Modelos inovadores de esteira ensinam movimentos aos corredores

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Turíbio Barros*

 Novos modelos de esteira proporcionam exercícios para cadeirantes, pessoas com sobrepeso e reeducação do padrão de caminhada e corrida.

 As esteiras rolantes tornaram-se atualmente um recurso de grande valia para os praticantes de atividades físicas.

Praticamente todos os centros de condicionamento físico possuem esteiras rolantes, e andar ou correr nestes equipamentos já se tornou um hábito.

Curiosamente, as esteiras surgiram na década de 70, quando o conceito de exercício aeróbico começou a ganhar adeptos.

Naquela época, as esteiras eram bastante rudimentares  e causavam até certo desconforto, pois suas dimensões eram acanhadas, causando insegurança nos usuários.

Com o passar dos anos, houve uma grande evolução tecnológica e os equipamentos atuais não só proporcionam grande conforto para andar ou correr, como fornecem índices de quantificação da atividade como velocidade de corrida, distância percorrida, gasto calórico e batimentos cardíacos.

Esta evolução parece não ter limites, já encontramos esteiras com tecnologia capaz de contemplar até necessidades especiais.

Já existem esteiras que permitem exercício para os cadeirantes, proporcionando inclusive a realização de testes com objetivo de diagnóstico e avaliação de aptidão física para estes indivíduos.

Existem também, já há algum tempo, esteiras aquáticas, que permitem andar e correr dentro de uma piscina, com a mensuração dos mesmos parâmetros da esteira convencional, além de proporcionar maior gasto calórico e redução do impacto sobre as articulações.

Recentemente, surgiram dois outros equipamentos com características verdadeiramente únicas que chegam ao Brasil ainda este ano.

Uma delas é uma esteira com plataforma curva e sem motor.

Sua concepção é tão avançada que, apesar de não ser motorizada, sua cinta responde ao movimento de forma fácil e suave.

Sua plataforma curva proporciona uma reeducação do padrão de caminhada e corrida, uma vez que evita um impacto maior do calcanhar com o solo, obrigando o indivíduo a usar os músculos para absorver o impacto da pisada.

Outra esteira revolucionária foi desenvolvida pela NASA e se caracteriza por ter um efeito antigravitacional, podendo reduzir o peso do indivíduo em até 80%.

Este benefício permite desde o caminhar e correr sem sobrecarga articular para pacientes com sobrepeso, até a chance de pacientes com determinado grau de comprometimento neurológico terem a experiência  incrível de voltar a caminhar com o menor déficit motor possível.

Esta esteira pode também antecipar o exercício de caminhar e correr em situações de pós-operatórios de cirurgias ortopédicas e fraturas acelerando o processo de reabilitação.

Para o atleta de elite, a chance de reduzir o peso durante a corrida permite o refinamento do padrão de movimento melhorando a eficiência mecânica.

As esteiras cada vez mais se tornam aliadas da reabilitação, melhora da performance e da promoção de saúde.

Colaboração: Dra. Gerseli Angeli.

*Turíbio Barros é mestre e doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM (Escola Paulista de Medicina). Foi membro do American College of Sports Medicine, fisiologista do São Paulo FC e coordenador do departamento de fisiologia do E C Pinheiros. Atualmente, escreve para o site EuAtleta e mantém seu site www.drturibio.com

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