Sem culpa: médico “libera” ceias de fim de ano, mas alerta para o exagero

Foto: Shutterstock
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Nabil Ghorayeb*

Com orientação médica e sem entrar na área da nossa nutricionista Cristiane Perroni, vamos tentar ter um fim de ano com baixos riscos à saúde?

Imagine uma pessoa que esteja em tratamento médico cardiológico, seja por hipertensão arterial leve a moderada, a mais comum na população adulta, ou por outra doença que exija alimentação com pouco sal.

Então, o que fazer durante as festas que se aproximam?

Se perceber que o que está comendo está muito salgado, seja o que for, não coma muita quantidade e beba muita água pura.

As bebidas que mais recomendamos nessa situação serão as não alcoólicas, como sucos de frutas cítricas e semelhantes, água de coco (nada de óleo de coco), que pouco mexem com a pressão arterial.

Entre as alcoólicas, as destiladas devem ter consumo bem limitado, ou seja, uma dose normal por refeição.

No caso da doença cardiovascular estar instável, deve-se evitar também as bebidas muito geladas, pois podem prejudicar o tratamento e provocar contrações (estreitamentos) dos vasos sanguíneos pelo corpo, o que irá prejudicar a circulação.

Pessoas com colesterol elevado e que podem ou não estar em tratamento regular com medicamentos além de dieta, podem curtir as ceias de Natal e Ano Novo sem culpa.

O fato de comer quantidades normais de leitão, pernil ou outro alimento gorduroso, em geral, não vai piorar os riscos do colesterol elevado.

Acontece que os problemas podem ocorrer se esse hábito for mantido por dias.

O consumo pontual, não habitual, não chega a elevar os níveis de modo significativo.

Falando de obesos e diabéticos, lá vai um alerta de início.

Especialistas em endocrinologia e em cardiologia, hoje em dia parceiros em pesquisas científicas e nos tratamentos clínicos dos pacientes, afirmam que os tais tratamentos hormonais bioidênticos para emagrecer são ainda proibidos pelo Conselho Federal de Medicina, por prometerem o que não está validado e devem ser vistos com muito cuidado, pelo risco de câncer de próstata e outros problemas nos testículos e ovários que podem ocasionar.

Nas festas, o consumo de um obeso nas ceias está liberado, porém, deve-se limitar as quantidades, nada mais do que isso.

O obeso não vai “entornar o caldo” ou “enfiar o pé na jaca”, como se costuma dizer, ou vai ganhar dezenas de calorias que irão demorar muito para serem perdidas.

Diabéticos devem evitar qualquer jeito o açúcar comum, as beterrabas (que tem elevado índice de glicose), usar apenas adoçantes e não abandonar os exercícios físicos regulares.

Um simples exagero no jantar pode acabar no pronto-socorro, pois a elevação da glicemia pode ser instantânea e, por isso, um brinde com bebidas fermentadas se limitará a uma taça de vinho tinto ou de espumante ou, então, uma lata de cerveja normal, por refeição.

Voltando aos velhos chavões, dizemos que o equilíbrio está na moderação alimentar e na prática contínua de atividades esportivas, seja você cardiopata, diabético, hipertenso, obeso ou, por que não, um simples normal.

*Nabil Ghorayeb: www.cardioesporte.com.br    
Formado em medicina pela FM de Sorocaba PUCSP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP , Chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, Especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, Médico Sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, Coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. 

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