Dicas para a prática de esportes aquáticos no verão

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Nabil Ghorayeb*

Com a chegada do verão, as atividades físicas aquáticas costumam ganhar novos adeptos.

Ao contrário do que muita gente pensa, as atividades aquáticas não são restritas às pessoas de idade ou com lesões.

Na água o esforço é maior, portanto, associar atividades aquáticas aos treinos de musculação traz resultados positivos para o corpo e a saúde do coração.

A natação é um dos esportes mais completos porque auxilia na perda de peso, corrige a postura, melhora a capacidade respiratória, aumenta o condicionamento físico, entre outros benefícios.

Mas, quando falamos de esportes ou atividades aquáticas, existem diversas modalidades para quem pretende praticar exercícios físicos e se refrescar ao mesmo tempo.

A vantagem de praticar esportes na água é, acima de tudo, a redução de todo e qualquer tipo de impacto.

A pressão da água durante a atividade física também exerce um papel importante na circulação e favorece a drenagem linfática.

Isso significa que atividades aquáticas podem melhorar a circulação sanguínea, além de prevenir e melhorar os inchaços e as celulites.

Entre os benefícios para quem adere à prática esportiva na água estão o aumento da resistência física e cardiopulmonar, assim como uma eficiente melhora da coordenação motora.

A natação mobiliza o organismo como um todo, em um trabalho que envolve força, resistência muscular e estímulo cardiovascular aeróbico, além de ser uma atividade relativamente segura – já que o impacto é mínimo no ambiente aquático.

A realização de um check-up antes da atividade física é de extrema importância para a saúde do atleta.

Quando realizamos o check-up podemos identificar possíveis problemas cardíacos e realizar um tratamento adequado no esportista, antes mesmo de fazer uma atividade que não condiz com a sua saúde.

Em alguns casos, o atleta não sabe que possui um problema cardíaco e, quando inicia o exercício, sente dificuldades, o que pode acarretar diversos riscos à saúde como infartos, arritmias, entre outros.

Conheça algumas atividades físicas aquáticas

Hidroginástica: há muito tempo as atividades físicas realizadas em piscina são uma ótima maneira de entrar em forma. A hidroginástica, por exemplo, combina momentos de relaxamento com os de exercícios musculares, que resultam em ganho no condicionamento físico. Considerada uma alternativa para um programa tradicional de exercícios com o benefício de diminuir o impacto e esforço nas articulações, a hidroginástica melhora a circulação, a capacidade respiratória, flexibilidade, força e resistência muscular.

Porém, é importante realizar exercícios com peso antes e depois da hidroginástica, durante 20 minutos. Esse procedimento promoverá a fixação do cálcio nos ossos, além de prevenir e corrigir a osteoporose.

Natação: é a atividade física aquática mais completa que existe.

Trabalha todos os músculos de forma equilibrada e beneficia a capacidade respiratória, além de melhorar o condicionamento físico. É indicada para todas as idades, inclusive gestantes e bebês.

Water ioga: essa modalidade, recente nas academias, é a yoga tradicional adaptada para o meio aquático.

A resistência da água intensifica o exercício propiciando uma queima maior de calorias.

Polo aquático: esporte semelhante ao handebol na água, desenvolve toda a musculatura do corpo, principalmente tronco e membros superiores.

Trabalha também a coordenação e o reflexo.

Nado sincronizado: esta modalidade auxilia na melhoria da flexibilidade, agilidade e condicionamento físico.

Trabalha a musculatura do corpo todo, principalmente das pernas.

Watsu: técnica de hidroterapia indicada para relaxamento com movimentos do zen-shiatsu. Deve ser praticado em piscina aquecida com temperatura de 35º, aproximadamente, para relaxar ainda mais.

PS: lembremse que a bebida alcoólica não é reidratante, aumenta a diurese e provoca piora da hidratação no calor excessivo.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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Manual de Piscinas divulga terceiro volume na Biblioteca Virtual

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O terceiro volume do Manual de Piscinas, que tratará dos parâmetros físico-químicos na manutenção de parques aquáticos, já está disponível para consultas na Biblioteca Virtual da Universidade Sindi-Clube.

A coleção, que terá 12 fascículos sobre tratamento químico de piscinas de clubes, pode ser acessada no portal do Sindi-Clube.

O acesso ao conteúdo é feito gratuitamente por meio de login e senha que serão fornecidos pela Universidade aos gestores de clubes associados à entidade. Basta solicitar pelo e-mail universidade@sindiclubesp.com.br ou pelo telefone 11 5054-5464.

Além do Manual de Piscinas, também pode ser consultado na Biblioteca o Manual de Atendimento ao Associado, que explica itens importantes para o bom relacionamento.

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A crise hídrica e as piscinas: entenda o consumo de água nos parques aquáticos e conheça medidas que evitam perdas

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Nilson Maierá*

No ideograma chinês, crise significa também oportunidade.

Nunca acreditei nessa afirmação, mas parece apropriado, agora, para a recente crise da água, relacionando-a às piscinas.

Isto é, podemos reduzir drasticamente o consumo da água, sem prejudicar sua funcionalidade, evitando-se a completa desativação das piscinas.

A mídia tem noticiado várias maneiras de evitar desperdício  de água e, ao mesmo tempo, indicado várias maneiras de economizá-la.

Um dos casos de perdas de água ocorre em piscinas.

O Brasil, com mais de dois milhões de piscinas, deve preocupar-se com essas perdas.

Na mídia, é mencionado que condomínios estão desativando piscinas parcialmente durante a semana, ou completamente, até o fornecimento do abastecimento de água voltar a se normalizar.

A desativação completa da piscina é uma medida bastante radical, uma vez que soluções que vamos mencionar abaixo podem gerar grande economia de água.

Esta seca não é privilégio do Brasil e, em especial, São Paulo.

Em 2008, o estado da Geórgia nos Estados Unidos promulgou uma série de leis proibindo o enchimento de piscinas novas ou reformadas e ainda o de piscinas já existentes, somente em certos dias e determinados horários.

Com a melhora das condições de chuva e com a explicação dos construtores de piscinas mostrando que o consumo de água em piscinas era inferior a irrigação dos campos de golfe, esta lei foi atenuada.

No estado americano da Califórnia, que sofre com seca há quatro anos, também se procurou, através de leis, limitar o consumo de água em piscinas.

A seguir, para entender melhor o consumo de água em piscinas, vamos nos ater aos principais tipos de perda de água que ocorrem nelas.

  1. Água derramada: perdida pelo uso da piscina. São dois os tipos:

– espirrada pelos próprios usuários na sua introdução na água, principalmente após um mergulho;

– carregada, água que o usuário e suas vestimentas levam ao sair da piscina.

  1. Aspiração: água perdida quando essa operação é feita drenando a água diretamente para o esgoto.
  1. Retrolavagem e enxaguamento: na operação de limpeza do meio filtrante.
  1. Drenagem forçada: quando a concentração de sais de cálcio e de ácido cianúrico estão acima dos valores recomendados.
  1. Purificação: quando se joga água fora para diminuir a concentração de cloraminas e teor de sólidos elevados.
  1. Vazamento: perda ocasional, porém não incomum. Pequenos vazamentos são de difícil detecção.
  1. Evaporação: a temperatura alta da água da piscina e fortes ventos aumentam a evaporação, assim como temperatura e umidade relativa do ar baixas. Da mesma maneira, piscinas que não utilizam de capa térmica aumentam a evaporação.

Enquanto todas as perdas anteriormente citadas, a de água é acompanhada da perda de produtos químicos, impurezas e de calor, na perda por evaporação inexiste a perda de produtos químicos e apenas a de água e de calor.

Vamos imaginar uma piscina retangular de 7m x 14 m e com profundidade média de 1,22 m.

A área é de 98 m2 e volume de aproximadamente 120 m3.

Nesse caso, usa-se uma bomba de 2CV, com vazão aproximada de 22 m3 por hora.

Vistas as principais perdas, vamos ao que pode ser feito para reduzi-las:

  1. Agua espirrada: proibir a ação de mergulhar. Com isso, a perda pode ser bastante reduzida. No caso de água derramada, a redução de perda de água, desprezível, somente se consegue com a inativação da piscina.
  1. Aspiração: sempre que possível e na maioria das vezes, é possível aspirar, filtrando, evitando aspirar drenando. Feita semanalmente, com duração de meia hora e se jogada diretamente para o esgoto, haverá uma perda de 11 x 52 = 572 m3 no ano.

Esse valor poderá ser muito reduzido, por exemplo, em 70%, o que resulta numa economia de 400 m3no ano. O uso de robôs independentes com filtro acoplado diminui muito a aspiração, com grande economia de água, aliado à redução de mão de obra e maior economia de energia elétrica.

  1. Retrolavagem: fazer a operação apenas quando os manômetros do filtro recomendarem. Mesmo nesse caso, a retrolavagem pode ser postergada. Se de um lado a vazão vai diminuir (desvantagem), de outro, a filtração vai melhorar (vantagem). Uma operação dessa, de 5 minutos semanais, terá um gasto de 22 x 5/60=1,8 m3 por semana. Portanto, de 1,8 x 52 = 94 m3 por ano. Podemos reduzir esse valor em 50%, que equivale a 47 m3 por ano. O uso de visor de retrolavagem é também uma maneira de evitar desperdício.
  1. Drenagem forçada: excesso de cálcio ou de ácido cianúrico só pode ser removido retirando-se parte da água da piscina. São fontes de cálcio a água de certos poços artesianos e o tipo de cloro denominado hipoclorito de cálcio. São fontes de ácido cianúrico o dicloro e o tricloro. Numa piscina, a dureza cálcica ideal deve estar entre 200pm e 400pm e de ácido cianúrico entre 30pm e 50ppm, não sendo recomendado passar de 100ppm.

No caso de abastecimento por água de poço artesiano, verifique a concentração de cálcio. Se for alta, procure evitar o uso. Uma solução é alternar o uso de hipoclorito de cálcio com di ou tri-cloro. Mas esses dois produtos, juntados, resultam numa mistura explosiva.

Outra solução é usar o cloro líquido. Podemos dizer que não existe economia de água porque a maioria dos operadores de piscinas não faz essa operação com perda de água.

  1. Purificação: procure diminuir essa perda, deixando de lado a melhor qualidade da água. Na realidade essa operação raramente é executada pelos operadores de piscinas.
  1. Perdas por vazamento: geralmente ocasional, mas com probabilidade de perda de água considerável. Vamos supor uma perda de 4 cm de água por dia, o que equivale a 0,04 x 98 = 3,96 m3 por dia. Por ano, 3,96 x 365 = 1.430 m3. Tão logo haja a suspeita de vazamento, deve ser sanado.
  1. Evaporação: água que se perde pela evaporação devido a fatores climáticos, pelo vento e pela temperatura da água da piscina, entre outros.

O uso de qualquer tipo de capa evita perdas por evaporação, aproximadamente, pela metade.

Se a piscina não tem grade de segurança, é indicada uma capa de proteção que, ao mesmo tempo, diminui a evaporação e protege a piscina de afogamentos e inclusive sujeira do ar. Isso inclui as piscinas aquecidas e não aquecidas.

A eliminação por evaporação é a única perda de água pura, o que piora a qualidade da piscina. O vento em tanques descobertos é também aumenta a evaporação. Colocação de barreiras diminui essa ação negativa.

É recomendável que as piscinas sejam cobertas por capas, inclusive as cobertas e não aquecidas.

Procure usar uma temperatura um pouco mais baixa na piscina com economia de água e também de energia.  Com o uso da capa é possível diminuir a evaporação de 2 cm por semana para apenas 1 cm. A economia será de 0,01 x 98 = 0,98 m3 por semana, e 0,98 x 52 = 51 m3 por ano.

As perdas ainda podem ser diminuídas, se a água perdida for reaproveitada.

Instalações novas podem prever tanques de reaproveitamento, e as existentes podem ser adaptadas.

A água poderá ser reutilizada para limpeza, regas de quadras de tênis e gramados (neste caso, o cloro deve estar com baixos teores).

A água de reaproveitamento não deve voltar para piscina, principalmente devido ao alto teor de sólidos dissolvidos.

Esvaziamento, não

Esvaziar a piscina é uma atitude que não deve ser tomada em hipótese alguma – a não ser para corrigir vazamentos na sua estrutura ou troca de azulejos, e a operação deve ser feita no menor prazo possível.

Piscinas vazias podem ter sua impermeabilização danificada.

As piscinas localizadas sobre lençol freático só podem ser esvaziadas por empresas especializadas.

Se a piscina for desativada por longo período, superior a uma semana, seu tratamento não deve ser abandonado para que ela esteja preparada para seu reinício imediato de uso.

Cabe aqui uma observação para clubes em que a água de chuveiro tem proporções maiores de desperdício do que nas piscinas.

Tenho visto vazões da ordem de 24 litros por minuto, quando o ideal seria de 12 litros por minuto.

Existem no mercado modelos de chuveiros com vazões menores, mas com a sensação de vazão maior.

Também é correto usar circuladores de água nos chuveiros para evitar a perda de água durante a espera pela água quente, fato este agravado no aquecimento centralizado.

Nesta crise, aumentaram-se muito os banhos de chuveiro nos clubes.

* Nilson Maierá, consultor da área de piscinas da Universidade Sindi-Clube, é engenheiro químico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas.

Maierá mantém um site – Piscina Litro a Litro – com informações completas sobre o tema.

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Sobretaxa da Sabesp também vale para contratos com demanda firme

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A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) autorizou a Sabesp a cobrar uma sobretaxa dos usuários cujo consumo mensal ultrapasse a média apurada no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

A tarifa de contingência será aplicada em todos os usuários, inclusive aqueles com contratos de demanda firme, geralmente firmados pelos clubes com a concessionária de água.

Será cobrado um acréscimo de 40% sobre o valor da tarifa aplicada à parte do consumo de água que superar em até 20 por cento a média. Haverá aumento de 100% quando o consumo exceder em mais de 20% a média.

Ficam livres da sobretaxa usuários com consumo mensal de água menor ou igual a 10 m³ e para hospitais, prontos-socorros, casas de saúde, delegacias e presídios.

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