Clube de leitura tem agenda cheia

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Nesta semana, os Clubes de Leitura realizarão mais seis reuniões, com associados de clubes que gostam de literatura.

Em 16/2, quatro reuniões estão marcadas: o Círculo Militar de São Paulo discute o livro “Doce Gabito”, de Francisco Azevedo, às 14h30, sob mediação de Francisco Azevedo.

“Submissão”, de Michel Houellebecq, às 15, está agendado no Clube Alto dos Pinheiros, coordenado por Vivian Schlesinger.

Às 16h, no Clube Paineiras do Morumby, a obra analisada é “Meu nome é vermelho”, de Orhan Pamuk, com coordenação de Débora Nascimento

Ainda no dia 16, o Clube Jundiaiense, às 20h, debate “O coração das trevas”, de Joseph Conrad, mediado por Sonia Cintra.

Dois encontros, em 18/2 encerram a semana de literatura nos clubes.

No Esporte Clube Pinheiros, “Uma rua de Roma” de Patrick Modiano, será tema de suas reuniões, às 10h e 14h, com mediação de Gerald Misrahi.

Por fim, na Associação Brasileira A Hebraica, será debatido o livro “O impostor”, de Javier Cercas, às 15, com coordenação de Vivian Schlesinger.

O Blog do SINDI-CLUBE divulga semanalmente a programação dos Clubes de Leitura.

Departamentos culturais de clubes interessados em montar novos grupos de difusão literária obtêm mais informações pelo telefone (11) 5054-5464.

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A importância de se ter uma contabilidade organizada nos clubes

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A blindagem da gestão de um clube contra imprevistos legais começa pela boa organização da sua contabilidade.

Sabe-se que, em meio ao emaranhado de normais e leis, são muitas as formas em que os clubes, seus diretores e até mesmo seus associados, podem sofrer condenações legais pelo fato de não manter em ordem a contabilidade.

Esse é o alerta lançado pelo consultor Jurídico do Sindi-Clube, Valter Piccino, para ressaltar a importância de se dar transparência aos atos contábeis.

“A inobservância das normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, cujos comandos estão contidos na legislação tributária, no Código Civil e no próprio estatuto da associação, é essencial para a vida do clube. Não apenas pelo aspecto da responsabilização do dirigente pelos atos contábeis, mas também, por exemplo, porque os clubes terão seus balanços analisados pelas instituições financeiras para concessão de financiamentos”, explica.

O consultor acrescenta que a contabilidade em ordem facilita o cumprimento das obrigações fiscais acessórias, estabelecidas no Sped Fiscal.

A contabilidade deve ser elaborada com escrituração diária, em ordem cronológica, baseada em documentação adequada.

Assim, toda aquisição feita deve ter o suporte de uma nota fiscal.

Também deve ser observado o princípio da competência, isto é, despesas e receitas devem ser contabilizadas dentro dos meses em que foram implementadas.

A folha de pagamento é despesa do próprio mês, embora o desencaixe ocorra no mês subsequente.

O mesmo deve ser feito com encargos e impostos que são apropriados no mês de competência para posterior recolhimento.

Taxas de depreciação e amortização também devem ser reconhecidas mensalmente, segundo o consultor, seguindo os parâmetros da legislação fiscal.

Assim, móveis e utensílios têm depreciação anual de 10%, equipamentos de informática e veículos, 20%, e imóveis, 4%, entre outros.

Também é importante a formação de reservas para a satisfação de contingências futuras, como débitos trabalhistas com grande probabilidade de perda.

Informações acessíveis

O clube deve produzir, se possível, um balanço mensal, em vez do balancete, que é uma peça técnica de difícil interpretação da informação contábil.

“Em nome da transparência, deve-se optar por facilitar a visualização e a interpretação dos dados. O plano de contas é a estrutura-base que vai determinar os tipos de relatórios que serão gerados. Dentro desses relatórios podem ser criados os chamados centros de custos que permitem, por exemplo, a contabilização da folha de pagamento e seus encargos pelos diferentes setores do clube, de forma discriminada”, afirma.

É importante e de caráter obrigatório que o balanço tenha notas explicativas que informem como a peça foi produzida, as técnicas utilizadas.

“O que se vê é que, geralmente, não se explicam os critérios de apuração de receitas despesas, especialmente as gratuidades, ou seja, a renúncia de receitas em decorrência de associados remidos, por exemplo. Nas notas explicativas também precisam ser declarar os tipos de seguros contratados, com um resumo de cada contrato”, diz o consultor.

Ele ressalta também que a contabilidade deve espelhar a realidade do clube e, dentro desse conjunto de especificações, necessita ser mensalmente confrontada com o orçamento para se comparar os parâmetros do orçado e o realizado.

Com isso, o administrador pode rapidamente tomar providências para eventuais correções.

Por último, Piccino lembra que a contabilidade dos clubes de futebol profissional deve seguir o roteiro previsto na ITG 2003 (Interpretação Técnica Geral do Conselho Federal de Contabilidade) e as demais associações esportivas a ITG 2002.

A ITG 2003 estabelece um tratamento diferenciado para registrar o custo de formação de atletas e os direitos federativos dos jogadores profissionais.

O balanço final, com a aprovação do Conselho Fiscal do clube, assim como todas as certidões de regularidade fiscal e trabalhista, devem publicados no site do clube.

Clubes já podem pensar na organização do Carnaval, para evitar multas, em três passos

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Maior festa popular do país, neste ano, começa no sábado de 25 de fevereiro, quando o Carnaval dá seus primeiros gritos de alegria.

A comemoração pode render aos clubes a oportunidade de organizar bailes de carnaval que despertem o interesse do público formado também pelos convidados, que poderão se tornar um possível novo associado.

Para que essa ocasião favorável não se transforme em transtorno financeiro gerado por multas, Consultoria Jurídica do Sindi-Clube recomenda um baile de carnaval bem planejado, que será uma importante fonte de recursos, desde que observadas as posturas administrativas e legais, para que não ocorram as multas que nenhum clube quer em sua planilha de custos.

Desde já, o clube deve seguir o roteiro abaixo, organizado em três passos principais.

1º PASSO, OS ALVARÁS

É variável o tempo de concessão dos alvarás necessários para o baile de carnaval e que podem demandar vistorias. Checar se o clube já possui essas licenças e sua validade deve ser a primeira providência do administrador. Acompanhe o que deve ser observado:

Prefeitura e bombeiros: o alvará de funcionamento da prefeitura que o clube já tem precisa estar em conformidade com o projeto de construção registrado no ‘habite-se’ do imóvel. O alvará do Corpo de Bombeiros deve ser logo providenciado, pois, assim, eventuais pendências encontradas na vistoria poderão ser resolvidas em tempo.

Bares e restaurantes: sejam próprios ou terceirizados, esses estabelecimentos que vão atender os foliões necessitam de alvará da vigilância sanitária para funcionar.

Menores: a permanência de menores nos bailes de carnaval depende de alvará concedido ao clube pelo juizado da Vara da Infância de Juventude, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

2º PASSO, SEGURO E SEGURANÇA

Aqui, providências que também podem levar algum tempo para serem cumpridas e, por isso, precisam ser verificadas logo:

Contratação de seguro: a lei estadual 11.265 obriga a contratação de seguro para a realização do baile de carnaval. A apólice cobre acidente pessoais, coletivos e sinistros.Sem esse seguro, na eventualidade de um imprevisto, o clube e seus dirigentes serão responsabilizados pelos danos que causarem a terceiros.

Brigada de incêndio: o decreto paulista 46.076/01 impõe a presença da brigada compostas por pessoas treinadas e qualificadas ou, então, contratada de empresa credenciada.

Desfibrilador: a lei estadual 12.736/07 obriga que o salão do baile tenha um desfibrilador à disposição, com operadores treinados e atualizados com as novas técnicas de ressuscitação.

Segurança: o clube pode usar segurança própria ou contratar o serviço para os bailes. Nos dois casos, é necessário o registro na Polícia Federal.

 3º PASSO, OBSERVE A LEGISLAÇÃO

Depois de cuidar dos alvarás e da segurança, é hora de observar a ampla legislação que alcança os bailes de carnaval.

Meia entrada: ao calcular a receita que o carnaval vai gerar, o clube deve obedecer a legislação que obriga a concessão do meio ingresso. Poderão entrar no baile pagando metade do valor da entrada estudantes (lei estadual 7844/92), professores da rede estadual (lei 10.858/01) e idosos com mais de 60 anos (lei 10.741/03).

Músicos: o clube é obrigado a exigir da banda contratada o recolhimento da taxa destinada à Ordem dos Músicos. A fiscalização multa o contratante, na falta desse pagamento. Os músicos também devem apresentar a carteira de identificação profissional.

 Direito autoral: os direitos autorais das músicas executadas no baile de carnaval devem constituir um item principal da planilha de custos do evento. É recomendável que o clube procure o Ecad para negociar um acordo para o pagamento.

Impostos: o arrecadado em eventos abertos ao público, como o baile de carnaval é uma receita não própria dos clubes e, por isso, sobre esse valor incide ISS e Cofins.

Menores e bebida: a lei estadual (14.592/11) proíbe totalmente a venda de bebidas alcoólicas a menores e aplica multas altíssimas aos infratores. Saliente-se que a autuação contra o clube pode ser feita mesmo que o menor flagrado com bebida esteja acompanhado dos pais.

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Presidente, você sabia? Confira uma série de perguntas

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 Confiram nesta seção vários aspectos relevantes que cercam o dia a dia dos clubes.

Os itens abaixo tratam de importantes questões que envolvem o dia a dia dos clubes, nas áreas jurídica, formação esportiva, marketing e recreação.

Para essas áreas, o SINDI-CLUBE oferece orientação de consultores especializados. Acesse o portal do SINDI-CLUBE, seção Consultorias.

Então, Presidente, você sabia?

Que a edição da Lei 12.868/13 trouxe novas condicionantes para que os clubes possam pleitear incentivos fiscais e também manter a isenção de tributos como o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e a tributação diferenciada da Cofins e do PIS sobre a folha de salários?

Que foi estabelecido nessa lei o limite de seis meses para que os clubes promovessem a adequação de seus estatutos às novas exigências para incentivos e isenções fiscais e que o prazo expirou em abril de 2014?

Que os clubes detêm autorização legal para funcionarem aos domingos e feriados (Lei 605/49 e Decreto 27.048 de 1949) e que é permitido que o domingo seja considerado dia útil de trabalho?

Que as referidas leis autorizam o trabalho nos dias mencionados somente dos setores indispensáveis ao funcionamento do clube e que, portanto, serviços de escritório estão excluídos dessa autorização?

Que portaria do Ministério do Esporte alterou vários artigos de portaria anterior que dispunha sobre a tramitação, avaliação e enquadramento de projetos esportivos e paraesportivos que buscam recursos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte?

Que uma das mudanças feitas pela portaria estabelece que, para tramitação prioritária, será necessário declarar o valor de 10% do valor total do projeto, sendo que, antes, não havia valor mínimo necessário?

Que para conhecer todos os pontos modificados por essa portaria, basta falar com a Consultoria SINDI-CLUBE, acessada no portal da entidade: www.sindiclubesp.com.br/consultoria-projetos.

Que é muito importante o clube destinar um porcentual da arrecadação para a área de comunicação e marketing, para que possam ser realizadas as ações que possibilitem atingir os objetivos financeiros e Institucionais da entidade?

Que os professores do clube podem contribuir de forma eficaz na divulgação de eventos e atividades, já que eles têm contato direto com os associados?

Que essa ação direta deve ser incluída no programa de comunicação desenvolvido pelo clube?

Que no canto da leitura, no espaço de uma brinquedoteca, a criança entra em contato com a história, imagens e escrita, mantém interesse pela leitura e cria o hábito de ler?

Que a criança, quando se expressa espontaneamente durante a escuta de uma história, desenvolve suas ideias criativas de forma saudável, formando seu próprio espírito crítico?

Que o mediador de leitura pode enriquecer sua forma de contar histórias com recursos expressivos que encantem as crianças, utilizando fantoches, instrumentos musicais, adereços e muita criatividade?

Se, depois da leitura dessas perguntas, o presidente mostrou-se inteirado de todas essas questões, parabéns!  Porém, em caso de dúvida, procure esclarecimentos do SINDI-CLUBE, sempre a postos para orientá-lo: (11) 5054-5464.

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As proibições no clube devem estar previstas no estatuto

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Em determinadas situações, o administrador do clube se vê obrigado a considerar a possibilidade de determinar proibições aos associados do clube, além de impor multas.

Contrariar expectativas, limitar o uso e restringir a frequência, no entanto, são decisões que se impõem para o bom funcionamento dos equipamentos e convivência harmoniosa no clube.

A melhor maneira de se fazer isso, recomenda a Consultoria Jurídica do SINDI-CLUBE, é proceder de acordo com o que estabelecem o estatuto, os regimentos e as leis vigentes.

Tudo que for vedado precisa estar previsto.

As regras de comportamento dos associados devem estar sempre contidas nos regimentos internos de cada um dos setores frequentados.

Os regimentos são importantes porque indicam regras para o uso e funcionamento do clube.

Dessa forma, ampliam a ação do estatuto da associação, que remete às disposições dos regimentos, que devem regular áreas destinadas, por exemplo, às piscinas, saunas, churrasqueiras, espaços de prática esportiva, salão de jogos, entre outros.

A Consultoria reuniu, abaixo, uma série de temas que podem suscitar dúvidas sobre como o clube pode desautorizar práticas e estabelecer sanções, sem cometer ilegalidades.

Bebidas alcoólicas e fumo podem ser proibidos no ginásio do clube?

A Consultoria Jurídica esclarece que há regulação legal, a chamada Lei Paulista Antifumo, que proíbe o cigarro nos recintos fechados. Nos locais abertos, inclusive decks de piscinas, será tolerado o consumo, desde que não afetem áreas fechadas. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece como crime a venda, fornecimento, ainda que gratuito, de bebidas a menores, mesmo em eventos organizados no clube por terceiros, como casamentos, bailes, etc.

Negativa para ingresso de associados

A admissão e exclusão de associados devem ser ditadas pelo estatuto social.

O clube, ao negar o ingresso de alguém no quadro associativo, não precisará expor os motivos da recusa, caso conste em seu estatuto social. Se essas regras internas não ofendem princípios de ordem constitucional e legal, as associações podem impedir o ingresso de qualquer pessoa ao quadro social, sem que isso revele a formação de um juízo de valor negativo.

Menores podem frequentar a academia e a sauna?

Recomenda-se que seja vedado o ingresso de menores de 12 anos nas academias e saunas. Acima dessa idade e até 16 anos, somente se acompanhados dos pais. Os maiores de 16 até 18 anos necessitam de autorização dos responsáveis. Como regra geral, independente da idade, todos os praticantes de exercícios no clube devem antes passar por avaliação médica.

Jogos sociais são admitidos?

Os jogos sociais (tranca, buraco, paciência) são tolerados. São vedados os chamados jogos de azar, que envolvem apostas em dinheiro ou bens e são considerados contravenção penal. É conveniente proibir o jogo de truco no mesmo espaço dos jogos sociais, por causa do alarido característico dos jogadores, que pode perturbar o lazer dos demais.

Multa para inadimplentes

Como já foi dito, as relações entre o clube e os seus associados são reguladas e estabelecidas pelo estatuto social e regimentos complementares. Por isso, os procedimentos aplicados aos inadimplentes devem estar previstos nesses regulamentos, ou, na falta deles, no que for estabelecido pelo Conselho Deliberativo. Importante: nas relações com os inadimplentes não se aplica o Código de Defesa do Consumidor, que é válido para as situações que envolvam fornecimento de mercadorias e serviços, o que não é o caso dos clubes. O novo Código Civil baixou o porcentual da multa por atrasos no pagamento de condomínio de 20% para 2%, mas essa disposição não se aplica aos clubes.

 

Obtenha mais informações sobre os tópicos abordados acima e também sobre outros temas de interesse da administração dos clubes no portal do Sindi-Clube (www.sindiclubesp.com.br), na aba ‘Jurídico’, opção ‘Pareceres’.

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Providências legais para o funcionamento de restaurantes de clubes

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Por trás do funcionamento de bares e restaurantes dos clubes há várias providências legais que devem ser cumpridas.

A Consultoria SINDI-CLUBE relaciona os principais itens que cercam essa atividade. Esses estabelecimentos têm importância estratégica, pela capacidade de atrair associados nos clubes. Acompanhe.

Inclusão no estatuto

A primeira providência a ser tomada pelo clube é o requerimento de inscrição no Estado para a exploração de bares e restaurantes, por meio do preenchimento da Deca eletrônica (Declaração Cadastral à Secretaria da Fazenda).

Porém, antes disso, é fundamental fazer constar no estatuto social, no capítulo reservado aos objetivos do clube, que serão desenvolvidas atividades de bares, lanchonetes e restaurantes, por autogestão ou de forma terceirizada. Caso contrário, o Estado poderá não conceder a inscrição no cadastro do ICMS.

Código sanitário

Os restaurantes se submetem às disposições do Código Sanitário estadual, que obriga a vistoria da vigilância sanitária antes do início das atividades e após eventuais reformas realizadas, além de exigir a presença de uma nutricionista responsável pelo local.

Controle médico

Todas as pessoas envolvidas na operacionalização do setor de alimentação do clube devem cumprir o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), com exames específicos para a função.

Inscrição no ICMS

Quando o restaurante é gerido por autogestão, é necessária a inscrição do cadastro do ICMS, pois a atividade é alcançada pelo tributo, mas o clube não precisará de um novo CNPJ. O estabelecimento vai ficar sob a responsabilidade legal do presidente do clube e os diretores vão ser identificados como sócios. O clube passa a atuar como um contribuinte comum na área de alimentação.

Se terceirizado

Se o clube resolver terceirizar o bar ou o restaurante, é bom lembrar que a atividade somente poderá ser exercida por pessoa jurídica, mesmo que seja uma pequena lanchonete. É importante manter a situação regularizada na Receita do Estado, pois é comum a exigência da Nota Fiscal Paulista.

Contribuição da Cofins

Além do ICMS, toda a receita de alimentação se sujeita à contribuição federal da Cofins pelo regime cumulativo, isto é, não há compensação dos recolhimentos incidentes sobre insumos adquiridos. A alíquota é de 3% sobre o valor bruto da receita.

Obrigações trabalhistas

Ao terceirizar bares e restaurantes, é importante que o clube gerencie de perto o contrato e observe o cumprimento da parte trabalhista pelo concessionário, em especial. Isso vai evitar que a diretoria do clube se torne solidária em eventuais infrações cometidas.

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Mercado Livre de Energia abre horizonte para redução de custos para clubes

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O Mercado Livre de Energia (MLE), um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica em que os participantes podem negociar livremente todas as condições comerciais, representa uma boa opção para os clubes, cujas unidades consumidoras, localizadas em área contígua ou de mesmo CNPJ, tenham soma das demandas contratadas maior ou igual a 500 quilowatts.

Com esse perfil, o clube pode deixar a condição de consumidor cativo, que compra das concessionárias de distribuição às quais estão ligados, para se tornar um consumidor livre, que adquire energia diretamente dos geradores ou comercializadores, por meio de contratos com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume, etc.

A principal vantagem é a possibilidade de o consumidor escolher o contrato que melhor atenda as suas expectativas de custo e benefício. Levantamento feito pelo diretor de Meio Ambiente da Associação de Clubes Esportivos e Socioculturais de São Paulo (Acesc), Mario de Carvalho Fontes Neto, aponta que cinco clubes paulistanos, associados à entidade, iniciaram o processo de entrada no MLE.

“O Clube Atlético Monte Líbano e Clube de Campo de São Paulo foram os primeiros a concluir o ingresso”. Club Athletico Paulistano, Esporte Clube Pinheiros e Esporte Clube Sírio estão providenciando a entrada no MLE. Vale ressaltar que o trâmite não é rápido, pois o clube deve avisar previamente a distribuidora, que terá seis meses para desobrigá-lo do mercado cativo. Além disso, anterior a esse pedido de liberação, há o período de análise em que o clube fará um amplo estudo para definir a escolha por uma das várias fornecedoras do MLE”, diz Fontes Neto.

Suporte necessário

O diretor da Acesc observa que a opção pelo MLE tende a ser vantajosa. Porém, a decisão é complexa, pelas variáveis existentes que levam em conta o perfil de consumo de cada clube. Há também a parte burocrática e legal a ser cumprida. “Por isso, é preciso o suporte de um consultor especializado e independente das empresas fornecedoras, para fazer simulações de redução de custos e conduzir o ingresso no MLE com segurança. Posteriormente, o monitoramento, que é feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, também precisará de orientação”, diz.

Fontes Neto assinala que não há notícia de um consumidor do MLE que tenha retornado para o mercado cativo. “Todos obtêm economias significativas, que justificam o estudo necessário para a migração. O MLE dá ao clube a oportunidade de tratar um dos principais itens do orçamento, a energia elétrica, como um insumo que pode ser objeto de negociação, como os demais”, afirma.

Fontes renováveis

A energia incentivada do MLE foi estabelecida pelo Governo para estimular a expansão de geradores de fontes renováveis limitados a 30 MW de potência, como pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, eólica e solar. Para esses geradores serem mais competitivos, o comprador da energia proveniente deles, chamada de energia incentivada, recebe descontos na tarifa de uso do sistema de distribuição.

No mundo, como principal exemplo de mercado livre, há a comunidade europeia, com 27 países membros, que, desde 2007, está totalmente aberto – até mesmo consumidores residenciais podem escolher seu fornecedor.

Mais informações para clubes podem ser obtidas no Portal do SINDI-CLUBE.

Calendário de obrigações de dezembro já está no portal do SINDI-CLUBE

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Já está disponível no portal do SINDI-CLUBE o calendário de dezembro, para que os gestores não percam nenhum prazo.

A reunião de Gestores de Esporte, em 2/12, e o pagamento da segunda parcela do 13º Salário são alguns dos lembretes.

Você também pode consultar mais prazos de pagamentos e compromissos importantes para que os clubes não sofram nenhum prejuízo de multas e juros.

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“Encontros com dirigentes” encerram em Ribeirão Preto caminhada de 5.600 quilômetros

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Reunião com dirigentes de Piracicaba

A última reunião de 2016 dos “Encontros com dirigentes” foi realizada em Ribeirão Preto, em 22 de outubro, com a presença de um grande número de presidentes, diretores e gestores de clubes da região.

Essa última parada, de uma série de 11 iniciada em abril, marcou o fim de uma caminhada de 5.600 quilômetros, feita por representantes do SINDI-CLUBE pelas várias regiões do Estado de São Paulo, com expressivo aumento de participação.

Em relação ao giro feito em 2015, o número de clubes que estiveram presentes nas reuniões, 81, cresceu 40%, neste ano.

Da mesma forma, houve uma expansão de 47% no número de participantes, que chegou a 193. Para atingir esses patamares, a comitiva do SINDI-CLUBE precisou andar 20% a mais pelas estradas paulistas.

“Ficamos muito contentes com o interesse dos dirigentes de clubes, que demonstra a preocupação com a atualização. Essa grande participação anima o SINDI-CLUBE a novamente promover os Encontros no ano que vem”, diz o presidente da entidade, Cezar Roberto Leão Granieri, Betinho.

Antes de chegar a Ribeirão Preto, a delegação do SINDI-CLUBE, composta por diretores e consultores, passou pelos seguintes municípios: Presidente Prudente (2/4), Sorocaba (16/4), Santos (14/5), Piracicaba (4/6), São José dos Campos (2/7), Campinas (23/7), São José do Rio Preto (26/8), Marília (17/9), Santo André (24/9) e Araçatuba (8/10).

Os participantes declararam-se 100% satisfeitos nas pesquisas feitas, quanto ao conteúdo oferecido nesses eventos.

Todos afirmaram estar dispostos a novamente comparecer nas reuniões de 2017.

Consultores esclarecem

Nos “Encontros com dirigentes”, os participantes, reunidos em mesa-redonda, trocam experiências e opiniões.

São oferecidos esclarecimentos sobre temas como financiamento de projetos esportivos com verbas públicas, por meio das leis de incentivo, desenvolvimento de planos de marketing e também atualização sobre as legislações que regem os clubes.

Alessandro da Costa Lamellas, presidente do Porto Ferreira Futebol Clube, sediado no município de Porto Ferreira, esteve no Encontro de Ribeirão Preto e elogiou as exposições.

Lamella: troca de informações
Lamellas: troca de informações

“Já é a quarta edição que participo e acho muito importante conhecer novidades sobre o setor clubístico e trocar informações com pessoas do meio. A parceria com o SINDI-CLUBE nos proporciona isso e nos auxilia na tomada de decisões”, disse.

Compõem a equipe do SINDI-CLUBE que realizou a série de visitas: Cláudio Lauletta, diretor-executivo da entidade, Valter Piccino, consultor jurídico, Ricardo Paolucci, consultor de projetos incentivados, Sueli Vidal, consultora de marketing, e José Carlos Brunoro, consultor de gestão.

Presidente, você sabia? Confira uma série de perguntas

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Senhores Presidentes, confiram nesta seção vários aspectos relevantes que cercam o dia a dia dos clubes.

Os itens abaixo tratam de importantes questões que envolvem o dia a dia dos clubes, nas áreas jurídica, formação esportiva, marketing e recreação.

Para essas áreas, o SINDI-CLUBE oferece orientação de consultores especializados. Acesse www.sindiclubesp.com.br, seção Consultorias.

Então, Presidente, você sabia?

Que a recente inclusão das taxas condominiais no rol dos títulos passíveis de execução não se aplica às taxas de custeio e mensalidades dos clubes?

Que os clubes podem usar a força do estatuto social para compelir o associado a manter seus compromissos em dia, a fim de poder frequentar as instalações da entidade e desfrutar de seus serviços?

Que o Regimento de Acesso ao clube deve conter as regras gerais, tais como horário de funcionamento, exibição de carteira de identificação, ingresso de visitantes, ingresso de veículos e, se nesse caso, o veículo e o condutor passarão por inspeção e verificação?

Que a legislação paulista sobre controle de aquisição e uso de produtos controlados, utilizados no tratamento de águas das piscinas, vem desde o governo de Armando Arruda Pereira, em 1935?

Que o Decreto Federal 3.665 de 19/11/2000 regulamenta e obriga a obtenção de licença prévia para aquisição e estocagem de produtos controlados?

Que agora é o momento ideal para planejar ações de marketing para a temporada de primavera e verão, período em que há um interesse maior tanto de associados, como do público externo, em utilizar os clubes?

 

Que é importante planejar campanhas que aproveitem a chegada dos dias quentes para atrair novos associados com promoções especiais?

Que essa é a ocasião para criar um plano de comunicação e reter associados, convidando-os a aproveitar ainda mais o clube, destacando eventos e novidades previstas?

Que a CBC, por meio da Lei Pelé, já formalizou 62 convênios com 27 clubes de todo o país, para os quais destinou R$ 68,5 milhões?

Que os clubes de São Paulo receberam R$ 15 milhões para projetos de formação de atletas olímpicos?

Que os clubes paulistas beneficiados foram Club Athletico Paulistano, Clube de Campo de Piracicaba, Clube Esperia, Clube Internacional de Regatas, Clube Paineiras do Morumby, Esporte Clube Pinheiros e Sport Club Corinthians Paulista?

Que a brinquedoteca, ao estabelecer regras adequadas no brincar, torna-se um espaço educativo para ensinar às crianças bons costumes e cuidados com os brinquedos e consigo mesmo?

Que as crianças crescem e seus interesses e necessidades também variam e, por isso, demandam novos brinquedos e formas diferentes de brincar?

Que, em vez da compra de jogos muito caros, devemos criar oportunidades de as crianças criarem seus próprios brinquedos, com sucatas e outros materiais, que resultem em brincadeiras que as surpreendam?

Se, depois da leitura dessas perguntas, o presidente mostrou-se inteirado de todas essas questões, parabéns!  Porém, em caso de dúvida, procure esclarecimentos do SINDI-CLUBE, sempre a postos para orientá-lo: (11) 5054-5464.

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