Em dois períodos? Dias intercalados? Veja como dividir os seus treinos

Running on treadmill

Treinadores Gustavo Luz e Deborah Povoleri mostram a melhor maneira de organizar a sua rotina de atividades físicas, dependendo do seu condicionamento e histórico

Quem gosta de praticar atividade física, normalmente, é adepto de mais de uma modalidade.

Mas como organizar a rotina conciliando os treinos com trabalho, família, entre outros afazeres do dia a dia?

Não é fácil.

E muitas vezes o atleta amador precisa treinar todos os dias e até duas vezes no mesmo dia.

Mas será que isso é saudável? Será que qualquer pessoa pode adotar uma rotina tão intensa?

Os dois profissionais ressaltam que essa é a realidade de muita gente pela falta de tempo da vida moderna.

Mas ambos concordam que é preciso bom condicionamento físico para aguentar a “pegada” e que se for preciso fazer dois treinos no mesmo dia, é importante que ele tenha características e estímulos diferentes.

“Muita gente treina duas vezes ao dia, em vários dias da semana. Por exemplo, é possível nadar e fazer musculação, correr e pedalar, alongar e treinar na academia, e por aí vai. Tem que ir ajustando com a logística do dia a dia profissional, não tem jeito”, comentou Gustavo Luz.

“Para ter dois treinos no mesmo dia, eles devem ser de características ou grupamentos musculares diferentes, por exemplo: treino de força para quadríceps de manhã, treino de resistência cárdio, com predominância de membros superiores, à noite, ou natação. Dificilmente um atleta que é amador consegue treinar grandes grupamentos e fazer outro treino que lhe exija no mesmo dia”, afirmou Deborah Povoleri.

Gustavo Luz citou o exemplo dos triatletas, lembrando que os querem praticar o esporte com bom desempenho precisam treinar duas vezes ao dia.

Para ele, isso não é um problema, desde que a pessoa não corra em dois períodos.

“Eu acho que a questão aí é a corrida duas vezes ao dia. Isso é pior do que melhor para a maioria. Então, a sugestão para o corredor amador, na média, é não correr duas vezes ao dia, preferir praticar outra atividade complementar. A não ser que esteja treinando para uma prova de corrida específica que precise dessa habilidade”.

De acordo com o treinador, a melhor estratégia, no caso da corrida, é treinar dia sim, dia não.

“Dá tempo de se recuperar melhor. Mas sempre com alguma atividade complementar nos dias em que não corre. Só descansa quando estiver cansado. Mas é difícil uma pessoa que não esteja muito familiarizada com a corrida ter todas essas sensações e saber interpretá-las. Essas pessoas precisam de planilha, de uma regra para seguir. E, às vezes, ter dia de descanso aqui, dia de descanso ali, pode funcionar bem. Dá uma certa perspectiva da semana como um todo, facilitando a assimilação dos treinos, observou.

Deborah Povoleri usou outro exemplo, o dos peladeiros de plantão, que não abrem mão do treino de musculação ou de suas corridinhas. Segundo ela, para quem tem que fazer isso no mesmo dia do futebol, é importante ter um certo descanso no intervalo entre as modalidades, além de boa alimentação.

– Aquela pessoa que vai à academia de manhã e joga um futebolzinho à noite, provavelmente vai perceber que o seu rendimento vai cair, se ele não tiver feito boas refeições ou descansado nesse intervalo de tempo. O importante é frisar que isso vai depender muito da condição física e do background de cada um.

O treinador especialista em corridas foi mais além. Para ele, mais importante do que seguir regularmente a rotina de dois treinos por dia ou ainda de treinos diários, sem intervalo, é saber ouvir e obedecer a seu corpo quando ele pede descanso.

“Eu tenho uma regra que eu não deixo passar: se ficar na dúvida entre descansar e sair para treinar descanse na mesma hora. Isso vale muito para quem gosta de treinar. Há vezes em que você pode passar dois ou três dias sem conseguir treinar porque se enrolou com o trabalho ou porque simplesmente quer descansar. Isso não é um problema e não vai diminuir o seu rendimento”garantiu.

*Gustavo Luz: é educador físico formado pela Estácio de Sá, treinador de corrida e triatlo desde 2006 e praticante há quase 20 anos. Diretor técnico da G-Luz Top Team, vive atento a tudo que se refere à fisiologia do exercício. Também fala com conhecimento empírico de quem está sempre frequentando as competições.

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