Evitar o infarto no esporte é possível? Médico responde

Cropped picture of a sportsman during a diagnostic test

Nabil Ghorayeb*

Podemos evitar o infarto no esporte?

Parece uma pergunta sem resposta, mas com algumas medidas preventivas podemos sim diminuir o risco de que aconteça algum problema de saúde no esporte, seja qual for a modalidade.

Há um tempo, em uma corrida de Fórmula 1, no surfe, nas provas de hipismo e outras parecidas, não se imaginava que o piloto, o cavaleiro ou o surfista sofriam estímulos cardíacos muito parecidos com os de um atleta de modalidades tradicionais como a corrida, por exemplo.

No nosso livro editado com o fisiologista Turíbio Barros, “O Exercício”, está publicado o holter (aparelho portátil que faz a monitoração do ritmo cardíaco durante o exercício) de um famoso piloto, campeão mundial na época, onde na largada e nas ultrapassagens a frequência cardíaca atingia o limite máximo de 200 por minuto.

Ao examinarmos cavaleiros olímpicos e surfistas encontramos corações muito bem adaptados, com baixas frequências cardíacas no repouso iguais às de um maratonista.

Para evitar ou ao menos diminuir o risco de problema, seja um infarto do miocárdio ou outro evento cardiovascular, a avaliação clínica especializada é fundamental.

Se o doutor não souber dos riscos de determinada modalidade esportiva, como por exemplo, alpinismo, mergulho, aventura em cavernas, corridas no deserto e outras, procure quem conhece o tema, porque as exigências do coração são intensas e podem levar ao infarto ou complicações circulatórias.

Nas avaliações médicas corriqueiras, sempre se deve incluir o teste ergométrico, que só pode ser feito por médico estando no local do exame.

Algumas academias não têm médico, e o teste ergométrico com eletrocardiograma é feito por profissionais não médicos, o que é proibido por lei (exercício ilegal da medicina), com risco de erros diagnósticos banais.

Já não se proíbe a prática esportiva para grande parte das doenças, porém há limites obrigatórios.

Por isso procure seu médico e saiba o que se pode ou não se pode.

Sabemos que não existe o zero risco, porém não pratique esportes ou modalidades de exercícios intensos (maratona, aventura, spinning, etc.) sem uma competente avaliação cardiológica do esporte.

No crossfit ou HITT ou outras modalidades parecidas, faça também uma avaliação ortopédica detalhada pelo alto risco de lesões.

*Nabil Ghorayeb: Formado em medicina pela FM de Sorocaba PUC-SP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP, chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715, Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde

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