notoriedade.

Muitas pessoas leram, opinaram e discutiram o acidente de Dona Marisa Letícia em meio à política nacional, já que uma pessoa pública foi vítima da “lesão”.

Vamos nos ater aqui única e exclusivamente à gravidade do AVC, segunda causa de morte e de sequelas (paralisias e coma) nas mulheres no Brasil.

A primeira causa é o infarto do miocárdio.

As causas mais comuns que podem causar um AVC são conhecidas: hipertensão arterial (em geral não controlada nem valorizada), tabagismo, vida sedentária, níveis elevados de colesterol, diabete, obesidade e por fim estresse emocional.

Mas em quem e quando pode ocorrer?

Não há dados que nos orientem quanto a isso, mas, sem dúvida, esses fatores de risco presentes numa pessoa, principalmente mulher, e não convenientemente controlados por mais ou menos 20 anos, facilitam o desencadeamento de um infarto do miocárdio ou de um AVC, que pode ter duas formas de se apresentar.

AVC ISQUÊMICO

O chamado AVC isquêmico (mais comum) é quando uma artéria do pescoço ou do cérebro se obstrui por um pequeno trombo (coágulo) ou placa de gordura, provocando a total falta de irrigação de sangue no cérebro.

Esse tipo de AVC causa menos mortes, mas deixa mais pessoas com sequelas, com paralisias diversas e dificuldades de deglutição e fala.

O tratamento na maioria dos casos é para o resto da vida.

AVC HEMORRÁGICO

O AVC hemorrágico se dá quando uma artéria se rompe no lugar onde sua capa está mais fina (suas paredes são mais fracas) ou onde exista uma dilatação local (como se fosse uma bolha fina, conhecida como aneurisma).

Ele pode ter se originado na infância ou se formar na idade adulta, e seu tratamento é cirúrgico com bons resultados na maioria dos casos.

Seu rompimento na maioria das vezes é súbito e nem sempre previsível.

Pode ocorrer em jovens e até em esportistas regulares.

RECOMENDAÇÕES

Como fazer então?

A primeira recomendação é corrigir os fatores de risco.

Tenha certeza que a atividade física regular tem sido um dos melhores procedimentos para auxiliar nestas correções.

Quem pratica exercícios regulares acaba por evitar o tabagismo; melhora o controle do diabete e da hipertensão arterial; permite controle mais fácil dos níveis elevados de triglicérides; provoca elevação do colesterol bom (HDL) (infelizmente não modifica o ruim (LDL)); contorna a obesidade e melhora o bom astral, fator espetacular para uma vida saudável.

A certeza de que pouco ou nada vaí acontecer depende basicamente desse controle, da regularidade dos bons hábitos e, sem dúvida, da herança genética de cada um, mas a medicina tem percebido que, se houver plena atenção com a saúde, o AVC pode ser evitado.

*NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMUSP , chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br 

Perder barriga, se exercitar, reduzir o colesterol… Comece o ano em forma!

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Turíbio Barros*

Esta época do ano é sempre um momento para as reflexões, elaboração de novos projetos e tomada de decisões para a temporada que vai se iniciar.

Para quem corre, ou pratica qualquer outra forma de atividade física, é oportuno para fazer um balanço dos últimos erros e acertos.

Com o propósito de estimular esta reflexão, podemos fazer algumas considerações que podem ajudar a atingir os objetivos propostos.

Inicialmente, nós vamos estabelecer alguns critérios que possam orientar estas recomendações:

A atividade física como promoção de saúde
Se o objetivo principal do programa é promover sua saúde, avalie se o programa realizado virou um hábito. Esse é um ingrediente fundamental para os benefícios propostos.

Valorize mais os indicadores de saúde do que os eventuais benefícios estéticos. Não se esqueça: a redução do colesterol, controle da glicemia, prevenção da hipertensão, não se mede na fita métrica, nem na balança e também não se percebe no espelho.

A atividade física e desempenho
Se o objetivo da prática de exercícios for um pouco além do simples prazer de praticar e também incluir a melhora do desempenho, visando resultados em provas esportivas, é importante seguir algumas recomendações.

Procure prevenir lesões, tanto adotando programas de fortalecimento muscular na sua rotina de treinos, como também buscando orientações para corrigir eventuais erros biomecânicos na execução do gesto esportivo.

Mesmo na corrida, que é um movimento que podemos considerar natural, é comum o diagnóstico de incorreções biomecânicas que certamente causarão lesões.

Procure fazer uma avaliação física, que vai proporcionar esta prevenção e servirá para adequar e individualizar o seu programa de treinamento. Procure também uma orientação sobre o uso de suplementos nutricionais. Estes nutrientes, quando corretamente prescritos e utilizados, serão de grande valia para a melhora de desempenho e recuperação mais rápida.

*Turibio Barros é mestre e doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM (Escola Paulista de Medicina). Foi membro do American College of Sports Medicine, fisiologista do São Paulo FC e coordenador do departamento de fisiologia do E C Pinheiros. Atualmente, escreve para o site EuAtleta e mantém seu site www.drturibio.com

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Exercícios como natação, corrida ou ciclismo aumentam o colesterol bom

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Nabil Ghorayeb*

A atividade física funciona com um remédio para inúmeros problemas cardiovasculares, porém, para os níveis de colesterol age de modo variado.

Os praticantes regulares de exercícios aeróbicos como correr, nadar e andar de bicicleta, têm vantagem enorme sobre quem faz os exercícios anaeróbicos porque esses poucos influenciam nos níveis do colesterol.

Nos esportistas regulares são constatados, depois de meses de treino, que os níveis do colesterol bom, o HDL, se elevam.

Algumas chegam a valores próximos dos 100 mg/dl.

Já o colesterol ruimLDL, pouco se modifica com exercícios.

Para ele, além da dieta controlada de gorduras saturadas, o uso contínuo de medicações específicas é importante e ajuda a reduzi-lo.

A ordem é controlar a ingestão e não radicalizar na retirada total do seu cardápio.

Voltando para os exercícios, sempre os consideramos como produtores de bons resultados para a saúde, perto de 50 minutos, três a quatro vezes semanais.

Os benefícios aparecerão próximo das 12 a 14 semanas.

A frequência não precisa ser intensa, o nível moderado é suficiente.

Isto é: manter o seu pulso ao redor de 195 menos a idade.

Claro que atletas têm outros níveis de treinamento, pois o objetivo é outro.

O incrível é que nem eles têm valores obrigatoriamente baixos do colesterol ruim.

Nas avaliações de equipes profissionais encontramos atletas com níveis elevados de colesterol total e do ruim, pelos abusos alimentares ou por genética familiar.

Pense no que quer para a sua saúde, ser cuidadoso só irá trazer prazer e qualidade de vida.

Incentive a vida saudável na sua família desde a alimentação, como também na prática da atividade física e no importante tratamento medicamentoso, se for necessário.

Na dúvida, converse com um médico e siga a prevenção regularmente.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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