Encontro com o Autor comemora 2 anos e recebe a escritora Maria Dueñas

O Encontro com o Autor, ação promovida pelo Sindi Clube em parceria com a Editora Planeta, completou 2 anos, e para comemorar, convidou a consagrada escritora espanhola Maria Dueñas.

A autora do famoso romance O Tempo Entre Costuras, esteve ontem (19) no Club Athletico Paulistano para participar do evento e lançar o seu mais novo livro “As filhas do capitão”.

Diante de um auditório lotado, Maria Dueñas contou um pouco sobre sua trajetória literária aos associados e convidados. Após a conversa com a plateia ela falou ao blog do Sindi Clube sobre a experiência de lançar seu livro em um clube.

“Este encontro é um entorno muito diferente dos habituais para as apresentações de livros, por isso acredito que é muito interessante. Já lancei livros em clubes outras vezes, uma vez na Espanha em um Beach Club, e nos EUA em um Country Club, mas nenhum tão grande como este.”

Ela falou do sucesso que o novo romance tem feito na Espanha “foi publicado em abril e desde então está indo muito bem, é o numero um da lista de livros mais vendidos”, contou.

Dueñas também explicou de onde veio a inspiração para escrevê-lo. “Meu romance anterior, “Destino: La Templanza”, falava de um homem imigrante, e procurando documentação para construí-lo me dei conta de que quase sempre os homens seguiam com mulheres: as mães, as esposas, as namoradas, as filhas… Mas nunca sabíamos nada delas. Então, eu queria escrever sobre essas mulheres”, revelou.

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Feira Literária do Club Athletico Paulistano começa dia 30 de julho

O Club Athletico Paulistano realiza neste mês a terceira edição da sua Feira Literária, a FliCAP, que terá inicio no dia 30, com programação até o dia 5 de agosto.

O evento, que visa proporcionar encontros dos sócios com autores premiados e de vanguarda, contará com bate-papos com autores, palestras, oficinas, tardes de autógrafos e também, com uma sessão especial da Academia Paulista de Letras, parceira literária dos clubes.

Confira a seguir os destaques da programação da FliCAP, que tem apoio do Sindi Clube e da APL.

Dia 30 – às 20h, o clube oferecerá um coquetel de abertura e fará a premiação do Concurso Literário CAP 2018.

Dia 31 – os associados poderão participar de um bate papo com a autora italiana, Igiaba Scego, que lançará os romances “Adua” e “Minha casa é onde estou”.

Dia 1º – acontecerá a abertura da exposição “Narrar histórias, construir memórias: o livro de artista e seu processo”, com a participação de dez artistas, integrantes do Grupo de Estudos Livros de Artista.

Dia 2 – sessão aberta da Academia Paulista de Letras e bate-papo  com o autor Jacques Fux, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura.

Dia 3 – bate-papo com o escritor de literatura policial, Raphael Montes, que teve os direitos de tradução do seu romance “Dias perfeitos” vendidos para 22 países.

Dia 4 – o público poderá acompanhar uma breve apresentação da técnica da serigrafia, método de impressão muito utilizado em artes, publicações alternativas, cartazes e postais, na oficina “Livro das árvores: serigrafia”.

Dia 5 – no último dia de evento, a contista e romancista Jeanette Rozsas autografa sua obra Esquadrão dos Xeretas, numa tarde de autógrafos.

Para saber mais detalhes sobre a FliCAP acesse a programação completa.

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17º Dia da Dança Sindi-Clube acontece neste domingo

Neste domingo (17), às 11h, o Club Athletico Paulistano recebe a 17ª edição do Dia da Dança, evento realizado pelo Sindi-Clube em parceria com o clube. Nesta edição grupos de dança de nove clubes associados se apresentarão.

Em mais de uma hora de espetáculo serão executadas  21 coreografias que vão do ballet clássico às danças urbanas. Confira abaixo o que cada clube irá apresentar.

Círculo Militar de São Paulo

As coreografias de jazz, “Pintoras, Pintura, Esculturas”, e de street-jazz, “Lets Dance”, serão executadas pelo Grupo Teen Dance CMSP.

Club Athletico Paulistano

O Grupo Dança Contemporânea apresentará as coreografias “Fogo” e “Liberação”. Já o Grupo Jazz do CAP, a coreografia “Divas”.

Clube de Campo Associação Atlética Guapira

O Grupo Studio de Dança Renata Prado vai exibir 3 coreografias de gêneros diferentes: “Janeiro a Janeiro” de ballet, “Saudades” de dança moderna e “Alice e seus chapeleiros” de sapateado.

Clube Esportivo Helvetia

O Grupo de Dança Oriental do Clube Helvetia levará ao palco a coreografia de dança do ventre “Tango Árabe”, e o Grupo Jazz Dance a “Flash Dreams”, de jazz.

Esporte Clube Pinheiros

O Grupo Berkana Ballet II dançará em estilo livre a coreografia “Quickly” e “Bálsamo” em gênero contemporâneo.

Sociedade Esportiva Palmeiras

As coreografias 45’ do Segundo Tempo, de jazz, Crisálidas, de neo clássico, e Sentir Flamenco, de dança flamenca, serão apresentadas pelo Grupo Cia de Dança Palmeiras.

Sociedade Harmonia de Tênis

O Grupo BALS executará o ballet “Lágrimas”.

Sociedade Hípica de Campinas

Grupo de Dança da Sociedade Hípica de Campinas levará o ballet neo clássico com “Liberdade”, as danças urbanas com “Matrix” e o ballet clássico com “Sonho de Aladdin”

São Paulo Futebol Clube

O Grupo Sapateado do SPFC dançará a coreografia “Tango de Amor” e o Grupo Belly Dance SPFC trará a dança do ventre “Dança e Movimento”.

A entrada é gratuita e permitida apenas mediante apresentação de convite e documento oficial com foto.

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Sindi-Clube promove 17ª edição do Dia da Dança

O mês de setembro começou trazendo novidades. Além dos Clubes de Leitura e do Encontro com o Autor, o Departamento Cultural do Sindi-Clube promoverá o Dia da Dança, uma parceria com o Club Athletico Paulistano que terá a participação de grupos de dança de nove clubes associados.

Criado em 2006, o Dia da Dança tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e a troca de experiência, com espetáculos de variados estilos de dança, protagonizados por associados de clubes.

Na 17ª edição do evento, se apresentarão os grupos de dança do Círculo Militar de São Paulo, Clube Guapira, Clube Esportivo Helvetia, Esporte Clube Pinheiros, Sociedade Esportiva Palmeiras, Sociedade Harmonia de Tênis, Sociedade Hípica de Campinas, São Paulo Futebol Clube e Club Athletico Paulistano.

O evento acontecerá no auditório do Club Athletico Paulistano, no dia 17, às 11h. A entrada é gratuita.

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Corinthians está na final do vôlei menores categoria infantil, do Pepac

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Corinthians e Paulistano fizeram a disputa de semi-final

Mais um finalista do vôlei do Pepac, desta vez pela categoria infantil, foi conhecido na última quinta-feira (27/10).

O Sport Club Corinthians Paulista venceu pela segunda vez a equipe do Club Athletico Paulistano, por 3 sets a 1, e não precisou realizar o terceiro jogo na disputa melhor de três.

As fotos da partida podem ser acessadas no Facebook do SINDI-CLUBE.

Com a vitória, o timão está classificado para a final, que também será disputada numa melhor de três jogos.

O adversário sairá do confronto entre Esporte Clube Pinheiros e São Paulo Futebol Clube.

Segundo a meio de rede Mariana Barbosa, o fato se deve à disposição e o trabalho de todos no clube.

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Mariana: incentivo de todos

“A gente se dedica bastante durante os treinos para fazer o melhor possível nos jogos. Os técnicos, preparadores físicos, auxiliares e até as faxineiras do clube nos dão o incentivo necessário para que possamos vencer.”

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Marques: vibração com as atletas

A classificação animou a todos, principalmente o técnico Sérgio Marques, que vibrava, junto com suas atletas, a cada ponto conquistado.

“Elas contagiam a gente, não tem como se conter. E também faz incentivo, para que não deixem de se concentrar no jogo e querer fazer ponto a cada bola.”

Já o Paulistano irá lutar pelo terceiro lugar.

A treinadora Cleide Pereira, que trabalha no Pepac desde o primeiro ano do torneio, comentou o que fazer para conseguir subir ao pódio.

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Cleide: psicológico abalado

“Nós teremos que trabalhar a cabeça das atletas. Elas estão muito abaladas com a derrota de hoje, pois almejavam o primeiro lugar. Estamos bem nos saques e nas recepções, então, focaremos mais na parte psicológica do que técnica”, disse.

Conto fala de conflitos humanos e vence Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes

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Foto: shutterstock

O Blog do SINDI-CLUBE divulga o texto vencedor na categoria conto do Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes.

Danielle Martins Cardoso, associada do Club Athletico Paulistano, distinguiu-se com “Tempo de viração”.

“Ela caracteriza com segurança as personagens e relaciona os impulsos psicológicos com veracidade e rigor. É uma escritora, de quem se espera – para a literatura – uma contribuição sólida e pessoal”, observou sobre a autora, em seu parecer, o júri que examinou os trabalhos do concurso.

A comissão julgadora foi composta por Anna Maria Martins e Mafra Carbonieri, da Academia Paulista de Letras, e Joaquim Maria Botelho, da União Brasileira de Escritores.

O concurso é uma das ações do convênio entre o SINDI-CLUBE e a FENACLUBES (Federação Nacional dos Clubes).

Tempo de viração

Danielle Martins Cardoso

 Beduíno cobre o túmulo com folhas secas. Rasga algumas, quem sabe não cumprem a função de jornal, mas dona Odete sente frio. Chegaram os dias de inverno, que endurecem juntas e pensamentos. Ainda assim, ele carpe. Ardem as pontas dos dedos, sobre elas Beduíno assopra ar quente e enfumaçado. Olha o parreiral adiante, procura Amilcar.

Sente cheiro de cuca de ambrosia, de cacetinhos com manteiga, Zé Biscoito reclama cuidados. Homem da mão pequena, ranzinza no trato e recheio, vendia pão com linguiça sem linguiça e deixava o dedo na balança, de modo a cooperar no peso. Sovina, diziam todos. Beduíno lhe é generoso, afasta a hera, cobre a lápide com murta e cravínias.  Todo mundo vira santo depois que morre, dizia seu pai.

 Padre Lauro tem atenção especial, Beduíno, com um graveto, cutuca letras e datas, esfrega, recolhe entulhos, o monsenhor tinha mania de limpeza. Dona Francine hoje não quer atenção, nervosa, o vento atrapalha suas ideias.  Ainda assim, ele colore o sepulcro com beijinhos e hortênsias. Seu Omero, o artesão, que antes de falecer fez a filha assinar um papel prometendo enterrá-lo com suas bonecas de madeira, recebe uma escultura de pinhas, cascalho e azaleias. Leninha, Visconde e os demais terão que esperar. A névoa chega rápido. Tempo de viração. Tateando neblina, Beduíno procura sua casa, um combinado de madeira e alvenaria sobre pedras. Pedras carregadas pelos primeiros habitantes, encaixadas, uma a uma, pelo pai, pedras que cercam os sepulcros.

Com alguma dificuldade acerta a tramela. Ainda em jejum, pensa em descascar o aipim colhido de véspera. Cresceu vendo o pai cozinhar a raiz, nela misturar farinha, ovo e cheiro verde, entornar óleo na frigideira e despejar na fritura gordas colheres. Depois, dividir as porções com o filho, galinhas e cães, eventualmente algum vizinho ou passante que dali se aproximasse. Porque bolinho de aipim era comida de partilha, dizia o pai, e Beduíno, de tanto olhar, intuiu a receita. Agora, sem ânimo, desiste de preparar a iguaria.

Sempre residiu junto ao cemitério. Tanto enterro, visto da janela, da porta, do quintal. Bastava alguém morrer e Beduíno tinha dia certo para vestir o terninho xadrez guardado atrás da porta. Porque precisava agradar o genitor e prometeu cuidados com os mortos, porque o pai ali também fora enterrado, junto à mãe que não conheceu, porque herdou o gosto, Beduíno não sabia ao certo. Concedia ao lugar cores e aromas. E de tanto carpir e adubar, criou intimidade. Caminhava entre as covas, manso, atento, disposto. Tinha gosto no ofício, andava quilômetros para achar as flores ideais para cada defunto – aos pais nunca faltou amor-agarradinho. Precisavam dele, vivos e mortos. Ali não caçoavam ou limpavam a mão na camisa.

Hoje, pulmões duros pela friagem, tosse que fecha a garganta – o pai morreu assim, arquejante, glote fechada, o coração em tormento – levanta o rosto, o Sol tenta vencer a névoa, a viração quer se despedir. O céu virá azul. Imagine, menino, um céu azul-maria, a cor dos olhos da sua mãe, cantava o pai. Suzana morreu no parto, Beduino agarrou, como se teimasse em permanecer no eterno. Ela desistiu, ele resistiu. O enrosco do cordão o deixou – o povo falava – meio atrapalhado das ideias. E nasceu encardido. O azul-maria morreu na mãe.

Acende o fogo, aquece o café. Tem os pés gelados, raspa a meia no chão. Os túmulos, quentes. Covas bem medidas, ornamentos e companhia. A roça reclamando cuidados, duas vacas, galinhas, quatro porcos, muito afazer. A vasilha com angu e ração continua ali. Amílcar deve estar com frio. Desapareceu na mesma noite que se esqueceu dos chinelos com a sola virada para cima, na mesma noite em que ouviu um zumbido e procurou besouro preto, puxando bancos, varrendo o chão, sacudindo panos, na mesma noite que os quero-queros cantaram madrugada inteira.

Beduíno foi o filho feio e murcho que apagou a lucerna do lar. Os poucos parentes que se preocuparam sugeriram que a roça fosse vendida, a cidade era distante, mais perto, mais ajuda. O pai travou batalha. Não. Sua vida estava enterrada no Morro. Onde nasceu, onde permaneceria. Abraçou o filho, seios não tinha, ofereceu-lhe ombros magros e encovados, cozinhou, cuidou da terra e dos animais e não presenteou o menino com madrastas.

Sangue Beduíno não viu. Procurou pela estrada, vasculhou buracos, chamou: Milca, Milca. A dificuldade em respirar, o peito pesado, a lida diária, difícil de ser vencida. Esfrega as mãos. Mais ainda os pés. Há tempos deixou de vender aipim e verduras na cidade, comida enfeitiçada, o povo dizia. Também os partos. Por muito tempo foi o parteiro da região, não de gente, mas de vacas, porcas e ovelhas. Bastava alisar o ventre, penetrar com dedos, tocar piano. E o filhote se esticava, pronto para a luz. Cismaram, no entanto, quando um bezerro nasceu sem cabeça.

A cidade se esqueceu de Morro Calçado. Vez ou outra alguém aparece com uns raminhos, sem olhar para os lados. Os mortos, muito velhos, a estrada de terra comprida demais, o povo ocupado com outras mortes. O Cemitério Municipal, mais cinza, mais próximo. Os que ali restaram não foram transferidos. Tentaram um dia, sem muito esforço. Afinal, estavam bem cuidados.

Amílcar. Único presente que a cidade lhe ofereceu, nas últimas andanças com o pai, em troca de leite e ovos. Beduíno lampejou ao sentir a cadelinha branca e magra lamber-lhe os dedos. O pai concordou e a batizou, acreditando macho, disseram que era macho. Não conferiu. Dias depois, percebido o engodo, apelidou: Milca, facilitando para o filho, que tinha a língua travada.

Uma fritada de bolinhos. Beduíno recobra o ânimo. Come o seu quinhão, toma mais café, deixa na latinha de Milca o restante do aipim e volta para os sepulcros. Assovia. O parreiral, o entardecer lilás, céu de geada. Os quero-queros não piam.

Beduíno sorri torto. Ajeita Omero, mais uma vez cobre Odete com gravetos, afasta carrapichos, conversa com Francine, pede benção aos pais, fala de Amílcar. Olha padre Lauro e se lembra dos últimos pecados. Não varreu a casa, não ordenhou e das galinhas nem sabe ao certo. Com frio, senta-se ao pé da araucária. Dali enxerga a roça. A garganta arde. Os dedos, endurecidos. Milca está demorando. Fecha os olhos.

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Crônica vencedora do Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes mostra mecanismos que regem o poder

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O Blog do SINDI-CLUBE divulga mais um texto vencedor do Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes.

Heloísa de Queiroz Telles Arrobas Martins, associada do Club Athletico Paulistano, saiu-se vencedora na categoria crônica, com “A engrenagem”.

O júri que examinou os trabalhos, composto por Anna Maria Martins e Mafra Carbonieri, da Academia Paulista de Letras, e Joaquim Maria Botelho, da União Brasileira de Escritores, observou, em seu parecer, que a crônica de Heloísa revelou “estilo contido, sóbrio e não se perde na adjetivação inoperante. E sem dúvida nenhuma, convoca a nossa indignação ante as engrenagens do poder paralelo”.

O concurso é uma das ações do convênio entre o SINDI-CLUBE e a FENACLUBES (Federação Nacional dos Clubes).

A engrenagem

Heloísa de Queiroz Telles Arrobas Martins

A votação é aberta. Sou o próximo. A maioria apertou o botão do sim com tranquilidade assombrosa, nada que transparecesse qualquer dúvida na alma, qualquer ferrão na consciência ou receio de arrependimento. E creio que não sentissem mesmo nenhuma dessas excentricidades.

Volto no tempo, relembrando a apresentação de outro projeto, o meu, mais de um ano atrás. Inspirado em experiência bem sucedida em outros países, beneficiaria milhares de cidadãos. Era para realizações assim que tinha me candidatado e sido eleito. De início, pensei que teria o apoio irrestrito dos colegas, como as ondas rumam à praia. Espantou-me a demora no trâmite, surpreendeu-me a contestação do óbvio, chocou-me a oposição ao espírito norteador da ideia, sua relativa fácil implantação, seu incontestável resultado prático.

Meses passaram. Nenhum argumento contrário prevaleceu, como à noite sucede o dia. E então surgiu outro projeto – empréstimo de vultosa quantia a uma ONG de parente falido de um colega parlamentar. As justificativas para a concessão eram frágeis, teia de aranha que se desfaz com a mão. A finalidade da verba, camuflada com um escudo de gelo.

A princípio pasmo com a fácil acolhida por parte de alguns, logo passei ao estupor, vendo as fileiras engrossarem qual manada desembestada por capataz implacável. Poucos ainda resistiam à proposta e, uma a uma, as sentinelas da moralidade iam caindo. Em muitos casos custei a crer que tivessem cedido a tamanho descalabro, era oferecer uma arma a quem quer se matar.

A engrenagem girou, até que chegou a minha vez. Entre quatro paredes e claro como a luz do sol, o intermediário começou por elogiar o meu estagnado projeto. E logo revelou a que tinha vindo. Meu projeto seria aprovado – imediatamente após eu votar a favor da verba para a ONG. A torneira aberta aguaria dois canteiros.

Agora aqui estou, aguardando a chamada de votação. Como as ondas fustigam as pedras, lá onde não alcança a vista dos que estão na praia, resisto impassível.

Ouço meu nome e me preparo para apertar o botão de votação.

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“Encontro com o Autor” recebe Luiz Felipe Pondé, no Club Athletico Paulistano

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Luiz Felipe Pondé abriu a série “Encontro com o Autor”, nova ação cultural do SINDI-CLUBE, em parceria com a Editora Planeta, em que clubes recebem visitas de escritores para discussão de suas obras.

O filósofo e escritor esteve na noite de 23 de agosto no Club Athletico Paulistano para falar do seu novo livro “Filosofia para corajosos, pense com sua própria cabeça”.

As fotos desse evento podem ser vistas no Facebook do SINDI-CLUBE.

IMG_8811Um grande número de associados compareceu ao auditório do Paulistano para acompanhar a exposição e dirigir perguntas ao escritor.

Como participar

Dez clubes já participam do “Encontro com o Autor”: Alphaville Tênis Clube, Anhembi Tênis Clube, Círculo Militar de São Paulo, Club Athletico Paulistano, Clube Alto do Pinheiros, Clube Atlético São Paulo SPAC, Clube Hebraica, Clube Paineiras do Morumby, Esporte Clube Pinheiros e São Paulo Futebol Clube. Essas agremiações receberão visitas de escritores para conversa com seus associados.

O próximo “Encontro com o autor” será em 2 de setembro, no São Paulo Futebol Clube, com Daniel Bovolento.

Ele é o criador do blog “Entre Todas as Coisas”, que tem uma legião de 150 mil jovens fãs e que escreveu o livro “Por onde andam as pessoas interessantes”.

Clubes interessados em participar conseguem mais informações no portal do SINDI-CLUBE.

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TV SINDI-CLUBE exibe programa dedicado aos clubes

TV SindiClube_verticalA TV SINDI-CLUBE, um dos meios que a entidade utiliza para comunicar-se com seus associados e outros públicos, exibe semanalmente, às sexta-feiras, às 22h, o programa “Vida do Esporte”, que é veiculado na TV Aberta-SP.

O programa é transmitido pelos canais 9 da NET, 186 da Vivo Digital e 8 da Vivo Fibra.

Na pauta, entrevistas, com presidentes e dirigentes de clubes, esportistas, e também informações sobre aspectos técnicos e históricos dos esportes olímpicos.

No programa de estreia, presidente do Club Athletico Paulistano, Ricardo Sampaio Vidal Gusmão, é entrevistado pelo apresentador do “Vida do Esporte”, Fábio Pereira, e pelo presidente do SINDI-CLUBE, Cezar Roberto Leão Granieri, Betinho.

Há retransmissão para as mais de 50 emissoras comunitárias filiadas à Associação dos Canais Comunitários.

Mais de 10 milhões de pessoas recebem o sinal dessas emissoras.

Assista:

Clubes paulistas obtém 39% das medalhas brasileiras no Pan

medalhasAtletas de seis clubes paulistas participaram da conquista de 55 das 141 medalhas que o Brasil ganhou na 17º edição dos Jogos Pan-Americanos.

O número de 55 medalhas de atletas vinculados a agremiações paulistas corresponde a 39% do que foi obtido pelo país em Toronto.

O Esporte Clube Pinheiros teve 46 atletas que participaram da conquista de 30 medalhas, em oito modalidades: levantamento de peso, natação, polo aquático feminino e masculino, esgrima, basquete, judô e ginástica artística.

O Club Athletico Paulistano associou-se à obtenção de nove medalhas, com oito atletas, em cinco modalidades: canoagem, polo aquático feminino e masculino, e badminton feminino e masculino.

A conquista de outras 12 medalhas foi feita com cinco atletas do Sport Club Corinthians, em natação e futebol.

O SPAC, São Paulo Atletic Clube, com quatro atletas, conseguiu uma medalha, no rúgbi feminino.

A Sociedade Esportiva Palmeiras teve duas medalhas, com um atleta, no tênis de mesa, e o Santos Futebol Clube obteve outra, com um atleta, no futebol.

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