Novos ministro e secretário de esportes prometem ações para consolidar a prática esportiva no país e no estado

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Recém-empossados para comandar as ações de governo para o esporte no país e em São Paulo, George Hilton e Jean Madeira prometem ações para fortalecer a prática esportiva na base e nas escolas, como forma de inclusão social.

Publicamos as entrevistas exclusivas feitas pela Revista dos Clubes com os novos ministro e secretário de esporte. Eles explicam seus objetivos e contam como pretendem incluir os clubes em seus planos.

GEORGE HILTON

“Fortalecer o esporte na base é uma missão que enfrentaremos no Ministério”

Hilton: esporte como ferramenta de inclusão
Hilton: esporte como ferramenta de inclusão

 Em seu discurso de posse, o senhor adiantou que pretende enfatizar a prática do esporte de base, com ações comunitárias. Que tipo de ações de massificação o Ministério pretende implantar?

George Hilton: O esporte é uma ferramenta de inclusão e de construção de cidadania e tem grande relevância na construção de nossa sociedade. Fortalecer o esporte na base é uma missão que enfrentaremos no Ministério do Esporte. Vamos ampliar nossa parceria com o Ministério da Educação para aperfeiçoar o programa Segundo Tempo dentro do programa Mais Educação. Assim, queremos garantir que os estudantes de regiões mais carentes passem mais tempo na escola, em contato com a iniciação esportiva e as atividades de lazer e recreação no contraturno das aulas. O esporte de base também está contemplado pela construção de 285 Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs) em 263 municípios brasileiros, que irão oferecer infraestrutura para o desenvolvimento do esporte da base ao de alto rendimento.

O senhor também afirmou que vai dar atenção especial ao esporte educacional. Como o senhor a vê a possibilidade de o Ministério se conveniar com os clubes, que estão presentes em todos os pontos do país, para o desenvolvimento de ações que levem alunos das redes públicas à prática de esportes nos equipamentos dessas entidades?

George Hilton: O esporte educacional será um dos pilares de nossa gestão. Estamos analisando uma série de possibilidades sobre como aproveitar as estruturas físicas existentes no país, sejam em clubes, associações e outras instituições. A promoção do esporte na escola é fundamental para a formação cidadã de nossa juventude. Nesse caminho, o Ministério do Esporte, em parceria com o MEC, já desenvolve, em milhares de instituições de ensino, o programa Atletas na Escola. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso ao esporte e identificar jovens talentos por meio de competições em várias modalidades olímpicas e paraolímpicas.

A validade da Lei de Incentivo ao Esporte expira neste ano. Como o Ministério pretende influir para que essa legislação seja renovada?

George Hilton: Uma de nossas prioridades será trabalhar em conjunto com o Congresso Nacional para a renovação da Lei de Incentivo ao Esporte. Vamos nos reunir com os parlamentares para buscar um entendimento. A Lei de Incentivo é uma conquista que, como comprovam os números, veio para ficar.

Os recursos da Lei de Incentivo ao Esporte poderiam ter um melhor aproveitamento. Em 2013, dos R$ 400 milhões que estavam disponíveis, apenas R$ 230 milhões foram captados para o desenvolvimento de projetos esportivos. Um terço dos projetos apresentados foi rejeitado, ainda na fase documental. Como sanar essa dificuldade para a correta apresentação dos projetos?

George Hilton: Tanto a apresentação de projetos como a captação de recursos tiveram grande crescimento desde 2007, ano do início da vigência da Lei de Incentivo. O Ministério do Esporte tem trabalhado muito para aprimorar o contato com os interessados em apresentarem propostas e conta, inclusive, com um setor de Orientações e Normas para auxiliar na elaboração de projetos condizentes com o exigido pela Lei. Além disso, o site do Ministério do Esporte disponibiliza um manual que ensina o passo a passo para o registro de projetos.

Como o senhor analisa a importância do trabalho desenvolvido pelos clubes brasileiros para a formação de atletas de alto desempenho?

George Hilton: Os clubes são fundamentais para o fomento da prática de atividades físicas para o desenvolvimento do esporte no país e, ao mesmo tempo, para a descoberta de talentos para o Brasil. Essas instituições se confundem com a história esportiva do país, revelando grandes campeões e contribuindo para o fortalecimento do espírito olímpico nos nossos jovens.

O que precisará ser feito para que a motivação para o esporte permaneça no país após 2016?

George Hilton: Nosso objetivo é que o legado dos Jogos do Rio 2016 seja duradouro e que alcance todas as regiões do Brasil. Para isso, o Governo Federal está implantando 285 Centros de Iniciação ao Esporte, em 263 municípios brasileiros. As unidades serão multiuso, com padrões oficiais para até 13 modalidades olímpicas, seis paraolímpicas e uma não olímpica, e é destinada à identificação de talentos, à formação de atletas e ao desenvolvimento da base do esporte. Esses Centros farão parte da Rede Nacional de Treinamento que o governo está estruturando como outro legado de infraestrutura. A Rede vai interligar instalações esportivas, existentes ou em construção, espalhadas por todo o Brasil. Estamos confiantes de que o esporte no país já está colhendo os frutos do maior evento esportivo do planeta.

JEAN MADEIRA

Madeira (centro) recebeu projeto do Sindi-Clube, entregue por Granieri e Cláudio Lauletta
Madeira (centro) recebeu projeto do Sindi-Clube, entregue por Granieri e Cláudio Lauletta

Dirigentes do Sindi-Clube foram recebidos pelo novo secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo (SELJ), Jean Madeira, quando foi apresentado o “Projeto Escola Esporte Clube”.

O plano de inclusão social voltado para crianças e jovens da rede pública de ensino foi entregue ao secretário pelo presidente da entidade, Cezar Roberto Leão Granieri.

A proposta tem como base a utilização da expertise dos clubes em atividades de esporte e de lazer para desenvolver ações para os estudantes nos espaços físicos dos clubes e nas escolas.

“O objetivo é proporcionar acesso das crianças e jovens da rede pública de ensino do Estado aos clubes paulistas, para ampliar e enriquecer o desenvolvimento dos estudantes nos aspectos social e cultural, além do esportivo. O esporte traz esses benefícios para quem o pratica de maneira organizada, como acontece nos clubes”, afirmou Granieri.

Segundo o projeto, os clubes que optarem por participar da ação aplicarão atividades especiais para receber os alunos, em horários opostos aos de maior utilização de seus equipamentos pelos associados e serão remunerados por estudante atendido.

O secretário Madeira, que concedeu entrevista exclusiva à Revista dos Clubes, elogiou a iniciativa do Sindi-Clube:

“Queremos desenvolver atividades esportivas de participação para os jovens e essa ideia de integrar os clubes do Estado a esse objetivo é muito boa. Somos totalmente simpáticos à proposta. Não incentivar a prática esportiva nessa faixa etária significa deixar uma porta aberta para o consumo e tráfico de drogas. Vamos agora ver a melhor forma para desenvolver esse projeto”, afirmou.

Acompanhe abaixo o restante da entrevista com o novo secretário de Esportes.

Como vereador, o senhor desenvolveu trabalhos voltados para a inclusão social de jovens por meio do esporte. Como pretende usar essa experiência na Secretaria?

Jean Madeira: Levarei minha experiência em ações de inserção social com crianças e jovens por meio do esporte e, certamente, esta será uma das marcas de minha gestão. Sou judoca, modalidade que herdei dos meus pais e sei que o esporte pode abrir portas para as crianças, sobretudo as de famílias mais pobres. Vamos trabalhar forte para ampliar esse acesso.

Como o senhor analisa o atual relacionamento do governo do Estado com os clubes esportivos e sociais, no que se refere à implementação de políticas públicas de esporte e lazer?

Jean Madeira: Quero ter o melhor relacionamento possível com clubes, federações, sindicatos e ligas. As portas da SELJ estão abertas a todas as instituições ligadas ao esporte no Estado de São Paulo. É preciso ouvir as instituições que lidam diretamente com o tema para realizar um trabalho tecnicamente participativo e focado nas reais necessidades da população.

O programa São Paulo Amigo do Idoso foi inicialmente implantado em 2014, com participação ainda pequena dos clubes admitidos nessa ação. Qual a previsão da expansão desse programa para a terceira idade neste ano?

Jean Madeira: O São Paulo Amigo do Idoso é um programa amplo, implementado pelo Governo do Estado de São Paulo, baseado no conceito de “envelhecimento ativo”, da Organização Mundial de Saúde. Na SELJ, foi criado em 2013 o VidAtiva, programa que disponibiliza em cartões um crédito de R$ 57 mensais ao idoso para praticar esportes em academias. Está em nosso plano de governo a ampliação dessa ação, que já alcançou 4 mil idosos. Vamos trabalhar para aumentar a participação dos clubes e demais instituições esportivas nesse processo.

O valor previsto no orçamento do Estado para a lei paulista de incentivo fiscal ao esporte, em 2015, é de R$ 90 milhões. Em anos anteriores, o valor disponibilizado não foi totalmente aproveitado. Como a secretaria vai trabalhar para efetivar a destinação para o esporte dessa verba de incentivo?

Jean Madeira: É preciso que as instituições proponentes, os empresários, a mídia, enfim, que todos conheçam os detalhes legais sobre a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte. Há uma série de requisitos, que visam certificar o repasse de recursos a iniciativas sérias, idôneas, que efetivamente vão beneficiar a população. Vamos participar de eventos, ministrar palestras, divulgar na mídia, ou seja, é preciso democratizar o acesso às informações para que os projetos sejam elaborados de forma correta.

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