Menos de um quarto da população brasileira pratica exercícios suficientes para ter uma vida ativa

(foto: shutterstock)
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Nabil Ghorayeb*

Para manter a luta contra o sedentarismo, vamos aos fatos. Recentemente, o Ministério do Esporte divulgou uma pesquisa que concluiu que pouco mais de 42% da população brasileira é sedentária.

O estudo contínuo do IBGE, conhecido como Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mostra um dado ainda mais grave: apenas 27,1% dos homens com mais de 18 anos praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer, enquanto nas mulheres este percentual ainda foi pior, de 18,4%.

Ou seja, os sedentários eram 72,9 % dos homens e 81,6% das mulheres.

A média brasileira de ativos foi de apenas 22,5%, incluindo a área urbana e rural do país. Ou seja, 77,5% da população não praticam o nível recomendado de atividade física no lazer.

O porcentual de adultos que praticam o nível recomendado de atividade física no tempo livre tende a diminuir com o aumento da idade.

Isto pode ser observado nas proporções dos grupos de idade de 18 a 24 anos, em que 35,3% praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer.

Dentre os adultos de 25 a 39 anos de idade a proporção foi de 25,5%.

Na faixa de 40 a 59 anos, esse porcentual foi de 18,3%, enquanto que, no grupo de mais de 60 anos, 13,6%.

A prática recomendada de atividade física no tempo livre cresce com o nível de instrução.

A PNAD divulgou que os idosos estão vivendo mais no Brasil.

Em 2013, dos 201,5 milhões de habitantes, cerca de 26,1 milhões eram pessoas acima dos 60 anos.

Para especialistas, o bom humor e a prática de atividades físicas contribuem para a longevidade.

prática regular de exercícios físicos ou esportes é considerada como fator de proteção à saúde das pessoas.

As oportunidades para indivíduos adultos serem fisicamente ativos podem ser classificadas em quatro domínios: no lazer (tempo livre), no trabalho, no deslocamento e no âmbito das atividades domésticas.

O nível recomendado de atividade física no lazer é de, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade física de intensidade leve e moderada ou de, pelo menos, 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa.

Alguns exemplos de atividades físicas de intensidade leve ou moderada são: a caminhada, musculação, hidroginástica, dança e ginástica em geral.

Como exemplos de intensidade vigorosa há a corrida, os esportes coletivos no geral, ginástica aeróbica, entre outras atividades que aumentem a frequência cardíaca muito além dos níveis de repouso.

Para a OMS – Organização Mundial da Saúde, ser ativo é: praticar futebol, basquete, ginástica aeróbica, corrida (inclusive em esteira) ou tênis durante pelo menos três dias por semana, com duração diária de 20 minutos ou mais; ou caminhada ou outra modalidade de exercício físico ou esporte durante pelo menos cinco dias por semana, com duração diária de 30 minutos ou mais.

Vamos mudar as estatísticas, faça um sedentário do seu circulo familiar ou de amizades abandonar essa “prática” tão ruim para a saúde e longevidade, o convença-o a ser ativo, gradualmente e sem interrupções.

*Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia, é especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte e mantém o site CardioEsporte onde podem ser lidos mais artigos com informações e dicas úteis para a saúde.

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