Grávidas podem fazer exercícios?

Pregnant woman. Fitness.

*Ana Paula Simões

Durante esses nove meses de gravidez, fui questionada dezenas de vezes se eu poderia estar fazendo atividade física.

Algumas vezes, praticamente me tiraram das aulas para falar coisas como “você tem que se cuidar!”, “seu filho vai nascer!”.

Esses “incentivos”, apesar de bem intencionados, foram a inspiração para o último artigo antes do parto.

Vamos, portanto, desfazer alguns mitos:

A orientação para a realização de atividade física durante a gestação é estimulada e indicada pelo American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), desde a década de 1990.

Porém, somente em 2002 essa prática foi reconhecida como segura e indicada para todas gestantes saudáveis, e confirmadas no guideline da sociedade brasileira de medicina do esporte.

Portanto, por ser um consenso relativamente novo, muitas pessoas ainda desconhecem seus benefícios.

A gravidez é um período favorável para a intervenção dos profissionais da saúde, porque as mulheres estão muito próximas, realizando consultas frequentes, mais atentas às mudanças do seu corpo além de estarem fazendo exames de rotina e recebendo uma série de orientações.

Os exercícios físicos reduzem o risco de complicações obstétricas, geram maior controle do ganho de peso da mãe e atuam positivamente no estado psicológico, diminuindo a incidência de depressão e estresse, além do lado social que é superimportante.

 

Atividades recomendadas

As atividades físicas mais recomendadas são as praticadas na água, como hidroginástica e natação, uma vez que evitam as forças gravitacionais, diminuindo a sobrecarga muscular em regiões que já estão sendo hiper solicitadas, como ocorre na lombar, por exemplo.

Uma boa alternativa para prevenir a perda do tônus muscular e melhorar a flexibilidade são os exercícios posturais como ioga, pilates e RPG.

Mas o que mais encontrei em comum na literatura foi o consenso: evite aumentar sua frequência cardíaca 20% acima dos valores de repouso, mantendo assim adequado o fluxo sanguíneo ao bebê e ao seu corpo.

Mas todas as grávidas podem?

São poucas as condições que inviabilizam a prática de exercícios físicos durante a gestação.

E, normalmente, não se trata de uma doença anterior da mulher, e, sim, de algum problema ou risco particular àquela gestação.

Vale lembrar também que, uma vez autorizada pelo obstetra, à prática de exercícios traz benefícios que não se limitam ao físico.

Quando a mulher se exercita, o corpo libera uma série de hormônios que provocam bem-estar, as chamadas endorfinas.

las melhoram o humor, reduzem o estresse, e isso se estende também ao bebê, uma vez que cai na corrente sanguínea da mãe, por meio da placenta chegará até ele.

Além disso, a mulher que pratica atividades físicas tem mais confiança no próprio corpo, mais controle e é mais autoconsciente.

E isso faz toda diferença na hora do parto, porque a deixa muito mais segura e feliz com seu corpo!

*Ana Paula Simões: mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa Casa de São Paulo. Especialista e delegada regional do Comitê de Traumatologia Esportiva, médica assistente do grupo de traumatologia da Santa Casa de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Futebol Feminino e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva.

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