É simples: caminhada diária de 10 minutos já faz bem para a saúde

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Nabil Ghorayeb*

Recentemente, o Ministério da Saúde da Inglaterra resolveu tomar uma medida drástica contra o sedentarismo, que, segundo estatísticas oficiais, contribui para uma morte de cada seis que ocorrem.

Lá como cá, a inatividade é um grande problema de saúde pública devido a causas diversas que conhecemos como a vida moderna agitada, corte de despesas com academias e clubes sociais, falta de tempo no geral, e a falta de segurança nas ruas e parques.

A piora dos hábitos de vida da população inglesa foi notada pelas autoridades de saúde que contabilizaram em até 20% os que passaram de ativos para sedentários, quando compararam os dados dos anos 60 com os de hoje.

O foco recomendado pela Medicina do Esporte em todo o mundo é conhecido como “Exercise is the best medicine” (Exercício é o melhor remédio), ou seja, praticar atividades físicas, como as caminhadas e os trotes, por 150 minutos por semana.

Infelizmente se constatou que a população não conseguia seguir essa proposta de ser ativa, buscou-se, então, com pesquisas médico-científicas, algo possível de ser implementado, e desenvolveu-se um aplicativo gratuito chamado de Active 10, de caminhadas e pequenos trotes diários de apenas 10 minutos.

Essa pequena quantidade foi brilhante, pois o resultado das pesquisas mostrou que se conseguiu reduzir a morte cardíaca precoce (antes dos 60 anos) em 15%, além de diminuir o aparecimento do diabete 2 em 40%, das doenças cardíacas em 35%, da demência (principalmente o Alzheimer) em 30% e alguns tipos de câncer em 20%.

As pessoas sabem que têm que se movimentar, mas não lembram que a saúde pode mudar para pior, se continuarem inativos, claramente sem nenhuma atividade física.

Os benefícios são incríveis com hábitos de vida ativos.

Em nosso país, incentivos de sites como o nosso e de centenas de profissionais da saúde (médicos, educadores físicos, fisioterapeutas) diariamente na busca de bons caminhos, porém a resposta positiva tem progredido lentamente.

O eficiente programa brasileiro Agita Brasil, correu o mundo, mas ainda não atingiu o objetivo de ter a maioria da população ativa.

Ainda no Brasil, foram tentados alguns programas governamentais, como “Academia pública nos parques”, porém ainda não andou, porque as pessoas decidem sozinhas.

Os políticos se esqueceram de leis para contratar profissionais de educação física para ensinar, orientar e corrigir erros da população disposta a se exercitar sem riscos de lesões nessas academias públicas.

Voltamos a sugerir a todos, como recomendamos há mais de 20 anos, simplesmente fazer caminhadas, onde puder, ou subir escadas (três lances por dia), praticar dança de salão, fazer exercícios físicos livres, tudo para atingir os 150 minutos de intensidade moderada ou 75 minutos se forem intensos.

Se tiver chance, vale acrescentar exercícios de fortalecimento muscular duas vezes por semana.

Não podemos deixar o modo de vida inativa continuar a ser o padrão de quase 80% dos brasileiros, lembrando que, assim, o risco das doenças degenerativas cresce e piora a qualidade de vida.

Esse aplicativo inglês do Public Health England pode ser baixado sem custos.

O ideal é ter um personal diplomado para orientar as atividades físicas, depois de uma competente avaliação médica de riscos nos esportes.

*Nabil Ghorayeb

Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba PUC-SP, doutor em cardiologia pela FMU-SP, chefe da seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, especialista por concurso em cardiologia e medicina do esporte, médico sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, coordenador da clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde.

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