Tem problemas cardiovasculares? O Carnaval exige cuidados importantes

Foto: Cintia Erdens Paiva / Shutterstock
Foto: Cintia Erdens Paiva / Shutterstock

Nabil Ghorayeb*

O carnaval chega para todos, e cada um escolhe como aproveitar.

A diversão pode estar na tranquilidade do lar, mas, para muitos, está na folia intensa pelos muitos blocos que arrastam multidões.

Nesta coluna, ajudaremos aqueles que não dispensam uma boa bagunça e, ao mesmo tempo, convivem sob cuidados clínicos.

Pessoas em tratamentos para hipertensão arterial, doença das coronárias (seja depois de uma cirurgia de ponte de safena, de implante de mamária, ou de angioplastia coronária), que estão na fase pós-infarto do miocárdio, em acompanhamento clínico de várias doenças cardiovasculares (sem deixar de lembrar os obesos e diabéticos), primeiramente, devem ter a palavra de seus médicos a respeito dos limites nas atividades físicas.

Essa referência é baseada nos dados de frequência cardíaca e níveis da pressão arterial, conhecidos, principalmente, pelo teste ergométrico prévio feito até mais ou menos seis meses antes.

Álcool
As bebidas alcoólicas podem ser consumidas com limitações.

Considera-se moderado o consumo de até duas taças de vinho ou duas latas de cerveja por dia.

Destilados, em geral, apenas uma dose diária.

Essas bebidas são arriscadas para diabéticos e hipertensos, como também para pacientes cardiopatas mais graves.

A última palavra sempre é a do médico assistente do paciente.

Drogas
Se todas as drogas ilícitas trazem riscos enormes para quem é saudável, imaginem para quem convive com problema cardiovascular.

O melhor é esquecê-las em definitivo.

As lícitas, como energéticos, costumam causar efeitos cardiovasculares quando consumidas em excesso.

Misturadas às bebidas alcoólicas, como a vodca, causa com frequência crises de taquicardia de longa duração.

Os proibidos termogênicos desencadeiam graves arritmias cardíacas.

Alimentos
Independentemente se a farra é em casa ou nos desfiles, abusos alimentares devem ser evitados.

O excesso de sal pode ser um dos principais vilões alimentares do carnaval (está embutido nos alimentos industrializados mais consumidos), além da ingestão de gorduras em geral.

Quanto ao açúcar, deveria ser abolido sempre: definitivamente não é saudável.

Sinais de alerta
Alguns sinais de alerta que devem ser valorizados, como:
– palpitações, mesmo de curta duração;
– falta de ar anormal;
– tonturas;
– vômitos injustificados;
– fortes dores de cabeça;
– dores no peito e braços;
– desmaio.

Os portadores de algum problema médico devem saber aonde ir (pronto socorro mais próximo), em caso de emergência, e também orientar seus acompanhantes, caso não saibam como agir em caso de necessidade.

A perda de tempo pode ser fatal: emergências cardiovasculares devem ser atendidas em poucas horas.

No infarto do miocárdio, o ideal é dar entrada no pronto socorro no máximo em até duas horas após a crise.

Em caso de AVC, o acidente vascular cerebral, em menos de duas horas.

A diversão está aí para ser muito bem aproveitada.

Basta lembrar que cuidados básicos fazem toda a diferença.

*NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMUSP , chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br    

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Clubes já podem pensar na organização do Carnaval, para evitar multas, em três passos

Foto: shutterstock
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Maior festa popular do país, neste ano, começa no sábado de 25 de fevereiro, quando o Carnaval dá seus primeiros gritos de alegria.

A comemoração pode render aos clubes a oportunidade de organizar bailes de carnaval que despertem o interesse do público formado também pelos convidados, que poderão se tornar um possível novo associado.

Para que essa ocasião favorável não se transforme em transtorno financeiro gerado por multas, Consultoria Jurídica do Sindi-Clube recomenda um baile de carnaval bem planejado, que será uma importante fonte de recursos, desde que observadas as posturas administrativas e legais, para que não ocorram as multas que nenhum clube quer em sua planilha de custos.

Desde já, o clube deve seguir o roteiro abaixo, organizado em três passos principais.

1º PASSO, OS ALVARÁS

É variável o tempo de concessão dos alvarás necessários para o baile de carnaval e que podem demandar vistorias. Checar se o clube já possui essas licenças e sua validade deve ser a primeira providência do administrador. Acompanhe o que deve ser observado:

Prefeitura e bombeiros: o alvará de funcionamento da prefeitura que o clube já tem precisa estar em conformidade com o projeto de construção registrado no ‘habite-se’ do imóvel. O alvará do Corpo de Bombeiros deve ser logo providenciado, pois, assim, eventuais pendências encontradas na vistoria poderão ser resolvidas em tempo.

Bares e restaurantes: sejam próprios ou terceirizados, esses estabelecimentos que vão atender os foliões necessitam de alvará da vigilância sanitária para funcionar.

Menores: a permanência de menores nos bailes de carnaval depende de alvará concedido ao clube pelo juizado da Vara da Infância de Juventude, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

2º PASSO, SEGURO E SEGURANÇA

Aqui, providências que também podem levar algum tempo para serem cumpridas e, por isso, precisam ser verificadas logo:

Contratação de seguro: a lei estadual 11.265 obriga a contratação de seguro para a realização do baile de carnaval. A apólice cobre acidente pessoais, coletivos e sinistros.Sem esse seguro, na eventualidade de um imprevisto, o clube e seus dirigentes serão responsabilizados pelos danos que causarem a terceiros.

Brigada de incêndio: o decreto paulista 46.076/01 impõe a presença da brigada compostas por pessoas treinadas e qualificadas ou, então, contratada de empresa credenciada.

Desfibrilador: a lei estadual 12.736/07 obriga que o salão do baile tenha um desfibrilador à disposição, com operadores treinados e atualizados com as novas técnicas de ressuscitação.

Segurança: o clube pode usar segurança própria ou contratar o serviço para os bailes. Nos dois casos, é necessário o registro na Polícia Federal.

 3º PASSO, OBSERVE A LEGISLAÇÃO

Depois de cuidar dos alvarás e da segurança, é hora de observar a ampla legislação que alcança os bailes de carnaval.

Meia entrada: ao calcular a receita que o carnaval vai gerar, o clube deve obedecer a legislação que obriga a concessão do meio ingresso. Poderão entrar no baile pagando metade do valor da entrada estudantes (lei estadual 7844/92), professores da rede estadual (lei 10.858/01) e idosos com mais de 60 anos (lei 10.741/03).

Músicos: o clube é obrigado a exigir da banda contratada o recolhimento da taxa destinada à Ordem dos Músicos. A fiscalização multa o contratante, na falta desse pagamento. Os músicos também devem apresentar a carteira de identificação profissional.

 Direito autoral: os direitos autorais das músicas executadas no baile de carnaval devem constituir um item principal da planilha de custos do evento. É recomendável que o clube procure o Ecad para negociar um acordo para o pagamento.

Impostos: o arrecadado em eventos abertos ao público, como o baile de carnaval é uma receita não própria dos clubes e, por isso, sobre esse valor incide ISS e Cofins.

Menores e bebida: a lei estadual (14.592/11) proíbe totalmente a venda de bebidas alcoólicas a menores e aplica multas altíssimas aos infratores. Saliente-se que a autuação contra o clube pode ser feita mesmo que o menor flagrado com bebida esteja acompanhado dos pais.

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Carnaval bem organizado e sem multas, em três passos

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A maior festa popular do país, neste ano, começa no sábado de 6 de fevereiro, quando o Carnaval dá seus primeiros gritos de alegria.

A comemoração pode render aos clubes a oportunidade de organizar bailes de carnaval que despertem o interesse do público formado também pelos convidados, que poderão se tornar um possível novo associado.

Para que essa ocasião favorável não se transforme em transtorno financeiro gerado por multas, a Consultoria Jurídica do Sindi-Clube observa que o baile de carnaval bem planejado será uma importante fonte de recursos, desde que observadas as posturas administrativas e legais, para que não ocorram as multas que nenhum clube quer em sua planilha de custos. Desde já, o clube deve seguir o roteiro abaixo, organizado em três passos principais, abaixo.

1º PASSO, OS ALVARÁS

 É variável o tempo de concessão dos alvarás necessários para o baile de carnaval e que podem demandar vistorias. Checar se o clube já possui essas licenças e sua validade deve ser a primeira providência do administrador. Acompanhe o que deve ser observado:

Prefeitura e bombeiros: o alvará de funcionamento da prefeitura que o clube já tem precisa estar em conformidade com o projeto de construção registrado no ‘habite-se’ do imóvel. O alvará do Corpo de Bombeiros deve ser logo providenciado, pois, assim, eventuais pendências encontradas na vistoria poderão ser resolvidas em tempo.

Bares e restaurantes: sejam próprios ou terceirizados, esses estabelecimentos que vão atender os foliões necessitam de alvará da vigilância sanitária para funcionar.

Menores: a permanência de menores nos bailes de carnaval depende de alvará concedido ao clube pelo juizado da Vara da Infância de Juventude, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

2º PASSO, SEGURO E SEGURANÇA

Devem ser verificados:

Contratação de seguro: a lei estadual 11.265 obriga a contratação de seguro para a realização do baile de carnaval. A apólice cobre acidente pessoais, coletivos e sinistros. Sem esse seguro, na eventualidade de um imprevisto, o clube e seus dirigentes serão responsabilizados pelos danos que causarem a terceiros.

Brigada de incêndio: o decreto paulista 46.076/01 impõe a presença da brigada compostas por pessoas treinadas e qualificadas ou, então, contratada de empresa credenciada.

Desfibrilador: a lei estadual 12.736/07 obriga que o salão do baile tenha um desfibrilador à disposição, com operadores treinados e atualizados com as novas técnicas de ressuscitação.

Segurança: o clube pode usar segurança própria ou contratar o serviço para os bailes. Nos dois casos, é necessário o registro na Polícia Federal.

3º PASSO, OBSERVE A LEGISLAÇÃO

Depois de cuidar dos alvarás e da segurança, é hora de observar a ampla legislação que alcança os bailes de carnaval.

Meia entrada: ao calcular a receita que o carnaval vai gerar, o clube deve levar em conta a legislação que obriga a concessão do meio ingresso. Terão acesso ao baile pagando metade do valor da entrada estudantes (lei estadual 7844/92), professores da rede estadual (lei 10.858/01) e idosos com mais de 60 anos (lei 10.741/03).

Músicos: o clube é obrigado a exigir da banda contratada o recolhimento da taxa destinada à Ordem dos Músicos. A fiscalização multa o contratante, na falta desse pagamento. Os músicos também devem apresentar a carteira de identificação profissional.

Direito autoral: os direitos autorais das músicas executadas no baile de carnaval devem constituir um item principal da planilha de custos do evento. É recomendável que o clube procure o Ecad para negociar um acordo para o pagamento.

Impostos: o arrecadado em eventos abertos ao público, como o baile de carnaval é uma receita não própria dos clubes e, por isso, sobre esse valor incide ISS e Cofins.

Menores e bebida: recente lei estadual (14.592/11) proíbe totalmente a venda de bebidas alcoólicas a menores e aplica multas altíssimas aos infratores. Saliente-se que a autuação contra o clube pode ser feita mesmo que o menor flagrado com bebida esteja acompanhado dos pais.

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Carnaval bem organizado e sem multas nos clubes, em três passos

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A Consultoria Sindi-Clube apresenta um roteiro seguro para que o clube não encontre uma multa mascarada no salão

 A maior festa popular do país, neste ano, começa no sábado de 14 de fevereiro, quando o Carnaval dá seus primeiros gritos de alegria.

A comemoração pode render aos clubes a oportunidade de organizar bailes de carnaval que despertem o interesse do público formado também pelos convidados, que poderão se tornar um possível novo associado.

Para que essa ocasião favorável não se transforme em transtorno financeiro gerado por multas, a Consultoria Sindi-Clube, em três passos, faz recomendações sobre como planejar a festa, observando posturas administrativas e legais, para que não ocorram as autuações que nenhum clube quer em sua planilha de custos.

1º PASSO, OS ALVARÁS

É variável o tempo de concessão dos alvarás necessários para o baile de carnaval e que podem demandar vistorias. Checar se o clube já possui essas licenças e sua validade deve ser a primeira providência do administrador. Acompanhe o que deve ser observado:

Prefeitura e bombeiros: o alvará de funcionamento da prefeitura que o clube já tem precisa estar em conformidade com o projeto de construção registrado no ‘habite-se’ do imóvel. O alvará do Corpo de Bombeiros deve ser logo providenciado, pois, assim, eventuais pendências encontradas na vistoria poderão ser resolvidas em tempo.

Bares e restaurantes: sejam próprios ou terceirizados, esses estabelecimentos que vão atender os foliões necessitam de alvará da vigilância sanitária para funcionar.

Menores: a permanência de menores nos bailes de carnaval depende de alvará concedido ao clube pelo juizado da Vara da Infância de Juventude, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

2º PASSO, SEGURO E SEGURANÇA

Aqui, há providências que também podem levar algum tempo para serem cumpridas e, por isso, precisam ser verificadas logo:

Contratação de seguro: a lei estadual 11.265 obriga a contratação de seguro para a realização do baile de carnaval. A apólice cobre acidente pessoais, coletivos e sinistros. Sem esse seguro, na eventualidade de um imprevisto, o clube e seus dirigentes serão responsabilizados pelos danos que causarem a terceiros.

Brigada de incêndio: o decreto paulista 46.076/01 impõe a presença da brigada compostas por pessoas treinadas e qualificadas ou, então, contratada de empresa credenciada.

Desfibrilador: a lei estadual 12.736/07 obriga que o salão do baile tenha um desfibrilador à disposição, com operadores treinados e atualizados com as novas técnicas de ressuscitação.

Segurança: o clube pode usar segurança própria ou contratar o serviço para os bailes. Nos dois casos, é necessário o registro na Polícia Federal.

3º PASSO, LISTA DE VERIFICAÇÃO

Depois de cuidar dos alvarás e da segurança, é hora de observar a ampla legislação que alcança os bailes de carnaval. O clube pode fazer uma lista de verificação dos itens a serem conferidos e guardar. Essa checagem vai servir também para a realização de outros eventos abertos ao público que o clube realizar depois do Carnaval.

Meia entrada: ao calcular a receita que o carnaval vai gerar, o clube deve levar em conta a legislação que obriga a concessão do meio ingresso. Terão acesso ao baile pagando metade do valor da entrada estudantes (lei estadual 7844/92), professores da rede estadual (lei 10.858/01) e idosos com mais de 60 anos (lei 10.741/03).

Músicos: o clube é obrigado a exigir da banda contratada o recolhimento da taxa destinada à Ordem dos Músicos. A fiscalização multa o contratante, na falta desse pagamento. Os músicos também devem apresentar a carteira de identificação profissional.

 Direito autoral: os direitos autorais das músicas executadas no baile de carnaval devem constituir um item principal da planilha de custos do evento. É recomendável que o clube procure o Ecad para negociar um acordo para o pagamento.

Impostos: o arrecadado em eventos abertos ao público, como o baile de carnaval, é uma receita não própria dos clubes e, por isso, sobre esse valor incide ISS e Cofins.

Menores e bebida: recente lei estadual (14.592/11) proíbe totalmente a venda de bebidas alcoólicas a menores e aplica multas altíssimas aos infratores. Saliente-se que a autuação contra o clube pode ser feita mesmo que o menor flagrado com bebida esteja acompanhado dos pais.

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