Legado olímpico: surgimento de ídolos é estímulo à prática esportiva

Foto:Alexandre Loureiro/Exemplus/COB
Isaquias Queiroz, surgimento de novo herói (Foto:Alexandre Loureiro/Exemplus/COB)

Turíbio Barros*

 A realização de uma Olimpíada é um empreendimento gigantesco.

Os recursos investidos para realizar o maior evento esportivo do planeta sempre ultrapassam qualquer estimativa prévia.

Deste grande investimento se espera um retorno proporcional em diversos e diferentes aspectos.

Visibilidade do país no mundo todo, grande fluxo de turistas, melhora de infraestrutura urbana, aumento significativo de arrecadação, entre outros.

Do ponto de vista do esporte, existe sempre a expectativa do aproveitamento das grandes obras realizadas e o receio de algumas se tornarem, de certa forma, inúteis pela falta de identificação da população com algumas modalidades.

A otimização dessas instalações demanda uma política e um planejamento previamente muito bem elaborados para capitalizar da melhor maneira possível o grande investimento realizado.

Entretanto, o maior legado que os jogos podem deixar que justificasse com sobras o investimento feito, estará no estímulo à prática esportiva.

Quando falamos em estimular a prática do esporte podemos entender de uma forma imediatista, esperando que exista uma repercussão transferida ao esporte de alto rendimento que resulte no crescimento do país como potência esportiva.

Porém, existe um legado muito mais importante que ficamos na expectativa de obter.

Trata-se da esperança de que a grande visibilidade das competições resulte em um estímulo para a iniciação esportiva de uma nova geração.

O surgimento de novos heróis do esporte (dentre os quais talvez o canoísta Isaquias Queiroz represente o melhor exemplo) deve ter estimulado jovens que, de alguma maneira, se identificaram com o humilde rapaz.

Algumas notícias recentes, inclusive, já dão conta do surgimento de um centro de treinamento da modalidade na, até então desconhecida, cidade de Ubaitaba, no interior da Bahia.

Esperamos que não se trate de um exemplo isolado, mas sim do reflexo de um novo despertar para a prática do esporte com a expectativa de podermos projetar uma geração que cada vez mais se afaste daquela que é considerada a maior inimiga da saúde do terceiro milênio, a vida sedentária.

*Turíbio Barros (www.drturibio.com)
Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. É membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do Esporte Clube Pinheiros.

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