Reabilitação cardiovascular: saiba o que é necessário para voltar a treinar

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Nabil Ghorayeb*

O sedentarismo ainda é e será por muito tempo o grande inimigo a ser vencido.

O mínimo de atividade física para uma pessoa ser considerada ativa é de 150 minutos por semana, com exercícios leves a moderados.

Um indivíduo sabidamente saudável pode atingir níveis intensos de exercícios, com baixos riscos de problemas cardiovasculares.

No entanto, aquele que toma medicações, tem doenças, tratadas ou não, ou que relata algum sintoma durante os esforços, deve ser avaliado com mais cuidado.

A chamada reabilitação cardiovascular necessita de completa informação dos limites e sintomas que poderão surgir durante a atividade física, seja individual ou coletiva, competitiva ou não.

Alguns desses pacientes precisam, por um tempo, de acompanhamento com “personal” e de um médico especializado.

Em muitas cidades já existem serviços bem estruturados de reabilitação cardiovascular, que conseguem melhorar muito o prognóstico de um cardiopata.

Uma academia específica para pessoas com alguma doença deve conter uma estrutura de emergência bem organizada.

Evidente que são raros os acontecimentos graves, mas podem ocorrer.

Isso é essencial para a segurança do cliente.

Repetimos: o melhor remédio é a atividade física.

As terapias de reposição hormonal, uso secreto de anabolizantes, estimulantes e chás especiais não devem ser usados por quem quer que seja.

Um profissional de educação física não pode induzir, sugerir ou prescrever suplementos ou hormônios, seria exercício ilegal da medicina ou da nutrição.

Cuidem-se para não serem enganados.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Corrida: o motor do coração

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Nabil Ghorayeb*

Quem corre sabe: apertar o passo exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo.

As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta.

Dessa forma, ele bombeia mais sangue com menos batidas, tornando-se mais eficiente.

Está aí a forte relação entre o coração e a corrida – comprovada por vários trabalhos científicos que mostram o valor do exercício na prevenção de doenças cardiovasculares.

Um recente estudo britânico constatou que a prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração – ainda que iniciada tardiamente, após os 40 ou 50 anos.

O trabalho, publicado na revista científica Circulation, mostrou que pessoas que fizeram duas horas e meia de atividade moderada por semana apresentaram índices menores de marcadores inflamatórios no sangue.

A presença deles em grande quantidade é associada a um aumento nos riscos de problemas cardiológicos.

A pesquisa contou com a participação de mais de quatro mil pessoas e foi conduzida por cientistas da University College London, em Londres.

A descoberta não é inédita, uma vez que outros estudos já haviam comprovado os imensos benefícios do exercício para o coração.

Um deles acompanhou seis mil pessoas por um período de seis anos e concluiu que aqueles que tiveram um menor desempenho em teste ergométrico realizado na esteira apresentaram um risco de morte quatro vezes maior.

Mais exercícios, menos doenças
Apesar de os trabalhos apontarem a atividade física como uma importante ferramenta para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares, a preguiça para fazer exercícios ainda é um grande problema – seja por falta de segurança nas ruas e parques ou pelo alto custo de clubes e academias.

Por isso, o sedentarismo passou a ser considerado pela Organização Mundial da Saúde e pela World Heart Federation como um dos quatro principais fatores de risco para aterosclerose e suas complicações (infarto do miocárdio e derrame cerebral).

Atualmente, o exercício é visto por muitos países como uma questão de saúde pública.

Aqui no Brasil, o Ministério dos Esportes firmou recentemente um acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia para a elaboração de cartilhas de estímulo à atividade física.

Os especialistas costumam dizer que a corrida, apesar de não ser uma vacina contra doenças, prepara você para superá-las com mais facilidade.

Sem contar que quem mexe o corpo tem um comportamento alegre, o que deixa a convivência social fácil e gostosa. Bons treinos!

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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