“Formação de atletas deve ter o ciclo olímpico como balizador”, diz Lars Grael em entrevista

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Grael: formação obedece ao ciclo olímpico

Um volume de R$ 60 milhões foi destinado pela CBC (Confederação Brasileira de Clubes) a 24 clubes para o desenvolvimento de modalidades olímpicas e paraolímpicas, desde a regulamentação da Lei Pelé, em abril de 2013.

Essas agremiações responderam à convocação para a apresentação de projetos, feita por cinco editais lançados pela CBC. A entidade recebe 0,5% do arrecadado com loterias no país e, conforme prevê a lei, libera valores para propostas analisadas e aprovadas.

Os clubes interessados em desenvolver atletas podem contar com boas novidades no próximo edital, de número 6.

A convocação será lançada no Congresso Brasileiro de Clubes, a ser realizado de 27 a 29 de maio, no hotel Royal Palm Plaza, em Campinas.

Entrevistado pela Revista dos Clubes, Lars Grael, superintendente técnico da CBC e que integra a comissão que analisa os projetos que pedem recursos da Lei Pelé, revela que o novo edital prevê remuneração para comissões técnicas e pelo prazo de 48 meses, com vistas ao próximo ciclo olímpico, 2016/2020. Isso atende a reivindicações dos clubes formadores de atletas.

Acompanhe a entrevista.

A CBC lançará no Congresso Brasileiro de Clubes um novo edital de convocação para clubes interessados em obter recursos da Lei Pelé para a formação de atletas. No que essa convocação diferirá de editais anteriores?

Lars Grael: O edital nº 6, que será lançado, completa uma série de ações estruturantes para a formação de atletas, sejam olímpicos ou paraolímpicos. Para tanto, é necessária infraestrutura moderna e adequada, contemplada nos editais 1, 2 e 5; participação em competições, considerada nos editais 3 e 4; e, para completar , viabilização de comissão técnica capacitada, que será feita no edital nº 6. Diferente dos editais anteriores, entendemos que os recursos humanos, responsáveis pelas atividades de formação esportiva nos clubes, não podem ser tratados como uma contratação pontual, pois as atividades devem ter um caráter continuado, com método padronizado e pessoas de referência à frente de todo o processo. O caráter continuado que falo, vai ao encontro do Plano Estratégico da CBC que considera o ciclo olímpico e paraolímpico como balizador. O que se quer com isso é considerar a formação de atletas como um processo que terá como referência cada ciclo, o que não deve ser confundido com a finalidade de preparar atletas para os Jogos de Tóquio 2020. Esperamos que isso possa até ser uma consequência desse trabalho, além de muitas outras, pois a formação se inicia nas categorias inferiores, em que o resultado só aparecerá a médio e longo prazo, em ciclos mais adiante.

 A utilização dos recursos da Lei Pelé para remuneração do pessoal das comissões técnicas era uma demanda dos clubes formadores?

Lars Grael: É exatamente isso. Para definirmos o edital nº 6, foram considerados o Seminário de Formação de Atletas, que realizamos em dezembro de 2015, a pesquisa de demandas para o ciclo 2016 a 2020, que fizemos com os clubes filiados, e os outros apoios já realizados nos editais anteriores e que ainda estão em execução. Dessa maneira, a CBC identificou em todas as suas avaliações a necessidade de apoio à viabilização de comissão técnica para os esportes de base e é isso que vamos oferecer no próximo edital.

A CBC também tinha a expectativa de poder simplificar a burocracia para os clubes no processo para a participação nos editais. Isso foi conseguido?

Lars Grael: Trabalhamos na formatação de um edital que facilite o acesso aos recursos da CBC, mas, ao mesmo tempo, que atenda às normas legais vinculadas à utilização de recursos públicos. Esse edital, certamente, será menos burocrático para os clubes. Definiremos valores para que não haja necessidade de orçamentos de mercado. Também padronizaremos modelos de projeto e de formulário eletrônico, em que o clube preencha apenas o estritamente necessário. Conseguiremos agilizar os prazos e diminuir o cronograma para o repasse dos recursos. Esse é um esforço que demanda muito das equipes da CBC. Ou seja, para diminuir a dificuldade do clube foi preciso aumentar o trabalho interno.

A formulação do novo edital pode ser vista como um sinal positivo de que a política de estruturação do esporte nacional ganha novos contornos e fica como mais um legado da década do esporte para o país?

Lars Grael: Penso que sim, porque a estruturação do esporte nacional passa fundamentalmente pela atenção que se dá à base, pela formação de atletas. À medida que possamos viabilizar que mais jovens tenham acesso às atividades esportivas com a qualidade adequada, isso irá refletir-se em todo o sistema e na sua estruturação.

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