Pesquisa aponta que clubes respondem por 10% do PIB do Esporte

Autores do livro: Professor Istvan Kasznar e Ary Graça Filho, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei

O recém-lançado livro “A Indústria do Esporte no Brasil, Economia, PIB, Emprego e Evolução Dinâmica”, de Istvan Kasznar e Ary S. Graça Filho (M.Books), faz uma exaustiva análise sobre a atividade econômica esportiva no Brasil e aponta que o setor tem crescido consistentemente à taxa média de 7% ao ano.

O estudo apurou que, em 2010, o PIB (Produto Interno Bruto) do Esporte foi de R$ 78,6 bilhões, sendo que quase 10% desse valor (R$ 7,7 bilhões) correspondem ao valor total das receitas que os clubes auferiram naquele ano, com tendência de crescimento.

Entrevistado pela Revista dos Clubes, um dos autores do livro, Istvan Kasznar, define que os clubes têm participação “colossal” para o brasileiro que, ao passar dos anos, lançou-se a uma grande variedade de práticas esportivas.

Acompanhe abaixo.

Qual a amplitude do salto registrado pelo setor Esporte na participação na economia do país?

A taxa média de participação do setor Esporte no Brasil em relação ao PIB do país, na década de 2001-2010, foi de 1,997%, sendo que, na anterior, havia sido de 1,702%. Isso significa que, de uma década para outra, o Esporte avançou e cresceu em participação no PIB brasileiro em 17,33%.

É um crescimento significativo.

A taxa média de crescimento do PIB do Brasil foi de 3,65%, entre 2001 e 2010, ao passo que a taxa média real de crescimento anual do Esporte foi de 5,09%, bem maior. Em termos de evolução comparativa anual cresceu 39,45% a mais.

O brasileiro está gastando mais com esporte?

Na década de 2001-2010, o brasileiro gastou, na média anual, 2% de sua renda em gastos esportivos. Na década anterior, empenhara apenas 1,701%. Houve, então, um crescimento de gasto em esporte de 17,58%. Isso mostra a importância crescente que os brasileiros dão ao esporte. A cesta de consumo dos brasileiros inclui decisivamente gastos esportivos e a tendência é este valor aumentar.

O que o seu levantamento constatou sobre as atividades dos clubes no setor Esporte do país?

Constatamos que os clubes são plurais e polivalentes, tanto nas metrópoles como no interior, e têm importância colossal para a prática do esporte. Cada clube oferece, em média, oito tipos diferenciados de esporte. Natação, 34%, e tênis, 12%, são as modalidades preponderantes. Em termos de equipamentos, 63% têm algum campo ou pequeno campo de futebol e 42% possuem quadras poliesportivas. Em nosso estudo, identificamos 23.506 associações que desenvolvem atividades esportivas no país.

Qual é a produção dos clubes inserida no PIB do Esporte levantado pela pesquisa?

Em 2010, o PIB do Esporte montou a R$ 78,6 bilhões, um valor significativo na economia brasileira. O valor total das receitas que os clubes auferiram naquele ano foi de R$ 7,7 bilhões. Quase 10% da produção nacional esportiva é centrada em clubes, o que coloca o setor como a segunda fonte do PIB do Esporte, atrás da indústria de artigos esportivos (roupas, vestuário) e na frente da indústria de educação do esporte, que inclui ensino do esporte nas escolas, academias, etc.

O que leva o brasileiro a consumir cada vez mais esporte?

O brasileiro se conscientizou da importância da prática esportiva, estimulado pela mídia, pelos grandes eventos esportivos. No fim da década de 70, a prática esportiva era bastante limitada. A estabilização da inflação e o aumento do poder aquisitivo fez a população se lançar a uma grande variedade de práticas físicas. Podemos afirmar que o brasileiro tende a aumentar o gasto de sua renda com esporte, atualmente em 2%. De 2001 a 2010, houve uma redução de 7% em acidentes cardiopáticos. O cruzamento desses dados permite dizer que cada R$ 1,00 investido em esporte gera uma economia de R$ 3,87 em saúde. Na Inglaterra, onde primeiro se fez essa comparação, a economia em saúde é de 3,5 para cada unidade monetária investida em esporte.

Como os clubes podem aproveitar melhor o crescimento do esporte?

O que move a indústria esportiva é o investimento público, pelos repasses feitos pelos governos. Os clubes poderiam montar parcerias público-privadas para expandir atividades como, por exemplo, administrar estruturas públicas, já que possuem capacidade de gestão e competência em múltiplos esportes.

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