Jatene aponta parceria com os clubes para o fortalecimento da prática esportiva na cidade

Celso Jatene coleciona números que demonstram a intensa atividade da Secretaria Municipal de Esportes, desde janeiro de 2013, período em que ele esteve no comando da pasta. Agora, deixa o cargo para se candidatar a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo. Entrevistado pela Revista dos Clubes, Jatene indica outro feito importante como secretário: a aproximação conseguida com o setor clubístico, e vê nesse estreitamento de relações um dos caminhos para fortalecer a prática esportiva na cidade.

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Celso Jatene

Como o senhor analisa a sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Esportes (Seme)?

Celso Jatene: Tivemos dois pilares fundamentais como alicerces do nosso trabalho: a destinação dos recursos para atividades participativas, buscando os moradores da cidade, e a recuperação física dos equipamentos esportivos públicos. A partir dai foram diversas ações diretas e outras tantas em parceria com a iniciativa privada, com resultados visíveis e muito significativos. A participação superior a 3 milhões de pessoas nas Viradas Esportivas, o envolvimento de mais de 200 mil pessoas em nossas atividades continuadas (Clube Escola, Temático de Artes Marciais, Programa Vem Dançar, Golf para a Vida, entre outros), além da realização de 180 corridas de rua por ano, são alguns exemplos. Quanto aos equipamentos esportivos, contabilizamos mais de um milhão de metros quadrados de áreas públicas reparadas, como a do Centro Olímpico de Santo Amaro. Também a recuperação de mais de 200 Clubes da Comunidade (CDCs), sendo que mais de 40 campos receberam grama sintética (parte disso em parceria com a Ambev). Foram entregues os novos equipamentos, como o Clube Esportivo Tietê, o Centro de Esportes Radicais, a transformação do Ceret e a construção de dez novos CEUS. Posso afirmar, com base nesses resultados concretos, que nosso legado foi altamente positivo, apesar de ainda haver muito o que fazer.

Por sua sugestão, o prefeito Fernando Haddad criou, em 2013, o Comitê Voluntário de Apoio à Gestão Esportiva da Secretaria Municipal de Esportes, constituído por presidentes de clubes. Qual a sua avaliação do trabalho desse órgão, em relação a propostas apresentadas e discutidas?

Celso Jatene: A criação do Comitê aproximou de forma definitiva os clubes da Seme, tanto institucionalmente como pessoalmente. Os centros esportivos e os CDCs têm muito o que aprender com os clubes e suas histórias centenárias de vitórias, com os seus atuais e ex-dirigentes que construíram uma linda trajetória de sucesso. Agradeço o apoio que recebi do SINDI-CLUBE e da Acesc, assim como a todos os clubes e, em nome do querido Betinho, todas as pessoas comprometidas com a nossa cidade.

Qual a análise que o senhor faz do relacionamento da atual gestão municipal com os clubes esportivos e sociais, no que se refere à implementação de políticas públicas de esporte e lazer?

Celso Jatene: Avançamos, mas há muito que progredir. O poder publico só conseguirá levar o melhor para a população carente da cidade se puder contar, definitivamente, com entidades e empresas privadas. Não há mais espaço para o “cada um por si” e nem para o “público banca tudo”. O único caminho possível é o da parceria em que cada um entra com o que tem de melhor. Tivemos algumas experiências muito bem sucedidas nesses três anos, mas isso precisa crescer muito mais e virar rotina. Quem vai ganhar é a cidade e a população mais necessitada.

De que forma os Clubes da Comunidade poderiam receber apoio para seu funcionamento dos clubes esportivos e sociais da cidade?

Celso Jatene: Os CDCs (antigos Clubes Desportivos Municipais) podem receber apoio de várias formas: expertise de gestão, programas esportivos, de lazer e recreação, melhorias físicas nos equipamentos, etc. O que é fundamental é a necessidade de aproximação tanto dos clubes com os CDCs, como com os Centros Esportivos, que são administrados diretamente pela prefeitura. São 280 CDCs e 50 CEs. Hoje existe a Lei de Incentivo ao Esporte Municipal que se baseia na renúncia de ISS e IPTU, em benefício do esporte da cidade. Está funcionando a todo vapor e se transformando numa ferramenta importante para essa parceria.

Como poderia se dar, de forma efetiva, a realização de projetos de formação de atletas em parceria com os clubes que são os grandes desenvolvedores de talentos esportivos?

Celso Jatene: A formação de atletas é um braço muito importante, mas não sobrevive sem o esporte social. Nossa visão é que quanto mais conseguirmos massificar a prática esportiva e introduzi-la de forma definitiva na rotina das crianças, mais talentos podem surgir. A parceria entre o poder público, entidades (clubes, federações, confederações etc.) e empresas, com o fôlego fundamental dado pelas leis de incentivo (nas três esferas), pode trazer resultados maravilhosos.

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