Saiba como manter o desempenho e se exercitar sem medo no frio

Focus on the result of your work

Nabil Ghorayeb*

O inverno está próximo e, para nos prevenir do frio, os casacos saem do armário e alguns hábitos se alteram.

Assim deve ser também com a prática de exercícios, que pode ser segura mesmo em temperaturas muito baixas, como nos Jogos de Inverno, desde que com a devida atenção, já que a falta de cuidados preventivos pode causar queda do desempenho e transtornos à saúde do atleta.

No frio, a perda de calor para o ambiente pode provocar redução da temperatura corporal (hipotermia) que se manifesta por fala arrastada, marcha trôpega, tremores e confusão mental.

Em competições extremas com temperaturas muito baixas, menores que 0°C, pode ocorrer congelamento e necrose das extremidades.

Ventos fortes e umidade da pele contribuem para esses efeitos do ar frio próprio das montanhas do hemisfério norte e polos.

Outro fato é a falsa impressão de que no frio a necessidade de reposição hídrica é menor, podendo causar desidratação.

O gasto energético e utilização de carboidratos durante o exercício também é maior durante o frio, para compensar a perda de calor para o ambiente.

A falta de carboidratos e a desidratação podem causar queda do desempenho e fadiga precoce nos exercícios ou provas de maior duração.

Os principais cuidados são:

  1. Condições climáticas: verifique a temperatura, umidade relativa do ar, presença e velocidade de ventos no local de exercício ou da competição.
  2. Prevenção contra perda de calor: vista primeiro a roupa térmica fina (polipropileno, poliéster ou lã, nada de algodão) que retenha calor e deixe passar a umidade. Adicione uma roupa impermeável para proteção contra chuva e vento e que seja fácil retirar ou colocar de acordo com o conforto térmico durante o exercício. Se o frio exigir, use uma roupa intermediária de “fleece” ou lã e fique alerta para as regiões do corpo por onde perdemos grandes quantidades de calor (cabeça, pescoço, pernas, mãos). Essas devem ser cobertas.
  3. Prevenção da desidratação: ingira água ou bebidas esportivas antes, durante e depois dos exercícios, mesmo sem ter sede. Durante exercícios ou provas com duração maior que uma hora, aumente a reposição de carboidratos.
  4. Ritmo do exercício: Mantenha um ritmo adequado de exercício, de acordo com a aptidão física, para evitar queda do desempenho na etapa final. Isso pode baixar a produção calórica e contribuir para hipotermia.
  5. Recuperação: Troque as roupas úmidas ou molhadas e aumente a proteção térmica no final dos exercícios prolongados, principalmente após corridas. Já foram observadas hipotermias pós-competições realizadas entre 10°C e 18°C.

*Nabil Ghorayeb: formado em medicina pela FM de Sorocaba PUC-SP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP, chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715, Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde.

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