Prática de exercícios no inverno exige cuidados por risco de parada cardíaca


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Nabil Ghorayeb*

Conhecendo os mecanismos que podem lesionar o corpo, podemos solucionar os riscos advindos do frio.

Sabe-se que no inverno ocorre um aumento significativo da incidência de algumas doenças.

Em geral, são as chamadas de infecciosas (por vírus e bactérias) porque há diminuição da imunidade do organismo em consequência do frio.

São consideradas perigosas para crianças, idosos e debilitados em geral, como também para os portadores de doenças do aparelho circulatório, como pressão alta, doenças das coronárias (infarto, cirurgias cardíacas ou angioplastias), além de doenças crônicas, como o diabete.

Desde Hipócrates, que vislumbrou esse fato epidemiológico há mais de 2.500 anos, a medicina tem atenção especial para o inverno.

O corpo humano tem sua temperatura normal em 36,5ºC.

Se baixar, o metabolismo fisiológico deixa de produzir energia suficiente para manter a temperatura interna do corpo, levando a sérias consequências: a coordenação motora se torna deficiente, as reações físicas e mentais ficam bem mais lentas, ocorrem sensações de calafrio mais intensas, surge séria confusão mental e há grande risco de parada cardíaca que, se não for atendida e ressuscitada em minutos, pode ser fatal.

O esportista que se exercita no inverno deve saber que no rosto, mãos e pés são os mais sensíveis sensores de temperaturas.

E são justamente onde devemos nos proteger mais das baixas temperaturas.

A ingestão de bebidas alcoólicas destiladas não aquece ninguém, ao contrário do que se pensa.

O álcool é um vaso dilatador da pele exposta ao frio e, na verdade científica, provoca maior perda do calor.

O sangue mais frio segue para o interior do corpo e rebaixa a temperatura geral, portanto bebidas alcoólicas não aquecem o corpo.

A sensação de calor causada pelas bebidas destiladas é, na verdade, sintoma de leve esofagite ou gastrite aguda, devido ao álcool ingerido.

Essa falsa impressão de calor induz a acreditar que o organismo está aquecido, o que não é verdade.

Assim, o perigo aumenta para um indivíduo alcoolizado que não sente frio e pode até ter hipotermia.

Fica claro que só a ingestão de líquidos aquecidos (chá, chocolate, leite) realmente esquenta o corpo.

No inverno, o ar está mais seco e necessitamos de reposição hídrica constante, mesmo que aparentemente se perca pouca água pelo suor.

Nas emergências por grave hipotermia, o indivíduo deve se agasalhar imediatamente com materiais térmicos e administrar líquidos aquecidos pela boca.

Exercícios de força e aeróbicos no frio 

No inverno, exercícios físicos são recomendados entre 20ºC e 25ºC e devem ser feitos com cuidado.

Pelas possíveis dificuldades respiratórias das baixas temperaturas e vento frio, recomendamos o aquecimento muscular, intensificando os exercícios progressivamente.

A respiração deve ser nasal, de preferência, e com vestimentas adequadas (mãos, pés e rosto) para se proteger da perda rápida de calor que ocorre durante a atividade física.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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