Musculação é aliada da mulher na prevenção da perda óssea

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Guilherme Renke*

A diminuição da massa óssea nas mulheres é algo extremamente preocupante, e as acomete principalmente após a menopausa e traz grande risco para fraturas.

Nessas mulheres, as fraturas estão relacionadas com uma mortalidade muito elevada, em torno de 20%, sendo um problema de saúde pública.

Nas atletas, também temos a chamada “tríade da mulher atleta“, onde os baixos níveis de estrogênio podem favorecer a osteopenia e as fraturas de estresse.

Nesse caso, o baixo porcentual de gordura das atletas (menor do que 18%) é um dos principais fatores de risco para a diminuição do estrogênio, já que o tecido adiposo é um grande produtor do estradiol.

O estradiol, por sua vez, estimula uma proteína chamada osteoprotegerina que favorece o turnover ósseo, ou seja, com a diminuição, há um aumento da reabsorção e perda da massa óssea.

Como o exercício físico pode prevenir a perda óssea e a osteoporose?

Estudos mostram que o treinamento de resistência de alta intensidade (musculação) é capaz de melhorar a densidade mineral óssea e a força física em mulheres pós-menopausa com baixa massa óssea.

Em um dos estudos na comparação com as mulheres que realizam um programa de exercícios de baixa intensidade, aquelas no grupo com maior intensidade apresentaram maior densidade mineral óssea (DMO) na coluna lombar e colo femoral.

O grupo que realizou musculação com maior intensidade também apresentou maiores melhorias na força do extensor da perna (37,1% x 5,1%,) e força do extensor da parte traseira (36,3% contra 10,9%).

De fato, a musculação é muito eficaz na prevenção da perda óssea, mas sempre houve uma preocupação com risco de fraturas devido à maior carga.

No entanto, nos estudos recentes não foram observadas fraturas ou eventos adversos importantes, sugerindo que a musculação pode ser segura para mulheres pós-menopausa com massa óssea baixa.

Por isso, é fundamental o acompanhamento do profissional de educação física no treinamento e o acompanhamento médico para tratamento específico nos casos de perda de massa óssea, seja na mulher jovem, na mulher atleta, na mulher pós-menopausa ou no homem.

Vale ressaltar que o status nutricional é um fator essencial para uma boa saúde óssea, portanto restrições alimentares de alimentos ricos em cálcio podem trazer prejuízos para a saúde.

Tenha sempre orientação do seu médico e nutricionista.

*Guilherme Renke: Médico membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM. Mais informações aqui.

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