Candidatos apoiados pelo Sindi Clube são eleitos no Conselho de Administração do COB

Dois dos representantes de clubes apoiados pelo Sindi Clube, que concorreram às vagas no Conselho de Administração do Comitê Olímpico do Brasil (COB), foram eleitos nesta sexta-feira (23).

Sérgio Rodrigues, do Minas Tênis Clube  e Carlos Osso, do Esporte Clube Pinheiros, ficaram respectivamente em primeiro e segundo lugar na apuração.

O Sindi Clube cumprimentou os representantes e reafirmou sua confiança em que realizarão um excelente trabalho no Conselho do COB.

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Sindi Clube apoia eleição de representantes dos clubes ao Conselho de Ética do COB

O Sindi Clube declarou nesta quinta-feira (15), em São Paulo, apoio aos representantes de clubes que concorrem às vagas nos Conselhos de Administração e de Ética do Comitê Olímpico do Brasil (COB), na eleição que será realizada no dia 23 de março.

Os candidatos apoiados pela entidade são Carlos Osso e Alexandre Lomonaco, do Esporte Clube Pinheiros, e Sérgio Rodrigues, do Minas Tênis Clube.

“Apoiamos a presença dos candidatos vinculados aos clubes, que representam o setor que é o grande responsável pela formação de atletas no país. Neste momento de transição, é muito importante a presença deles no Conselho de Administração e de Ética do COB”, afirma Paulo Movizzo, presidente do Sindi Clube.

Serão eleitores os representantes das 35 confederações filiadas ao COB, os 12 atletas mais bem votados para a composição da Comissão de Atletas do COB e o membro brasileiro do COI.

Confira o vídeo o medalhista olímpico Arthur Nory que apóia Carlos Osso e Alexandre Lomonaco, do Pinheiros, e Sérgio Rodrigues, do Minas.

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Comitê Olímpico Brasileiro abre votação para o público escolher “Atleta da torcida”

Foto: Divulgação COB
Foto: Divulgação/COB

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) divulgou os atletas que concorrem ao prêmio “Atleta da torcida” e que será entregue na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, no dia 29 de março, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Para chegar à escolha dos finalistas, o COB selecionou esportistas ou duplas que se destacaram durante a temporada de 2016.

Os indicados são Alison e Bruno Schmidt (vôlei de praia), Arthur Nory (ginástica artística), Diego Hypólito (ginástica artística), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), Kahena Kunze e Martine Grael (vela), Poliana Okimoto (maratona aquática), Rafaela Silva (judô), Robson Conceição (boxe), Serginho (vôlei) e Thiago Braz (atletismo).

A votação que definirá o vencedor se encerra em 29 de março, e está sendo realizada em enquete no Facebook do Time Brasil e no site cob.org.br/pbo.

Oscar do esporte brasileiro, o Prêmio Brasil Olímpico chega à sua 18ª edição prestando homenagens ainda em outras categorias: Melhor Técnico Individual e Coletivo; Troféu Adhemar Ferreira da Silva e Melhores Atletas nos Jogos Escolares da Juventude.

Os medalhistas nos Jogos Olímpicos Rio 2016 também receberão homenagem especial.

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COB divulga lista dos melhores de cada modalidade e os candidatos a melhor atleta, em 2016

Divulgação/COB
Divulgação/COB

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou os melhores atletas em 43 modalidades esportivas em 2016 e também os esportistas que concorrerão ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico do último ano.

Os escolhidos foram Poliana Okimoto (maratonas aquáticas), Rafaela Silva (judô) e a dupla Martine Grael / Kahena Kunze (vela), no feminino; Isaquias Queiroz (canoagem), Serginho (vôlei) e Thiago Braz (atletismo), no masculino.

Os vencedores serão anunciados na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, em 29 de março, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Em 2015, os preferidos foram Isaquias Queiroz e Ana Marcela Cunha.

A escolha dos melhores atletas do ano, assim como os finalistas do Troféu Melhor Atleta do Ano, foi feita por um júri formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte.

Conheça os vencedores em cada modalidade:

Atletismo: Thiago Braz.

Badminton: Ygor Coelho.

Basquete: Maybyner Hilário (Nenê).

Boxe: Robson Conceição.

Canoagem Slalom: Pedro Gonçalves (Pepê).

Canoagem Velocidade: Isaquias Queiroz.

Ciclismo BMX: Priscilla Carnaval

Ciclismo Estrada: Flávia Paparella.

Ciclismo Mountain Bike: Raiza Goulão.

Ciclismo Pista: Gideoni Monteiro.

Desportos na Neve: Jaqueline Mourão.

Desportos no Gelo: Isadora Williams.

Esgrima: Nathalie Moellhausen.

Futebol: Neymar Jr.

Ginástica Artística: Diego Hypolito.

Ginástica Trampolim: Rafael Andrade.

Ginástica Rítmica: Natália Gaudio.

Golfe: Adilson da Silva.

Handebol: Maik Santos.

Hipismo adestramento: João Victor Marcari Oliva.

Hipismo CCE: Carlos Parro.

Hipismo saltos: Pedro Veniss.

Hóquei sobre grama: Stephane Smith.

Judô: Rafaela Silva.

Levantamento de Pesos: Fernando Saraiva Reis.

Lutas: Aline Silva.

Maratona Aquática: Poliana Okimoto

Natação: Etiene Medeiros

Nado Sincronizado: Luisa Borges e Maria Eduarda Miccuci

Pentatlo Moderno: Yane Marques.

Polo Aquático: Felipe Perrone.

Remo: Fernanda Nunes e Vanessa Cozzi.

Rugby: Beatriz Futuro.

Saltos Ornamentais: Hugo Parisi.

Taekwondo: Maicon Andrade.

Tênis: Bruno Soares.

Tênis de mesa: Hugo Calderano.

Tiro com arco: Anne Marcelle dos Santos.

Tiro esportivo: Felipe Wu.

Triatlo: Manoel Messias.

Vela: Martine Grael e Kahena Kunze.

Vôlei: Serginho Dutra.

Vôlei de praia: Alison Cerutti e Bruno Schmidt.

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COB recebe convite oficial para participar dos Jogos Olímpicos de Inverno

Foto: Divulgação/CBDN
Foto: Divulgação/CBDN

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) recebeu convite oficial para participar dos Jogos Olímpicos de Inverno, que será disputado entre os dias 9 e 25 de fevereiro de 2018, em PyeongChang, na Coreia do Sul.

A convocação foi feita pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

O planejamento brasileiro para os Jogos de Inverno já estão em andamento, segundo o gerente geral de Jogos e Operações Internacionais do COB, Gustavo Harada.

“As confederações vêm trabalhando com muita seriedade, buscando estabelecer os seus planos e projetos da maneira mais estável possível e mantendo os atletas brasileiros competindo em alto rendimento. Vamos buscar a melhor preparação que dê respeito ao Brasil também nos esportes de inverno”, disse.

História 

A primeira participação brasileira em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno foi em Albertville, em 1992.

A maior delegação brasileira na competição, até hoje, disputou os Jogos de Sochi 2014 com 13 atletas em sete modalidades (esqui alpino, esqui cross country, snowboard cross, esqui aéreo, biatlo, bobsled e patinação artística), segundo o COB.

Isabel Clark é responsável pelo melhor resultado brasileiro – a nona colocação no snowboard cross, em Turim 06.

No último dia 14, a brasileira retornou ao top 20 da modalidade, ao finalizar a primeira corrida da Copa do Mundo de Snowbord Cross na 15ª colocação.

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COB divulga lista dos atletas indicados a melhor de cada modalidade em 2016

Rafaela Silva foi campeã olímpica no Rio de Janeiro (Foto: Alaor filho/COB)
Rafaela Silva foi campeã olímpica no Rio de Janeiro (Foto: Alaor filho/COB)

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) abriu o processo que vai definir os melhores atletas do ano de 2016, em 43 modalidades, e também dos dois melhores do ano, masculino e feminino.

A disputa ocorrerá entre três atletas de cada esporte, indicados por suas respetivas confederações.

A cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, que definirá os vencedores, será em 29 de março, no Rio de Janeiro.

A escolha dos melhores em cada modalidade, assim como os dois melhores atletas do ano, será feita por um júri formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte.

Conheça os atletas que concorrem em cada modalidade

Atletismo: Caio Bonfim, Fabiana Murer e Thiago Braz.

Badminton: Fabiana da Silva, Lohaynny Vicente e Ygor Coelho.

Basquete: Carlos Nascimento (Olivinha), Iziane Marques e Maybyner Hilário (Nenê).

Boxe: Andréia Bandeira, Juan Nogueira e Robson Conceição.

Canoagem Slalom: Ana Satila, Felipe Borges e Pedro Gonçalves (Pepê).

Canoagem Velocidade: Edson Silva/Gilvan Ribeiro, Erlon Souza e Isaquias Queiroz.

Ciclismo BMX: Anderson Ezequiel Filho, Priscilla Carnaval e Renato Rezende.

Ciclismo Estrada: Caio Ormenese, Flávia Paparella e Rafael Andriato.

Ciclismo Mountain Bike: Henrique Avancini, Raiza Goulão e Rubens Donizete.

Ciclismo Pista: Gideoni Monteiro, Hugo Osteti e Kacio Freitas.

Maratona Aquática: Allan do Carmo, Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto.

Nado Sincronizado: Lara Teixeira, Lorena Molinos e Luisa Borges/Maria Eduarda Miccuci.

Natação: Bruno Fratus, Etiene Medeiros e João Gomes Júnior.

Polo Aquático: Felipe Perrone, Gustavo Guimarães (Grummy) e Izabella Chiappini.

Saltos Ornamentais: César Castro, Hugo Parisi e Juliana Veloso.

Desportos na Neve: Jaqueline Mourão, Michel Macedo e Victor Santos.

Desportos no Gelo: Edson Bindilatti, Isadora Williams e Odirlei Pessoni.

Esgrima: Guilherme Toldo, Nathalie Moellhausen e Renzo Agresta.

Futebol: Miraildes Maciel Mota (Formiga), Neymar Jr e Renato Augusto.

Ginástica Artística: Arthur Zanetti, Arthur Nory e Diego Hypolito.

Ginástica Trampolim: Camilla Lopes Gomes, Carlos Ramirez Pala e Rafael Andrade.

Ginástica Rítmica: Emanuelle Lima, Jéssica Maier e Natália Gaudio.

Golfe: Adilson da Silva, Miriam Nagl e Victoria Lovelady.

Handebol: Bárbara Arenhart, Maik Santos e Thiagus Petrus dos Santos.

Hipismo adestramento: Giovana Prado Prass, João Victor Oliva e Luiza Almeida.

Hipismo CCE: Carlos Parro, Márcio Appel Cheuiche e Márcio Carvalho Jorge.

Hipismo saltos: Álvaro Affonso de Miranda Neto (Doda), Jose Roberto Reynoso e Pedro Veniss.

Hóquei sobre grama: André Luiz Patrocínio Couto, Paulo Roberto Batista Junior e Stephane Smith

Judô: Mayra Aguiar, Rafael Silva e Rafaela Silva.

Levantamento de pesos: Fernando Saraiva, Jaqueline Ferreira e Rosane Reis.

Lutas: Aline Silva, Joilson Júnior e Laís Nunes.

Pentatlo moderno: Felipe Nascimento, William Muinhos e Yane Marques.

Remo: Fernanda Nunes/ Vanessa Cozzi, Lucas Ferreira e Willian Giaretton/ Xavier Vela.

Rúgbi: Beatriz Futuro, Edna Santini e Paula Ishibashi.

Taekwondo: Iris Tang Sing, Maicon Andrade e Venilton Teixeira.

Tênis: Bruno Soares, Marcelo Melo e Thiago Monteiro.

Tênis de mesa: Cazuo Matsumoto, Hugo Calderno e Lin Gui.

Tiro com arco: Ana Clara Machado, Ane Marcelle dos Santos e Marcelo da Silva Costa Filho.

Tiro esportivo: Emerson Duarte, Felipe Wu e Julio Almeida.

Triatlo: Bárbara dos Santos, Manoel Messias e Vitória Lopes.

Vela: Jorge Zarif, Martine Grael/ Kahena Kunze e Robert Scheidt.

Vôlei de praia: Ágatha Bednarczuk/ Bárbaras Seixas, Alison Cerutti/ Bruno Schmidt e Larissa França/ Talita Antunes.

Vôlei: Bruno Rezende, Natália Zílio e Sérgio Dutra (Serginho).

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Brasil fica em segundo em torneio na Suíça, antes do mundial de handebol

Foto: Divulgação/CBHb
Foto: Divulgação/CBHb

O campeonato mundial masculino de handebol está próximo e o técnico da seleção brasileira, Washington Nunes, usou uma competição amistosa para preparar a equipe para a disputa internacional, em Paris, de 11 a 29 de janeiro.

Antes de chegar à França, a seleção brasileira ficou em segundo lugar em um torneio amistoso na Suíça ao lado dos donos da casa, Eslováquia e Romênia. Na noite deste domingo (8/1), a equipe verde e amarela fez a partida decisiva contra a Suíça e acabou perdendo por 27 a 25.

“Acho que temos um bom time que pode fazer coisas melhores, internacionalmente. As expectativas são muito boas, claro, isso somado a muito treino com a seleção”, destacou Zé, armador direito.

O Brasil abre a competição dia 11, em Paris, contra os franceses e tem ainda Polônia, Rússia, Japão e Noruega no mesmo grupo, um dos mais complicados da disputa.

“Podemos certamente nos classificar para as oitavas de final. Jogar contra os donos da casa pesa um pouco, ainda mais com a França, que é uma seleção de muita experiência, mas estaremos lá, sempre acreditando que podemos”, afirmou o jogador.

Ele lembrou que o Brasil fez bonito diante dos franceses nas quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e manteve a partida equilibrada do início ao fim, mas acabou derrotado por 34 a 27, nos últimos 15 minutos.

Depois da França, o Brasil joga em Nantes, no dia 14, com a Polônia, dia 15 com o Japão, dia 17 com a Noruega e no dia 19 com a Rússia.

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COB pré-seleciona 20 atletas para Tóquio 2020

Alguns dos jovens selecionados para o projeto "Vivência Rio 2016"
Alguns dos jovens selecionados para o projeto “Vivência Rio 2016” (Foto: COB)

Mesmo antes da Olimpíada do Rio acabar, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) já pensa no futuro.

Prova disso é que 20 atletas de 15 esportes, 11 homens e nove mulheres, de 15 a 24 anos, foram selecionados pela entidade para participar do projeto “Vivência Olímpica Rio 2016”, que visa prepará-los para os Jogos de Tóquio, em 2020.

Os possíveis representantes brasileiros, que nunca participaram do torneio, foram inseridos na rotina dos competidores desta edição para adquirir experiência olímpica e entender melhor como funcionam os bastidores da maior competição esportiva mundial.

Esta é a segunda vez que o projeto é executado pelo COB.

Em Londres, 2012, 16 jovens atletas foram convidados para a ação e, destes, oito se classificaram para o Rio 2016 e quatro ganharam medalhas até o momento: Thiago Braz, ouro no atletismo, Martine Grael, ouro na vela, Felipe Wu, prata no tiro esportivo, e Isaquias Queiroz, prata e bronze na canoagem.

Os eleitos deste ano foram: Beatriz Ferreira, boxe; Emily Figueiredo, levantamento de peso; Joílson Brito, luta greco-romana; Maria Paula Heitmann, natação; Marcelo da Silva, tiro com arco; Gabriel Bastos, vela; Andrea Santos, canoagem; Anderson Ezequiel de Souza, ciclismo BMX; Gabriela Cecchini, esgrima; Ângelo Assumpção e Thaís Fidélis, ginástica artística; Nathália Brigida e Rafael Godoy, judô; Felipe Ribeiro, natação; Edival Pontes, taekwondo; Manoel Messias, triatlo; Eduarda Santos Lisboa e Ana Patrícia Silva Ramos, vôlei de praia.

Os atletas escolhidos participaram de uma seletiva com 60 competidores que possuem histórico de resultados nas categorias de base, em alguns casos na categoria adulta, e com potencial de evolução até os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

As respectivas confederações de cada modalidade selecionada fizeram a triagem que definiu o seleto grupo.

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“O COB trabalha pela transformação do Brasil em uma potência esportiva”

Fotos: Wander Roberto/ COB
Fotos: Wander Roberto/ COB

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi entrevistado pela Revista dos Clubes, antes da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Dirigente de longa carreira presidiu, também, a Confederação Brasileira de Voleibol, e, como jogador de vôlei, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 1964. Nuzman faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul. Frente ao feito, o presidente do COB não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente. Acompanhem.

Qual será a sensação do presidente do COB, quando o Time Brasil entrar no Maracanã para a cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul?

Carlos Arthur Nuzman: Certamente, viverei um momento mágico e inesquecível. Será a concretização de um sonho, que acalentei durante longo tempo. Foram muitos anos de trabalho duro e extrema dedicação, que culminaram na realização do maior evento esportivo do mundo, pela primeira vez, no Brasil e na América do Sul. Dificilmente teremos outra oportunidade como essa e devemos celebrar intensamente. Após uma vida inteira dedicada ao esporte, essa será uma das maiores emoções da minha trajetória, como atleta e dirigente.

O COB colocou em prática um minucioso planejamento para os Jogos. Qual o balanço que se pode fazer? Os objetivos foram alcançados?

Nuzman: Estabelecemos um plano estratégico detalhado, em 2009, e tudo correu conforme planejado. Estamos proporcionando aos nossos atletas a melhor preparação de todos os tempos, e o resultado dos últimos três anos demonstram que o esporte brasileiro segue progredindo. Entre 2013 e 2015, o esporte olímpico brasileiro registrou uma evolução significativa, em relação ao mesmo período do ciclo olímpico anterior, com inúmeras conquistas em nível mundial.  Outro ponto positivo é o aumento do número de modalidades que chegaram aos pódios mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil aumentou o leque de modalidades medalhistas, alcançando as primeiras colocações em 15 delas, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, cuja meta é chegar, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre os dez primeiros países no quadro total de medalhas.

Além de ficar entre os dez maiores medalhistas, o Brasil terá conseguido dar alicerces para que o país se mantenha nessa posição nos Jogos subsequentes? 

Nuzman: Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são uma oportunidade única de desenvolvermos o esporte brasileiro e deixarmos uma semente plantada para o futuro. O COB trabalha pela transformação e manutenção do Brasil em uma potência esportiva. Uma boa participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 é parte fundamental para esse projeto. Esperamos, com os resultados de nossos atletas, inspirar futuras gerações a se iniciarem na prática esportiva. Para o COB, ser uma potência olímpica significa estar entre o Top 10 pelo número total de medalhas e conquistar o pódio em mais de dez modalidades nos Jogos Olímpicos. Alguns países conquistam várias medalhas em apenas uma modalidade, ou seja, eles são potência nessa modalidade específica, mas não no todo. É importante que tenhamos uma abrangência maior de modalidades medalhistas para que as conquistas sejam sustentáveis em longo prazo.

Atrapalhou, de alguma forma, a crise financeira que atingiu o país, no momento bem próximo da reta final para a Olimpíada?

A desvalorização do real encareceu um pouco a reta final da preparação. No entanto, posso garantir que o planejamento traçado em 2009 foi executado em sua plenitude, sem nenhum prejuízo aos nossos atletas.

O COB preocupou-se em monitorar permanentemente os resultados dos principais atletas do país e de seus concorrentes. Esse mapa estratégico e outras sistematizações serão transformados em conhecimento para ser aplicado de forma constante?

Nuzman: Sim. Esse é mais um legado que os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão. O modelo de gestão, criado para enfrentar o grande desafio de preparar os atletas para competir em casa, gerou processos que seguirão sendo utilizados nos próximos ciclos olímpicos. Todo o conhecimento adquirido pelo COB está sendo replicado para as confederações, clubes e instituições. Por meio do Instituto Olímpico Brasileiro, que é o braço de educação do COB, formamos centenas de novos gestores e aperfeiçoamos dezenas de treinadores, aptos a continuar permanentemente o processo de qualificação do nosso esporte.

Pode-se dizer que, hoje, o atleta brasileiro tem, no mínimo, a mesma condição que o estrangeiro concorrente dele?

Nuzman: Atualmente, o atleta brasileiro de alto rendimento tem as mesmas condições de treinamento das grandes potências esportivas. Esse ciclo foi o melhor da história olímpica, em termos de preparação. A estratégia do COB envolveu diversos investimentos, de forma a atender todos os detalhes da preparação, em diversas áreas como: Ciências do Esporte, intercâmbio de treinamentos e competições, capacitação de gestores e treinadores, apoio às equipes multidisciplinares, compras de equipamentos, gerenciamento do CT Time Brasil, entre outros.

Modalidades pouco tradicionais, como canoagem, handebol, polo aquático e tiro esportivo, desenvolveram-se nesse ciclo olímpico. Essa diversificação vai continuar no país?

Nuzman: O nosso objetivo é aprimorar o planejamento e continuar ampliando o leque de investimentos, para que cada vez mais modalidades possam despontar no cenário mundial.

Nuzman C - Wander Roberto  Acervo COBComo o senhor analisa o alinhamento havido entre os agentes do esporte no país – Ministérios, confederações e patrocinadores – para a realização dos Jogos?

Nuzman: A maior vitória que o Rio 2016 trouxe ao esporte nacional foi o alinhamento de todos os agentes do esporte em um mesmo objetivo. Então, temos, além do Comitê Olímpico do Brasil, os Ministérios do Esporte, da Defesa, da Educação, da Ciência e Tecnologia, confederações, clubes, associações e patrocinadores, trabalhando juntos para o desenvolvimento do esporte olímpico. Além disso, já está em execução um plano 20/24, para o pós-2016, com diversas ações de busca de talentos e incentivo a atletas em formação.

O senhor acredita que esse engajamento dos agentes do esporte teria sido obtido sem que o país fosse sede olímpica? Como manter e transformar esse avanço em legado efetivo e transformador?

Nuzman: Mesmo antes da escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica, o esporte brasileiro já dava clara demonstração de caminhar rumo à plena profissionalização. Os resultados em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos nas últimas décadas comprovam essa evolução. Além disso, realizamos os Jogos Sul-Americanos em 2002 e os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, trazendo gestão e investimentos ao esporte brasileiro e mostrando à comunidade esportiva internacional a nossa capacidade de organização. Porém, não há dúvidas de que o trabalho feito na candidatura, e a realização dos Jogos Rio 2016, mudam definitivamente o patamar do esporte brasileiro.

Como o COB se prepara para o próximo ciclo olímpico, visando Tóquio 2020?

Nuzman: Estamos trabalhando para tornar e manter o país uma potência olímpica, tanto que já estamos mirando em Tóquio 2020 e nos Jogos Olímpicos de 2024. A base está sendo formada, principalmente no que se refere a recursos humanos. Criamos o Instituto Olímpico Brasileiro, voltado para os três pilares que julgamos fundamentais na formação de recursos humanos: treinadores, gestores e atletas. A Academia Brasileira de Treinadores, chancelada pelo Comitê Olímpico Internacional, pelo Conselho Federal de Educação Física e pelo próprio COB, já está em sua terceira turma de treinadores. O Curso Avançado de Gestão Esportiva, CAGE, voltado para as confederações, clubes, Forças Armadas, etc, formou mais de 200 gestores, em um curso de 13 meses, de alta qualidade. Temos um programa de transição de carreira, do qual já participaram 35 atletas, dentre eles Fabi (vôlei), Emanuel e Adriana Behar (vôlei de praia) e Hugo Hoyama (tênis de mesa), Maurren Maggi (atletismo), para citar alguns nomes. São esportistas que contribuíram com suas excelentes performances para o esporte brasileiro e continuarão ajudando o esporte no Brasil. Também realizamos um projeto chamado Vivência Olímpica, que ajuda jovens atletas a passarem pela experiência olímpica. Em Londres 2012, levamos 16 jovens para ver de perto como é uma edição de Jogos Olímpicos, entre eles nomes hoje consagrados como Isaquias Queiroz, Martine Grael, Rebeca Andrade e Thiago Monteiro. Repetiremos essa experiência nos Jogos Rio 2016, dessa vez de olho em Tóquio 2020, com 20 jovens atletas que ainda serão selecionados em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas.

Como o senhor vê a evolução da atuação dos clubes na formação de atletas olímpicos?

Nuzman: Os clubes são peças fundamentais na estrutura esportiva do país e trabalhamos conjuntamente na preparação dos atletas para o Rio 2016. Cada vez mais estreitamos os laços com a Confederação Brasileira de Clubes. Percebemos que os clubes formadores estão se profissionalizando e melhorando suas estruturas e instalações. Isso é de suma importância para o desenvolvimento do nosso sistema esportivo. Temos que continuar trabalhando em um planejamento conjunto para que a base seja cada vez maior, e o alto rendimento possa colher os frutos desse trabalho fantástico que os clubes fazem no Brasil.

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Revista dos Clubes traz entrevista exclusiva com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman

capa revista

Carlos Arthur Nuzman, não tem dúvidas em prever que, na abertura dos Jogos, irá sentir uma das maiores emoções da sua trajetória, como atleta e dirigente.

A afirmação está em entrevista exclusiva que Nuzman concedeu à Revista dos Clubes, edição de agosto.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) faz um balanço do trabalho no comando da candidatura do Rio, iniciado em 2009, que obteve o direito de montar a primeira Olimpíada na América do Sul.

A edição eletrônica da Revista dos Clubes pode ser acessada no portal do SINDI-CLUBE.

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