Gasto calórico na folia de carnaval evidencia importância da reposição

Foto: Shutterstock
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Nabil Ghorayeb*

O Carnaval vem chegando e a folia prevista para muitas cidades do Brasil, principalmente Rio e São Paulo (quase 500 blocos de rua em cada um), é desafiadora.

A caminhada pulante-dançante dos foliões tem gasto calórico elevado.

A equação de gastos depende do tempo dispendido pelos blocos e o peso de cada folião.

Podemos dizer, então, que a atividade física carnavalesca bem estimulada traz resultados benéficos?

Talvez sim, talvez não.

Depende muito de como cada folião repõe os gastos calóricos e alimenta seu organismo.

O que vai fazer grande diferença é o consumo de alimentos e de bebidas de toda ordem (antes, durante e depois da farra), seja água, fermentados (cerveja), destilados (vodca, etc), que acabam, sim, repondo as perdas calóricas e até muito mais.

A perda calórica e a esperada consequente perda de peso acabam sem resultados efetivos, mesmo sabendo que uma pessoa de 70 kg “dançando” firme poderia perder umas 350 calorias por hora num bloco carnavalesco.

Nos desfiles de escolas de samba, as coisas são diferentes, como certa vez avaliamos para o Fantástico.

Os destaques, os passistas e os ritmistas da bateria perdem em média 3 kg em uma hora de desfile por desidratação e gasto calórico.

Nas alas que usam fantasias, deve-se somar o peso material do acessório desgastante.

Hidratação e consumo de carboidratos, medicação regular e autorização médica no caso de doença prévia são princípios básicos que devem nortear o folião, como se ele fosse participar de uma corrida ou esporte competitivo, já que a exigência física no carnaval é extrema.

Bem, nessa história toda, os participantes do carnaval, seja nos blocos de rua, seja nos desfiles das escolas de samba, devem se preparar como fossem participar de uma corrida de 10 km, em dia de calor.

 Isso implica condicionamento físico, alimentação prévia adequada e reposição energética.

Não é raro o acontecimento de eventos médicos graves entre os passistas nos desfiles de escolas.

Infartos e derrames já aconteceram em foliões na faixa dos 60 anos de idade ou mais.

Muito por conta do total descuido, como se o evento não merecesse atenção física.

Os abusos devem ser evitados, mas este comportamento depende de cada um.

A boa diversão implica em conhecer seus limites físicos, manter alimentação adequada, ter controle pessoal no consumo de bebidas energéticas e alcoólicas e procurar não beber termogênicos (proibidos no Brasil) antes da folia pelo risco de morte súbita.

Resumindo: a diversão saudável depende de você!

*Nabil Ghorayeb
Formado em medicina pela FM de Sorocaba PUC-SP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP , Chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, Especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, Médico Sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, Coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br    

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