Nado sincronizado do Japão retornará ao Paineiras, antes dos Jogos

Treino da seleção japonesa na piscina do Paineiras
Treino da seleção japonesa na piscina do Paineiras

As atletas do nado sincronizado do Japão retornam às piscinas do Clube Paineiras do Morumby no início de agosto, dias antes de iniciarem a disputa dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro.

Na primeira passagem, de 20 a 27 de fevereiro, as nadadoras se deram bem. Depois dos treinamentos realizados no Paineiras, as japonesas obtiveram a classificação no torneio pré-olímpico.

Dell’Aquila
Dell’Aquila

Entrevistado pela Revista dos Clubes, o presidente do Paineiras, Daniel Fausto Dell’Aquila, ressalta a disciplina e a dinâmica dos treinamentos das visitantes, que foram observadas de perto pelo corpo técnico do clube e também pelos associados que puderam conviver com as atletas olímpicas. Acompanhe a entrevista:

Como foram os treinamentos que a seleção de nado sincronizado do Japão fez na piscina olímpica do Paineiras, antes da disputa do torneio pré-olímpico, em março?

Daniel Fausto Dell’Aquila: Foram muito proveitosos, a dinâmica criada com a participação de nosso corpo técnico e nossas atletas gerou uma motivação diferente que pôde ser sentida pelas manifestações de toda a equipe japonesa. Foram vários elogios pelo acolhimento. Eu, como atleta de judô, tive várias participações internacionais e sei que o rendimento aumenta muito quando se tem um ambiente favorável. Principalmente quando se está fora do país. Prova disso foi a classificação da seleção japonesa para a Olimpíada e o interesse em retornarem antes dos Jogos, em agosto, para novos treinamentos, nas mesmas condições.

Qual a impressão que as japonesas causaram nos técnicos do Paineiras, o que pôde ser observado?

Daniel Fausto Dell’Aquila: Nossas técnicas e atletas ficaram impressionadas com a disciplina e o foco nos treinamentos. Foram observadas novas formas e dinâmicas de preparação. Deverão aplicá-las na proporção que couberem, afinal, esse era nosso maior objetivo nessa parceria. O mais interessante, porém, foi a participação dos associados que assistiram aos treinamentos, em busca de fotos e autógrafos. Muitos, inclusive, falavam japonês, o que ajudou muito na geração do clima agradável.

O Paineiras tem uma equipe de alto nível em nado sincronizado, que representará o Brasil nos Jogos do Rio. O que esse contato poderá trazer de benefícios para o desenvolvimento desse esporte no clube e para as atletas que estarão na Olimpíada? (FALTOU COLOCAR BOLD)

Daniel Fausto Dell’Aquila: Todo intercâmbio é bom para melhora de desempenho. Como já disse antes, esse era o nosso maior interesse, ao trazermos a seleção japonesa. Teremos duas atletas na próxima olimpíada, Sabrine Lowy e Lara Teixeira. Certamente, todo esse nosso envolvimento com o nado sincronizado motiva e gera novas expectativas, além do benefício direto que é o ganho técnico com a observação de centros mais avançados .

Quantas pessoas da delegação japonesa voltarão a usar a estrutura do Paineiras, entre atletas, técnicos e preparadores físicos, e em qual período?

Daniel Fausto Dell’Aquila: Estamos agora acertando detalhes para o retorno da seleção japonesa em agosto, entre os dias 6 e10. Elas virão para abertura dos Jogos, em 5 de agosto, e depois ficam no clube até a véspera das competições do nado sincronizado. A delegação deverá ser composta por aproximadamente 15 pessoas.

O clube receberá do comitê olímpico japonês uma compensação financeira pelo uso das instalações. Qual será a destinação dessa receita extra obtida para a cessão das instalações?

Daniel Fausto Dell’Aquila: Obviamente, há uma compensação financeira, mas isso não tem importância, perto dos benefícios técnicos que teremos para nossas equipes e corpo profissional. Todos os recursos extras obtidos serão destinados para o esporte do clube.

O que os associados do Paineiras ganharão com o contato feito com as atletas olímpicos?

Daniel Fausto Dell’Aquila: Além de conviver com os atletas olímpicos, é sempre prazeroso assistir a atividades com esportistas de alto desempenho. O contato direto com uma cultura tão tradicional também é muito positivo. Acreditamos que a mídia espontânea gerada por esse intercâmbio agrega valor à marca do clube e beneficia diretamente o associado.

Como o senhor vê os clubes no contexto dos esportes olímpicos?

Daniel Fausto Dell’Aquila: Está claro que os clubes do Brasil são os grandes responsáveis pela formação e existência das equipes olímpicas. Mesmo que não invistam diretamente no alto rendimento, levam a cultura através de suas escolas de esportes e atividades recreativas e de lazer. Essas entidades são muito importantes para nossa sociedade ao disseminar todos os benefícios de bem-estar, gerados pela pratica de atividade física.

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