Mercado Livre de Energia abre horizonte para redução de custos para clubes

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O Mercado Livre de Energia (MLE), um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica em que os participantes podem negociar livremente todas as condições comerciais, representa uma boa opção para os clubes, cujas unidades consumidoras, localizadas em área contígua ou de mesmo CNPJ, tenham soma das demandas contratadas maior ou igual a 500 quilowatts.

Com esse perfil, o clube pode deixar a condição de consumidor cativo, que compra das concessionárias de distribuição às quais estão ligados, para se tornar um consumidor livre, que adquire energia diretamente dos geradores ou comercializadores, por meio de contratos com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume, etc.

A principal vantagem é a possibilidade de o consumidor escolher o contrato que melhor atenda as suas expectativas de custo e benefício. Levantamento feito pelo diretor de Meio Ambiente da Associação de Clubes Esportivos e Socioculturais de São Paulo (Acesc), Mario de Carvalho Fontes Neto, aponta que cinco clubes paulistanos, associados à entidade, iniciaram o processo de entrada no MLE.

“O Clube Atlético Monte Líbano e Clube de Campo de São Paulo foram os primeiros a concluir o ingresso”. Club Athletico Paulistano, Esporte Clube Pinheiros e Esporte Clube Sírio estão providenciando a entrada no MLE. Vale ressaltar que o trâmite não é rápido, pois o clube deve avisar previamente a distribuidora, que terá seis meses para desobrigá-lo do mercado cativo. Além disso, anterior a esse pedido de liberação, há o período de análise em que o clube fará um amplo estudo para definir a escolha por uma das várias fornecedoras do MLE”, diz Fontes Neto.

Suporte necessário

O diretor da Acesc observa que a opção pelo MLE tende a ser vantajosa. Porém, a decisão é complexa, pelas variáveis existentes que levam em conta o perfil de consumo de cada clube. Há também a parte burocrática e legal a ser cumprida. “Por isso, é preciso o suporte de um consultor especializado e independente das empresas fornecedoras, para fazer simulações de redução de custos e conduzir o ingresso no MLE com segurança. Posteriormente, o monitoramento, que é feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, também precisará de orientação”, diz.

Fontes Neto assinala que não há notícia de um consumidor do MLE que tenha retornado para o mercado cativo. “Todos obtêm economias significativas, que justificam o estudo necessário para a migração. O MLE dá ao clube a oportunidade de tratar um dos principais itens do orçamento, a energia elétrica, como um insumo que pode ser objeto de negociação, como os demais”, afirma.

Fontes renováveis

A energia incentivada do MLE foi estabelecida pelo Governo para estimular a expansão de geradores de fontes renováveis limitados a 30 MW de potência, como pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, eólica e solar. Para esses geradores serem mais competitivos, o comprador da energia proveniente deles, chamada de energia incentivada, recebe descontos na tarifa de uso do sistema de distribuição.

No mundo, como principal exemplo de mercado livre, há a comunidade europeia, com 27 países membros, que, desde 2007, está totalmente aberto – até mesmo consumidores residenciais podem escolher seu fornecedor.

Mais informações para clubes podem ser obtidas no Portal do SINDI-CLUBE.

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