Palpitações quando acontecem com atletas são prejudiciais? Médico responde

Foto: Shutterstock
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O que chamamos de extrassístoles (palpitações) são falhas que se percebe na pulsação ou nos batimentos cardíacos, podendo ser esporádicas (isoladas) ou durarem horas.

Podem estar presentes em qualquer idade e sua importância médica depende da existência ou não de alguma doença cardíaca concomitante.

A maioria dos que têm esse tipo de arritmia nem as percebe, muitas vezes detectadas por acaso numa consulta ou num exame do coração.

Então, podemos afirmar que elas ocorrem tanto em pessoas sadias como em pessoas doentes.

Porém, quando aparecem nos atletas, são prejudiciais?

No acompanhamento de atletas que fazemos há muitos anos, e nas pesquisas científicas da área de cardiologia do esporte aqui e mundo afora, concluiu-se que quanto mais intensa uma atividade esportiva, maior é a possibilidade de aparecerem essas extrassístoles, que são de dois tipos: supraventricular, quando sua origem é na parte superior do coração, na parede dos átrios, e ventricular quando a origem é na parede dos ventrículos.

Nos atletas sadios, já está provado que a causa é o exagero na intensidade ou volume da prática esportiva sem acompanhamento médico e de outros profissionais da saúde como, educador físico (treinador/fisiologista) e nutricionista, que controlam os limites saudáveis.

Além de lógica e obrigatoriamente se excluir presença de problemas cardíacos devido a:

1 – Variadas doenças arritmogênicas consequentes a mutações genéticas.

2 – Miocardite (inflamação do miocárdio) por viroses, doença de Chagas.

3 – Miocardite por intoxicação de drogas ilícitas (cocaína, maconha e outras), anabolizantes (mesmo em curtos ciclos), estimulantes, fat burns e termogênicos comercializados ilegalmente sem licença da ANVISA.

4 – Miocardiopatia (disfunções do músculo cardíaco) por isquemia (obstruções das coronárias por gordura) e outras causas.

O tratamento nos atletas e esportistas sadios começa pelo o afastamento, em geral, temporário.

Muitas vezes, mesmo com baixo risco de complicações, o fato de se sentir as extrassístoles, muitas pessoas ficam inseguras, nesses casos instituímos medicação leve.

Nos cardiopatas, seguimos os tratamentos clássicos existentes e até uma intervenção cardíaca chamada de ablação ou implante de um desfibrilador interno.

*NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMU-SP , chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br 

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