Fabiana Murer bate recorde e lidera ranking mundial

Fabiana: favorita ao pódio (Foto: CBAt)
Fabiana: favorita ao pódio (Foto: CBAt)

Durante o Troféu Brasil, em 3/7, Fabiana Murer bateu o recorde sul-americano de salto com vara ao atingir a marca de 4,87m.

Esse resultado, que foi o melhor de sua carreira, credencia a atleta de 35 anos como uma das favoritas ao pódio olímpico da modalidade.

Ela já havia alcançado 4,85m três vezes – em 2010, 2011 e 2015.

A menos de 30 dias da Olimpíada, Fabiana assume a liderança do ranking mundial de salto com vara, seguida pela grega Ekateríni Stefanídi (4,86m), a cubana Yarisley Silva (4,84m), as norte-americanas Sandi Morris (4,83m) e Jennifer Suhr (4,82m) e a neozelandesa Eliza McCartney (4,80m).

A atleta, que buscará uma medalha inédita nos Jogos Olímpicos, em agosto próximo, ainda disputará duas etapas da Diamond League este mês: Mônaco, no dia 15, e Londres, 23.

Depois, ela retorna ao Brasil para finalizar a preparação para a maior competição esportiva mundial.

Além de Murer, a Confederação Brasileira de Atletismo divulgou outros 65 nomes que formarão a maior delegação da história da modalidade – superando os 47 que foram para Atlanta, em 1996. Ao todo, serão 36 homens e 30 mulheres.

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Jornalistas têm dois dias de cursos sobre atletismo

Barros expõe atletismo aos jornalistas
Barros expõe atletismo aos jornalistas

O atletismo abriu a sexta semana da série de cursos sobre modalidades olímpicas, promovida pela Universidade Sindi-Clube em parceria com a Aceesp (Associação de Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo).

Por ser uma modalidade que abrange várias categorias, foi apresentada aos jornalistas em dois dias.

Na terça-feira (5/4), José Arthur Barros, superintendente técnico da Federação Paulista de Atletismo, falou sobre maratonas, marcha atlética, revezamentos e provas de corrida, com e sem obstáculo.

Já na quarta-feira (6/4), Barros explicou os tipos de arremesso (peso, dardo, disco e martelo), decatlo, heptatlo, e os tipos de salto (por altura, distância, triplo e com vara).

Ele ressalta a importância desses cursos para a cobertura dos Jogos Olímpícos.

“Quando você está como ouvinte, leitor ou telespectador, percebe um descompasso no conhecimento por parte de alguns profissionais da grande mídia. Esse contato direto com as federações, com gente que conhece os esportes, servirá para ajustar essa falta de informação, ainda mais no atletismo, que possui várias vertentes e é bem complicado de comentar”, afirma.

A próxima apresentação será sobre pentatlo moderno, nesta quinta-feira (7/4).

O programa também é aberto à participação de estudantes de jornalismo.

Inscrições e mais informações podem ser obtidas no site do Sindi-Clube, em Universidade/Modalidades olímpicas.

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Vanderlei Cordeiro de Lima aposta em brasileiros e não tem mágoa de Atenas 2004

Vanderlei: medalha Pierre de Coubertin pelo espírito olímpico (Foto: Adrian Dennis/Getty Images)
Vanderlei: medalha Pierre de Coubertin pelo espírito olímpico (Foto: Adrian Dennis/Getty Images)

Vanderlei Cordeiro de Lima esteve bem perto de inscrever seu nome na galeria dos grandes campeões da prova nobre dos Jogos Olímpicos, a maratona.

O palco era, simplesmente, a capital grega, Atenas, em 2004.

Após ter percorrido 35 dos 42 quilômetros previstos, o brasileiro liderava a corrida, quando se deu a cena impensável: Vanderlei foi atacado pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan (veja abaixo).

O desequilibrado invadiu a pista e o jogou para fora, muito perto da conquista da medalha de ouro.

Ajudado por torcedores, seguiu correndo, mas o incidente o desconcentrou e fez com que fosse ultrapassado nos quilômetros finais por dois competidores.

Restou-lhe a medalha de bronze, que foi comemorada como se tivesse conseguido o ouro: Vanderlei não lamentou a agressão, entrou no estádio fazendo corações para a torcida, festejando ter completado a prova.

Pelo alto grau de esportividade e o espírito olímpico demonstrado, o atleta brasileiro recebeu a medalha Pierre de Coubertin, a maior distinção concedida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e tornou-se o único latino-americano a receber a outorga.

Entrevistado pela Revista dos Clubes, Vanderlei relembra o fato e também fala das chances do Brasil novamente subir ao pódio, nos Jogos do Rio de Janeiro.

Solonei da Rocha já está classificado para disputar os Jogos Olímpicos do Rio. Ele é a grande esperança brasileira de medalha na maratona?

Vanderlei: O Solonei está muito focado, vai chegar aos Jogos no auge de sua forma física e mental. Ele tem uma trajetória de vida muito inspiradora, é um guerreiro, vai à busca de uma medalha. O Brasil terá ainda mais dois atletas (classificados por índice), acostumados com o clima e apoiados pela torcida. Estarei torcendo para que um brasileiro suba ao pódio, no Rio de Janeiro.

Hoje, o que você sente ao recordar 29 de agosto de 2004?

Vanderlei: Participar dos Jogos Olímpicos de Atenas foi a realização de um grande sonho, resultado de muito esforço, treinos e privações que fazem parte da rotina de atletas profissionais. Eu sonhava em participar dos Jogos Olímpicos. Foi uma grande alegria poder representar o Brasil e estar em contato com atletas do mundo todo. Participar das olimpíadas anteriores (Atlanta e Sydney) me deu experiência e motivação para chegar a Atenas. Para mim, a Olimpíada não ficou marcada pelo episódio do manifestante irlandês e, sim, pela conquista da medalha, que era meu sonho. Eu já o perdoei pelo que fez. Batalhei muito para chegar lá e nada iria me impedir de terminar a prova. Fico feliz de ter atingido meu objetivo.

Qual o significado de ser o único brasileiro a receber a medalha Pierre de Coubertin do COI?

Vanderlei: Sinto-me um atleta realizado por ter participado e ganhado a medalha em Jogos Olímpicos. Receber a medalha Pierre de Coubertin do COI foi uma grande satisfação e reconhecimento. Fico feliz de saber que servi de exemplo para muitas pessoas. É um orgulho enorme ter essa medalha.

Como esse episódio influenciou a sua carreira?

Vanderlei: Acho que minha determinação e força de vontade inspiraram muitas pessoas, fico muito satisfeito com isso. Eu soube aproveitar bem a única oportunidade que tive na vida, que foi o atletismo. O segredo é acreditar no sonho e não desistir nunca. Outro bom exemplo que quero dar aos brasileiros é o Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima (IVCL), que tem sede em Campinas. Essa é a realização de outro sonho meu: oferecer para jovens de baixa renda condições de acesso à educação e cultura. Além de selecionar talentos, o IVCL tem como missão contribuir para a ampla formação de crianças, utilizando o esporte como meio para crescimento e desenvolvimento individual e coletivo.

O irlandês maluco

Olimpíada de Atenas: Vanderlei é atacado quando liderava a maratona (Foto: AFP/Getty Images)
Olimpíada de Atenas: Vanderlei é atacado quando liderava a maratona (Foto: AFP/Getty Images)

Antes de se atracar com Vanderlei Cordeiro de Lima, Cornelius Horan, vestido com os trajes irlandeses que usaria depois, em Atenas, entrou correndo na pista do Grande Prêmio de Silverstone de Fórmula 1, em 2003, com os carros a 280 km/h, empunhando um cartaz que ordenava: “Leiam a bíblia!”.

Ficou preso por dois meses. Pouco antes da Olimpíada, em 2004, Horan repetiu o desatino ao invadir o Derby de Epsom, tradicional corrida de cavalos da Inglaterra.

Por ter empurrado Vanderlei, o ex-padre, expulso da Igreja Católica inglesa, foi condenado a um ano de prisão e multa de 3 mil euros.

Horan fez algumas aulas de português para pedir desculpas ao atleta brasileiro. Vanderlei o perdoou, mas eles nunca conversaram.

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Conheça as modalidades olímpicas: atletismo

Thiago André: grande revelação do atletismo (Foto: Divulgação/ Contrapé)
Thiago André: grande revelação do atletismo (Foto: Divulgação/ Contrapé)

A temporada preparatória do atletismo para os Jogos Rio-2016 está com o calendário agitado e rendendo bons resultados.

No último fim de semana (23 e 24/5), o Brasil teve um excelente resultado.

A começar por Thiago André, considerado uma das maiores revelações da modalidade, que ficou com a quinta colocação na prova de 1500 m, do Meeting de Hengelo, na Holanda.

Ele disputará o Pan, em Toronto (julho), e as duas próximas grandes competições: Mundial, em Pequim (agosto), e Olimpíada (2016).

Fabiana Murer

Ainda no Meeting de Hengelo, Fabiana Murer, que é esperança de medalha em 2016, cravou 4,55 m no salto com vara e conquistou o bronze.

A modalidade já garantiu grande número de participantes nos Jogos Olímpicos do Rio.

No início deste mês, 12 atletas foram classificados após obterem índice olímpico no Troféu Brasil de Atletismo.

Já são 36 esportistas classificados para 2016, mesma quantidade enviada à Londres-2012, a maior da história do país.

Ainda há a possibilidade de mais atletas conseguirem índices que os levem à competição, o que pode gerar um número recorde de participação.

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Campeão olímpico Joaquim Cruz ganha biografia

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Noite de autógrafos teve presença do biografado (Foto: Divulgação)

O campeão olímpico Joaquim Cruz tem história vitoriosa no atletismo mundial retratada em sua biografia.

O livro escrito pelo jornalista Rafael De Marco, “Matador de Dragões”, foi lançado na última quinta-feira (19), em São Paulo.

A obra narra todas as dificuldades do atleta que, segundo ele, mostrará aos leitores não só o lado esportista, mas também humano.

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Cruz: espero que as pessoas gostem da minha história no esporte e na vida (Foto: Divulgação)

“Contar a minha história é a possibilidade de mostrar ao povo do Brasil que é possível, com trabalho e dedicação, realizar seus maiores sonhos. Eu sonhei ser campeão olímpico, lutei contra todas as dificuldades e batalhei muito para atingir meu objetivo. Fico feliz que as pessoas descubram como foi essa jornada”, afirma Cruz.

Joaquim Cruz brilhou nas pistas de atletismo nas décadas de 1980 e 1990 e ficou conhecido como o herói olímpico.

Foi campeão olímpico dos 800m nos Jogos de Los Angeles, 1984, e prata em Seul, 1988.

Depois do feito de Cruz, o Brasil não teve outro atleta medalha de ouro olímpica em provas de pista.

Além do perfil e da carreira do medalhista, o livro, escrito pelo jornalista Rafael de Marco, documenta o principal momento do atletismo brasileiro.

O lançamento é da Editora Multiesportes e parte do dinheiro arrecadado com as vendas será destinada ao Instituto Joaquim Cruz, organização sem fins lucrativos que desenvolve programas esportivos para crianças e adolescentes em Brasília.

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