Santos Dumont, o primeiro herói olímpico brasileiro

Contribuição de Dumont à aeronáutica como esporte foi reconhecida pela COI
Contribuição de Dumont à aeronáutica como esporte foi reconhecida pela COI

Alberto Santos Dumont (1873-1932) entrou para a história como o pai da aviação, mas ele foi muito mais do que isso.

Além de ter decolado com o 14-Bis, há as suas proezas mais notórias, como ter criado outros 20 projetos, incluindo balões, dirigíveis, helicóptero e a Demoiselle, sua obra-prima.

Ainda, inventou o relógio de pulso, ditou moda com os colarinhos altos e chapéu panamá amassado.

Ganhou prêmios importantes, reinou como celebridade em Paris, numa época em que a França era a capital cultural do mundo.

Uma das suas importantes conquistas, porém, não é tão conhecida.

Por sua grande contribuição à aeronáutica como esporte no início do século 20, pelos vários prêmios e pela conquista do ar, Dumont foi agraciado por Pierre de Coubertin (1863-1937), com o Diploma Olímpico, em 1905.

Coubertin, então, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi quem restabeleceu a realização de Olimpíadas na era moderna.

Com o recebimento dessa distinção, pode-se afirmar que Alberto Santos Dumont tornou-se o primeiro herói olímpico brasileiro.

Essa outra façanha de Dumont teve origem naquele ano, quando o COI promoveu um congresso em Bruxelas, na Bélgica.

O COI incentivou, naquele momento, seus membros a desenvolverem instituições em seus países, para “regulamentar a ciência e o esporte da aeronáutica”.

O esforço resultou na criação da Federação Internacional da Aeronáutica (FAI) no mesmo ano.

Alberto_Santos-HippowallpapersDumont teve seus sucessos registrados e arbitrados pela FAI. Ele consta como o primeiro aeronauta a obter recordes certificados de aviação no mundo, por controle de tempo e de distâncias.

Seus êxitos antecedem a fundação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em 1914, assim como a conquista das primeiras medalhas nos Jogos Olímpicos de 1920 em Antuérpia, na Bélgica.

É relevante apontar que os atletas olímpicos também recebiam diplomas, além de medalhas.

O Diploma Olímpico foi criado em 1901, para premiar personalidades por contribuição notável em favor do esporte e pela divulgação do ideal olímpico.

Os primeiros diplomas foram entregues em 1905 a Santos Dumont, ao presidente norte-americano Theodore Roosevelt e ao norueguês Fridtjof Nansen, explorador do Polo Sul.

O Diploma traz estampada a Acrópole de Atenas, vista por dentro dos arcos da Torre Eiffel tendo, em primeiro plano, atletas praticando boxe, esgrima e lutas.

A realização mais famosa de Dumont, no entanto, ocorreu um ano após a entrega do Diploma Olímpico.

No Campo de Bagatelle, com o 14-Bis, seu 14º dirigível, conseguiu realizar, em 23 de outubro de 1906, o primeiro voo mecânico do mundo, devidamente homologado, que atingiu a distância de 60 metros, nivelado a uma altura que variava entre 2 e 3 metros com duração de sete segundos.

A multidão que presenciava mais essa conquista correu em direção ao aeroplano e impediu um voo mais longo.

Em seu livro de 1918, Dumont declara: “Não me mantive mais tempo no ar, não por culpa da máquina, mas exclusivamente minha, que perdi a direção”.

*Com informações do portal Esporte Essencial: www.esporteessencial.com.br/memoria-olimpica

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